quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Biblioteca em braille única no País abre no início do ano em escola do IPL


Cerca de 40 livros vão fazer a 'estreia' da biblioteca em braille que abrirá no início do próximo ano na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESE­CS) de Leiria. A criação da biblioteca foi anunciada no dia em que o Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID) do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) celebrou 10 anos, sen­do que aquele espaço será único no País, pela particularidade de integrar obras de vários géneros. Contando com o apoio do Lions Clube de Leiria, a biblioteca será dotada mensalmente com novos livros. A coordenadora do CRID, Célia Sousa, explicou que a intenção passa por “disponibilizar um espaço em braille que englobe não só obras técnicas, que é o que geralmente acontece – incluídas numa biblioteca 'normal' -, mas também romances e outras obras, para que a comunidade cega possa ter uma verdadeira biblioteca, diversificada e com opções pa­ra todos os gostos e necessidades”.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Politécnico de Leiria cria biblioteca em alfabeto Braille

“Mãos que Lêem” é um projecto com o apoio do Lions Clube de Leiria

O Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Instituto Politécnico de Leiria (CRID) vai criar uma biblioteca em alfabeto Braille na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS).

A colecção tem como nome Mãos que lêem e será a única no País.
Integrando obras de vários géneros, a biblioteca será dotada com novos títulos mensalmente.
Célia Sousa, coordenadora do CRID, explica que a intenção deste centro e do Lions Clube de Leiria, que apoia a iniciativa, é a disponibilização de um espaço em alfabeto Braille “que englobe não só obras técnicas, mas também romances e outras obras, para que a comunidade cega possa ter uma verdadeira biblioteca, diversificada e com opções para todos os gostos e necessidades”.
A docente e investigadora da ESECS sublinha que imprimir livros em Braille é dispendioso, “pelo que o apoio do Lions Clube de Leiria é essencial para a prossecução do projecto”.
O CRID vai adaptar, pelo menos, uma obra por mês, para integrar na biblioteca, sendo que, neste momento, já estão prontos para impressão 23 títulos. Até ao final do ano de 2017, o CRID espera ter 35 obras disponíveis na biblioteca.
O CRID já adaptou oito obras não técnicas para alfabeto Braille, antes da criação desta biblioteca. Entre os títulos preparados para leitura para invisuais, podemos encontrar Viver a vida a amar, de Fátima Lopes,Desnorte, de Inês Pedrosa, e Navios da noite, de João de Melo.
Também já editou dois livros infantis multiformato, e variado material informativo, e lançou o primeiro guião cultural inclusivo do Mundo (Braille, áudio-descrição, Língua Gestual Portuguesa e pictogramas), para o Mosteiro da Batalha.
Hoje, todos os espaços culturais de Leiria contam com guiões inclusivos, desenvolvidos pelo Centro de Recursos, do IPL.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Santa Reads Braille

Merry Christmas displayed in print and Braille with white Christmas trees in the background.

During the holiday season, there’s so much going on it’s easy to forget that it can be a very visual experience for most. That’s why it’s so important to remember to include as many people as we can.
Those who live with visual impairments unfortunately know what it feels like to be left out a little too well. Here at Braille Works, we were inspired to change that.
Last Christmas we had the amazing opportunity to help Santa Claus by sending his letters in Braille and large print to kids who are blind or visually impaired. The effort was branded “Santa Reads Braille” and it turned out to be a huge success! Over 300 children from all over America received a Braille letter from Santa.
Every kid already knows that Santa reads Braille, they don’t need to be convinced of that. We’re just stepping in to help prove it to them.
Why, you might ask? We really believe that everyone deserves to be included, especially with something as fun as a letter from Santa Claus.
Do you have a child or student in your life who reads Braille or large print? Would they enjoy getting a letter from Santa they could read for themselves?
Visit BrailleWorks.com today to get started. Just tell us who you are and where you want the letter delivered, and we’ll take care of the rest. You can help Santa reach even more kids across America this year by sharing the Santa Reads Braille program with family and friends. The Braille and large print letters will be delivered free of charge, just in time for Christmas Day.
From our family to yours, we wish you a Merry Christmas and a Happy New Year!

Guia psrs dar a conhecer aos turistas a Lisboa acessíve

A Câmara de Lisboa vai lançar este sábado o Guia de Turismo Acessível, que dá a conhecer os percursos turísticos recomendados para quem tem mobilidade condicionada, bem como os equipamentos e serviços que reúnem as necessárias condições de acessibilidade. O vereador dos Direitos Sociais diz que este guia demonstra que “é possível as pessoas com dificuldades motoras terem tempo de lazer e fruição em Lisboa”. 


Com uma tiragem de mil exemplares, metade em português e a outra metade em inglês, o guia vai ser distribuído gratuitamente pela câmara e pela Associação Turismo de Lisboa nos seus postos de informação e equipamentos. Segundo o vereador João Afonso, ele estará também disponível online e deverá ser objeto de novas edições à medida que se justifique.


“Acreditamos que em fevereiro este guia estará bastante desatualizado”, diz o autarca com um sorriso, referindo-se à data prevista para a conclusão das obras no chamado Eixo Central. A partir dessa altura, sublinha, a cidade passará a dispor de “uma nova área de usufruto, uma nova centralidade” adaptada às necessidades de quem tem mobilidade condicionada.


Por enquanto são três os “percursos pedonais recomendados” que surgem no guia: Baixa e Cais do Sodré, Belém e Parque das Nações. Todos eles, sublinha-se na publicação, “foram registados e testados por pessoas que se deslocam em cadeira de rodas”.


Para cada um desses percursos são indicados quais os troços que podem ser realizados “de forma autónoma”, por terem “piso regular e passagens de peões sem ressalto”, e quais aqueles em que é aconselhável “a ajuda de terceiros”, dado que “o piso é irregular” e pode apresentar “passagens para peões com ressaltos”.


Para além dos três percursos, que no entender da câmara abarcam as “três principais zonas turísticas da cidade”, o guia tem uma área dedicada aos jardins e miradouros de Lisboa, que convidam quem os visita a “usufruir de um momento de descanso e contemplação”. Sobre estes espaços há no entanto várias ressalvas: eles “tendem a localizar-se na zona antiga da cidade, cujas envolventes apresentam inclinações elevadas, piso irregular e passeios estreitos”, “os transportes públicos para estes locais tendem a não ser adaptados” e “nem todos os locais apresentam instalações sanitárias adaptadas”.


Nesta publicação há também espaço para os museus e para os restaurantes e hotéis, bem como para os “tours acessíveis privados”. No documento, da responsabilidade da equipa do Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa, destaca-se que só foram incluídos (salvo algumas exceções assinaladas) “equipamentos e serviços de interesse turístico que demonstraram intenção em integrar o guia, que aceitarem que um técnico aplicasse no local um questionário sobre as condições de acessibilidade, e que reúnem algumas condições básicas de acessibilidade”. (...)


Fonte: Público

Era uma vez... um livro para as crianças que não vêem

Associação Nacional de Intervenção Precoce lançou o primeiro livro multissensorial. A expectativa é que haja uma segunda edição, mas para isso é preciso financiamento.


O papel ganha vida e formas. A conversa sai das folhas para as mãos. É assim que o primeiro livro multissensorial consegue dar às crianças com deficiência visual que não saibam ler em braille a oportunidade de conhecer a história que nestas páginas é contada. Chama-se O que vês, o que vejo… e foi lançado no mês passado, pela Associação Nacional de Intervenção Precoce (ANIP). Foi produzido pela editora francesa Les Doigts Qui Rêvent, que trabalha na produção de livros táteis deste género. Este é o primeiro a chegar a Portugal.


O objetivo, explica Viviana Ferreira, psicóloga e diretora técnica na ANIP, é “que as crianças até aos 6 anos, que não sabem ler ainda em braille, tenham a oportunidade de, através das ilustrações táteis, dos bonecos com braços que saltam da folha e se mexem, de um sol que se empurra da esquerda para a direita e de um girassol que gira”, fazer “uma leitura da imagem, tendo em conta aquilo que o texto lhe propõe.”


Para já, porém, a ANIP só conseguiu imprimir 100 exemplares da obra. “A produção do livro andou entre os 90 e os 100 euros, porque foi feito com materiais especiais e à mão, o que encarece os custos”, explica a psicóloga. O próprio braille “é feito de um material diferente do dos livros normais, que abatem ao final de algum tempo. Este é feito com uma resina para nunca vai abater e ser mais suave ao toque”. Acima de tudo, reforça a psicóloga, que coordena o projeto, este livro tem uma grande componente de inclusão: “Queremos um livro que promova a partilha, o encontro de perspetivas da criança que veja e da criança com cegueira tal como o texto sugere.” Este livro retrata, assim, uma conversa entre duas crianças sobre um dia comum. Está lá o mar, em relevo, a lã de uma camisola, um coração, o pôr-do-sol e em tudo as crianças podem tocar.


Preço mais acessível 


Ao contrário do que acontece com as edições da Les Doigts Qui Rêvent, “onde os livros custam entre os 70 e 90 euros”, a ANIP quis fazer um preço mais baixo, porque “cá esses preços são incomportáveis para os pais, que já têm muitas despesas associadas à doença dos filhos”. Está à venda por 35 euros e já existem poucos disponíveis.


“A adesão positiva das pessoas ao livro dá-nos confiança para chegar a um financiador e dizer que há mais pessoas que o querem mas que já acabaram estes 100. Se houver financiamento seguramente que nos aventuremos numa segunda edição”, explica. (...)


“Não queríamos que fosse mais um recurso que só tivesse braille e umas ilustrações em relevo.” No entanto, o braille está presente porque “as crianças com cegueira devem ter contacto com o braille, não para o saber ler, mas para perceber que aquilo são letras que representam palavras e conceitos para depois mais tarde quando aprenderem o braille em contexto do primeiro ciclo entendam”, destacou Viviana Ferreira.


Percebendo a importância que as histórias têm na infância, esta oficina quis criar algo que fosse mais do que “um livro em branco, amontoado de folhas” para as crianças com deficiência visual. Pensemos nos contos infantis. O que é que vemos? Cor, muitos desenhos criados à medida da idade delas, pouco texto com palavras simples. Imaginemos agora uma criança com cegueira e que ainda não aprendeu a ler em braille. Como vai poder ler? Tem de ser a “tocar” a história que ela vai poder “ler”.


Fonte: Público

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Curso Livre em Braille (formação avançada)

 

Resultado de imagem para Curso Livre em Braille na Universidade Lusófona
A ULHT oferece um curso de braille - formação avançada, como resultado e na sequência do alcance das diferentes áreas de investigação do mestrado em comunicação alternativa e tecnologias de apoio, fundado em 2005 e a funcionar na ecati/ulht desde 2006. este curso de formação avançada assenta na investigação aprofundada, desenvolvimento e aplicação das teorias comunicacionais, metodologias estratégicas e boas práticas para a educação, formação e inclusão de pessoas cegas, com baixa visão e surdocegas, que privilegia o domínio "comunicação e linguagem" na área da braillologia e que está científica e tecnologicamente apetrechado para o desenvolvimento literácito, sensorial e sociocognitivo, sociocomunicacional, do relacionamento e interação, autonomia e independência, inclusão e qualidade de vida de crianças, adolescentes, jovens, adultos e seniores, privados da modalidade sensorial da visão ou gravemente limitados na sua utilização.
O curriculum científico do curso tem o seu enfoque no sistema braille (como meio natural de leitura e escrita das pessoas cegas e surdocegas) aplicado à língua portuguesa e a outras línguas, bem como às diferentes grafias, incluindo a científica, com o necessário enquadramento inclusivo nas diversas literacias, como a digital/web e e-learning. Cientes de que a braillologia deverá constituir uma disciplina integrada na formação de diversos profissionais na educação, reabilitação e inserção social de pessoas cegas, muito em especial na dos professores de educação especial/ensino inclusivo e rigoroso ensino do Sistema Braille em escolas de referência e/ou na criteriosa produção e utilização deste sistema por parte de profissionais e técnicos nos diversos serviços e áreas de produção e utilização do braille, foi preparado este curso de formação avançada para habilitar os cursandos com as competências e proficiência consubstanciadas no âmbito e objetivos, conteúdo programático e referências abaixo explanados.

Direção do Curso: Augusto Deodato Guerreiro
+ informações em: http://www.ulusofona.pt/formacao-livre/braille


Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Campo Grande, 376
1749-024 Lisboa - Portugal
Tel: 217 515 500
info@ulusofona.pt

Pessoas com deficiência vão poder praticar desportos de neve

Pessoas com deficiência vão poder praticar desportos de neve: A Federação de Desportos de Inverno de Portugal vai apostar no desporto adaptado, depois de ter recebido a garantia do financiamento para o primeiro equipamento, do Instituto Português do Desporto e da Juventude.