segunda-feira, 8 de junho de 2015

Valongo cria ocupação de tempos livres para crianças e jovens com deficiência


Valongo, Porto, 04 jun (Lusa) - A câmara de Valongo decidiu alargar o projeto de ocupação de tempos livres às crianças com deficiência do concelho e este verão vai testar a ideia com um "projeto-piloto", indicou a vereadora da Ação Social, Luísa Oliveira.
O projeto tem o nome "OTL ESPECIAL@rte" e a população alvo são as crianças e jovens a partir dos 06 anos de idade residente no concelho de Valongo, distrito do Porto.
"Ao nível do concelho, e mesmo da Área Metropolitana do Porto, ainda há pouca resposta para as famílias que nas férias escolares necessitam de encontrar espaços e atividades para os filhos que tenham necessidades especiais. Este é um projeto-piloto que visa colmatar essa falha", descreveu Luísa Oliveira.
A autarca falava à margem de uma reunião de câmara descentralizada que esta tarde decorreu em Alfena, exatamente a freguesia que vai acolher, na Escola do Xisto, equipamento atualmente desativado, os interessados nesta iniciativa em agosto.
Luísa Oliveira avançou que as atividades serão pensadas em função do público-alvo, ou seja das necessidades especiais das crianças, podendo ir das artes ao desporto com a escolha de modalidades "muito específicas".
A equipa que a câmara de Valongo está a constituir para o "OTL ESPECIAL@rte" é multidisciplinar, sendo que um possível alargamento deste "projeto-piloto" a outras paragens de períodos letivos como o Natal ou a Páscoa dependerá, disse a vereadora, "da recetividade recolhida este verão".
Antes de avançar com esta ideia, a autarquia de Valongo realizou um levantamento que indicou que 132 crianças/ jovens com deficiência frequentam os estabelecimentos de ensino público de Valongo.
O estudo da autarquia revelou que pelo menos uma centena destas crianças necessita de resposta de ocupação de tempos livres nas interrupções letivas.
"Salienta-se ainda, de acordo com informação de professores e técnicos de intervenção social do concelho, a existência de um grupo de jovens adultos com deficiência sem qualquer resposta institucional que não estão sinalizados", lê-se na proposta sobre este projeto.
O texto vinca, ainda, que "a criação desta resposta contribuirá fortemente para a conciliação da vida profissional com a vida familiar, mais agravada nos períodos de interrupção letiva".
PYT // MSP
Lusa/fim

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