quinta-feira, 20 de julho de 2017

Microsoft lança aplicação para descrever o mundo a cegos

PÚBLICO



A Aplicação tenta reconhecer as emoções nos rostos

Seeing AI
 é capaz de identificar pessoas conhecidas e tenta ler os rostos para descobrir emoções. Não está disponível em Portugal.

A Microsoft lançou uma aplicação gratuita, que usa a câmara do telemóvel e tecnologia de inteligência artificial para descrever o mundo à volta do utilizador, o que pode ir de um documento de texto numa folha de papel, ao rosto de uma pessoa e respectivas emoções.

A aplicação ainda está longe de ter um alcance global. Chamada Seeing AI, e descrita como uma câmara falante para cegos e pessoas com baixa visão, está disponível apenas para iOS (o sistema do iPhone) e num número limitado de seis países e territórios, de que Portugal não faz parte (a empresa promete acrescentar mais países à lista). A voz da aplicação também só fala em inglês.

De acordo com a descrição da Microsoft, a Seeing AI é capaz de reconhecer e ler imediatamente textos curtos, estejam estes impressos em papel ou em placas e sinais, por exemplo. No caso de livros ou documentos, a aplicação ajuda o utilizador a apontar correctamente a câmara, antes de digitalizar e começar a ler o conteúdo. Também identifica produtos a partir da leitura de códigos de barras e, em alguns casos, oferece informação adicional (como o modo de preparação de um alimento).

Para além disso, também memoriza rostos de pessoas para as poder identificar mais tarde. Uma vez apontada a câmara para uma pessoa, o utilizador é informado do nome e da distância a que estão. Ouve também uma estimativa da idade e do género, bem como uma descrição das emoções indicadas pela expressão facial. A aplicação pode ainda ser usada para descrever ao utilizador imagens que estejam noutras aplicações, como fotografias partilhadas nas redes sociais.

Uma outra funcionalidade (que está em fase inicial) permite ouvir uma descrição genérica daquilo que a câmara está a captar. “Como este ainda é um projecto de investigação, há algumas funções que ainda consideramos experimentais”, explicou a Microsoft, em comunicado. No futuro, a empresa pretende que a Seeing AI seja capaz de identificar notas.

Esta não é a única aplicação destinada a cegos e pessoas com baixa visão. Há aplicações que funcionam como um mapa auditivo, outras que permitem identificar notas e moedas, e as que descrevem cores. 
 

Colaboração no estudo: certificação de alunos com necessidades educativas especiais que usufruíram de currículo específico individual

A colega Marisa Martins encontra-se a trabalhar na sua dissertação de mestrado em educação especial sobre o tema da certificação de alunos com necessidades educativas especiais que usufruíram de currículo específico individual. Nesta fase, vem solicitar o apoio de todos os docentes de educação especial para colaborarem respondendo a um questionário elaborado para o efeito.

Assim, quem pretender colaborar pode aceder através do seguinte link https://goo.gl/forms/DbDYsHQUfK3oRSP63.

Comissão de peritos do contingente especial para candidatos com deficiência física ou sensorial no âmbito do Regulamento do Concurso Nacional de Acesso e Ingresso no Ensino Superior Público

O Despacho n.º 6342-B/2017, de 19 de julho, procede à nomeação da comissão de peritos do contingente especial para candidatos com deficiência física ou sensorial no âmbito do Regulamento do Concurso Nacional de Acesso e Ingresso no Ensino Superior Público para a Matrícula e Inscrição no Ano Letivo de 2017-2018.
Do preâmbulo do normativo, destaca-se que, nos termos do artigo 15.º do Regulamento do Concurso Nacional de Acesso e Ingresso no Ensino Superior Público para a Matrícula e Inscrição no Ano Letivo de 2017-2018, aprovado pela Portaria n.º 211-A/2017, de 17 de julho, podem concorrer às vagas do contingente especial para candidatos com deficiência física ou sensorial os estudantes que satisfaçam os requisitos constantes do anexo II do referido Regulamento.
Nos termos do artigo 30.º do mesmo Regulamento, os estudantes que pretendam candidatar-se às vagas do referido contingente especial devem apresentar um requerimento instruído com os documentos descritos no n.º 2 desse mesmo artigo bem como com todos os outros que considere úteis para a avaliação da sua deficiência e das consequências desta no seu desempenho individual no percurso escolar no ensino secundário. A apreciação dos pedidos é efetuada por uma comissão de peritos nomeada por despacho do diretor-geral do Ensino Superior a quem compete proceder à verificação da satisfação dos referidos requisitos.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Estacionar em lugar de deficientes é contraordenação grave a partir de sábado

Estacionar em lugar de deficientes é contraordenação grave a partir de sábado: A partir de sábado quem estacionar em lugar reservado a veículos de pessoas com deficiência incorre numa contraordenação grave, segundo uma lei publicada esta sexta-feira em Diário da República.

Professor de Educação Especial, quem és tu?

São normalmente duas as frases que oiço quando digo a minha profissão.

“- Professora de Educação Especial? O que fazes exatamente?”

“- Ah, isso é um grande desafio! Tens de trabalhar com casos complicados, autistas e isso..”

IMG_2163Existe efetivamente, não só quem não é do núcleo da Educação, quem ainda não compreende exatamente o que faz um professor de Educação Especial. Esta é uma atitude resultante da multiplicidade de papéis que os professores nesta área têm assumido dependendo das instituições/escolas onde estão inseridos; da sua base de formação e em última instância do perfil de cada um. Há no entanto, como em todas as profissões uma definição de funções comuns.

 O “boom” da especialização em Educação Especial teve início após o enquadramento legal que apela à inclusão não permitindo que escolas regulares vedem o acesso a crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE).

A especialização de um professor na área de Educação Especial está ao alcance de todos os professores. Atualmente existem várias ofertas e como em todas as áreas, algumas mais adequadas do que outras. Tão importante como a especialização nesta área estão, sem dúvida, as experiências e os locais por onde passou o professor de Educação Especial. Estes fatores, “em colaboração” com os conhecimentos académicos é que permitem fazer a diferença.

Um professor de Educação Especial deve conhecer todo o enquadramento legal relativamente às necessidades educativas especiais, conhecendo na íntegra o Decreto. Lei 3/2008, o documento orientador que regula a intervenção nas Necessidades Educativas Especiais. É o Departamento de Educação Especial que recebe as referenciações (onde deve estar integrado um relatório médico) dos alunos que revelam dificuldades nas atividades e participação em sala de aula, avaliando, conjuntamente com o SPO (Serviço de Psicologia e Orientação) o perfil de funcionalidade do aluno através de uma avaliação pedagógica (professor EE) complementada com uma avaliação psicológica, (Psicólogo). Após esta avaliação o professor EE propõe as medidas educativas que em conjunto com as informações do conselho de turma são definidas através de um Programa Educativo Individual. Identificadas as áreas comprometidas e as áreas fortes (emergentes) o professor de Educação Especial funciona como um intermediário que tem de conhecer os comprometimentos avaliados pelos profissionais de saúde e as suas implicações nas aprendizagens. É o professor EE que pode ajudar os professores do conselho de turma com ferramentas e estratégias que permitem ajudar o aluno no seu percurso. É o aliado para discutir, planear e orientar a intervenção mais adequada. Tem também um papel fundamental para explicitar à comunidade escolar não só o enquadramento legal, mas a filosofia subjacente nas necessidades educativas especiais para que todos os intervenientes usem uma linguagem universal e uma postura congruente, nunca nos esquecendo do nosso papel, mas interligando conhecimentos. Encontrar as ferramentas mais indicadas e com rigor para ajudar o aluno a atingir as metas trabalhando em conjunto com os professores e individualmente com o aluno é o seu objetivo.

“Rigor” é uma palavra fundamental. Fundamental para definir, também, o que não é Educação Especial. Não é um espaço para explicações, não é uma sala de apoio às disciplinas, não é um professor de apoio sócio educativo e não é o “médico de família” do Ministério da Educação que transpõe para um papel, em modo de medida educativa, as indicações do relatório médico do aluno.

É importante percebemos o papel de cada um neste processo. Os profissionais de saúde são fundamentais para indicarem o perfil de funcionalidade ao nível das estruturas do corpo e nas funções mentais, mas não podem receitar medidas educativas, assim como um professor de educação especial não receita medicamentos, porque não é a sua área.

Em suma, o Departamento de Educação Especial tem de possuir conhecimentos consistentes relativamente a todas as áreas de intervenção, Tem de conhecer as fragilidades, as perturbações do desenvolvimento e tem de dominar as ferramentas mais indicadas para trabalhar competências específicas que permitam ao aluno encontrar uma forma de estabelecer um ponto de partida que o coloque o mais possível em igualdade de circunstâncias.

Cada alínea de cada medida educativa tem de ser pensada, repensada, especificada e nunca, nunca generalizada ou massificada. Os alunos não são rótulos. São nomes, vidas e personalidades diferentes que para progredirem no seu percurso têm de ser respeitados. E por isso defendo que existe um perfil para se ser Professor de Educação Especial. Por experiência própria reconheço que é difícil manter uma linha de intervenção e objetivos claros quando em muitas escolas o Professor de Educação Especial acaba por ser o único recurso de apoio boicotando assim o seu verdadeiro trabalho.

Em última análise (que deve ser geral a todos os professores), em Educação Especial é necessário um trabalho de um grande envolvimento, de pesquisa constante e especial em estabelecer uma relação com os alunos que lhes transmita confiança verdadeira, pois facilmente a nossa postura pode soar a falso se não é sentida. E só a partir deste ponto é possível desenvolver um trabalho.

Maria Joana Almeida
http://www.comregras.com/professor-de-educacao-especial-quem-es-tu/

Alunos com deficiência devem estar na "escola de todos"

fonte: Sic Notícias



O ministro da Educação defendeu esta quinta-feira que a escola pública é um lugar de inclusão, apontando que não há educação de sucesso sem equidade, para dizer que o lugar dos alunos com necessidades especiais é na "escola de todos".

A falar na sessão de abertura do V Congresso Internacional da Associação Nacional de Docentes de Educação Especial - Pró-Inclusão, sob o lema "Educação, Inclusão e Inovação", Tiago Brandão Rodrigues apontou que, da mesma maneira que não se tolera cidadãos de primeira e de segunda, também na educação e nas escolas é preciso ter "uma resposta que só pode ser inclusiva".

O governante aproveitou para referir a proposta de alteração à legislação sobre educação inclusiva a educação especial, posta em discussão pública desde segunda-feira e até 31 de agosto, disponível no portal do Governo.

Para o ministro da Educação, a proposta do Governo traz um estabelecimento de ensino de resposta contínua, "de forma a que cada aluno aprenda até à exata fronteira de todo o seu potencial", focado na "construção de processos pedagógicos que removam efetivamente as barreiras à aprendizagem".

"A escola pública é um lugar de inclusão e não um lugar de segregação, e as escolas de uns são as escolas dos outros", defendeu, apontando que não há educação de sucesso sem equidade.


O novo regime legal parte do pressuposto de que Portugal "é ainda um país com baixas taxas de inclusão dos alunos no sistema educativo, subsistindo ainda nas escolas um número significativo de jovens, com necessidades específicas, em espaços físicos ou curriculares segregados".

Segundo o que está definido na proposta de decreto-lei, este novo regime legal procura construir uma escola inclusiva centrada no acesso ao currículo, na igualdade de oportunidades como ponto de partida, na abordagem multinível para a identificação de medidas de acesso ao currículo ou na cooperação e trabalho de equipa para identificar os alunos com necessidades educativas especiais.

Por outro lado, Tiago Brandão Rodrigues apontou que é obrigação de todos "providenciar um serviço nacional de educação competente, abrangente e vocacionado em ensinar a cada um, conforme as diferenças que inevitavelmente caracterizam cada um".

O ministro frisou que "sucesso quer dizer aprender o máximo que cada um pode aprender" e que o maior desafio da escola do século XXI é o de agregar e diferenciar.

O governante salientou também que o país "fez um dos mais notáveis percursos na Europa, no que se refere à integração de todas as crianças e jovens com deficiência no (...) sistema educativo".

"Temos agora que, além da integração, fazer mais pela inclusão destas crianças e destes jovens e trazê-los crescentemente para os nossos espaços físicos e curriculares em que todos os alunos se inscrevem", defendeu.

O V Congresso Internacional da Associação Nacional de Docentes de Educação Especial continua durante o dia de sexta-feira, estando prevista a intervenção do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Oftalmologista portuguesa premiada nos EUA

A oftalmologista portuguesa Inês Laíns venceu um prémio da universidade norte-americana de Harvard para o melhor artigo científico sobre aquela especialidade, dedicado à perda de visão com o aumento de idade.

O artigo de Inês Laíns, que trabalha nos Estados Unidos no Massachussetts Eye and Ear Hospital, refere-se a uma nova maneira de diagnosticar a degenerescência macular relacionada com a idade, estudando a rapidez com que o olho se adapta ao escuro.
O texto de Inês Laíns dá conta do processo de confirmação de que "a presença de determinadas lesões oculares está associada a um tempo maior necessário para que haja capacidade de ver no escuro".
Essa conclusão permite "compreender melhor as alterações oculares que acontecem nesta doença", o que é "crucial para poder desenvolver novas estratégias e alvos terapêuticos" para compreender a doença, uma das principais causas de cegueira.