quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Adultos que ficam cegos reaprendem a viver no único centro de ajuda do país

 
A cegueira que afectou João, Brígida e Liliana já adultos não os fez desistir e no Centro de Reabilitação Nossa Senhora dos Anjos, em Lisboa, reaprenderam a viver e recuperaram a autonomia perdida, conta a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

O Centro de Reabilitação Nossa Senhora dos Anjos existe há 50 anos e é o único no país onde pessoas adultas que ficam cegas podem “reaprender a (vi)ver”, lema da instituição que está agora sob gestão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

José João Casimiro tem 36 anos e ficou cego o ano passado. Em cinco meses, saiu do hospital e entrou no centro. Foi difícil conhecer o novo espaço, mas nos seis meses que lá esteve aprendeu de tudo um pouco, desde artesanato, organização do vestuário, cozinha ou informática.

Quando José João ficou cego, o filho tinha apenas seis meses e ele tinha medo de lhe pegar ao colo. Hoje já é capaz e aprendeu a vê-lo de outra maneira.

“Pelo peso, quando o seguro ao colo, pelas palavras que ele vai dizendo e também pela expressão. Toco-lhe na cara para o ver”, explicou à agência Lusa.

Brígida Cruz tem 67 anos e muito baixa visão. A perda de visão foi um processo que demorou 17 anos, já a doença que a provocou apareceu de repente através de umas manchas nos olhos.

Esteticista durante muitos anos, trabalhou depois como recepcionista até 2011, profissão que abandonou “quando já não conseguia identificar as pessoas”. Nessa altura fechou-se em casa e teve “uma depressão muito grande”.

Recorda, no entanto, que a primeira vez que lhe puseram uma bengala nas mãos chorou: “Chorei e na primeira aula não fiz nada. Na segunda nada fiz e tive uma série de dias sem conseguir”.

Para Brígida, a explicação é simples: “A bengala é uma coisa que não nos deixa passar indiferentes e eu sabia que ao pegar nesta bengala toda a gente ia perceber o meu problema”.

Pelo caminho, aprendeu novas técnicas na cozinha e, com agulhas de costura próprias para cegos, voltou a pregar um botão ou a fazer uma bainha.

Para a directora do centro Ana Magalhães, o objectivo é “dotar as pessoas da máxima autonomia possível para poderem prosseguir as suas vidas”.

Também ensinam a reconhecer a roupa, a distinguir o dinheiro, a utilizar o multibanco, a aprender Braille, informática ou até mesmo a cozinhar.

Liliana Fernandes tem 33 anos e um objectivo de vida bastante ambicioso. Antes de ficar cega tirou um curso de pastelaria e de cozinha e gostava de abrir o seu próprio negócio.

Teve uma trombose ocular há cerca de sete anos, situação que, aliada ao facto de ser diabética desde os 14, a obriga a fazer várias cirurgias aos olhos.

Como consequência, do olho direito não vê nada, do esquerdo ainda vê vultos.

“Se calhar descobri que a vida tem coisas maravilhosas e que não podemos parar. Por morrer uma andorinha, não acaba a primavera”, contou.

Os utentes chegam ao centro através dos hospitais, escolas para pessoas com problemas de visão ou inscrevem-se mesmo através do site na Internet. Preferencialmente entram em grupo e ficam no mínimo dois meses.

Ana Magalhães apontou que o centro é único a nível nacional, tendo já ajudado cerca de 2.200 pessoas a “reaprender a (vi)ver”.

Aplicação interativa para Facebook sensibiliza para as doenças da retina

 
A Novartis reforça o seu apoio à comunidade mundial com deficiência visual através do lançamento da aplicação para Facebook “Retina App”. A aplicação simula a doença da retina, ilustrando de forma muito realista o impacto que a perda de visão pode ter na atividade diária do utilizador. A aplicação será lançada nas redes sociais, permitindo às pessoas com problemas de baixa visão e ao público em geral envolver-se nesta causa e a constituir uma comunidade de apoio.

Esta campanha foi desenvolvida na sequência da divulgação do Relatório da Visão 2020, da Organização Mundial de Saúde, segundo o qual 80% dos casos de cegueira no mundo seriam evitáveis se geridos corretamente[i], incentiva as pessoas a envolverem-se diretamente com a realidade da perda de visão e a experienciar o que significa viver com um problema de diminuição visual. A campanha Set Your Sights é a mais recente iniciativa da Novartis para ajudar a responder às necessidades das pessoas que vivem com doenças que afetam a visão.

“Como líder global na área de doenças da retina, a Novartis tem o orgulho de apoiar o Dia Mundial da Visão, procurando incentivar ainda mais o diálogo entre as pessoas que vivem com condições de baixa visão e a comunidade em geral, gerando um ambiente de compreensão e tolerância”, afirmou David Epstein, responsável da Divisão Farmacêutica da Novartis Pharma AG. “Esta é uma iniciativa importante no meio farmacêutico, que reflete o nosso objetivo de colocar o doente sempre em primeiro lugar. A Novartis reforça o seu papel de líder, não só pelos medicamentos que disponibiliza aos doentes, mas também pela ousadia de recorrer às novas tecnologias para redefinir a forma como a indústria farmacêutica envolve as pessoas com a sua saúde “.

As doenças da retina incluem patologias como a Degenerescência Macular Relacionada com Idade (DMRI), o edema macular diabético (EMD), a oclusão da veia da retina (OVR) e neovascularização coroideia associada a miopia patológica.

Set Your Sights: É uma campanha online interativa que tem como objetivo apoiar as pessoas com doenças da retina e aqueles que deles cuidam, permitindo aos doentes e cuidadores recuperar as suas vidas, ganhar confiança e encontrar inspiração e motivação para procurar o tratamento que lhes permita alcançar uma vida melhor e mais preenchida.

A campanha foi lançada no Dia Mundial da Visão (10 Outubro de 2013) com uma aplicação para Facebook (a Retina App), a qual proporciona uma navegação interativa para promover a consciencialização mundial em torno dos sintomas das doenças da retina e da necessidade de procurar tratamento. Os utilizadores da aplicação vão ter acesso a uma experiência totalmente adaptada à sua realidade, criada através das suas próprias fotografias e dos seus amigos, uma experiência em vídeo que apresenta uma visão muito realista de como poderia ser a sua vida com doença da retina.

O lançamento inclui a criação de páginas dedicadas no Facebook e Twitter.

O Dia Mundial da Visão foi criado, em 1988, pelo Lions Clubs International e por organizações de prevenção da cegueira de todo o mundo. Atualmente, é impulsionado pela Organização Mundial da Saúde e pela Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira com o objetivo de aumentar a conscientização mundial para a necessidade colocar a cegueira e a deficiência visual entre os grandes problemas de Saúde Pública a nível global. É assinalado todos os anos na segunda quinta-feira de outubro. [fonte: http://deficienciavisual.com.sapo.pt/noticias.htm]

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Áreas curriculares específicas: Atividades da Vida Diária (refeições)

16 de Outubro é o Dia Mundial da Alimentação.


Esta comemoração serve para conscientizar a opinião pública sobre a questões da nutrição e alimentação.

Hoje deixo uma planificação para AVD (refeições)

«Sendo as refeições para o cego um dos momentos mais agradáveis da vida, é muito importante que ele saiba comer corretamente a fim de poder aceitar um convite» - Émile Javal, 1905


 
 


Objectivo Geral

 

 

Objectivos Específicos

 3. Funcionar de modo tão independente quanto possível, no refeitório (acto de comer).

Actividade de contexto funcional

Inventário ecológico de

competências.

 

3.1. Comer sem ajuda.

 

 

 

 

 

 

3.1.1. Quando vai ao refeitório almoçar.

 

 

Ser capaz de:

3.1.1. 1. Preparar o tabuleiro com os talheres e o guardanapo

3.1.1.2.  Pegar a refeição, incluindo a sobremesa

3.1.1. 3. Servir-se de água

3.1.1. 4. Comer de faca e garfo

3.1.1. 5. Usar o guardanapo.

 
 
Ainda que o facto de se alimentar,  seja para o ser humano, essencial para a sua sobrevivência, comer, como diz Émile Javal, tem igualmente um carácter social. A perda de visão dificulta a facilidade normalmente associada ao ato de se alimentar, impedindo que este seja desempenhado de um modo aceitável para a sociedade. Este manual sugere as técnicas que o cego pode desenvolver para ultrapassar as dificuldades a ter à mesa resultantes da perda de visão. As sugestões são seguidas de métodos especiais que podem ser aplicados durante o desenrolar de uma refeição.

Regras Gerais
1. Estabelecer "pontos de referência" à mesa, quer dizer, um objeto a partir do qual poderá encontrar os outros objetos. Neste caso, trata-se do prato.
2. Manter o contacto com a mesa, tanto quanto possível, a fim de evitar o choque com os objetos colocados sobre ela. Este pode fazer-se passando ao de leve pela superfície da mesa com as costas dos dedos.
3. Durante a refeição será bom inclinar o tronco para a frente de modo que a cara se encontre por cima do prato, no caso de qualquer coisa cair do garfo.
4. Podem reconhecer-se os alimentos pelos seus aromas, pelas sensações de calor ou frio e pela sua resistência quando se cortam.
5. Recordar-se onde estão colocados os talheres.
6. O peso da colher ou do garfo é indicador do peso do alimento que transporta.
7. Pode-se espetar o alimento, quer dizer, enfiar os dentes do garfo na comida e levá-lo à boca. Este método é utilizado para os alimentos sólidos, tais como feijão verde, batatas, etc.; pode-se recolher o alimento na parte côncava do garfo, quer dizer, posicionar o garfo sob o alimento em posição horizontal e em seguida levá-lo à boca. Pode utilizar-se este método para os legumes moles, cozidos, papas, ervilhas, etc..
8. "Fixar" sempre o prato segurando-o com a mão e manter o contacto com o talher.
9. Quando é difícil de apanhar, juntar ou recolher o alimento, utilizar um bocadinho de pão para empurrar ou uma faca.
10. É necessário de vez em quando localizar os alimentos com o garfo, juntando-os no centro do prato.
11. As duas mãos devem servir para manter o contacto e orientar-se.
12. Em caso de necessidade deve perguntar o que é que está no prato ou:
  • Pedir, se necessário, que lhe cortem a carne;
  • Pedir ajuda para localizar os alimentos;
  • Pedir que lhe sirvam o molho. etc.

Para se aproximar da mesa
1. Ponha uma mão nas costas da cadeira.
2. Com a mão livre examinar o feitio e o assento da cadeira para conhecer a forma e para saber se está ocupada ou não.
3. Colocar-se em frente da cadeira de modo que a barriga da perna toque os bordos da mesma, manter o contacto com ela colocando uma mão sobre o assento ou nas costas.
4. Sentar-se à vontade, os pés bem assentes e aproximar-se do bordo da mesa.

Examinar o serviço de mesa
1. Tocar ao de leve na orla da mesa com as costas das mãos e colocar-se bem em frente da mesma.
2. Para localizar o prato pôr as mãos sobre a beira da mesa, os braços fletidos e os dedos curvados e avançar para o centro da mesa até tocar no prato.
3. A partir deste ponto de referência, localizar os talheres por movimentos laterais das mãos, à direita e à esquerda.
4. Tocar ao de leve a parte côncava da colher, a lâmina da faca, os dentes do garfo, para identificar os talheres.
5. Os braços fletidos, os dedos encurvados, seguir o bordo direito do prato, estender o braço e os dedos para localizar a taça ou o copo.
6. Seguir a mesma técnica à esquerda para localizar o cesto do pão.

Localizar os alimentos no prato
1. Utilizar a borda do prato como ponto de referência, aproximar do conteúdo com os dentes do garfo em direção perpendicular. Tocar com o garfo nos alimentos que se encontram nas posições de 6h, 9h, 12h e 3h, para os identificar pela sua resistência e paladar.
2. Rodar o prato de modo a ter a carne na posição das 6h, particularmente se ela precisar de ser cortada.
3. Rodar o prato de modo que os alimentos mais consistentes (puré de batata por exemplo) se encontre mais longe: Servirão de "tampão" para apanhar os outros alimentos (por exemplo, ervilhas).

Para cortar os alimentos com o garfo
1. Utilizar a borda do prato como ponto de referência, localizar o alimento com as costas do garfo.
2. Segurar o prato com uma mão.
3.  Avaliar um bocado com cerca de 2,5 cm.
4. Utilizar a extremidade inferior do garfo esticando o indicador sobre o cabo para o apoiar, cortar o alimento.
5. Separar a porção cortada do resto do alimento.
6. Uma resistência indica que o corte não é completo ou que a porção é muito grande.
7. Levantar o bocado do alimento, espetando-o com os dentes do garfo.

Para cortar a carne com uma faca
1. Com a faca, localizar o bordo da carne.
2. Com a outra mão colocar o garfo do outro lado da faca, cerca de 2,5 cm para lá da faca.
3. Espetar os dentes do garfo na carne.
4. Utilizar o garfo como fonte de referência, cortar a carne de um lado ao outro do garfo, seguindo a forma de uma meia lua, quer dizer, à volta do garfo.
5. Manter o resto da carne com a faca inclinada e levar o bocado à boca.

Para cortar salada
1. Localizar com o garfo o bocado de salada mais próximo de nós e cortar com a faca para lá desse ponto.
2. Colocar o garfo um pouco mais longe e cortar para lá desse ponto, etc.
3. A pressão do garfo fixa o prato enquanto se corta a salada.
4. Para retirar o garfo da salada, fixar a alface com a faca.

Como barrar um bocado de pão
1.  No começo pode ser necessário para a pessoa cega ter a fatia de pão inteira na palma da mão; colocar o bocado de manteiga no centro da fatia e espalhar a manteiga com a faca em todas as direções, ou então:
2. Utilizar as técnicas descritas para exploração do serviço de mesa, localizar o prato do pão.
3. Pode utilizar-se a beira do prato do pão como ponto de referencia para encontrar o pão.
4. Cortar o pão.
5. Pegar na faca com a outra mão e dirigir-se na direção da manteiga.
6. Utilizar a faca para explorar a manteiga, avaliar a quantidade desejada e cortar.
7. Com a manteiga sobre a faca, levar a faca para o pão, colocar a manteiga no centro do pão e espalhar.

Condimentos
1. Localizar os condimentos com técnicas de exploração para além do prato, à direita ou à esquerda sobre uma área limitada.
2. Pode reconhecer-se o sal porque é mais pesado do que a pimenta. O saleiro em geral tem os buracos maiores. Pode reconhecer-se a pimenta pelo aroma, pelo peso ou pelos buracos mais pequenos.

Para deitar o sal e/ou a pimenta
1. Localizar o prato com uma mão.
2. Ter a palma da mão por cima dos alimentos, os dedos estendidos abertos e separados cerca de 1 cm.
3. Deitar o sal sobre as costas da mão para poder avaliar da quantidade de sal vertido, ou:
4. Verter o sal na palma da mão e com os dedos da outra mão, em forma de pinça, deitá-lo no prato.

Para deitar açúcar numa bebida
1. Localizar o açucareiro explorando como já foi descrito anterior mente.
2. Colocar o açucareiro à esquerda da chávena.
3. Sustentar o açucareiro com a mão esquerda.
4. Pegar na colher com a mão livre e manter o contacto com o bordo da chávena com o dedo mínimo.
5. Pegar numa colher de açúcar, mantendo o dedo mínimo sobre a chávena.
6. Deitar o açúcar na chávena.

Para deitar o leite
1. Localizar o recipiente do leite como já foi descrito.
2. Chegar o recipiente do leite para o pé da chávena.
3. Sustentar a chávena, colocar o bico do recipiente do leite no bordo da chávena, orientando-se com uma mão.
4. Inclinar o recipiente do leite e deitar.
5. O som e a duração informarão sobre a quantidade vertida.

Sobremesa
1. Utilizar as técnicas de exploração, determinar a forma do prato de sobremesa.
2. 0 serviço de sobremesa, a forma do prato e a temperatura, podem informar sobre o tipo de sobremesa.
3. Para comer a tarte, começar pela extremidade picando verticalmente com o garfo fazendo pressão, partir bocadinhos e levá-los à boca.

Para se servir
1. Segurar a travessa com a mão direita.
2. Transferi-la para a esquerda.
3. Colocá-la sobre o prato.
4- Localizar os talheres para servir. seguindo o bordo da travessa.
5. Servir o alimento da travessa para o prato.
6. A temperatura da travessa pode indicar onde se encontram os alimentos.
7. Para pegar num bocadinho de pão ou biscoito, localizar a borda do prato e avançar lentamente com a mão até encontrar o que pretende.

Café e Self Service
1. A sensação de calor e frio indicam onde se encontram os alimentos quentes e os alimentos frios.
2. 0 aroma e o ruído são também sinais de referência.
3. Para colocar os alimentos no tabuleiro utilizar o bordo do mesmo como ponto de referência.
4. Dispor os alimentos como se fosse sobre uma mesa.
5. Deslocar o tabuleiro ao longo do balcão da cafetaria, uma mão deve "conduzir" para impedir o tabuleiro de chocar com os precedentes, a outra mão guiará o tabuleiro a fim de o preservar de pancadas.
6. Transportar o tabuleiro junto ao corpo e mantê-lo centrado. Deslocar-se lentamente.
7. Localizar a cadeira obtendo contacto com as pernas (visto que as mãos transportam o tabuleiro).
8. Se for possível, alinhar o tabuleiro com o bordo da mesa e deslocar em direção ao centro ou,
9. Em cima da mesa baixar lentamente e assegurar-se que o lugar está livre, estender o dedo mínimo em direção da superfície da mesa, observar se o fundo do tabuleiro entra em contacto com objetos sobre a mesa.
10. Para descarregar o tabuleiro, se houver espaço, colocar no centro da mesa e retirar o que nele se encontra, ou então,
11. Colocar o tabuleiro ao lado e retirar o que lá se encontrar.
12. Para substituir o prato principal pelo prato de sobremesa, levantar o prato grande, passando-o por alto até ao centro da mesa. Com a mão livre localizar o espaço e colocar o prato da sobremesa no seu lugar.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra cria centro de referência nos tumores oculares


 
Fundação EDP apoiou o equipamento de uma unidade que responderá a doentes de todo o país que eram até agora encaminhados para o estrangeiro
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e a Fundação EDP assinaram ontem um protocolo para a criação do Centro de Tumores Oculares. A unidade do Serviço de Oftalmologia, equipada com a contribuição do mecenato, vai permitir responder a doentes que, até agora, tinham de ser encaminhados para centros estrangeiros, com ganhos para os utentes e poupanças em pagamentos ao exterior que rondam os 700 mil euros por ano.

Joaquim Murta, director da Oftalmologia do CHUC, revelou que o serviço tem actualmente capacidade para diagnosticar e tratar praticamente todas as patologias do foro oftalmológico. Os tumores intra-oculares (no adulto e na criança) tratados com «técnicas diferenciadas de rádio e quimioterapia» são - ou eram - «a única excepção».

10 de Outubro - Dia Mundial da Visão

 No Dia Mundial da Visão, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) não quer deixar passar a data sem alertar os portugueses para a importância de um diagnóstico precoce nas doenças oculares.
 
vídeo da Associação Nacional dos Ópticos
Segundo Jorge Breda, presidente da SPO, "neste dia, é importante alertar os portugueses para três patologias oculares que são causas de má visão e cegueira, mas que podem ser perfeitamente evitadas se diagnosticadas e tratadas atempadamente".
A primeira é a diabetes, doença que provoca ao longo do seu tempo de evolução alterações da estrutura das artérias, modificando assim a irrigação dos tecidos. O tecido da retina é um tecido nervoso, muito sensível à má perfusão sanguínea, que quando ocorre leva à destruição das suas células e portanto a dificuldades visuais. Mas, afirma Jorge Breda "o mais importante, é que uma pessoa pode estar a ver 10/10 em cada olho, e sentir-se muito bem, e todavia estar a ficar com os olhos gravemente minados pela doença". Esta, insinua-se sub-repticiamente, sem alterar a visão, portanto sem dar sintomas, e quando estes aparecem na maioria das vezes já é tarde. Por isso, alerta a SPO "a doença ocular da diabetes tem de ser diagnosticada antes dos doentes se queixarem, e por isso todos os diabéticos, mesmo que estejam controlados, têm de ser regularmente observados por um oftalmologista".
Também o glaucoma é alvo de atenção especial por parte da SPO pois existem pessoas em que as fibras do nervo óptico morrem e desaparecem antes do tempo. O nervo óptico é uma espécie de cabo coaxial que transporta para o cérebro os estímulos desencadeados pela luz sobre as células da retina, onde são transformados e percebidos como imagens. Sem este transporte não há visão. Em algumas pessoas as fibras do nervo óptico degeneram progressivamente e desaparecem. É mais uma vez um processo insidioso, o doente não dá por ela, porque todos os dias perde algumas fibras e o seu campo visual vai diminuindo. O doente coloca os óculos, vê 100% ao perto e ao longe e julga que está bem. Todavia, quando o oftalmologista observa o seu fundo ocular, verifica que o aspecto da retina ou do nervo óptico não é o ideal.
O glaucoma é provocado por vários factores, um dos quais é o aumento da tensão ocular, mas há pessoas com glaucoma grave e tensão ocular normal. Por tudo isto a SPO afirma que "é preciso fazer o rastreio, através da observação cuidadosa da retina e do nervo óptico. Todas as pessoas com história de glaucoma na família devem ser observadas, porque têm maior probabilidade de o vir a ter também, assim como toda a população, pelo menos a partir dos 40 anos".
Por fim, a SPO destaca a necessidade de se efectuarem exames às crianças até aos três anos pois, dos 100.00 bebés que nascem todos os anos em Portugal, cerca de 5.000 podem vir a ser amblíopes. Como é sabido as crianças não vêem ao nascer. Estas aprendem a ver, à medida que as suas células cerebrais vão sendo estimuladas com imagens nítidas. Mas, se um dos olhos tiver uma deficiência como um certo astigmatismo, uma determinada hipermetropia, um valor elevado de miopia, isso significa que esse olho não vai estimular devidamente as células cerebrais que lhe correspondem, que irão ficar atrofiadas para o resto da vida, uma vez que há um período na infância que é próprio para o seu desenvolvimento. Por outro lado, se houve um desvio ocular, ou seja estrabismo, mesmo que muito pequeno, o cérebro como que "desliga" esse olho para não ver duas imagens. Então mais uma vez, vamos ter atrofia das células cerebrais conectadas com esse olho e portanto impossibilidade de visão. É a isto que se chama ambliopia, que ao fim e ao cabo é como que uma "cegueira cerebral", uma má visão apesar de olho estar bom (estrabismo) ou com a deficiência corrigida (óculos).

Obrigada, obrigada, obrigada!!! :))) 15.000 Visitas

 
 


Obrigada a todos pelo carinho que me têm demonstrado com os vossos comentários ao longo de todo o meu percurso nestas andanças, assim como àqueles que sem comentarem me enviam as suas opiniões, histórias, desabafos e duvidas por email e com os quais tenho feito boas amizades.


 Venham sempre, porque não há dúvida que é um incentivo partilhar experiências.


Obrigada pelas 15.000 Visitas!
 
Clara Monteiro

Sabem que efeméride se assinala hoje?

 Hoje, 15 de outubro, é o Dia da Bengala Branca uma data que tem como objectivo reconhecer a independência das pessoas cegas e a sua plena participação na sociedade.