segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Aluno NEE sem ir a escola



Deficiente profundo transferido de uma escola de ensino especial continua sem professor, sem ir à escola e sem apoio.
Conheço tantos professores desempregados, não entendo sinceramente. E é assim o nosso país!
 

Novos manuais para alunos invisuais e disléxicos

Como lê uma criança cega ou com baixa visão? Através de audiolivros. Estes chegam também, e pela primeira vez, aos alunos com dislexia. O projeto, uma parceria do Ministério da Educação, da Fundação Vodafone Portugal e da Porto Editora, é apresentado esta quinta-feira em Lisboa.

O projecto DAISY 2012 – a sigla inglesa Digital Accessible Information System, um sistema digital de acesso à informação – é apresentado na secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, Lisboa. O objetivo é oferecer a alunos e a professores um software de última geração, o EasyReader, para leitura de audiolivros digitais.

O programa criado em 2005 e que até agora contemplava apenas alunos cegos e com baixa visão, estende-se agora aos estudantes com dislexia que passam a poder ler e ouvir em simultâneo, facilitando-lhes a compreensão do que leem. O programa informático tem como objetivo facilitar a leitura e permite ao estudante controlar a velocidade de leitura, mas também escolher o tipo e o tamanho da letra, mudar a cor de fundo e utilizar atalhos no teclado. Por exemplo, um aluno com baixa visão pode aumentar o tamanho da letra até conseguir lê-la ou um disléxico pode mudar a cor do fundo do texto de maneira a facilitar-lhe a leitura.

Esta versão “reformulada e melhorada do EasyReader”, permite que os os estudantes tenham acesso a manuais escolares ou outros livros de leitura recomendada, usados por milhares de estudantes portugueses, explica Filomena Pereira, diretora de serviços de educação especial da Direção-Geral de Educação (DGE).

Ao todo estão a ser produzidos cerca de quatro dezenas de manuais escolares e obras de leitura recomendada, que deverão chegar ainda este ano letivo a largas centenas de alunos cegos ou com baixa visão e com dislexia, informa o gabinete de comunicação da Vodafone. Dos audiolivros produzidos destacam-se os manuais das disciplinas de História, Ciências Naturais, Tecnologias de Informação e Comunicação e obras de leitura recomendada, como Os Lusíadas, Os Maias e Viagens na Minha Terra.

Portanto, com o novo software os alunos com necessidades educativas especiais deixam de estar limitados à oferta disponibilizada pela DGE e passam a ter acesso a outro tipo de literatura portuguesa e estrangeira. O acesso “torna-se universal” congratula-se Filomena Pereira.

Já os professores podem produzir conteúdos áudio para os seus alunos, através do uso deste programa. Para esta produção de conteúdos especializados, a DGE vai promover ações de formação.

300 licenças gratuitas

A partir do dia de hoje vai estar aberto um concurso na página online da DGE, para que alunos e professores das várias escolas do país possam concorrer e adquirir este software. Para o efeito, serão disponibilizadas 300 licenças de forma gratuita. Filomena Pereira prevê “receber imensos pedidos do ensino secundário e 3.º ciclo” e espera conseguir “satisfazer todos os alunos cegos ou de baixa visão”.

No caso de alunos com dislexia não faz antevisões, uma vez que o DAISY “é um projeto experimental em Portugal” e a “utilização do software tem de ser devidamente acompanhada”. Vão ser os professores a fazê-lo, com monitorização, acrescenta.

Segundo Filomena Pereira, o “projeto é crucial no acesso à informação destes alunos”, pois tal como “qualquer pessoa, os invisuais e disléxicos têm direito à informação, a estar informados”.

À parceria entre a DGE e a Fundação Vodafone junta-se a Porto Editora. O objetivo é garantir a sustentabilidade do projeto: a DGE supervisiona a adaptação dos manuais a produzir, a Porto Editora fornece os conteúdos digitais e a Vodafone financia integralmente a produção das respetivas matrizes e suporta o custo das licenças do software EasyReader.

O projeto DAISY pretende “contribuir para o desenvolvimento da Sociedade de Informação, combater a infoexclusão, o insucesso escolar e difundir as novas tecnologias em Portugal”.

Um terço dos invisuais portugueses está desempregado e um em cada seis vive de prestação social


Lusa / AO online: Um em cada três invisuais está desempregado e quase um em cada seis vive de uma prestação da segurança social, concluiu um estudo divulgado pela associação representativa deste grupo.

O trabalho “A prestação de serviços e a promoção da vida independente”, da Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), que teve o apoio do Fundo Social Europeu, foi realizado pela PPLL Consult, e revela ainda que 50,8% dos invisuais em Portugal não consegue ou têm muita dificuldade em movimentar-se em longas distâncias.

Apresentado durante o seminário internacional “Autorrepresentação das pessoas com deficiência visual no século XXI. Que perspetivas, desafios e soluções?”, que hoje termina, em Lisboa, o documento refere também que 30% dos invisuais tem menos que o 1.º ciclo e 17,8% apresenta formação a nível de ensino médio e superior.

Quando é analisado o modo de vida destes portugueses, a conclusão do estudo, abrangendo 1.325 inquiridos, é que 12,8% dependem da família e 25,8% vivem de rendimentos de trabalho ou de propriedade.

Questionados sobre o seu interesse político, 69,5% dos cegos disse votar nas eleições.

"De uma forma geral, a população deficiente visual inquirida apresenta dificuldades em movimentar-se em ambientes não familiares", refere uma informação da ACAPO.

Por outro lado, somente 28,9% lê e escreve Braille, sendo a forma digital a mais utilizada como forma de comunicação escrita, atingindo 51,8%.

O coordenador do estudo, o sociólogo Paulo Pedroso, citado pela ACAPO, defende que “a representatividade da população com deficiência visual é de extrema importância e pela primeira vez em Portugal é possível avaliar quantitativamente o modo de vida dos insuficientes invisuais”.

O trabalho teve como objetivo aferir sobre as reais necessidades dos cidadãos com deficiência visual e a sua relação com os serviços de que beneficiam.

O seminário, que coincide com as comemorações do Dia Mundial da Bengala Branca, conta com a presença de organizações congéneres da área da deficiência visual de Espanha, Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Noruega, ao lado de diversos especialistas nacionais.

domingo, 14 de outubro de 2012

11 de Outubro - Dia Mundial da Visão 2012

Dia Mundial da Visão 2012

 

imagem WHO


O Dia Mundial da Visão é assinalado oficialmente na segunda quinta-feira do mês de Outubro, que este ano é no dia 11 de Outubro.

Não existe um tema específico para o Dia Mundial da Visão, contudo, a erradicação da cegueira evitável é o objectivo sempre presente e o foco central do VISION 2020, um projecto da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB).


Ligações perigosas que afectam a saúde dos olhos



Há medicamentos e doenças com impacto na saúde ocular.

Diabetes, doenças reumáticas, depressão. Em comum têm pouco,mas estas doenças sistémicas, à semelhança de tantas outras, partilham uma característica: o impacto na qualidade da visão.

É para isso que alertam a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) e a Ordem dos Médicos, que se juntam para promover, a 11 de Outubro, Dia Mundial da Visão, uma sessão de esclarecimento para médicos de todas as especialidades sobre o impacto de várias doenças e respectiva medicação na saúde ocular.

Até porque, confirma ao Destak Manuela Carmona, presidente da SPO, apesar do esforço de sensibilização dos médicos de outras especialidades, subsiste algum desconhecimento. «Vemos muitas vezes doentes diabéticos com anos de evolução da doença que desconhecem a importância da consulta de oftalmologia anual para despiste da retinopatia diabética», confirma a especialista.

Embora difícil de quantificar, tendo em conta que quase todas as doenças podem afectar a saúde ocular, «é fácil perceber que o impacto destes problemas em Portugal é elevado». Mais ainda quando se pensa que há doenças, como a diabetes, cuja incidência tem vindo a aumentar. Ainda assim, Manuela Carmona considera que o País «tem um número adequado de oftalmologistas para a sua população».

Primeiro a prevenção

A diabetes é, refere ainda a presidente da SPO, «de longe», a doença com maior impacto na saúde ocular. Um impacto cuja melhor forma de prevenir é através «da consulta regular ao oftalmologista», aconselha. Mas há outras doenças, como a depressão, tratadas com psicotrópicos e ansiolíticos, medicamentos que, segundo a especialista, «alteram a quantidade e qualidade da lágrima, causando olho seco e problemas de focagem».

Sensibilizar os portugueses é também um dos objectivos do Dia Mundial da Visão, trabalho que a SPO tem levado a cabo, mas que «é contínuo e nunca está acabado», admite Manuela Carmona. E aqui cabe também aos médicos de diferentes especialidades um papel importante, já que «podem alertar os doentes para a importância de avaliações periódicas pelo oftalmologista, especialmente quando o doente é portador de patologia que afecta a visão ou cujo tratamento afecta a saúde ocular».

Cientistas portugueses criam 'substituto' dos óculos


Um modelo que permite determinar a correção individualizada e adequada de cada olho humano está a ser desenvolvido por três cientistas portugueses, que viram o resultado do seu estudo publicado numa revista especializada norte-americana.
O objetivo é conseguir um modelo que permita encontrar uma "solução personalizada para cada doente, indo ao encontro das suas necessidades", disse à agência Lusa a médica oftalmologista Filomena Ribeiro, um dos elementos da equipa.
São também autores do trabalho, publicado na revista online PLoS ONE, o oftalmologista António Castanheira-Dinis, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e o físico de Instituto Superior Técnico e especialista em ótica João Dias.
Atualmente, com os métodos existentes, os médicos corrigem - com o recurso a óculos, lentes de contacto ou lentes intra-oculares - deficiências mais comuns na vista como a miopia, o astigmatismo ou a hipermetropia, mas têm mais dificuldade em conseguir resposta quando se confrontam com as chamadas aberrações óticas, anomalias diversas nos olhos que distorcem as imagens, explicou Filomena Ribeiro.
O trabalho básico, que a especialista desenvolveu ao longo de quatro anos, consistiu no uso de um programa informático no qual introduziu os dados que foi recolhendo nos 140 pacientes que submeteu a cirurgias aos olhos no Hospital da Luz, em Lisboa, onde desenvolve a atividade clínica.
O resultado aguardado, resultante do desenvolvimento do projeto, é conseguir, com a introdução das deficiências do olho a tratar, que o modelo informático indique qual a forma de corrigir todos os seus problemas e não apenas alguns, acrescentou Filomena Ribeiro.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Rastreio à dislexia acontece no Porto (20 de Outubro)

 

Trata-se de um convite aos encarregados de educação para descobrir qual a razão das dificuldades de aprendizagem dos seus filhos. Maria Amélia Dias Martins, coordenadora da iniciativa, resume assim o objetivo do rastreio: "Os pais precisam de saber se o insucesso escolar se resolve com umas explicações ou se é fruto de uma perturbação e requer terapia."

Estudos realizados nos Estados Unidos da América revelam que em 40% das dificuldades de aprendizagem observadas na população em idade escolar, mais de 75% têm origem em casos de dislexia. Maria Amélia Dias Martins acredita que "as percentagens nacionais não andarão muito distantes destas".

Cientificamente, a dislexia tem sido definida como um problema neurológico, de base genética. Os cientistas têm avançado ainda com a tese de que possivelmente será hereditária. Há uma forte evidência de que os filhos de pais disléxicos têm mais probabilidade de ter a problemática. Ao que os estudos indicam, a raiz do problema está localizada numa anomalia dos cromossomas relacionados com a parte auditiva e visual. No primeiro caso, será a discriminação do som bem como a sua qualidade que determinarão a dificuldade; no segundo, será a discriminação visual e a associação de grafemas.

Por ser uma "área de saúde", refere Maria Amélia Dias Martins, "a dislexia não se resolve com apoios educativos na escola". "Quando muito treina a criança para chegar aos testes e ir fazendo qualquer coisa para ir passando de ano, mas a dificuldade não melhora". Como professora de educação especial, defende uma intervenção logo no pré-escolar.

"Há indicadores que permitem aos educadores identificar eventuais dislexias", garante Maria Amélia Dias Martins. E dá exemplos: "Uma criança que se relaciona mal aprende com dificuldade a relação com o espaço, expressa-se não utilizando o vocabulário mais adequado, não é capaz de fazer com autonomia as suas rotinas diárias, etc." Estes são apenas alguns dos traços que indiciam futuras dificuldades que vão resultar em perturbações de leitura, escrita e até no cálculo.

No final do 1.º ano de escolaridade, "a criança já teve tempo suficiente para aprender a leitura, se não aprendeu é porque alguma coisa aconteceu", alerta. Depois de detetados os problemas, é urgente intervir: "A equipa de educação especial tem obrigação de ir imediatamente à escola". "Não se pode estar à espera que estas dificuldades melhorem sem intervenção", adverte a professora.

Testar a interpretação
No rastreio, as crianças são submetidas a um conjunto de testes onde lê um texto dado pela terapeuta. Sobre os métodos utilizados no despiste da problemática, Maria Amélia Dias Martins explica como se distancia da maioria dos testes que existem: "Não fazemos contagem de palavras por determinado tempo, a nossa perspetiva é completamente diferente. Está voltada para a capacidade de interpretação."

Como professora da educação especial, não considera "prejudicial" que a leitura seja feita de forma mais devagar, mesmo que isso possa estar associado a algum grau menor de dislexia. "A criança pode ler devagar, ou até soletrar um bocado, desde que não seja excessivo e ela consiga perceber as palavras, frases, períodos, parágrafos e textos." Se assim for, a intervenção não é necessária. "Costumo dizer que só mexo quando começa a fazer mossa", acrescenta.

Enquanto as crianças são testadas, os pais respondem a um inquérito. A conjugação da informação recolhida fornece o resultado da problemática, que no final é dado a conhecer através de um parecer realizado por profissionais nas áreas da psicologia e pedagogia.

Mas a dislexia é apenas uma das muitas causas das dificuldades de aprendizagem que passam também por "situações mais simples", alerta Maria Amélia Dias Martins: "Por vezes tratam-se apenas de sintomas de forte ansiedade e nesse caso indicamos o que os pais devem fazer para dar apoio e tranquilidade à criança". Uma "terapêutica" que passa por fazer com que a criança se sinta segura em casa e mais acompanhada. "Só depois, se o problema persistir, é que se devem tomar medidas de apoio psicológico."

O rastreio decorre nas instalações da Clipêutica, na Rua do Relógio, no Porto, e tem um custo de três euros que reverte a favor da associação Acreditar.
 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Roubar os deficientes é insultar a dignidade de um País


 


imagem: Rádio Renascença

Nos países que se querem civilizados a sociedade organiza-se para garantir aos deficientes, na medida em que isso seja possível, a mesma qualidade de vida, oportunidades de trabalho e direitos que aos restantes cidadãos. E isso implica custos que, como um todo, assumimos.

O que o Estado português garante aos deficientes é muito pouco. Pouco mais de 200 euros de pensão social de invalidez para quem, em grande parte dos casos, tem de gastar muitíssimo mais do que isso para garantir o que aos não deficientes sai de borla: a mobilidade e as capacidades físicas essenciais que para a maioria são tão naturais como respirar. O subsídio de assistência por terceira pessoa - que é dado a quem tenha uma pessoa deficiente a cargo que precise de assistência de pelo menos 30 horas por semana - é de 88 euros. Dá cerca de cinquenta cêntimos por hora. O subsídio mensal vitalício, também para quem tenha uma pessoa deficiente a cargo com mais de 24 anos, para supostamente pagar todas as despesas, é de 177 euros. Na realidade, não estamos a falar de subsídios mas sim de esmolas. Dinheiro que não daria para uma pessoa sem qualquer deficiência sobreviver.

Para além disto, os produtos de apoio - cadeiras de rodas, andarilhos, adaptações dos automóveis, próteses, fraldas, sondas ou algalias - são, em parte, suportados pelo Estado. Porque se trata de despesas extra que o resto dos cidadãos não têm e que são indispensáveis para que estas pessoas vivam e trabalhem. O orçamento para este apoio era de 12 milhões de euros anuais. Em PPP's e BPN's são menos do que trocos. E correspondem a 40 António Borges por ano.

Como se não bastasse a ridicularia, o Estado decidiu cortar 30% nesta despesa. Para 8 milhões. Tem uma desculpa: a execução do ano passado foi baixa. Pois foi. Porque o despacho que a determinou chegou tarde e a más horas. E porque os deficientes se depararam, de forma sistemática, com desumanas recusas na atribuição destes apoios. E há verbas que deveriam ter sido transferidas para os hospitais em 2011 e nem em 2012 lá chegaram. 6 milhões (metade) ficaram na gaveta apesar de tanta gente precisar deles e ver esse apoio, que lhes é devido, recusado. Conclusão: se o Estado consegue deixar estes cidadãos sem apoio, mais vale tirar isso do Orçamento.

Quando José Sócrates estava no governo decidiu cortar nos benifícios fiscais dados aos deficientes. Benefícios fiscais mais do que justificados. Porque, repito, para um deficiente viver com os mesmos direitos que os restantes cidadãos tem de gastar mais dinheiro. Esses custos acrescidos estão quantificados por um estudo do CES da Universidade de Coimbra. Variam entre os 4.103€ e 25.307€ anuais, dependendo do tipo e grau de incapacidade. Mais do que os rendimentos de muitos destes cidadãos.

Na altura, escrevi sobre o assunto, tendo apoiado a oposição - toda ela -, que se revoltou com esta medida. O PSD apresentou mesmo uma proposta de alteração ao orçamento de 2009 para repor esses beneficios. Chegado ao poder, esqueceu-se da sua indignação e deixou tudo como estava. Garantido o voto, tudo pode continuar como antes.

Para se manifestarem contra o pornográfico corte que foi feito no ridículo orçamento para apoio aos deficientes e exigir que a maioria que suporta este governo seja coerente com o que defendeu quando estava na oposição, centenas de deficientes estão em frente à Assembleia da República. Mantive contacto com alguns organizadores e sou testemunha do enorme esforço logístico e humano que este combate lhes exige. Mas, sendo gente habituada a lutar pelos mais básicos dos direitos, não desistem e só de lá sairão quando o governo tiver a decência de voltar atrás neste crime. Ainda não tinham chegado a São Bento e já estavam a vencer. O Instituto Nacional para a Reabilitação anunciava o reforço da verba em cerca de 1 milhão de euros. Faltam os outros três milhões e os benefícios fiscais que lhes foram retirados pelo governo anterior. Que resistam. E que tenham de todos os cidadãos a solidariedade e apoio ativo que merecem.

SIBS torna terminais multibanco mais acessíveis

 

ecranmultibanco


A SIBS implementou em mais de 3000 multibancos, distribuídos pelo território nacional, um sistema que permite a introdução de auscultadores garantindo desta forma maior privacidade e segurança aos utilizadores com deficiência visual sempre que ativem o sistema sonoro.

Para ativar o sistema sonoro os utilizadores devem inserir os auscultadores, introduzir o seu código PIN e segundos depois premir a tecla cinco.

A SIBS coloca ainda à disposição dos utilizadores um número de telefone - 2178130209 – para onde podem ser reportadas as situações em que o sistema de voz se encontre inativo ou ainda problemas relacionados com a locução.

Refira-se também que a ACAPO e a SIBS encontram-se a trabalhar em conjunto para melhorar o sistema de acesso por voz às caixas de ATM aumentando o leque de operações disponíveis e melhorando também o grau de acessibilidade às mesmas.

Conheça os terminais onde o sistema se encontra disponível.

Mulher recupera a visão graças a implante pioneiro

 


Uma mulher norte-americana recuperou a visão depois de um implante pioneiro que consistiu na colocação de um telescópio do tamanho de uma ervilha no seu olho. Graças aos cirurgiões do UC Davis Medical Center, Virginia Bane, de 89 anos, pode voltar a ler e a pintar depois de sete anos de escuridão.

Por sofrer de degeneração macular, uma das maiores causas da cegueira, em fase avançada, Bane perdeu, progressivamente, a visão, o que a obrigou a deixar a sua maior paixão - as aguarelas - e tornou impossível algo tão banal como ler um livro. Agora, tornou-se uma das 50 primeiras cidadãs dos EUA a receber o implante, que lhe devolveu a qualidade de vida.
"Consigo ver melhor do que nunca. As cores estão mais vibrantes, bonitas e naturais e consigo ler letras grandes com os meus óculos", conta a octogenária, citada pelo jornal britânico Daily Mail. "Não consegui ler durante os últimos sete anos e também estou ansiosa para voltar a pintar", acrescenta.

O implante em questão, de dimensões minúsculas, permite focar imagens nas áreas não danificadas da retina e, embora seja, atualmente, uma enorme inovação, tem potencial para vir a popularizar-se. "Este implante telescópico repara a visão projetando as imagens numa parte não afetada da retina, o que torna possível para os pacientes voltarem a ver a cara das pessoas e os detalhes dos objetos que se encontram à sua frente", explica Mark Mannis, especialista de oftalmologia e ciências da visão do UC Davis Health System.

Desde a cirurgia, realizada em Maio, Bane tem estado a trabalhar com optometristas da associação Society for The Blind e terapistas ocupacionais do UC Davis Medical Center para aprender a utilizar o seu novo "olho", treinando o cérebro para o aproveitar da melhor forma: o olho com o implante é usado, por exemplo, para ler e ver ao perto, ao passo que o outro oferece a visão periférica, fornecendo-lhe as informações necessárias para andar na rua ou em casa sem problemas.