Gene RASGRF1 implicado no desenvolvimento da doença
Miopia impede de ver nitidamente ao longeDuas equipas internacionais, uma sediada em Londres e outra em Roterdão, publicaram recentemente um estudo, na Nature Genetics, sobre a identificação do gene do cromossoma 15 – o RASGRF1 –, implicado no desenvolvimento da miopia forte. Os cientistas têm esperança de conseguir a longo termo que esta novidade venha abrir portas para criar novos medicamentos ou terapias genéticas que travem o seu desenvolvimento.Com o progresso da investigação genética poderá prevenir-se o desenvolvimento da doença daqui por dez anos, segundo estimam os investigadores. O gene RASGRF1 já era conhecido por influenciar as células nervosas da retina. Os especialistas acordam que não apenas um, mas sim vários genes intervêm no desenvolvimento da miopia.Uma das investigações, levada a cabo pela equipa de Pirro Hysi, do King's College, foi realizada em 4200 gémeos e a outra, do grupo de Caroline Klaver, do Erasmus Medical Center, abrangeu 15 mil pessoas. Um dos objectivos é determinar a influência respectiva da hereditariedade e dos hábitos de vida no aparecimento da deformação do olho e conseguir bloqueá-la.Este problema impede o afectado de ver nitidamente ao longe. A maioria das pessoas sofre de miopia fraca e estabiliza por volta dos 25 anos, mas 2,5 por cento são atingidas por miopia forte e evolutiva, que as acompanha praticamente toda a vida. Quem sofre desta maleita corre igualmente o risco de vir a ter outras patologias graves do olho, como glaucoma, problemas da retina ou cataratas precoces.
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sábado, 18 de setembro de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
Prótese ocular sintética está a chegar
Para muitos pacientes que ficaram invisuais após um acidente ou doença, um transplante de córnea poderia restaurar-lhes a visão. Cada ano, 40 mil pessoas na Europa – só na Alemanha são uns sete mil – aguardam a oportunidade de poder ver de novo, graças a doadores de córnea, mas os doadores são raros.
Joachim Storsberg, do Instituto Fraunhofer for Applied Polymer Research IAP (Alemanha) desenvolveu um material e um processo de produção para córneas de plástico – o que pode ajudar alguns doentes incapazes de tolerar algumas córneas de doadores devido a doenças específicas. Devido ao seu trabalho, o investigador foi recentemente galardoado com o prémio 2010 Joseph von Fraunhofer Prize.
A córnea artificial de escala em miniatura tem de atender a determinadas especificações quase contraditórias: por um lado, o material deve crescer firmemente com as células do tecido circundante, por outro lado, as células não devem estabelecer-se na região óptica da córnea artificial – isto é, no centro – já que acabaria por prejudicar gravemente a visão.
O lado externo do implante deve ser capaz de humedecer com o fluído da lacrimal – para que a pálpebra possa deslizar, sem fricção –; caso contrário, ficará enevoado no lado de dentro e, por conseguinte, o paciente precisaria de uma nova prótese. Storsberg encontrou a solução para este problema com o seu polímero hidrofóbico. Este material já fora usado durante algum tempo em oftalmologia, por exemplo, para lentes intra-oculares. Para satisfazer as características necessárias, o polímero teve de passar por complexas etapas de desenvolvimento. O material foi completamente modificado a nível químico, e, posteriormente, testado para aprovação pública.
Projecto europeu
A fim de alcançar as características desejadas, o implante foi revestido com vários polímeros especiais e com uma proteína que dispõe de um factor de crescimento. As células naturais envolventes têm a capacidade de detectar essa propriedade, propagando-se e preenchendo a superfície da córnea, até esta alcançar a estabilidade.
A prótese ocular, desenvolvida por médicos e fabricantes do projecto europeu «Córnea Artificial» precisou de três anos de investigação interdisciplinar. A primeira etapa foi enviar o implante para Karin Kobuch, da Universidade de Regensburg e para o centro médico da Universidade Técnica de Munique.
A especialista examinou as córneas artificiais em olhos de suínos dissecados e as culturas de células especializadas. Outra equipa, do Centro Universitário de Oftalmologia em Halle (Saale), testou os modelos mais complexos em coelhos. O desenho foi, entretanto, redefinido: as ópticas ficaram menores, e o implante táctil ampliado, a fim de manter uma construção mais estável. Em 2009, a prótese já estava a ser usada com sucesso; agora, espera-se que os implantes cheguem daqui por uns meses.
Joachim Storsberg, do Instituto Fraunhofer for Applied Polymer Research IAP (Alemanha) desenvolveu um material e um processo de produção para córneas de plástico – o que pode ajudar alguns doentes incapazes de tolerar algumas córneas de doadores devido a doenças específicas. Devido ao seu trabalho, o investigador foi recentemente galardoado com o prémio 2010 Joseph von Fraunhofer Prize.
A córnea artificial de escala em miniatura tem de atender a determinadas especificações quase contraditórias: por um lado, o material deve crescer firmemente com as células do tecido circundante, por outro lado, as células não devem estabelecer-se na região óptica da córnea artificial – isto é, no centro – já que acabaria por prejudicar gravemente a visão.
O lado externo do implante deve ser capaz de humedecer com o fluído da lacrimal – para que a pálpebra possa deslizar, sem fricção –; caso contrário, ficará enevoado no lado de dentro e, por conseguinte, o paciente precisaria de uma nova prótese. Storsberg encontrou a solução para este problema com o seu polímero hidrofóbico. Este material já fora usado durante algum tempo em oftalmologia, por exemplo, para lentes intra-oculares. Para satisfazer as características necessárias, o polímero teve de passar por complexas etapas de desenvolvimento. O material foi completamente modificado a nível químico, e, posteriormente, testado para aprovação pública.
Projecto europeu
A fim de alcançar as características desejadas, o implante foi revestido com vários polímeros especiais e com uma proteína que dispõe de um factor de crescimento. As células naturais envolventes têm a capacidade de detectar essa propriedade, propagando-se e preenchendo a superfície da córnea, até esta alcançar a estabilidade.
A prótese ocular, desenvolvida por médicos e fabricantes do projecto europeu «Córnea Artificial» precisou de três anos de investigação interdisciplinar. A primeira etapa foi enviar o implante para Karin Kobuch, da Universidade de Regensburg e para o centro médico da Universidade Técnica de Munique.
A especialista examinou as córneas artificiais em olhos de suínos dissecados e as culturas de células especializadas. Outra equipa, do Centro Universitário de Oftalmologia em Halle (Saale), testou os modelos mais complexos em coelhos. O desenho foi, entretanto, redefinido: as ópticas ficaram menores, e o implante táctil ampliado, a fim de manter uma construção mais estável. Em 2009, a prótese já estava a ser usada com sucesso; agora, espera-se que os implantes cheguem daqui por uns meses.
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
Ecrã em Braille totalmente actualizável está a ser desenvolvido nos EUA

Ler um e-mail ou aceder a uma página de internet são tarefas que, ainda hoje, implicam um grande nível de dificuldade para utilizadores invisuais, na medida em que os sistemas capazes de converter textos ou páginas da internet em Braille só possibilitam a leitura de linha a linha, para além de serem muito caros.
Contudo, uma equipa de investigadores liderada por Neil Di Spigna, da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, está a desenvolver um ecrã em Braille totalmente actualizável que permite às pessoas invisuais tirarem proveito total da Web ou de qualquer outro aplicativo de computador.Esta nova tecnologia poderá também traduzir imagens em relevos tácteis, através do mapeamento dos pixéis de cada imagem na forma de pontos salientes, tal como já é utilizado no alfabeto Braille.
Para construir o protótipo, os investigadores vão utilizar um polímero eletro-activo – músculo artificial -, que é muito resiste e mais barato do que os actuais sistemas mecânicos das impressoras Braille.De acordo com Peichun Yang, co-autor deste projecto, este material permite elevar os pontos na altura correcta para que possam ser lidos. Uma vez levantados, um sistema hidráulico de travamento suporta o peso aplicado pelos dedos das pessoas, conforme os pontos são lidos.
Uma vez demonstrado que o componente de travamento do mecanismo é uma tecnologia viável, os investigadores vão proceder à criação do protótipo do ecrã em Braille, esperando que esteja pronto dentro de um ano.
Contudo, uma equipa de investigadores liderada por Neil Di Spigna, da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, está a desenvolver um ecrã em Braille totalmente actualizável que permite às pessoas invisuais tirarem proveito total da Web ou de qualquer outro aplicativo de computador.Esta nova tecnologia poderá também traduzir imagens em relevos tácteis, através do mapeamento dos pixéis de cada imagem na forma de pontos salientes, tal como já é utilizado no alfabeto Braille.
Para construir o protótipo, os investigadores vão utilizar um polímero eletro-activo – músculo artificial -, que é muito resiste e mais barato do que os actuais sistemas mecânicos das impressoras Braille.De acordo com Peichun Yang, co-autor deste projecto, este material permite elevar os pontos na altura correcta para que possam ser lidos. Uma vez levantados, um sistema hidráulico de travamento suporta o peso aplicado pelos dedos das pessoas, conforme os pontos são lidos.
Uma vez demonstrado que o componente de travamento do mecanismo é uma tecnologia viável, os investigadores vão proceder à criação do protótipo do ecrã em Braille, esperando que esteja pronto dentro de um ano.
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sexta-feira, 2 de abril de 2010
Olho biónico

O Governo australiano apresentou ontem um protótipo de olho biónico, cujos responsáveis esperam que seja capaz de devolver a visão a muitos cegos.
Os cientistas afirmam que este é o maior marco desde o desenvolvimento do Braille. O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd garante que este “pode ser um dos avanços científicos mais importantes da nossa geração”.
Segundo os cientistas australianos, o aparelho implanta-se parcialmente no globo ocular e está desenhado para pacientes que sofrem uma perda de visão degenerativa e hereditária, causada por uma condição genética conhecida como rinite pigmentosa.
O olho biónico dispõe de uma pequena câmara, colocada sobre uma lente, que captura imagens e envia-as para um processador que pode guardar-se num bolso.
O dispositivo transmite um sinal à unidade dentro da retina que estimula os neurónios vivos dentro desta, que por sua vez envia as imagens ao cérebro.
É importante alertar que os utilizadores do olho biónico não voltarão a ter a visão perfeita, mas espera-se possam ser capazes de distinguir pontos de luz e que o cérebro poderá reconstruir imagens.
“O projecto do olho biónico permitira à Austrália manter-se na vanguarda desta linha de investigação e comercialização, devolvendo a visão a milhares de pessoas em todo o mundo”, afirmou o Rudd.
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quarta-feira, 17 de março de 2010
BrainPort Vision: A patente que traz visão aos invisuais
O departamento de Oftamologia, da Universidade de Washington, avançou recentemente que, pelo menos, cem milhões de pessoas, só nos Estados Unidos, sofrem de problemas visuais. As causas podem estar relacionadas com a idade, cataratas, glaucoma, e degeneração macular ou outras doenças oftálmicas altamente contagiosas que podem derivar de tracomas, diabetes ou HIV, mas ainda traumas derivados de acidentes.
Por isso, tem havido um enorme investimento em patentes que possam vir a resolver problemas de visão. Uma nova tecnologia – o BrainPort Vision – acabou de ser desenvolvida nos EUA e funciona através da substituição sensorial.A patente converte imagens de vídeo, capturadas por uns óculos com câmara incorporada, em impulsos eléctricos que são transmitidos pela língua ao cérebro do invisual, que se transformam em imagens a preto e branco.Craig Lundberg é um jovem de 24 anos que perdeu a vista num ataque de granadas, no Iraque e foi escolhido para ser o primeiro a testar o sistema, pelo Ministério da Defesa britânico. Três anos mais tarde, reaprende a "ver" através de um aparelho à base de estímulos eléctricos.
As imagens são um pouco difusasOs estímulos são sentidos pela língua através de uma espécie de cartão que se coloca na boca. Ao reconhecer que os impulsos não têm relação com o paladar, o cérebro reencaminha-os para o seu centro visual, onde são processados e reinterpretados, dando assim ao utilizador uma espécie de visão rudimentar.Segundo as informações disponibilizadas na página oficial da Wicab, a empresa criadora do BrainPort assiciado ao Tongue Display Unit (Unidade de visualização com a Língua), esta tecnologia "é especialmente útil para pessoas que não conseguem ver mais do que manchas luminosas".O processo de adaptação é relativamente rápido: ao fim de poucos minutos, o utilizador fica com noção de espaço e direcção do movimento e, passada uma hora, consegue identificar e agarrar objectos que se encontrem a uma curta distância.Imagens difusasMuito poucos testaram o BrainPort. Erik Weihenmayer, foi o único cego a conseguir escalar o Monte Everest. Invisual desde os 16 anos, Weihenmayer experimentou o mecanismo para ajudá-lo a escalar paredes e agora também é capaz de jogar Play Station com a filha.
Impulsos eléctricos são transmitidos pela línguaOs vários estudos foram-se desenvolvendo e dando origem a novas abordagens. Mais tarde percebeu-se que o cérebro pode aprender a usar impulsos nervosos, através do toque, para criar imagens. Por exemplo, figuras do cérebro em actividade, tiradas por ressonância magnética, mostram o córtex visual do cérebro se ilumina ao receber dados sensoriais através do toque.Portanto, a informação chega perfeitamente ao cérebro, especificamente, à área responsável pela visão. Sendo assim, os neurocientistas envolvidos no projecto, chegaram à conclusão que a língua poderia ser o órgão perfeito para a tarefa, ou seja, é húmida, um excelente transmissor de sinais eléctricos, e tem mais terminações nervosas tácteis que qualquer outra parte do corpo.“Ver através da língua” foi um conceito que conseguiu ser convertido em patente. No Tongue Display Unit, os padrões de luz, apanhados pela câmara, são convertidos por um pequeno computador em impulsos eléctricos, através de cem eléctrodos de aço inoxidável.
As imagens são um pouco difusasOs estímulos são sentidos pela língua através de uma espécie de cartão que se coloca na boca. Ao reconhecer que os impulsos não têm relação com o paladar, o cérebro reencaminha-os para o seu centro visual, onde são processados e reinterpretados, dando assim ao utilizador uma espécie de visão rudimentar.Segundo as informações disponibilizadas na página oficial da Wicab, a empresa criadora do BrainPort assiciado ao Tongue Display Unit (Unidade de visualização com a Língua), esta tecnologia "é especialmente útil para pessoas que não conseguem ver mais do que manchas luminosas".O processo de adaptação é relativamente rápido: ao fim de poucos minutos, o utilizador fica com noção de espaço e direcção do movimento e, passada uma hora, consegue identificar e agarrar objectos que se encontrem a uma curta distância.Imagens difusasMuito poucos testaram o BrainPort. Erik Weihenmayer, foi o único cego a conseguir escalar o Monte Everest. Invisual desde os 16 anos, Weihenmayer experimentou o mecanismo para ajudá-lo a escalar paredes e agora também é capaz de jogar Play Station com a filha.
Impulsos eléctricos são transmitidos pela línguaOs vários estudos foram-se desenvolvendo e dando origem a novas abordagens. Mais tarde percebeu-se que o cérebro pode aprender a usar impulsos nervosos, através do toque, para criar imagens. Por exemplo, figuras do cérebro em actividade, tiradas por ressonância magnética, mostram o córtex visual do cérebro se ilumina ao receber dados sensoriais através do toque.Portanto, a informação chega perfeitamente ao cérebro, especificamente, à área responsável pela visão. Sendo assim, os neurocientistas envolvidos no projecto, chegaram à conclusão que a língua poderia ser o órgão perfeito para a tarefa, ou seja, é húmida, um excelente transmissor de sinais eléctricos, e tem mais terminações nervosas tácteis que qualquer outra parte do corpo.“Ver através da língua” foi um conceito que conseguiu ser convertido em patente. No Tongue Display Unit, os padrões de luz, apanhados pela câmara, são convertidos por um pequeno computador em impulsos eléctricos, através de cem eléctrodos de aço inoxidável.
Os primeiros utilizadores definem a sensação como tocar uma bateria com a língua, uma sensação de formigueiro.As pulsações são codificadas no espaço, ou seja, a pessoa que recebe os sinais na língua pode perceber a profundidade, perspectiva, tamanho e forma. Essa informação é traduzida pelo cérebro em imagens, embora sejam difusas, por causa da baixa resolução.
Assista aqui ao vídeo.
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