quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Dia Mundial da Visão 13 de Outubro de 2016
A data, criada pela Organização Mundial da Saúde e celebrada anualmente na segunda quinta-feira de outubro, chama a atenção para os perigos à visão, como a cegueira e a deficiência visual.
Neste dia realizam-se rastreios visuais gratuitos em todas as lojas óticas acreditadas, assim como conferências, caminhadas, angariações de fundos para o pagamento operações dispendiosas, concursos de fotografia, entre outras atividades. O objetivo geral destas iniciativas do Dia Mundial da Visão é prevenir problemas visuais, proteger e tratar da visão das pessoas.
Neste dia realizam-se rastreios visuais gratuitos em todas as lojas óticas acreditadas, assim como conferências, caminhadas, angariações de fundos para o pagamento operações dispendiosas, concursos de fotografia, entre outras atividades. O objetivo geral destas iniciativas do Dia Mundial da Visão é prevenir problemas visuais, proteger e tratar da visão das pessoas.
Dados sobre a visão
- 285 milhões de pessoas sofrem de deficiência visual moderada ou grave;
- 90% destas pessoas vivem em paises em desenvolvimento;
- 65% destas pessoas têm mais de 50 anos;
- Cerca de 40 milhões de pessoas são cegas;
- A cada 5 segundos uma pessoa fica cega no mundo;
- 80% da deficiência visual é evitável, podendo ser prevenida ou tratada.
Algumas iniciativas da Retina Portugal:
13 de Outubro
De Olhos nos Olhos
Ação de sensibilização, informação e rastreio visual em 2 espaços comerciais de Lisboa
15 de Outubro
Encontro Nacional de Pessoas com Deficiência Visual
2ª Iniciativa que promove o conhecimento, o convívio e a partilha de cidadãos com deficiência visual. Este ano no Hotel INATEL Luso.
De Olhos nos Olhos
Ação de sensibilização, informação e rastreio visual em 2 espaços comerciais de Lisboa
15 de Outubro
Encontro Nacional de Pessoas com Deficiência Visual
2ª Iniciativa que promove o conhecimento, o convívio e a partilha de cidadãos com deficiência visual. Este ano no Hotel INATEL Luso.
A sabedoria popular diz que ‘os olhos são o espelho da alma’ e a ciência acrescenta que a visão é o espelho da saúde. Uma visão aprimorada não é apenas um motivo de orgulho, especialmente em idade avançada, é também um indicador de boa saúde e de bons cuidados ao longo dos anos.
Como disse o médico Rahul Khurana, “só de olhar para os olhos de alguém, conseguimos ver artérias, veias e nervos, que são um reflexo do que se passa no resto do corpo”. Sim, os olhos são capazes de indicar se uma pessoa está ou não stressada, se tem a tensão alta, se padece de algum tipo de inflamação, se tem diabetes ou se a sua tiroide está desregulada. Cuidar da visão é o primeiro passo a dar.
Para uma boa saúde ocular não basta apenas ir ao oftalmologista (ou optometrista) uma a duas vezes por ano, é preciso ter alguns hábitos diários e uma especial atenção ao estilo de vida. A alimentação tem um papel fundamental na hora de cuidar dos olhos, sabendo-se que os alimentos ricos emácidos gordos ómega 3 ajudam a reduzir o risco de perda de visão em pacientes com diabetes tipo 2. Também os antioxidantes são importantes para preservar a saúde dos olhos.
Deixar de fumar é um outro aspeto a ter em conta, assim como o já badalado conselho: é preciso usar óculos de sol durante todo o ano. Embora muitas pessoas continuem a desvalorizar este alerta, a verdade é que a visão necessita de ser protegida dos raios solares durante todo o ano e não apenas no verão.
Estar atento aos sinais que a visão dá é igualmente importante. Como lhe revelámos aqui, existem sintomas que não devem ser desvalorizados e que podem ser um indicador claro de que algo de errado se passa com os olhos. Clarões, visão turva, sombras ou a sensação de insetos a voar no seu campo de visão são alguns dos sintomas a ter em conta, assim como a visão dupla, o vermelhidão dos olhos e a discrepância no tamanho das pupilas.
Conhecer o histórico familiar de saúde e respeitar as distâncias a que os olhos devem estar dos monitores são outras duas formas de preservar a saúde da visão. Acrescenta-se ainda a necessidade de escolher maquilhagem de qualidade e de a retirar sempre antes de dormir.
Mas por ser um dos sentidos mais valorizados, a visão é um poço de mitos e teorias, que na maioria das vezes prejudicam mais do que beneficiam. AUniversidade de Harvard quis desfazer alguns desses mitos e revelou que, por exemplo, ler com pouca luz não danifica a visão, assim como a cenoura, afinal, não é o melhor alimento para os olhos.
OE/2017: Vai aumentar a isenção de IRS para as pessoas com deficiência
fonte: DN

A parcela do rendimentos de pessoas com deficiência isenta de IRS vai subir dos atuais 10% para 15%. A medida consta da proposta do OE.
O Orçamento do Estado de 2017 vai trazer uma alteração ao regime de tributação dos deficientes. A medida não está ainda fechada, mas a versão que está a ser estudada prevê uma descida de 90% para 85% dos rendimentos sujeitos a IRS. Dito de outra forma: as pessoas portadoras de deficiência vão passar a ter uma parcela de 15% do seu rendimento que fica isenta de IRS.
Ao que tudo indica, manter-se-á sem alterações o valor máximo de rendimentos que pode ficar isento de tributação, e que está atualmente balizado nos 2500 euros. Desta forma, a medida traduzir-se-á num desagravamento fiscal das pessoas com salários mais baixos. Ao que foi possível apurar, esta mudança vai abranger os rendimentos das categorias A e B (trabalho dependente e independente, respetivamente), mas deverá deixar de fora os da categoria H (pensões).
Esta proposta surge 10 anos depois de o regime ter sofrido uma forte alteração, com a retirada deste regime do Estatuto dos Benefícios Fiscais para um esquema de deduções à coleta. Até 2007, o regime isentava de tributação 50% dos rendimentos auferidos por deficientes titulares de rendimentos de trabalho dependente e de atividades empresariais e 30% dos rendimentos de pensões. Daquele ano em diante passou a ser atribuída uma dedução à coleta, estipulando-se ainda uma isenção de tributação de 10% do rendimento. Este novo regime de tributação foi aprovado apenas para vigorar no ano de 2007, mas acabaria por ser sucessivamente prolongado, até 2015, ano em que foi integrado no a lei, com a reforma do IRS.
Jaime é quase cego, mas Pedro mostra-lhe a beleza do caminho
Foto LUSA
Jaime Oliveira, que tem uma capacidade de visão quase nula, decidiu fazer este ano o caminho alternativo até Fátima, pelos campos, serras e estradas secundárias. É Pedro quem lhe vai mostrando "a beleza" do percurso.
Jaime segura no braço de Pedro, o seu guia na viagem, enquanto caminham por uma estrada de terra batida, em Alvorge, Ansião, onde o silêncio apenas é interrompido pelo chilrear dos pássaros e o zumbir de moscas e abelhas.
"Não há mais belo do que isto", comenta Jaime Oliveira, de Gaia, que partiu com Pedro Diogo do Porto para fazer pela primeira vez a peregrinação até Fátima, pelo caminho alternativo.
Pelo percurso, passam por aldeias, há quem lhes ofereça "o pequeno-almoço", ouvem "bons dias" e "boas tardes", apanham figos e amoras e falam das suas experiências. Tudo sem pressa, com tempo para observar a paisagem em redor, descrita por Pedro a Jaime.
"É a primeira vez que o Pedro está a guiar um cego e faz uma descrição imensa", conta à Lusa o estreante por estes caminhos, agradecido pelas imagens de plantas, de flores ou de lugares abandonados que lhe vão sendo traçadas pelo seu colega de viagem.
As paisagens "lindas" que vão encontrando são motivo para fotografias que Jaime tira e amplia "500 vezes" para conseguir ver os pormenores dos locais por onde passam.
Jaime, que lida com a quase cegueira "há sete anos" devido a um glaucoma, não conhecia Pedro e acabou por ser a necessidade a juntá-los no percurso, feito longe da nacional número 1 (N1) e dos seus perigos.
"Fiz contactos por telefone, falei com várias organizações e o preço que pediam pela viagem era exorbitante e todos faziam o circuito pela estrada nacional, que é perigosíssima", refere, explanando que surgiu posteriormente a possibilidade de fazer o caminho com Pedro Diogo, habituado ao percurso e que faz a viagem "por devoção" e de forma absolutamente voluntária.
Jaime é bastante crítico em relação à peregrinação que milhares de portugueses fazem todos os anos até Fátima.
Pelas estradas principais, "a maioria chega a Fátima e cai para o lado. Fazem disto uma correria", nota, considerando que para um cego o caminho pela nacional torna-se ainda mais perigoso.
"Eu não consigo aperceber-me se os carros se aproximam de nós. Só sinto a deslocação de ar e nós [os cegos] sentimos o triplo. É um susto terrível, assustador", relata, recordando os poucos quilómetros que tiveram de fazer pela N1 e em que tinha de "ir em fila indiana", não podia agarrar o braço de Pedro e não podia falar.
Se tivesse de o fazer durante vários dias, seria "terrível. Ia estar com o coração nas mãos", comenta.
Por outro lado, pelos campos, há "a verdura e o silêncio" que se torna especial quando a noite chega, realça, queixando-se apenas da falta de promoção do caminho.
Para Pedro Diogo, este percurso alternativo "é seguro, introspetivo e mais tranquilo".
Apesar de não conhecer Jaime no início da viagem, o percurso tem permitido "uma partilha gratificante" das experiências e dificuldades de cada um, salienta.
"É na partilha que o caminho tem interesse".
domingo, 2 de outubro de 2016
Cinema Cego | Blind Cinema
Teatro na Culturgest
Direção e conceito: Britt Hatzius
Direção e conceito: Britt Hatzius
O público está vendado no escuro de uma sala de cinema. Atrás de cada fila de espectadores está uma fila de crianças que, em voz baixa, descrevem um filme que só elas conseguem ver. Acompanhadas pela banda-sonora (que não tem diálogo), as descrições sussurradas são uma tentativa frágil, fragmentária e por vezes esforçada mas corajosa por parte das crianças de atribuir sentido ao que veem no ecrã.
Baseado no método de audiodescrição, 'Blind Cinema' é, enquanto acontecimento ao vivo, uma experiência em que o ato de ver um filme se torna um investimento partilhado: um ato colaborativo da imaginação entre crianças que veem e adultos vendados. É bem-vinda a noção de que tentar encontrar as palavras certas para descrever e tentar fixar as imagens criadas na mente será sempre uma aproximação. Dizer por palavras de modo a partilhar experiências implica uma luta, que parece estar mais próxima das crianças que estão em plena descoberta dos limites e potencialidades da linguagem.
Cada grupo de crianças verá o filme pela primeira vez. Assim, cada apresentação envolve um novo grupo de crianças de Lisboa com idades entre os 9 e os 11 anos.
Britt Hatzius trabalha com fotografia, vídeo, cinema e performance, explorando ideias em volta da linguagem, interpretação e o potencial para discrepâncias, ruturas, desvios e (in)comunicação.
Britt Hatzius trabalha com fotografia, vídeo, cinema e performance, explorando ideias em volta da linguagem, interpretação e o potencial para discrepâncias, ruturas, desvios e (in)comunicação.
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Culturgest
Pequeno Auditório (lotação reduzida)
7, 8 e 9 Novembro, 2016 - às 19h | Duração: 40 min.
Informações e reservas: Bilheteira Culturgest
tel. 21 790 51 55 | culturgest.bilheteira@cgd.pt
Culturgest
Pequeno Auditório (lotação reduzida)
7, 8 e 9 Novembro, 2016 - às 19h | Duração: 40 min.
Informações e reservas: Bilheteira Culturgest
tel. 21 790 51 55 | culturgest.bilheteira@cgd.pt
Câmara apoia 30 alunos com Necessidades Educativas Especiais em fase de transição para a vida adulta
A Câmara Municipal de Sintra através do protocolo estabelecido com a Associação Pais em Rede deu início a uma nova vertente do projeto “Sintra Inclui” que dá suporte aos Agrupamentos de Escolas na implementação dos Planos Individuais de Transição dos alunos com necessidades educativas especiais, que se encontram no términus do seu percurso escolar.
O Plano Individual de Transição (PIT) é uma medida destinada aos alunos com currículo especifico individual e estimula a realização de experiências de trabalho em contexto real.
Através da intervenção direta de duas técnicas de apoio à transição, a autarquia dará continuidade ao acompanhamento destes alunos, em contexto escolar e na comunidade, tendo, no ano letivo 2015/2016 apoiado 30 alunos, entre os 15 e os 19 anos de 5 Agrupamentos de Escolas.
A missão do projeto consiste em promover uma rede comunitária de modo a que o processo de transição para a vida pós-escolar se torne natural, num trabalho de articulação estreita com as equipas de docentes e os centros de recursos para a inclusão do concelho (CECD e CERCITOP).
O impacto deste projecto foi notório em todos os intervenientes. No caso dos alunos verificou-se uma melhoria das competências sociais e funcionais, bem como, da sua auto-estima e satisfação pessoal, sendo que, 71% fez um balanço muito positivo desta experiência. Nas famílias ocorreu uma mudança de expectativas que se traduziu no desejo de verem os seus educandos o mais autónomos possível e integrados profissionalmente.
No que respeita à escola realça-se um aumento da capacidade de resposta aos alunos em fase de transição e um alargamento das parcerias às entidades locais. As empresas demonstraram uma grande receptividade o que se reflectiu no facto de 96% pretenderem continuar a colaborar.
Considerando o carácter inovador e os resultados positivos do projecto, este terá continuidade no próximo ano lectivo perspectivando-se um maior investimento na dimensão formativa e capacitação de todos os agentes envolvidos.
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