quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Fita ajuda cegos a detetarem obstáculos

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A Sentiri dá feedback háptico para ajudar as pessoas que não conseguem ver a desviarem-se de obstáculos, sendo que também pode ser conectada a um smartphone para tirar proveito do Google Maps e definir um trajeto seguro.

Criada pela empresa Chaotic Moon, a Sentiri é uma fita para a cabeça equipada com sensores que ajuda as pessoas impossibilitadas de ver a andar sem bater obstáculos graças a feedback háptico. O dispositivo recorre a infravermelhos para detetar objetos e possui vários níveis de vibração que ajudam o utilizador a conseguir contornar os obstáculos que vão aparecendo pelo caminho.

A Sentiri pode ser conectada a um smartphone e tirar partido de uma aplicação como o Google Maps para se definir um trajeto em que a tecnologia, teoricamente, consegue levar em segurança uma pessoa do ponto A ao ponto B, revela o Engadget.

Apesar da Sentiri ter sido pensada para cegos, a Chaotic Moon prevê que, no futuro, ela também possa ser usada para fins militares. Contudo, a empresa ainda não tem prevista a data de lançamento nem o preço deste dispositivo.

Pode saber mais sobre o projeto Sentiri no vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=hErXdT7prQM

Bruxelas propõe regras sobre acessibilidade de deficientes a serviços e produtos



JAKUB KACZMARCZYK/EPA
 
A Comissão Europeia propôs que sejam adotados requisitos comuns de acessibilidade a pessoas com deficiência a produtos e serviços essenciais, como os transportes e a caixa multibanco.
A Comissão Europeia propôs que sejam adotados requisitos comuns de acessibilidade a pessoas com deficiência a produtos e serviços considerados essenciais, como os transportes e a caixa multibanco, entre outros.

Os serviços e produtos em causa foram escolhidos em consulta com os cidadãos, organizações da sociedade civil e empresas e entre eles contam-se as caixas automáticas (ATM) e os serviços bancários, os computadores pessoais, os telefones e equipamentos de televisão, os serviços de telefonia e audiovisuais, os transportes, os livros eletrónicos e o comércio eletrónico.

A diretiva (lei europeia) hoje proposta deverá fomentar a inovação e multiplicará a oferta de produtos e serviços acessíveis para os cerca de 80 milhões de pessoas com deficiência na União Europeia (UE).

Na elaboração dos requisitos, foi considerada a necessidade de garantir a proporcionalidade, em particular para as pequenas e as microempresas, com a inclusão de uma “cláusula de bom senso” para evitar que os requisitos de acessibilidade tenham encargos desproporcionados, estando também previstas medidas de conformidade menos rigorosas para as microempresas.

As pessoas com deficiência passarão a dispor de uma maior oferta de produtos e serviços acessíveis a preços mais competitivos.

A melhoria da oferta destes produtos e serviços pode também beneficiar os cidadãos mais velhos que têm necessidades semelhantes em matéria de acessibilidade, bem como pessoas que se deparem com dificuldades decorrentes de um acidente, uma doença temporária ou um ambiente onde as condições de luz ou ruído, por exemplo, não sejam as melhores.

Cerca de 80 milhões de cidadãos da UE são, em maior ou menor grau, afetados por uma deficiência.

Em virtude do envelhecimento demográfico, prevê-se que este número venha a aumentar para 120 milhões até 2020, segundo a Comissão Europeia.
fonte: Observador

GNR assinala Dia das Pessoas com Deficiência



 
A GNR indicou esta quarta-feira que vai assinalar, na quinta-feira, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência com a realização de diversas ações de sensibilização em todo o país para promover "os direitos e garantias" destas pessoas.
Em comunicado, a GNR refere que as ações de sensibilização são dirigidas à comunidade escolar, com o intuito de lhes transmitir valores no âmbito da cidadania relacionados com a não discriminação às pessoas com deficiência, a adoção de comportamentos no sentido de evitarem ser vítimas de crimes, e, aos seus cuidadores, para melhor compreenderem os objetivos do Programa de Apoio a Pessoas com Deficiência.
Segundo a Guarda Nacional Republicana, estas ações têm origem no Programa de Apoio a Pessoas com Deficiência, criado pela corporação em 2014 e que visa promover "os direitos e garantias de condições de vida dignas às pessoas com deficiência".
O programa procura envolver, de forma proactiva, "os cidadãos para atender, compreender, respeitar as necessidades e diferenças de cada um, permitindo a igualdade de oportunidades, e para prevenção de situações de negligência, violência e maus-tratos a pessoas com deficiência".
A GNR realiza também, na quinta-feira, sessões de cinoterapia e hipoterapia em vários pontos do país, iniciativa que contribui "ativamente nos processos terapêuticos e de ensino-aprendizagem" das pessoas com deficiência. Aquela força de segurança adianta que este é um "recurso terapêutico inovador, onde profissionais das áreas de psiquiatria, pedagogia, fisioterapia e psicologia contam com a ajuda de cães e cavalos que agem como coterapeutas e auxiliam os profissionais de saúde a trabalharem a fala, o equilíbrio, a expressão de sentimentos e a motivação".

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência - dia 3 de Dezembro -



 
Inclusão, acesso e capacitação dão o mote às comemorações da efeméride, dia 3 de dezembro, na Gulbenkian, em Lisboa.

No dia 3 de dezembro comemora-se o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, efeméride que tem por objetivo sensibilizar a população mundial para a necessidade de construir uma sociedade inclusiva e para todos.

Em Portugal, o Instituto Nacional para a Reabilitação, entidade responsável pelas comemorações nacionais da data, promove, no dia 3 de dezembro, quinta-feira, um evento sob o tema adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU) "A inclusão importa: acesso e capacitação para todos" (Inclusion matters: access and empowerment for people of all habilities)
O tema da iniciativa, a decorrer no auditório 2 da Fundação Calouste de Gulbenkian, em Lisboa, visa chamar a atenção para os direitos das pessoas com deficiência, no âmbito da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
De acordo com informação disponibilizada ONU, cerca de 15 por cento da população mundial vive com algum tipo de deficiência.
O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência foi instituído pela Organização das Nações Unidas, em 1992, e coincide com o dia em que foi adotado o Programa de Ação Mundial para as Pessoas com Deficiência pela Assembleia-Geral da ONU, em 1982.

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência - 3 de dezembro

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência 



-Snoopy, o que teria visto a Bela no Monstro?...
- ... a essência do seu ser... Charlie Brown, claro!

- Sou diferente, mas o Gepeto não deixou de acreditar em mim...

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Por que nunca deve esfregar os olhos com as mãos

Desde que eramos crianças que ouvimos, provavelmente mais do que uma vez, que nunca se deve pôr as mãos nos olhos. Mas porquê?


Até pode evitar ao máximo tocar nos olhos com as mãos mas a verdade é que quando tem comichão e não há nenhum lenço de papel à vista, o mais provável é que vá cocá-los com as mãos sem se preocupar sequer se estão lavadas ou não.

Mas qual é pior coisa que pode acontecer afinal? O site She Finds foi tentar perceber e sublinha que os especialistas concordam que esfregar os olhos com as mãos é de facto uma das piores coisas que pode fazer pondo em risco a sua saúde. E mais, também não vai contribuir nada para a sua beleza.
A especialista em saúde feminina do Providence Saint John’s Health Center em Santa Monica Dra. Sherry Ross adverte que as mãos estão cheias de bactérias. “Quando esfrega os olhos, pode saber-lhe bem por um momento, mas está a transferir bactérias indesejadas e a exercer pressão numa área sensível e vulnerável.”
Esta ação além de aumentar o risco de inflamação nos olhos, como conjuntivite, pode mesmo, se os esfregar de forma mais agressiva, provocar danos na córnea.
A Dra. Kristine Arthur, médica no Providence Saint John’s Health Center, na Califórnia, sublinha ainda que esfregar os olhos com as mãos não desinfetadas aumenta ainda a probabilidade de contrair doenças infeciosas como gripes e resfriados.
As pessoas que usam lentes de contacto devem ter ainda mais cuidado para nunca esfregar os olhos com as mãos uma vez que estão em maior risco de desenvolver infeções mais graves que podem até levar a perda de visão, avisam os especialistas.
No campo da Beleza, este hábito também não lhe traz benefícios nenhuns, destaca o site She Finds. Isto porque, como destaca o dermatologista Dr. Tsippora Shainhouse, de Beverly Hills, esfregar a pele à volta dos olhos pode provocar uma irritação crónica e engrossar a pele desta zona, deixando-a hiperpigmentada e até com as rugas mais vincadas. 

Jovem cria pulseira inteligente que dá autonomia a cegos


 

Uma pulseira inteligente desenvolvida por um jovem mexicano promete dar mais autonomia a quem tem deficiência visual. A Sunu Band registra o entorno a partir de tecnologia sonar e transmite por vibrações a presença de obstáculos em seu caminho, ajudando o usuário a seguir seu trajeto.
Criado por Marco Trujillo apenas como um projeto acadêmico, o protótipo foi testado por crianças cegas, que foram capazes de superar várias provas, como sair de um labirinto.
Os pais de alguns dos garotos se entusiasmaram com os resultados, resolveram investir no projeto e convencer o jovem a levá-lo adiante. Trujillo, então, abriu uma startup, a Sunu, para aperfeiçoar a pulseira e viabilizar sua produção. Quase quatro anos depois, o produto está pronto para ir para o mercado, com custo de lançamento de 199 dólares (cerca de R$ 750).
“O funcionamento é como o de um sensor de estacionamento, mas com vibração em vez de bips”, explica Trujillo.
A pulseira fica na mão oposta à usada pela bengala-guia. Movimentos leves permitem direcionar o ultrassom, como se fosse uma lanterna. O dispositivo avalia o ambiente e, a partir de amostras de eco 30 vezes por segundo, produz uma vibração de maior ou menor intensidade, dependendo da distância do objeto que o produziu. Desta forma, o cego pode interpretar as vibrações e desviar dos obstáculos ao seu redor.
A adaptação ao dispositivo é rápida, afirma o empreendedor. “Nos testes realizados, constatamos que a curva de aprendizagem é mais curta do que a das bengalas.”