sábado, 23 de janeiro de 2016

Como tornar os locais de voto acessíveis?

  A Câmara de Lisboa responde.
 
  

A acessibilidade da assembleia de voto mede-se no edifício onde ela está instalada
mas também na envolvente a ele.  NUNO FERREIRA SANTOS/ARQUIVO

A equipa do Plano de Acessibilidade Pedonal elaborou um guia com "boas práticas para a instalação de assembleias de voto acessíveis"

Porque “na hora de votar a acessibilidade conta, principalmente para cidadãos idosos, cegos ou com baixa visão e com mobilidade condicionada”, a equipa do Plano de Acessibilidade da Câmara de Lisboa elaborou um guia com recomendações sobre como tornar as assembleias de voto “acessíveis”.

O documento começa por fazer um enquadramento da legislação em vigor, no qual se lembra que desde 2006 “existe legislação que define as condições de acessibilidade a cumprir no âmbito do projecto e na construção de espaços públicos, equipamentos colectivos e edifícios públicos”. No caso concreto das assembleias de voto, a Lei Eleitoral da Assembleia da República define que elas “devem reunir-se em edifícios públicos, de preferência escolas, sedes de municípios ou juntas de freguesia que ofereçam as indispensáveis condições de capacidade, segurança e acesso”.

Feito o enquadramento legislativo, a equipa coordenada por Pedro Homem de Gouveia sintetiza algumas das recomendações que diferentes entidades internacionais e nacionais têm produzido sobre este tema. Entre elas as da Comissão Nacional de Eleições, que segundo se lê no documento da Câmara de Lisboa “tem vindo a aconselhar especial atenção na escolha dos locais de voto”, defendendo que “a questão da acessibilidade de todos os cidadãos às assembleias de voto, designadamente dos cidadãos portadores de deficiência e dos cidadãos com dificuldades de locomoção, deve ser o elemento preponderante na escolha dos locais a utilizar”.

Mas afinal o que faz com que uma assembleia de voto seja acessível? Para a equipa responsável pelo Plano de Acessibilidade Pedonal, tal depende não só das “condições físicas no edifício onde é instalada a assembleia de voto”, mas também da “envolvente” a esse edifício e do próprio “processo de votação”.

Começando pela envolvente da assembleia de voto, os técnicos do município notam que junto a ela deve haver “paragens/estações de transportes públicos e parque de estacionamento”, bem como “uma área reservada para largada e tomada de passageiros que permita táxis e transportes adaptados”. “Entre estes locais e a assembleia de voto deve ser assegurada a continuidade e acesso livre de obstáculos”, acrescenta-se.

Quanto à assembleia de voto propriamente dita, a equipa do plano faz recomendações sobre a entrada no edifício, que não deve ter “desníveis”, sobre as secções de voto e sobre os percursos entre elas e a entrada. Além disso, é deixada uma sugestão: a de que no átrio de entrada das assembleias de voto “estejam uma ou duas pessoas que possam conduzir ou auxiliar pessoas com mobilidade condicionada, nomeadamente idosos, pessoas que se desloquem em cadeiras de rodas e pessoas com baixa visão ou cegas, até à secção de voto respectiva”.

Na secção de voto, sublinha-se, “existem dois equipamentos cuja disposição e características podem fazer toda a diferença para a plena acessibilidade ao voto”. São eles o “conjunto mesa/urna” e “a câmara de voto”. Em ambos, a altura é uma das preocupações a ter, para garantir que é possível a sua utilização por quem se desloca em cadeira de rodas.

Nas conclusões, a equipa coordenada por Pedro Homem de Gouveia frisa que “a livre participação nas eleições pressupõe o livre acesso à assembleia de voto” e que as autarquias “têm um papel preponderante” a este nível, uma vez que é aos presidentes de câmara que cabe fixar os locais de votação. O documento agora concluído pela autarquia intitula-se Acesso ao Voto - Boas práticas para a Instalação de Assembleias de Voto Acessíveis e pretende ser uma ferramenta de trabalho ao dispor de todos os interessados.

Participe na consulta sobre Estratégia Europeia para a Deficiência

 

A Estratégia Europeia para a Deficiência 2010-2020 está em consulta pública até 18 de março. A sua participação é importante para a Comissão Europeia avaliar o impacto da estratégia e verificar se ela continua bem configurada às necessidades e aos direitos das pessoas com deficiência.

Esta Consulta visa a recolha da opinião dos cidadãos, organizações, autoridades públicas, académicos, setor empresarial e outros parceiros sobre o impacto da Estratégia Europeia para as Pessoas com Deficiência 2010-2020, os desafios que se colocam às pessoas com deficiência e a forma a União Europeia lhes deve responder.

Os seus resultados contribuirão para avaliar os progressos da Estratégia Europeia para a Deficiência 2010-2020 e para identificar e corrigir eventuais lacunas.

A Estratégia Europeia para a Deficiência está em linha com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que a UE ratificou em 2010, e identifica oito áreas de ação: acessibilidade, participação, igualdade, emprego, educação e formação, proteção social, saúde e ação externa.

Participe respondendo ao questionário e aceda a mais informação sobre esta consulta pública. A sua opinião conta!

Concurso Educação Especial 2016 – Fundação Calouste Gulbenkian

                    

No âmbito do Programa Gulbenkian Qualificação das Novas Gerações, a Fundação Calouste Gulbenkian continua a apoiar atividades e ações inovadoras que promovam a educação, designadamente no âmbito da intervenção precoce, reabilitação e integração escolar e social das crianças e jovens com necessidades educativas especiais. Estes projetos devem identificar, projetar e desenvolver experiências concretas, que permitam criar condições para uma efetiva melhoria da qualidade das aprendizagens destas crianças e jovens.
As candidaturas podem ser enviadas para o Programa Gulbenkian Qualificação das Novas Gerações, de 01 de Fevereiro até ao dia 04 de Março, por instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos, legalmente reconhecidas, que apresentem projetos consonantes com o objeto do concurso, nos termos do Regulamento.
Mais informações em http://www.gulbenkian.pt/
Candidaturas on-line http://candidaturas.gulbenkian.pt/

Workshop Competências Sociais à Entrada da Puberdade


No próximo dia 30 de Janeiro, a associação PAIS 21 vai realizar no Porto (Matosinhos), o workshop sobre competências Sociais à entrada da puberdade, dirigido a pais, professores e técnicos de jovens com NEE e tem um valor de inscrição de 10 euros.
Inscrições: info@pais21.pt
Sítio Web http://pais21.pt

 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

GLOBONEWS LARGA NA FRENTE E ESTREIA AUDIODESCRIÇÃO


O documentário "Boa noite, Solidão" será exibido pela GloboNews neste sábado, dia 16, às 21h05 e será o primeiro programa da emissora a contar com o recurso da audiodescrição. Atualmente, as operadoras de TV por Assinatura já são obrigadas a transmitir os recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual ou auditiva veiculados pela TV Aberta, mas não existe a obrigatoriedade para as emissoras exclusivas da TV a cabo, como a GloboNews. A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que serve não só para pessoas com deficiência visual, mas também para terceira idade, pessoas com baixo letramento e com alguns tipos de deficiência intelectual.

GloboNews: Boa Noite, Solidão será o primeiro programa da TV a cabo produzido com audiodescrição
PraCegoVer: Cena do documentário "Boa Noite, Solidão": Geneton Moraes Neto entrevista o sertanejo Ginaldo José da Silva. O documentário será transmitido pela GloboNews neste sábado.
Trinta anos depois de sair de Pernambuco em busca de melhores oportunidades no Rio de Janeiro, um movimento bastante comum naquela época, o jornalista Geneton Moraes Neto faz uma reflexão em seu novo documentário, "Boa Noite, Solidão", o quinto de sua carreira. Seu objetivo é entender o que pensam as pessoas que fazem uma opção contrária a dele: a de não sair da periferia rumo aos grandes centros. Esse foi o seu único critério: escolher pessoas que, por livre escolha, nunca saíram da pequena cidade de Solidão, no sertão pernambucano, e não conhecem o Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília. "Um princípio que considero básico para o jornalismo é perfeitamente adaptável ao universo dos documentaristas: não se deve, nunca, sair de casa com uma ideia preconcebida sobre a realidade. A experiência de se deixar surpreender pela realidade é sempre fascinante", explica Geneton.
A escolha da cidade foi aleatória. Pernambucano, Geneton sempre ficou curioso com o nome dessa cidade no mapa. "O documentário deve, obrigatoriamente, extrapolar o mero registro jornalístico. Deve ser uma aventura pessoal", explica. Percorreu 450km do Recife para o sertão com o cinegrafista Eduardo Riecken, companheiro de muitas viagens ao sertão no início dos anos 80 para cobrir a seca, em busca de personagens que tivessem boas histórias para contar. E, assim, conheceu em Solidão um homem semi-analfabeto que fabricou um carro com peças de oito automóveis diferentes, com o qual presta todo tipo de serviço; o homem de Afogados de Ingazeira que sonhava em voar e fabricou uma espécie de asa delta que levantou voo; e até um agricultor que zela pela língua portuguesa e critica as gírias ditas pelas pessoas que moram no Sudeste do país. "Fica clara a imensa dívida que o Brasil tem com tantos brasileiros. Se eles tivessem tido a chance de estudar, o que estariam fazendo hoje?", reflete o jornalissta.
A conclusão do documentarista é que as pessoas ainda nutrem uma curiosidade sobre os grandes centros, mas não sonham mais em morar neles por conta do medo da violência, alimentado pelo noticiário da TV ou pelos relatos de amigos que se arriscaram nessa travessia. Isso confirma o que as pesquisas mostram: hoje há mais gente voltando para o Nordeste do que saindo de lá. Ao mesmo tempo, a população do sertão hoje é tão conectada quanto os jovens das grandes cidades e têm acesso a todo tipo de rede social ou aplicativo, graças à popularização da internet.
Fonte:GloboNews

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Eleições Acessíveis – PR 2016

No âmbito da parceria estabelecida entre a CNE e o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR, I.P.) e um conjunto de organizações não governamentais representativas das várias áreas da deficiência (motora, auditiva, visual, intelectual), pretende-se promover a participação na vida política dos cidadãos com deficiência e, em especial, na eleição do Presidente da República que terá lugar no próximo dia 24 de janeiro. 

 
Com vista a esse objetivo, produziram-se os seguintes materiais:
  • Folheto informativo - Eleição Presidente da República 2016 - Cidadãos com deficiência
  •  Vídeo informativo em Língua Gestual Portuguesa, com locução e legendagem 
    Aceda ao video aqui

Consulte, ainda, o boletim de voto.