segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

BlackScreen: explicar a tecnologia de forma acessível


Da necessidade de difundir conhecimento sobre a utilização de smartphones, tablets ou computadores, um grupo de cidadãos com deficiência visual desenvolveu o projeto BlackScreen, uma plataforma online que disponibiliza um conjunto de podcasts dedicados à acessibilidade das novas tecnologias.

O projeto surge igualmente com o propósito de realizar debates sobre tecnologia, envolvendo especialistas que partilhem diferentes visões sobre determinado equipamento, programa ou sistema operativo.

Assim, aproveitando as potencialidades e a facilidade de consulta de podcasts, o projeto demonstra em tempo real e de forma pormenorizada de que forma podem os utilizadores com deficiência visual executar determinadas tarefas em equipamentos, aplicações ou programas.

“Será que o iPhone é um equipamento útil para mim?”, “Existe alguma aplicação de GPS acessível?”, “Quais as novidades da nova versão do NVDA?” ou “IOS ou Android, qual o mais acessível?” são exemplos de questões, frequentemente colocadas por utilizadores com deficiência visual, a que o BlackScreen procurará responder.

Este projecto está online desde o dia 21 de dezembro de 2013, em www.blackscreen.pt.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Teste detecta crianças com problemas linguísticos que podem levar ao insucesso escolar


Chama-se Teste de Linguagem – Avaliação de Linguagem Pré-Escolar (TL-ALPE), permite avaliar o desenvolvimento linguístico em crianças dos três aos seis anos e pretende ajudar a reduzir a percentagem de crianças - dez por cento - que chegam ao 1.º ciclo com perturbações de linguagem por diagnosticar. Concebido por uma equipa de investigadoras da Universidade de Aveiro (UA) e do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) o TL-ALPE permite, de forma simples e eficaz, avaliar as competências linguísticas das crianças em idade pré-escolar nas áreas da semântica, da morfossintaxe e da fonologia. Desempenhos abaixo dos limites normais e não intervencionados em idade precoce podem comprometer o sucesso escolar e social. 

O teste, aferido cientificamente para os pequenos falantes da língua portuguesa, está construído de forma a que, intuitivamente, possa ser utilizado pelos profissionais que trabalham diretamente com a faixa etária dos três aos seis anos.

“Educadores de infância, psicólogos ou pediatras podem usar o instrumento para um despiste rápido de uma perturbação no desenvolvimento linguístico das crianças e sempre que necessário devem fazer o encaminhamento para um terapeuta da fala”, explica uma das quatro autoras do teste, Marisa Lousada, professora na Escola Superior de Saúde da UA.

Já os terapeutas da fala, através do TL-ALPE, podem não só avaliar detalhadamente as competências linguísticas dos pequenos pacientes como, através dele, elaborar um plano de intervenção específico para os problemas encontrados.

“O TL-ALPE permite avaliar a compreensão auditiva e a expressão verbal oral em várias áreas”, aponta a investigadora que junta a docência à investigação no Instituto de Engenharia Eletrónica e Telemática de Aveiro (IEETA), um dos pólos de investigação da UA.

Assim, através do teste “o terapeuta da fala pode avaliar nas crianças a forma como constroem frases, o tipo e a riqueza do vocabulário que utilizam e a compreensão que têm ou não sobre a linguagem”. Mais, os técnicos podem perceber se os pequenos “compreendem frases complexas, se conhecem o significado das palavras que são utilizadas e se são capazes de refletir sobre a linguagem”.

Tratamento precoce é fundamental

“É muito importante a capacidade que este instrumento dá ao terapeuta da fala de perceber como as crianças desta faixa etária estão entre os parâmetros linguísticos considerados normais para aquelas idades”, explica Ana Mendes, investigadora no IEETA e docente no IPS.

“Quanto mais cedo se identificarem as crianças com problemas, mais cedo podem começar a ser tratadas de forma a que, quando ingressarem na escola, já estejam a ser acompanhadas”, diz a autora do teste. “Quanto mais tarde forem intervencionadas mais possibilidades há de terem um grande atraso não só no desenvolvimento linguístico como no cognitivo, escolar e social, com todas as repercussões que isso representa no desenvolvimento do ser humano”, alerta.

Adianta a investigadora que “estando o TL-ALPE aferido para a população portuguesa, o terapeuta aplica-o hoje, implementa o plano de intervenção e volta a usar o mesmo instrumento para analisar a eficácia da intervenção terapêutica”.

Ana Mendes lembra ainda outra das grandes vantagens do TL-ALPE: “Muitas vezes, os terapeutas da fala, como não têm estes instrumentos aferidos, usam o seu próprio instrumento criado por eles ou traduzido de outras línguas” devido ao escasso número de instrumentos aferidos para o português europeu.

Constituído pelo manual de instruções, por um livro de imagens, por uma folha de registo e por uma colecção de objetcos próprios que estimulam as respostas das crianças de acordo com as indicações do terapeuta, o teste foi desenvolvido no âmbito de dois projectos de investigação financiados pela Fundação Calouste Gulbenkian, pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pelo Ministério da Educação e Ciência.

Para além de Marisa Lousada e Ana Mendes, o TL-ALPE tem a assinatura das docentes Fátima Andrade, docente no Departamento de Educação da UA, e de Elisabete Afonso, antiga docente da UA, atualmente a dar aulas no ensino secundário.

rastreios gratuitos de Terapia da Fala



A Associação de Solidariedade Social dos Professores (ASSP), está a disponibilizar à comunidade escolar a realização de rastreios gratuitos de Terapia da Fala e uma sessão de sensibilização dedicada ao tema: "Bulling: conhecer e intervir".

Na eventualidade de estarem interessados em qualquer das atividades apresentadas (gratuitas), por favor, contacte.
 
 
 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

sobre os testes intermédio

Hoje estivemos a falar por causa dos testes intermédios para os alunos com NEE.... Como devem ter reparados das normas q se publicaram não existem orientações específicas para os alunos com NEE, à semelhança dos exames nacionais.

O documento "Projeto Testes Intermédios 2013/2014 - INFORMAÇÃO AOS ALUNOS, PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO" refere, entre outros aspetos, que compete à escola assegurar ...que a realização do teste intermédio obedece às mesmas normas que presidem à realização de qualquer prova de avaliação interna e que todas as situações serão enquadradas nesse âmbito.

Depreende-se, então, que os alunos com necessidades educativas especiais podem beneficiar das condições de realização previstas nos respetivos programas educativos individuais, à semelhança da realização de uma prova interna a qualquer disciplina. Não pensam o mesmo?
Mas disseram-me que como no documento não refere nada, não há nada para eu depreender.Fiquei fula!!!!!!!!
Então o aluno não deve beneficiar das medidas propostas no PEI nomeadamente as adequações no processo de avaliação??? "compete à escola assegurar que a realização do teste intermédio obedece às mesmas normas que presidem à realização de qualquer prova de avaliação interna"

Os meu alunos vão fazer estes testes com as medidas educativas previstas no PEI assim como o fazem em qualquer outro teste!!!!!!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Aprendizagem Braille : Música


Ao longo dos anos foi sendo reconhecida a capacidade de pessoas com deficiência visual de tocar instrumentos musicais. No início não foi fácil para ganharem o reconhecimento da sociedade sobre o seu trabalho.

 O trabalho dos músicos cegos até hoje muitas vezes se resume em tocar algum instrumento nas ruas ou lugares públicos para arrecadar moedas. Muita coisa mudou com os estudos e intervenções que aconteceram com o passar dos anos, porem, ainda existe o preconceito e a dificuldade dos cegos para que possam ter acesso a um estudo oficial musical, e muito mais de se estabelecer profissionalmente.

 Mas apesar de toda dificuldade, existe superação e resultados espectaculares de desempenho dos cegos em relação ao músicos videntes, pois na maioria das pesquisas os músicos cegos se saem melhor no seu desempenho musical.




Um artigo muito interessante Obrigada pela partilha Manuela Cristina Gomes!

Livro de musicografia Braille

“Cecograma”, passou a designar-se “Envio para os Cegos”.


Desde o passado dia 1 de janeiro de 2014, os CTT alteraram a designação do produto “Cecograma”, passando este a designar-se “Envio para os Cegos”.

Informamo desta recente alteração, procurando evitar que enfrentem maiores dificuldades e/ou obstáculos no momento de expedição da sua correspondência.

Nesta medida, as correspondências de registos sonoros, informações em Braille ou carateres ampliados, devem agora indicar junto ao endereço a designação “Envio para os Cegos”.

Fonte: http://www.acapo.pt/

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Revista Louis Braille N.º 9

 
A revista Louis Braille é uma publicação digital, especializada na área da deficiência visual, com periocidade trimestral, editada pela ACAPO.

Capa Revista Louis Braille n.9