domingo, 29 de março de 2020

Encerramento das escolas: qual o custo para as crianças com perturbações da aprendizagem

À medida que a pandemia do coronavírus alastra, vários países viram as suas escolas a serem encerradas por tempo indeterminado. A UNESCO estima que cerca de metade de todos os estudantes do mundo, dos vários níveis de ensino, estejam a ser afetados por esta paragem.

Não existem estudos sobre o impacto nas aprendizagens e competências dos alunos de uma interrupção escolar devido a pandemia — é algo completamente novo. Mas existem estudos sobre o impacto das férias escolares, de cerca de três meses, e são unânimes em assumir uma perda nas capacidades leitoras, nas competências matemáticas e nas funções da escrita.

As escolas parecem estar a adaptar-se à conjuntura e à imprevisibilidade das próximas semanas, adotando novas modalidades de ensino à distância com bastante empenho e dedicação. Por outro lado, algumas famílias mostram-se sobrecarregadas ao tentar manter o ritmo, ora porque não têm recursos (computador, impressora, Internet disponível para alguns ou todos os membros do agregado familiar), ora porque não têm tempo (a repartir entre o trabalho doméstico, o ensino dos filhos e o seu próprio trabalho), ora porque não dominam as matérias e as estratégias de ensino necessárias.

Sobre o efeito da interrupção letiva na educação, colocam-se desde logo duas questões: 1) a desigualdade no acesso a recursos digitais de famílias de diferentes classes económicas; e 2) a desvantagem pessoal, escolar e funcional que se pode acentuar no caso das crianças com perturbações da aprendizagem. As desvantagens da interrupção das atividades letivas são claramente desproporcionais para alunos provenientes de meios desfavorecidos, assim como para alunos com dificuldades académicas.

Vejamos o caso dos alunos com dislexia, que em situação normal já partem em situação de desvantagem. A dislexia é uma perturbação específica da aprendizagem, de base linguística e que se manifesta ao longo da vida. Tem na sua origem um défice fonológico que se reflete em dificuldades de descodificação, fluência leitora e escrita. Os alunos com dislexia revelam menos autonomia, demoram mais tempo a completar trabalhos devido à baixa fluência leitora e mobilizam um esforço muito superior ao dos seus pares para levar a cabo tarefas escolares. Para além de o ensino à distância limitar bastante a supervisão e o apoio diferenciado que o professor pode prestar, estes alunos ficaram ainda na maior parte dos casos privados das terapias e apoios pedagógicos que tinham, agravando as suas dificuldades.

Na convicção de que os tempos atuais impõem um desafio acrescido às crianças com perturbações da aprendizagem e suas famílias, aqui ficam algumas propostas para minimizar o retrocesso nas aprendizagens:

Aos pais:
Crie um caderno da quarentena. Aproveite um caderno ou dossier que tenha em casa deixe que a criança o decore a seu gosto e comecem a registar os trabalho feito: fichas, leitura, produção escrita, desenhos, etc. Este documento poderá ser um registo útil para os professores, além de ser um registo pessoal histórico;
Mantenha as expectativas altas com objetivos razoáveis, claro. A dislexia não define o seu filho e ele tem uma capacidade para se adaptar que o pode surpreender;
Aceite dias-não. Dias-não são dias em que nada parece resultar e em que a leitura, por exemplo, que já costuma ser hesitante, se apresenta extremamente difícil. Seja paciente, positivo e recorde ao seu filho que amanhã voltarão a tentar. Esta inconsistência é comum na dislexia;
Comunique e peça ajuda. Contacte sempre que possível os professores e outros técnicos que habitualmente acompanham o seu filho. Peça estratégias, material e ideias para dar seguimento aos objetivos individuais em curso;
Leia com o seu filho diariamente. Este ponto pode ser difícil, mas está provado que é uma das medidas com maior efeito. Pode ler de tudo um pouco: revistas, banda desenhada, enciclopédias ilustradas, livros pequenos e grandes. O importante é manter a rotina de leitura e já agora dê você mesmo o exemplo, lendo;
Aproveitem o Dia Internacional do Livro Infantil (2 de Abril) e procurem um recurso diferente: audiolivros, ebooks ou até a leitura de uma história por algum autor no YouTube. Estes materiais são acessíveis para as crianças com dislexia e promovem a literacia e a linguagem em geral.

Aos professores:
Recorra aos colegas, à equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva do professor de apoio e criem atividades adaptadas que permitam a prática diária e a continuação da promoção dos vossos objetivos;
Consultem os pais para saber se é preciso ajustar o trabalho fornecido. Às vezes, mais não é melhor;
Acreditem que o vosso trabalho mais do que nunca é fundamental e pode fazer a diferença, inspirem-se, motivem-se e motivem os outros. E, já agora, obrigada.

A todos, confiem que o tempo em família e as interações que se mantêm são promotoras do desenvolvimento da linguagem e por isso têm um efeito benéfico nas aprendizagens.


Fonte: Público 

sábado, 28 de março de 2020

As rotinas e as dificuldades de crianças e jovens autistas em quarentena

Um deles tem 6 anos, o outro 17 e o Vasco já é maior de idade. São todos diferentes. Mas têm duas coisas em comum: Uma Perturbação do Espectro do Autismo e estão em quarentena.

Este abraço entre avô e neto, outrora dado com muita frequência, é agora mais raro. Vasco Franco é autista. Uma pandemia – uma coisa estranha para o jovem - veio impedi-lo de ir à escola, à canoagem no rio Lima e à natação, mas tem a sorte de viver no campo com a família. Mesmo em quarentena, sem aulas com professores e colegas na mesma sala e sem hora do recreio, pode respirar o ar puro de uma aldeia do Alto Minho. Nos tempos livres, ajudar o avô na quinta é um dos passatempos preferidos.

Entre revisões de módulos e os trabalhos enviados pelos professores, ocupa o resto dia a andar de bicicleta, a passear na mata ao lado de casa, vai dormindo a sesta e fala com os amigos pela internet. “Estou triste por não ir à escola. Tenho saudades dos meus amigos”, desabafou (...). Até fez uma lista. Eram mais de 20: “São muitos e são bons para mim. Os professores eram bons para mim. As pessoas do norte são boas”.

É feliz na escola há 2 anos. Está no primeiro ano de um curso profissional. Longe dos estabelecimentos de ensino onde sofreu de bullying. Cristina Franco, a mãe de Vasco, contou (...) que na aldeia para onde se mudaram, perto de Viana do Castelo, o filho é tratado como todos os outros jovens. Vasco ganhou liberdade e até já faz amigos na escola, na natação e na canoagem.

“UM NOVO CUMPRIMENTO”

Na conversa de 30 minutos com Vasco, deu para perceber que é divertido, gosta de conversar e de estar com pessoas. Em quase todas as mensagens, falava de amigos e de familiares. Está em casa com a família desde que a escola fechou, há mais de uma semana. Dias antes, já era cauteloso. Passou a cumprimentar os amigos “com o cotovelo e com os pés”, contou. Sabe que está em casa porque “há coronavírus”. É lá que todos os dias procuram novas formas de aprendizagem.

A mãe do jovem confessou que o maior desafio do isolamento social tem sido a alteração de rotinas do Vasco. “Queria que eu ou alguém lhe disséssemos em que dia volta a ser tudo como antes. Pergunta-me várias vezes quando vai poder voltar à escola. Começou também a querer saber o que vai fazer amanhã e depois”, relatou. No entanto, Cristina prefere ver o copo meio cheio. Esta família vai encarar os dias com calma e tranquilidade.

“ACOMPANHAMENTO CONTÍNUO”

Dias caóticos. É assim que Ana Teresa Fernandes descreve a quarentena com o marido e os dois filhos em casa. Os pais em teletrabalho. Os filhos, Pedro e Joana, em telescola. Num apartamento a tempo inteiro. Todos com prazos a cumprir. A psicóloga tem de dividir o tempo entre o trabalho, as refeições, as tarefas domésticas e o tempo para os filhos. Um deles é autista.

Pedro, de 17 anos, é atleta de natação adaptada. Teve uns “resultados engraçados”, contou a mãe, no último campeonato nacional. Está sem treinos há 3 semanas. Também não tem contacto com os colegas da escola. “A relação com os outros é uma das coisas a que dá importância”, realçou Ana Teresa (...).

Em casa, os pais estão a ajudar Pedro a terminar os trabalhos de alguns módulos do curso profissional. Está a começar a ler e a escrever. Para já, não estão preocupados com este período letivo. No entanto, a mãe do jovem confessou que não sabe como será daqui para a frente. É que Pedro precisa de acompanhamento contínuo da terapeuta.

Segundo Ana Teresa, o jovem de 17 anos tem-se adaptado com “relativa tranquilidade” ao isolamento social. Mas fica mais agitado quando está algum tempo desocupado ou quando os pais, os dois a trabalhar a partir de casa, não lhe dão atenção.

Ana Teresa teme não conseguir continuar a trabalhar, mesmo em teletrabalho, se o cenário se prolongar. “Em casa, o horário de trabalho prolonga-se muitas vezes pela noite dentro, para tentar cumprir prazos”, desabafou. Mas por agora, a principal preocupação é a escola: “Como é que se vai organizar com os alunos com necessidades específicas de educação. Que desafios vai ter para promover a inclusão e o sucesso educativo de todos?”.

“NOTO QUE ELE NÃO ESTÁ FOCADO”

Isabel Pereira fica em casa com os 3 filhos desde o dia 14 de março. O marido sai para trabalhar. Tem um filho de 6 anos que tem Síndrome de Asperger, uma Perturbação do Espectro do Autismo.

Com as atividades suspensas, as manhãs de Daniel são dedicadas às brincadeiras. À tarde, a mãe, sozinha em casa com os filhos e várias tarefas, tenta que o filho faça os trabalhos da escola. A criança recebe os trabalhos enviados pela professora titular da turma. No entanto, Isabel realçou que tem sido difícil: “Principalmente matemática, eu não sou professora, tento ajudar da melhor maneira que posso”. (...) avançou que o filho deixou de ter ajuda da Unidade de Ensino Especial. “Noto que ele não está focado, não está a absorver o que lhe ensino. Bloqueia muito e fica nervoso e ansioso”, explicou. As sessões de psicologia, o acompanhamento em várias especialidades no Hospital de São João, no Porto, e as terapias estão em suspenso. E esta altura de mudança de estação é especialmente complicada para Daniel.

Isabel sente-se professora, psicóloga, terapeuta e mãe. Ao mesmo tempo. Tem sido esse o maior desafio das últimas semanas. Numa altura em que uma pandemia para o país e o mundo, Isabel tenta ajudar o filho. O objetivo é continuar caminho.

Fonte: SIC Notícias

terça-feira, 24 de março de 2020

Incluir as pessoas com deficiência nas respostas à COVID-19

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Especialistas nacionais e internacionais das áreas da saúde e da deficiência estão a solicitar aos diferentes governos que implementem urgentemente ações de resposta direcionadas às pessoas com deficiência, às suas famílias e ao setor dos serviços e instituições que prestam apoio a esta população, tendo em conta a COVID-19.
ContextoAs pessoas com deficiência, em especial nas situações mais complexas, são especialmente vulneráveis na pandemia de COVID-19. Verifica-se um risco acrescido de doença e morte devido a condições de saúde subjacentes:
  • O setor de saúde está subdimensionado para atender às necessidades de cuidados de saúde das pessoas com deficiência;
  • O setor de serviços e as instituições de apoio direcionados para as pessoas com deficiência estão subdimensionados, face às necessidades de cuidados.
  • As informações e as orientações prestadas sobre a COVID-19 e sobre o que fazer podem não ser de fácil acesso e/ou serem dificilmente compreensíveis por algumas pessoas com deficiência. Por exemplo, algumas delas podem mesmo ter mais dificuldade em entender a razão da interrupção das suas rotinas diárias.
As entidades governamentais têm tido especial preocupação e uma resposta direcionada para o setor de assistência a idosos, o que ainda não se verificou para o setor da deficiência. Ambos os setores têm muitas semelhanças, incluindo ambientes congregados, uma força de trabalho de assistência maioritariamente precária e frequentemente com pouca formação, e o facto das famílias e dos prestadores de cuidados enfrentarem frequentemente dificuldades significativas na prestação de cuidados. Assim, recomenda-se que os governos tomem medidas imediatas que incluam:
1. Aumentar rapidamente a capacidade das entidades e das instituições do sector da saúde para lidar com as pessoas com deficiência:
  • Garantir que todas as instituições que prestam serviços relacionados com o COVID-19, incluindo os testes de diagnóstico, estejam completamente acessíveis, e que isto seja claramente comunicado às pessoas com deficiência e aos seus cuidadores;
  • Reforçar a disponibilidade de consultas por videoconferência ou por telefone, que incluam os apoios de saúde especializados orientados para as pessoas com deficiência;
  • Criar uma linha direta dedicada à pessoas com deficiência, às suas famílias e aos serviços e instituições de apoio à deficiência;
  • Prever e garantir o acesso ao apoio necessário às pessoas com deficiência com situações clínicas mais complexas, principalmente quando em quarentena;
  • Tornar a informação acessível e disseminá-la através das organizações e das instituições de apoio a deficientes, órgãos de defesa e população em geral (incluindo sistemas de comunicação específicos, como língua gestual e sistemas pictóricos de comunicação, bem como todos os idiomas da comunidade).
2. Aumentar rapidamente a capacidade de atendimento a pessoas com deficiência. O Governo, para garantir os serviços urgentes e essenciais de apoio à pessoa com deficiência, deve:
  • Providenciar para que os serviços e instituições de prestação de cuidados a pessoas com deficiência, como os setores de saúde e assistência a idosos, tenham acesso prioritário e sem nenhum custo a equipamentos de proteção individual, incluindo máscaras, desinfetantes para as mãos, etc.
  • Rápido reforço das orientações dadas aos cuidadores de instituições para deficientes, nomeadamente das unidades residenciais, para o controle de infeção;
  • Aumentar a capacidade de articulação com bombeiros, polícia e outras forças de segurança, para que estas possam ser mobilizadas rapidamente e para que, sempre que adequado, sejam mobilizados os recursos e apoios necessários;
  • Proporcionar uma forte coordenação local para triar os serviços e instituições de apoio à deficiência tendo em conta que, à medida que os seus trabalhadores sejam infetados ou expostos à infeção, os serviços mais urgentes sejam mantidos abertos; • Tendo em conta que pode haver necessidade de prestar serviços adicionais, principalmente face ao possível encerramento de instituições, ou impedimento das famílias em prestar cuidados, garantir a disponibilidade de recursos financeiros orientados para os prestadores de cuidados e instituições que possam necessitar de aumentar rapidamente a sua atividade;
  • Desenvolver uma reserva de pessoas que permita um recrutamento rápido para prestar cuidados a pessoas com deficiência;
  • Apoiar as famílias e os cuidadores de pessoas com deficiência que necessitem de se ausentar do trabalho para cuidar de seus familiares. Isto pode incluir o pagamento temporário a outros cuidadores ou outros membros da família que prestem cuidados à pessoa com deficiência;
  • Fornecer uma compensação financeira aos trabalhadores das instituições de deficientes que, por incapacidade temporária necessitem de se autoisolar, quer por estarem doentes quer por estarem em quarentena preventiva, minimizando a possibilidade de colocarem as pessoas com deficiência em risco de infeção;
  • Garantir a continuidade da prestação de apoio às pessoas com deficiência com necessidades mais complexas, em especial nas situações familiares mais vulneráveis;
  • Garantir que os serviços e as instituições que prestam apoios especializados não essenciais permaneçam financeiramente sustentáveis, tendo em conta a suspensão temporária das suas atividades;
  • Desenvolver um plano coordenado, implementado através das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens, bem como de idosos, para lidar com o potencial aumento da violência, abuso e negligência contra pessoas com deficiência, devido ao isolamento social e à interrupção das atividades de vida diárias;
  • Fornecer apoio de emergência às famílias que cuidam de pessoas com alterações comportamentais, que possam representar um risco para a pessoa com deficiência e / ou membros da família;
  • Garantir que as pessoas com deficiência que ainda não têm apoio das instituições a elas direcionadas, mas vulneráveis ao COVID-19, recebam os apoios de que necessitam.
Para evitar a morte de pessoas com deficiência nas próximas semanas e meses é necessário agir tendo em conta os diferentes níveis de intervenção: do Governo aos cuidadores familiares, passando pelos serviços e instituições que apoiam pessoas com deficiência.
FAPPC, 19 de março de 2020 (Adaptação para Portugal de “People with disability and COVID-19”. Centre of Research Excellence in Disability and Health, Melbourne, Australia. 16 March 2020 www.credh.org.au)
fonte: FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES PORTUGUESAS DE PARALISIA CEREBRAL

sexta-feira, 20 de março de 2020

Professora de ensino especial está na final do “Nobel” da educação

Parabéns Cristina Simões!
É uma enorme satisfação para todos os professores de Educação Especial, saber que uma colega, esteja nomeada para os 50 finalistas do Global Teacher Prize.


Cristina Simões tem-se dedicado a perceber o que na opinião de pessoas com deficiência é “importante” para a sua vida. (clique para hiperligação à notícia)

quarta-feira, 18 de março de 2020

Os teus pais estão em teletrabalho… e tu estás em telescola! (artigo visão)


A partir de agora, estás a trabalhar de uma forma diferente. A tua casa passa também a ser a tua escola! E isso implica que penses um pouco em como te vais organizar. Vê as nossas sugestões
Ultimamente, só ouvimos falar do coronavírus. É por causa dele que a tua escola fechou, tu estás em casa e, provavelmente, algum dos teus pais também está a trabalhar por aí. Estás em casa mas não estás sem trabalho, e tens de criar novas rotinas e novas regras. Eis as nossas sugestões:
  • Se até agora tinhas um horário com as aulas na escola, agora devias fazer um horário novo (tens um aqui, que podes imprimir), marcando o tempo de estudo, o das atividades extra-curriculares e o tempo de brincadeira.
  • Tenta ao máximo manteres todas as atividades que tinhas antes (mas sem saíres de casa, claro!). Se fazias desporto, procura na internet exercícios que possas fazer no teu quarto ou sala, para manteres a tua boa forma física. Andas na música? ‘Bora lá treinar todos os dias um bocadinho, caso contrário, quando voltares às aulas, não acertas uma nota! Praticas natação?… Não, espera, em casa não dá para treinar! Só se for cantar no duche. Praticas atletismo? Sobe e desce as escadas do teu prédio duas vezes por dia, para não perderes o ritmo! Anota tudo no horário, preenche o teu dia!
  • Pergunta aos teus pais em que horário vão estar a trabalhar. Durante esse tempo, se eles estiverem em teletrabalho, não os interrompas, a não ser que seja mesmo preciso. Eles vão precisar de estar concentrados.
  • Cada um de vocês pode ter um cartão-semáforo, com verde de uma lado e vermelho do outro. Quando podem falar, colocam o lado verde para cima; quando não querem ser interrompidos de maneira nenhuma, põem o vermelho à vista. Podem usar a mesma ideia para pendurar na porta do quarto.
  • Se for possível, tu deves ficar a estudar numa divisão da casa e os teus pais noutra. Se não for possível, combina com eles as regras de funcionamento do vosso escritório. Faz um cartaz com o que acordaram e coloca-o na parede!
  • Da mesma forma que na escola não podes ter o telemóvel ligado quando estás nas aulas, em casa deves seguir a mesma regra. 
  • Faz intervalos no estudo, como farias se estivesses na escola
  • Combina com os teus amigos uma altura do dia para falares com eles, através das redes sociais ou da Internet. Já pensaste nas mil e uma coisas que podem fazer? Por exemplo, podem combinar fazer uma festa de dança, cada um dançando em sua casa, a verem-se uns aos outros! Marcar a «hora do lanche», como se estivessem num intervalo da escola, para porem a conversa em dia: uma dentada no pão, uma piada…
  • Pede aos teus pais para arranjarem uma altura do dia para fazerem uma atividade contigo. Todos os dias, aqui na VISÃO Júnior, vamos dar-te ideias novas para que possam fazer juntos.
  • E não te esqueças de telefonar aos teus avós e aos tios-avós, a saber se estão bem!

Prorrogação do prazo para inserção de documentos - JNE


Prorrogação do prazo para inserção de documentos na "Plataforma de Aplicação de Adaptações na realização de Provas e Exames nos Ensinos Básico e Secundário O prazo para inserção de documentos na "Plataforma de Aplicação de Adaptações na realização de Provas e Exames nos Ensinos Básico e Secundário 2019/2020" será prorrogado até ao dia 3 de abril às 23:59m. Caso não tenha inserido o documento Boletim de Inscrição na Gestão de Documentos, deve indicar no campo "Informação Complementar" as provas e exames que o/a aluno/a irá realizar e os respetivos códigos.

terça-feira, 17 de março de 2020

Plataforma eletrónica das adaptações das provas e exames dos ensinos básico e secundário

Fonte: Comunicação n.º 3/JNE/2020



Na sequência da suspensão das atividades letivas presenciais decretadas pelo Governo no período de 16 de março a 13 de abril, e estando a decorrer o preenchimento da Plataforma para aplicação de Adaptações na Realização de Provas e Exames, o Júri Nacional de Exames (JNE) emite as seguintes orientações.

A. Inserção do Requerimento para aplicação de adaptações na realização de provas ou exames (documento 1) na Plataforma de Adaptações na Realização de Provas e Exames no Ensino Básico e Secundário 2019/2020
— Aplicável às decisões que são competência do Presidente do JNE —

1. O Requerimento para aplicação de adaptações na realização de provas ou exames (documento 1), nas situações em que as adaptações solicitadas carecem da autorização do Presidente do JNE, é submetido na plataforma depois de assinado pelo encarregado de educação ou pelo aluno, quando maior.

2. Nas situações em que a escola não seja detentora do requerimento supra identificado devidamente assinado pelo encarregado de educação ou pelo aluno, se maior, poderá ser seguido um dos procedimentos que se indicam, ou outros que o diretor considere mais adequados:

a. Envio do requerimento, via correio eletrónico, ao encarregado de educação/aluno, para recolha de assinatura. Após assinatura, o requerimento deverá ser digitalizado e enviado, por correio eletrónico, para a escola; ou

b. Envio à escola pelo encarregado de educação/aluno de mensagem, via correio eletrónico, através da qual expressa inequivocamente a sua anuência, que deve ser anexa, pelo Diretor, ao requerimento a submeter na plataforma; ou

c. Aposição, no requerimento, pelo diretor, de declaração da anuência expressa pelo encarregado de educação/aluno por qualquer outro meio. Neste caso, findo o prazo de suspensão da atividade letiva presencial, o encarregado de educação/aluno assina o requerimento.

As comunicações das escolas, neste âmbito, deverão ser enviadas para
jne-ac@dge.mec.pt

B. Preenchimento da Plataforma eletrónica das adaptações para as escolas que se encontram encerradas

As escolas que estão encerradas poderão inserir todos os dados na plataforma eletrónica em período extraordinário a definir com o JNE. Nestes casos, o acompanhamento será especialmente adaptado a cada situação específica.


segunda-feira, 16 de março de 2020

Unesco divulga 10 recomendações sobre ensino a distância devido ao novo coronavírus

A agência da ONU estima que mais de 296 milhões de crianças estejam sem aulas; além de Portugal, Itália, Japão, China, ... foram alguns dos países que ordenaram fecho das escolas.

Um número crescente de escolas em todo o mundo está a suspender as aulas para ajudar a conter novas contaminações pelo covid-19. Face a isto, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, publicou 10 recomendações sobre ensino a distância.

Segundo dados da agência, a suspensão já atinge 14 países* afectando 296 milhões de alunos, um número sem precedentes. A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, disse que “o encerramento temporário de escolas não é inédito, mas infelizmente a escala e a velocidade desta interrupção não têm paralelo.”

Na quarta-feira, a Unesco organiza, em Paris, uma reunião de emergência com ministros da Educação para partilhar estratégias e respostas que asseguram a continuidade do ensino apesar das ameaças do novo coronavírus.

1 – Analise a resposta e escolha as melhores ferramentas 
Escolha as tecnologias mais adequadas de acordo com os serviços de energia elétrica e comunicações da sua área, bem como as capacidades dos alunos e professores. Isso pode incluir plataformas na internet, lições de vídeo e até transmissão através da televisão ou rádio.

2 – Assegure-se de que os programas são inclusivos
Implemente medidas que garantam o acesso de estudantes de baixa renda ou com deficiências. Considere instalar computadores dos laboratórios da escola na casa dos alunos e ajudar com a ligação à internet.

3 – Atente para a segurança e a proteção de dados  
Avalie a segurança das comunicações online quando publicar informação sobre a escola e os alunos na internet. Tenha o mesmo cuidado quando partilhar esses dados com outras organizações e indivíduos. Garanta que o uso destas plataformas e aplicações não violam a privacidade dos alunos.

4 – Dê prioridade a desafios psicossociais, antes de problemas educacionais  
Mobilize ferramentas que conectem escolas, pais, professores e alunos. Crie comunidades que assegurem interações humanas regulares, facilite medidas de cuidados sociais e resolva desafios que podem surgir quando os estudantes estão isolados.

5 – Organização do calendário 
Organize discussões com os vários parceiros para compreender a duração da suspensão das aulas e para decidir se o programa deve centrar em novos conhecimentos ou consolidação de currículo antigo. Para organizar o calendário é preciso considerar as áreas afetadas, o nível de estudos, as necessidades dos alunos e a disponibilidade dos pais. Escolha metodologias de ensino de acordo com as exigências da quarentena evitando métodos de comunicação presencial.

6 – Apoie pais e professores no uso de tecnologias digitais 
Organize formações e orientações de curta duração para alunos e professores. Ajude os docentes com as condições básicas de trabalho, como rede de internet para aulas por videoconferência.

7 – Mescle diferentes abordagens e limite o número de aplicações  
Misture as várias ferramentas disponíveis e evite pedir aos alunos e pais que baixem ou testem demasiadas plataformas.

8 – Crie regras e avalie a aprendizagem dos alunos 
Defina regras com pais e alunos. Crie testes e exercícios para avaliar de perto a aprendizagem. Facilite o envio da avaliação para os alunos, evitando sobrecarregar os pais.

9 – Defina a duração das unidades com base na capacidade dos alunos  
Mantenha um calendário de acordo com a capacidade dos alunos se concentrarem sozinhos, sobretudo para aulas por videoconferência. De preferência, cada unidade não deve exceder os 20 minutos para o ensino primário e 40 minutes para o ensino secundário.

10 – Crie comunidades e aumente a conexão 
Crie comunidades de professores, pais e diretores de escolas para combater o sentimento de solidão e desespero, facilitando a troca de experiencias e discussão de estratégias para enfrentar as dificuldades.

*Armênia
Azerbaijão
Barém
China
República Popular Democrática da Coréia
Geórgia
Irã
Itália
Japão
Kuwait
Líbano
Mongólia
República da Coréia
Emirados Árabes Unidos

domingo, 15 de março de 2020

Porto Editora e Leya com aulas gratuitas para todos

Conteúdos educativos com acesso gratuito para os alunos dos ensinos Básico e Secundário, durante o período em que as escolas estão fechadas e as aulas suspensas. 
Além das versões digitais dos manuais, os alunos podem ver vídeos, animações e resumos da matéria, ou mesmo fazer testes interactivos
Estas são medidas para uma situação excepcional, que nos desafia enquanto sociedade a encontrar soluções.
Obrigada a ambas editoras!

Suspensão de atividade letivas e não letivas

Pela publicação do Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de março, o Governo estabelece medidas excecionais e temporárias relativas à situação epidemiológica do novo Coronavírus - COVID 19. Do conjunto de medidas, destacam-se dois artigos relacionados com a vida das escolas.

Artigo 9.º
Suspensão de atividade letivas e não letivas e formativas

1 - Ficam suspensas as atividades letivas e não letivas e formativas com presença de estudantes em estabelecimentos de ensino públicos, particulares e cooperativos e do setor social e solidário de educação pré-escolar, básica, secundária e superior e em equipamentos sociais de apoio à primeira infância ou deficiência, bem como nos centros de formação de gestão direta ou participada da rede do Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P..

2 - Ficam igualmente suspensas as atividades de apoio social desenvolvidas em Centro de Atividades Ocupacionais, Centro de Dia e Centro de Atividades de Tempos Livres.

3 - A suspensão prevista nos números anteriores inicia-se no dia 16 de março de 2020 e é reavaliada no dia 9 de abril de 2020, podendo ser prorrogada após reavaliação.

4 - Os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas da rede pública de ensino e os estabelecimentos particulares, cooperativos e do setor social e solidário com financiamento público adotam as medidas necessárias para a prestação de apoios alimentares a alunos beneficiários do escalão A da ação social escolar e, sempre que necessário, as medidas de apoio aos alunos das unidades especializadas que foram integradas nos centros de apoio à aprendizagem e cuja permanência na escola seja considerada indispensável.

5 - Sem prejuízo da aplicação do disposto nos números anteriores aos equipamentos sociais da área da deficiência, designadamente das respostas de Centros de Atividades Ocupacional e das Equipas Locais de Intervenção Precoce, estes equipamentos devem assegurar apoio alimentar aos seus utentes em situação de carência económica.

6 - Na formação profissional obrigatória ou certificada, nomeadamente a referente ao acesso e exercício profissionais, a atividade formativa presencial pode ser excecionalmente substituída por formação à distância, quando tal for possível e estiverem reunidas condições para o efeito, com as devidas adaptações e flexibilização dos respetivos requisitos, mediante autorização da entidade competente.

Artigo 11.º
Viagens de finalistas

1 - Fica interditada a realização de viagens de finalistas ou similares.

2 - As agências ou outras entidades organizadoras das viagens previstas no número anterior ficam obrigados ao reagendamento das mesmas, salvo acordo em contrário.

quarta-feira, 11 de março de 2020

COVID-19 - Chat da Linha Saúde 24 para Pessoas Surdas ou com deficiência auditiva ou da fala

Para informações sobre o COVID-19 ou caso tenham sintomas relacionados com o novo coronavírus, as pessoas surdas ou com deficiência auditiva ou da fala, deverão utilizar  o Chat SNS 24 (requer registo prévio), por mensagem escrita.

Fonte: INR

terça-feira, 10 de março de 2020

Formação em Língua Gestual Portuguesa em Braga

Vai realizar-se, entre os dias 3 de março e 23 de abril, a ação de formação Língua Gestual Portuguesa - Módulo 1, promovida pelo Instituto Nacional para a Reabilitação e pela Universidade do Minho, no âmbito do Protocolo de Cooperação estabelecido para o efeito.


As inscrições são efetuadas através do preenchimento e submissão da ficha de inscrição até ao dia 28 de fevereiro. A formação decorrerá na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, tem como objetivo geral desenvolver competências de comunicação através do domínio da Língua Gestual Portuguesa e confere certificação acreditada pelo Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P.


Para mais informações consulte os sites do Instituto Nacional para a Reabilitação e do Instituto de Ciências Sociais.


Fonte: INR

Liderança escolar inclusiva: explorando as políticas na Europa



Plataforma – Adaptações na Realização de Provas e Exames no Ensino Básico e Secundário – 2019/2020


Encontra-se aberta, de 9 a 26 de março de 2020, a Plataforma – Adaptações na Realização de Provas e Exames no Ensino Básico e Secundário – 2019/2020.

Fonte: DGE

NORMA 01/JNE/2020 – Instruções para a Inscrição nas Provas e Exames do Ensino Básico e do Ensino Secundário

nformação acessível é essencial para a segurança e saúde de todos.