terça-feira, 7 de janeiro de 2014

«A Noite» de José Saramago

No dia 12 de janeiro mais uma peça de teatro fará uma sessão com #audiodescrição. «A Noite» de José Saramago sobe ao palco do Teatro Trindade, em Lisboa, pelas 18h00 e os interessados poderão realizar uma visita ao palco pelas 17h00.
 

Encontro " A vitalidade do sistema Braille na era digital"

Encontro " A vitalidade do sistema Braille na era digital"
4 de Janeiro 2014: das 10 h às 12.30 h
 na Biblioteca Nacional - Lisboa

No âmbito das comemorações do Dia Mundial do Braille, a 4 de janeiro, a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) promove o encontro «A vitalidade do sistema Braille na era digital». O evento, que decorrerá entre as 10h00 e as 12h30, contará com a apresentação e lançamento da edição em Braille da obra «A Dividadura - Portugal na crise do euro», de Francisco Louçã e Mariana Mortágua.
Em paralelo, terá as intervenções de Carlos Ferreira e Maria Aldegundes sobre «O paradigma no acesso à informação escrita», de António Pinão sobre «O Braille na representação gráfica da mente na pessoa cega» e de Carlos Silveira que abordará o papel do «Braille na autonomia da pessoa cega» na perspetiva do utilizador».

Programa:
A vitalidade do sistema braille na era digital
10h00 | Abertura
10h10 | Braille: o paradigma no acesso à informação escrita, Carlos Ferreira e Maria Aldegundes (BNP-ALDV)
10h30 | O Braille na representação gráfica da mente na pessoa cega, António Pinão
10h50 | O Braille na autonomia da pessoa cega, perspetiva de um utilizador, Carlos Silveira
11h00 | Lançamento da versão braille e apresentação do livro A Dividadura - Portugal na Crise do Euro de Francisco Louçã e Mariana Mortágua
12h00 | Debate
12h30 | Encerramento

Local
Biblioteca Nacional de Portugal
Campo Grande 83
1749-081 Lisboa
Mais informações:
Serviço de Relações Públicas da BNP
Telefone: 21 798 21 68
E-mail: rel_publicas@bnportugal.pt

Braille reinventou a escrita há 190 anos

In: Expresso por indicação de Livresco

O Dia Mundial do Braille é hoje assinalado na Biblioteca Nacional, pelas 10h, com o lançamento da edição para invisuais da obra "Dividadura - Portugal na crise do euro", de Francisco Louçã e Maria Aldegundes.

"A vitalidade do sistema Braille na era digital" é o mote da iniciativa que se vai debruçar sobre a influência dos meios tecnológicos no acesso à informação por invisuais e conta com a participação de Carlos Ferreira, António Pinão e Carlos Silveira.

"A percentagem reduzida da informação produzida em suporte Braille" é precisamente um dos maiores obstáculos à integração social dos invisuais em Portugal, identificado por Graça Gerardo, da direção nacional da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO).

Ao nível do ensino, as mudanças mais urgentes são "uma formação docente que permita a abordagem ao braille de uma forma mais lúdica e de acordo com o escalão etário a que se dirige". As falhas nos recursos técnicos e humanos levam a que o número de horas dedicadas ao ensino seja "insuficiente" e a que os alunos sejam colocados em escolas de referência, obrigando-os a "extensas deslocações" que comprometem o seu sucesso escolar.

Muitos invisuais permanecem ainda sem acesso à aprendizagem desta técnica de leitura e escrita, facto lamentado por Graça Gerardo: "A educação de uma criança cega privada do Braille está comprometida. Seria o mesmo que tentar educar uma criança normovisual, sem lhe ensinar a ler ou a escrever, substituindo a leitura e a escrita pela passagem de informações orais".

No que respeita à informação nos bens de venda ao público, Graça Gerardo acredita que a ACAPO "assististe a um passo significativo com a publicação da Lei 33/2008 que prevê a rotulagem em Braille nas embalagens de produtos vendidos nas superfícies comerciais com mais de 300 m2". Apesar disso, o ideal para a responsável era a colocação destes rótulos na origem, cumprindo assim a sua "função universal", independentemente do sitio onde é vendido o produto.

Ao comparar o panorama português com o resto da Europa, a dirigente da ACAPO, diz não poder afirmar que estamos num bom caminho, mas sim num caminho semelhante ao dos restantes países.

Os censos de 2011 revelam que 19% da população portuguesa não consegue ou tem muita dificuldade em ver, podendo-se afirmar que mais de 27 mil cidadãos são cegos em Portugal.

De acordo com um estudo da ACAPO, para o qual entrevistaram 1325 pessoas com deficiência visual, 500 revelaram ser conhecedoras de Braille. O que corresponde a quase 40% da população com deficiência visual inquirida.

Prospetivas para a edição de livros

Graça Gerardo salienta uma campanha que tem sido desenvolvida nos últimos anos pela União Mundial de Cegos, na qual a ACAPO é a representante dos direitos e interesses dos portugueses, que tem alertado para "uma fome de livros", sendo que apenas uma ínfima parte das obras editadas é produzida em suportes acessíveis a pessoas com deficiência visual.

Apesar de não haver edição comercial de livros em braille em Portugal, existem vários catálogos pertencentes a bibliotecas especializadas com máquinas de impressão de relevo.

A Biblioteca Nacional de Portugal tem cerca de 2900 títulos e nove mil edições em braille, bem como versões de 50 periódicos portugueses e estrangeiros e quatro mil títulos de música clássica para canto e instrumentos.

O centro professor Albuquerque e Castro da Santa Casa da Misericórdia do Porto tem também um catálogo com cerca de 1500 obras, maioritariamente em língua portuguesa.

A "Mensagem" de Fernando Pessoa será possivelmente a primeira edição comercializada em braille, fruto do trabalho do jovem português Bruno Brites, que não tendo qualquer problema de visão, se especializou no código de leitura.

O designer ganhou o 1º prémio no 4º escalão das Olimpíadas de Braille promovido pela ACAPO (Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal) e realizou recentemente este projeto personalizado chamado "Mensagem em Braille" .

Uma sovela de dois gumes

Louis Braille feriu-se no olho esquerdo com uma sovela da oficina do pai, ficando cego aos três anos. O utensílio que protagonizou o acidente, foi também o instrumento rudimentar de uma descoberta que Louis daria a conhecer em 1824 - Braille - o sistema de leitura para cegos mais eficaz e simplificado até aos dias de hoje.

Dono de uma capacidade cognitiva excelente, o jovem Louis desde cedo demonstrou a interesse em desenvolver uma técnica que superasse os obstáculos à sua aprendizagem. Uma passagem do seu diário revela isso mesmo: "Se os meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos, sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar uma outra forma".

O contacto com o trabalho de Valentin Hauy, fundador do Instituto Real de Jovens Cegos de Paris, escola que Louis frequentou, mostrou-lhe que era possível a leitura sem visão. A técnica desenvolvida por Hauy na primeira escola francesa para cegos, em Paris, baseava-se na impressão de letras em alto relevo num papel grosso. Numa época em que os cegos eram excluídos da vida social e julgados pelo senso comum como sendo "mau agoiro", este era um grande avanço. Mas faltava a escrita e uma forma mais prática de reconhecer letras.

Foi inspirado, em 1823, pela "escrita noturna" de Charles Barbier, conhecida hoje como sonografia, que Louis Braille abriu caminho para a comunicação táctil que traduz os fonemas em pontos. Este método, até então aplicado apenas no campo de batalha, consistia num código de forma retangular, com seis pontos verticais de extensão, que Braille reduziu posteriormente para três, e dois pontos horizontais de largura.

Este esquema de pontos, deferidos com um objeto cortante, como a sovela, chamou a atenção de Braille. Em 1824, com apenas 15 anos terminou a simplificação deste método, que foi inicialmente mal recebido e proibido em âmbito académico. Mas a restrição levou a que muitos o quisessem aprender em segredo, acabando por ser adotado em 1854, dois anos após a morte do seu mentor.

O braille na legislação

A constituição portuguesa engloba no Decreto-lei n.º 38/2004, a utilização do braille como forma de inclusão, no ponto 1 do artigo 43º: "O estado e as demais entidades públicas e privadas devem colocar à disposição da pessoa com deficiência, em formato acessível, designadamente em braille, carateres ampliados, áudio, língua gestual, ou registo informático adequado, informação sobre os serviços, recursos e benefícios que lhes são destinados".

A ACAPO encontra-se a proceder à atualização da Ortografia Braille para a Língua Portuguesa, em conjunto com o Instituto Nacional para a Reabilitação, que durante o ano de 2014 deverá ser publicada em decreto-lei.
 

sábado, 4 de janeiro de 2014

Dia Mundial do Braille - 4 de Janeiro


O Dia Mundial do Braille é uma efeméride que pretende sensibilizar para os problemas dos cidadãos invisuais e para a responsabilidade que nos envolve, a todos, nesta problemática. Procura-se alcançar a união de esforços para que se eliminem a discriminação e as diversas barreiras que os invisuais encontram no quotidiano.
 








Hoje é um dia muito importante, 4 de Janeiro, data de nascimento de Louis Braille e Dia Mundial do Braille

Luís Braille nasceu em Coupvray, França, a 4 de Janeiro de 1809. Aos 3 anos de idade, quando brincava na oficina de seu pai, feriu‐se num dos olhos, e em consequência de uma infecção que progrediu e se alastrou ao outro olho, levando a que, pouco tempo depois, Luís Braille viria a ficar completamente cego. Mais tarde, quando tinha cerca 10 anos de idade, ingressou na Escola de cegos Valentin Hay onde se destacou na aprendizagem de órgão. Inspirando‐se no código, inventado pelo Capitão de artilharia do exército francês, Charles Barbier de la Serre ‐ que o utilizou para comunicar com os seus soldados em tempo de guerra ‐ Luís Braille concebeu um sistema ao qual foi atribuído o seu próprio nome.


A partir de Janeiro terei o prazer de receber às terças feiras uma nova aluna. Uma aluna muito especial pois é uma antiga colega que se aposentou e que entretanto cegou. A todos os que me pedem que lhes ensine Braille e que não podem estar comigo aqui vai o Braille Virtual que é um curso on-line aberto, público e gratuito, destinado à difusão e ensino do sistema Braille a pessoas que vêem.
Este curso é orientado especialmente a pais, crianças, professores, ...para todos os que queiram aprender.
Clique aqui para aprender Braille

Aproveitem!
 
 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Brinquedos e brincadeiras para crianças cegas

Brinquedos e brincadeiras para crianças cegas

retirado de :  http://www.reab.me/brinquedos-e-brincadeiras-para-criancas-cegas/

O objetivo desse post é listar alguns tipos de brinquedos que podem ser inseridos no brincar da criança cega ou com baixa visão auxiliando seu desenvolvimento.
Vamos começar falando da estimulação vestibular que é importante para o desenvolvimento saudável do cérebro das crianças, especialmente das cegas ou com baixa visão. Estas pessoas não recebem a estimulação vestibular adequada, pelo menos na maioria das vezes.
Uma criança vidente (que é como chamamos quem enxerga) obtém esse tipo de estimulação através dos movimentos da cabeça durante as brincadeiras e outras atividades cotidianas que requerem o movimento da cabeça para olhar para as coisas e realizar as atividades. Se você parar para pensar 2 minutinhos, vai ver quanto movimento da cabeça realizamos para nossas atividades, até mesmo as que executamos em pé, como o banho. Crianças que não conseguem enxergar só possuem uma fração dessas experiências de movimento.
Pensando nesse tipo de estímulo, o balanço proporcionado por alguns brinquedos é uma boa maneira para crianças cegas receberem o estímulo que o cérebro precisa para se organizar e se desenvolver de forma otimizada. A ausência do estímulo vestibular pode levar a problemas no processamento das informações sensoriais e, a partir daí, surgirem diferentes sintomas, um deles pode ser inquietude, que os pais podem entender como ansiedade ou problemas comportamentais. Assim, o estímulo vestibular proporcionado pelo balanço pode ajudar. Conclusão: crianças cegas podem se beneficiar de ter oportunidades diárias ou regulares de se balançarem.
Nada melhor para se balançar que um balanço, não é? Sendo assim, nossa lista começa com:
– balanços
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Jogos e brincadeiras que envolvam movimentos também podem facilitar as relações sociais, dando às crianças atividades que podem fazer com outras pessoas (outras pessoas ou adultos). Estimule pais a pensarem quais as brincadeiras com movimento que os filhos gostam e introduzí-las com mais frequência na rotina da criança.
Quando o assunto é brinquedos, é recomendável que crianças cegas tenham brinquedos como:
instrumentos musicais (bateria, pianinho, instrumentos de corda…). O legal de instrumentos é não só desenvolver outro sentido como também aguçar o interesse por música enquanto estimula ritmo e outras habilidades importantíssimas que só a música fornece.
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massa de modelar ou argila. Esses recursos podem ser trabalhados de várias formas. O importante nesse caso é o contato da criança com esse recurso tátil tão rico em possibilidades de uso.
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Falando em estímulo tátil, não podemos deixar de lembrar a piscina. Piscina é sinônimo de alegria para crianças, mas para a criança cega pode ser um desafio tendo em vista o ambiente sensorial diferenciado e a habilidades psicomotoras necessárias para fazer certos movimentos, alguns deles que jamais seriam possíveis fora da piscina. Introduzir e estimular a piscina pode ser bastante rico do ponto de vista psicomotor, ou seja, várias habilidades motoras, cognitivas e sensoriais juntas. Se você não é profissional, use mais uma vez a imaginação e procure pensar tudo o que você sente é precisa fazer para se manter em uma piscina. Temos um post que mostra bóias pensadas para pessoas com disfunção motora grave, quer ler? Clica aqui.
CDs de diferentes gêneros (ritmos e sons diferentes), rádio e um gravador. A última dica do gravador pode ser para a criança brincar e explorar sua própria voz ou a de parentes e amigos. Se você tiver acesso rádios e gravadores que tenham Braille, melhor ainda. Achamos alguns produtos específicos para pessoas cegas ou com baixa visão no Amazon.
Você sabia que existe um rádio com design pensado para pessoas cegas? (clique aqui e veja no Amazon)
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E um gravador digital de voz com marcadores táteis nos botões ? (clica aqui e vê no Amazon)
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Claro que sabemos que equipamentos e brinquedos podem ser adaptado para crianças cegas, na realidade, todos eles deveriam ter um design universal, mas existem alguns que foram pensados especificamente para esses casos, como é o caso do cão guia de pelúcia que vem com uma bengala branca. Não sabemos se ele existe no Brasil, mas pode ser comprado no Amazon (clica aqui e vê a referência).
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Não o vimos pessoalmente, mas teve gente no Amazon dizendo que ele era pequeno demais…. Fica a crítica de quem já usou!
Com todos esses exemplos, estimule pais e familiares a ter um espaço sensorial em casa, até certos balanços de brinquedo podem ser comprados e cabem no interior de uma residência que não tem quintal. Ou até tem espaço, mas períodos de inverno que impossibilitam a criança de brincar fora de casa.
Ah, temos uma dica de site com materiais para pessoas cegas ou com baixa visão: American Printing House. Esse site contém jogos, brinquedos e até adaptações para atividades cotidianas, tudo pensado para esse público específico.
Use a técnica com criatividade e imaginação sempre considerando a realidade da criança, combinado?
E você, tem brinquedos para indicar? Compartilhe com todos!!!
Fonte: squidoo.com
Imagem da massa de modelar: freyagf

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

presentes para uma criança com deficiência visual


O que oferecer de presente a uma criança com deficiência visual?
Esta é uma dúvida que frequentemente  principalmente na época natalícia.
Algumas ideias!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Musical Zorro com audiodescrição

   
  O espetáculo Zorro, protagonizado pelos atores Cláudia Vieira e Manuel Moreira, será apresentado no dia 14 de dezembro, no Teatro da Trindade, em Lisboa, com recurso à audiodescrição. Depois de na temporada no Porto ter sido apresentado uma sessão com tradução para língua gestual portuguesa, o musical estará agora também acessível a pessoas com deficiência visual. A ação inicia-se com uma visita ao palco e interação com o elenco do espetáculo (15h00), estando o início do mesmo agendado para as 16h00.Os bilhetes para a sessão inclusiva estarão disponíveis na bilheteira do Teatro da Trindade pelo valor de 8 euros para pessoas com deficiência visual e respetivo acompanhante.
No ato da compra do bilhete os interessados deverão reservar o seu equipamento (número de aparelhos limitados ao stock existente).
zorro
Outras informações e reservas:
Horário da bilheteira: das 14h00 às 22h00
Telefone: 213 420 000
E-mail: geral@elencoproducoes.com
Site: www.elencoproducoes.com