terça-feira, 24 de agosto de 2010

Jornadas de Educação em São João da madeira

O Município de S. João da Madeira organiza Jornadas da Educação para assinalar o início do novo ano lectivo com o debate e a reflexão em torno das novas e persistentes questões sociais e humanas enfrentadas pela Escola nos dias de hoje. Este é o mote para as Jornadas da Educação, organizadas pelo Municipio de S. João da Madeira, nos dias 7 e 8 de Setembro, no auditório do Museu da Chapelaria.
Dos temas em debate, destaca-se no dia 7, de manhã: “Violência em meio escolar: quando a incivilidade impera” por João Mateus Figueiredo, psicólogo; “O Professor como mediador na resolução de conflitos”, por Elisabete Pinto da Costa, docente da Universidade Lusófona; “Factores indutores de stress nos docentes”, por Anabela Pereira, docente da Universidade de Aveiro.
Na mesma data, à tarde, Manuela Queirós, professora da EB 2,3 de S. João da Madeira, desenvolve o tema “Como dar às crianças uma educação para a inteligência emocional”. Por seu lado, a investigadora Ivete Azevedo aborda “A inteligência emocional como facilitador do sucesso educativo”.
O programa do dia 8 arranca com a conferência de Rui Matias Lima, da Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, sobre “Escolhas Alimentares saudáveis”, como mote para apresentação de uma investigação realizada junto das crianças de S. João da Madeira.
Os trabalhos das jornadas continuam com o painel “Educação para a saúde na escola”, por Virgínia Monteiro, médica do Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga. “A (im)pertinência da Educação Sexual das Escolas” será abordada por Paula Allen, psicóloga da Associação para o Planeamento da Família.
Pedro Rosário, docente da Universidade do Minho, estará em foco como orador do tema “Estratégias para combater o insucesso escolar” e Diana Alves, docente da Universidade do Porto, encerrará as jornadas abordando o tema “Dificuldades de Aprendizagem de leitura e escrita”.

As inscrições são gratuitas, mas limitadas, e podem ser feitas para o e-mail: professores@cm-sjm.pt.

http://www.cm-sjm.pt/index.php?oid=14234&op=all

Workshop "Perturbação do Défice de Atenção e HIPERACTIVIDADE (PDAH) - Estratégias de Intervenção"

Data: 25 Set. 2010 (sábado)

Local: Lisboa (Parque das Nações)

A Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção é uma perturbação neurológica que interfere significativamente no sucesso escolar e pessoal das crianças. Com maior prevalência no sexo masculino, esta perturbação afecta 4-12% das crianças em idade escolar e é fonte de angústia para estas, seus pais, professores e educadores. Felizmente, nos últimos anos, a PHDA tem sido alvo de inúmeros estudos que têm ajudado a melhorar a sua compreensão e a desenvolver terapias eficazes para minorar os seus impactos nas crianças e seu ambiente social.

Formadoras:
Dra. Constança Carvalho - Psicóloga Clínica - Licenciada em Psicologia pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada; - Exerce a sua actividade profissional no Hospital CUF Descobertas na Consulta de Desenvolvimento Infantil e em clínica privada.
Prof. Inês Pestana - Professora - Licenciada em Ensino Básico do 1º ciclo pelo Instituto Superior de Educação e Ciências; - Exerceu a sua actividade profissional em contexto de sala de aula, actualmente trabalha em regime privado em apoios pedagógicos a crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizagem.

Objectivos
- Compreender a PDAH na sua vertente neurobiológica e comportamental; - Identificar sinais de alarme e critérios de diagnóstico; - Analisar as várias abordagens terapêuticas actualmente existentes; - Desenvolver estratégias de intervenção na sala de aula; - Desenvolver estratégias de intervenção familiar.
Conteúdos Programáticos - Breve explicação da PDAH enfatizando as alterações neurobiológicas e comportamentais;
- Discussão aberta sobre as várias terapêuticas conhecidas: contributos e limitações; - Apresentação de estratégias e metodologias de intervenção na sala de aula e em família; - Exercícios práticos sobre a problemática.

Destinatários: - Profissionais com intervenção na área da Educação ou da Saúde da Criança e/ou do Adolescente;
- Estudantes de cursos das áreas da Educação ou Saúde; - Pais e Encarregados de Educação.

Local: Hospital CUF Descobertas - Lisboa (Parque das Nações)

Data e Horário: 25 Setembro de 2010 (sábado), das 10:00 às 17:00 horas

Nº de Vagas - 35 (Admissão por Ordem de Chegada das Fichas de Inscrição)

Preço de Inscrição Até 19/09/2010 - € 75 ; Após 19/09/2010 - € 100
Possibilidade de efectuar o pagamento com 2 cheques pré-datados (19 Set. e 30 Out. 2010).

Nota: O cheque deve ser passado à ordem de Oficina Didáctica e enviado juntamente com a ficha de inscrição. Se preferir efectuar o pagamento por transferência bancária, por favor solicite-nos o NIB. Caso a inscrição não seja aceite, os valores pagos serão devolvidos.
Secretariado
Oficina DidácticaRua D. João V, nº 6 B (ao Rato)1250-090 LisboaTel.: 21 387 24 58 - Email: info@oficinadidactica.pt
www.oficinadidactica.pt


------------------------------------------------------------------------------------------------- Ficha de Inscrição
(De acordo com o Decreto Regulamentar nº 35/2002, de 23 de Abril) (Copie esta ficha de inscrição para o Word, preencha-a e envie juntamente com o cheque)
Nome:Morada:Localidade:Cod. Postal:Email:Tel.: Telemóvel: Profissão:Bilhete de Identidade Data de Nascimento ___/___/___ Naturalidade:Nacionalidade: Local trabalho: Tel. :
Pretendo inscrever-me no Workshop: "Perturbação do Défice de Atenção e HIPERACTIVIDADE (PDAH) - Estratégias de Intervenção" - (25 Set. ’10)
Junto envio Cheque(s) Cheque nº: do Banco: no valor de: € de / /20___ Cheque nº: do Banco: no valor de: € de / /20___Li e aceito as condições de frequência indicadas em baixoData: / / 20___ Assinatura:

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Requisição online de manuais escolares em formatos acessíveis

Encontra-se disponível a aplicação informática para requisição online de manuais escolares em formatos acessíveis a alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente.

As escolas devem entrar com o utilizador (código GEPE o mesmo utilizado para apreciação e adopção de manuais escolares) e respectiva palavra-chave.

Contactos para informações:

Tel: 21 393 46 02 / 21 393 46 08
e-mail: centro.recursos@dgidc.min-edu.pt

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Programa RAMPA - candidaturas até 14 de Setembro

Tendo por objectivo a promoção da acessibilidade ao nível autárquico, informa-se que as candidaturas ao Programa RAMPA decorrem de 12 de Julho a 14 de Setembro sendo possível obter mais informações, designadamente sobre "Aviso de abertura de candidaturas" e "Orientações técnicas para a candidatura", no sítio do POPH, consultando o Eixo prioritário 6 > Tipologia 6.5, ou no menu "Notícias", dado que ambos contêm informações complementares sobre este Programa.

Mais informações

terça-feira, 20 de julho de 2010

Carros para cegos


A National Federation of the Blind NFB (Federação Nacional de Cegos americana) e o laboratório de robótica da universidade Virgínia Tech juntaram esforços para criar um carro para invisuais.
O projecto com o nome de Blind Driver Chalenge (desafio do condutor cego) pretende criar um automóvel que possa ser conduzido por qualquer pessoa com problemas de visão.
Uma das inovações deste projecto é o facto de estar a ser dirigido por invisuais. Pretende-se “estimular a imaginação das mentes mais brilhantes, para abrir o caminho à inovação de tecnologia para invisuais” diz o representante da NFB.
Prevê-se o lançamento do primeiro protótipo no próximo ano. Será baseado num carro já existente – Ford escape Híbrido – actualmente em desenvolvimento.
Existe também um buggy que será adaptado para se tornar praticamente autónomo, equipado com lasers de rastreio e sensores. Um computador processa a informação que chega dos sensores, dando depois indicações ao condutor da manobra a realizar. Um mecanismo vibratório avisará o condutor quando deve travar ou acelerar.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Portuguesa é a primeira doutorada em Educação Especial

Após seis anos de investigação, Ana Saldanha conseguiu criar um instrumento único que permite avaliar a capacidade de jogo das crianças com autismo. A descoberta valeu-lhe nota máxima com distinção e torna-a na única portuguesa doutorada em Educação Especial.




Aos 30 anos, a maioria dos quais agarrados a livros, Ana ostenta um sorriso rasgado e não esconde o orgulho do trabalho realizado. Ontem, segunda-feira, na Universidade da Extremadura, pólo de Badajoz, defendeu durante cinco horas a tese “O Jogo em Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA): Desenvolvimento de um Instrumento de Avaliação”.

“Este é o fruto de alguns anos de investigação na área do Autismo” assegura Ana, revelando que a tese “surge pela carência de métodos/provas de Avaliação do Jogo Simbólico em Crianças Autistas”. A investigadora acredita e provou que “as crianças com autismo têm capacidade de jogo” apesar de “alguns autores discordarem”.

“Tanto para as crianças com incapacidade como os que não contam com ela, têm direito ao jogo e ao acesso aos brinquedos” explica Ana, admitindo que “os primeiros encontram sérias dificuldades para poder usar muitos dos jogos e brinquedos do mercado”.

Para a recém doutorada, o jogo “permite desenvolver a própria capacidade física e mental, sendo uma fonte de auto afirmação, satisfação e prazer”. O jogar “significa ser activo e preparar-se para a vida adulta”, afiança.

Depois do trabalho desenvolvido com 45 crianças espanholas, o novo instrumento de avaliação de Ana Saldanha permitiu demonstrar que “as crianças com TEA têm capacidade para poder desenvolver o jogo simbólico”, e ainda “comprovar que nesse jogo podem identificar-se dimensões que fazem referência a diferentes habilidades intelectuais específicas”.

A investigadora lembra que “o autismo é uma síndrome que ultimamente tem tido um maior enfoque de investigação”, devido ao facto de “actualmente, surgirem nas escolas e nos centros educativos uma quantidade considerável de crianças com esta perturbação”. Mesmo assim, realça “deparamo-nos no dia-a-dia com uma grande dúvida no diagnóstico diferencial, entre autismo e nomeadamente o atraso mental”.

Durante a investigação dividida entre Portugal e o país que escolheu para estudar, Espanha, Ana percebeu de imediato as grandes diferentes existentes. “Em Espanha trabalha-se em equipa. Os médicos, pediatras, psicólogos e outros especialistas trabalham em conjunto em prol da pessoa e isso não se vê em Portugal”, realça, assegurando que no caso do autismo “é importantíssimo este tipo de união entre todos”.

Defendendo que “a intervenção precoce é fundamental para o futuro das crianças com autismo”, Ana assegura que uma pessoa com autismo “pode ter qualidade de vida e até trabalhar”, basta para isso que “seja ajudada e estimulada”. Reforçando a necessidade de distinguir “autismo de doença mental”, a investigadora acredita que o instrumento de trabalho que desenvolveu permitirá dar mais felicidade aos autistas.