sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Portugal contraria convenção da ONU

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As pessoas com uma deficiência intelectual ou psicossocial, surdez-mudez
ou cegueira podem ser impedidas, em Portugal de votar, casar ou gerir bens.

As pessoas com uma deficiência intelectual ou psicossocial, surdez-mudez ou cegueira podem ser imp
edidas, em Portugal, de exercer os seus direitos, como votar, casar ou gerir bens, contrariando a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

A denúncia é feita pelo Observatório da Deficiência e Direitos Humanos (ODDH) por ocasião do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, que se comemora esta quinta-feira, e surge no seguimento de um relatório que foi enviado à Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência das Nações Unidas.

Mais conhecido como regime de interdição, esta disposição do Código Civil “consiste na coartação do exercício de direitos de determinadas pessoas que demonstrem incapacidade [em] poder governar a sua pessoa e os seus bens”, lê-se na página da internet do Instituto Nacional de Reabilitação (INR).

De acordo com o INR, “podem ser interditos todos aqueles que possuam uma anomalia psíquica, surdez-mudez ou cegueira”.

Por outro lado, este regime de interdição pode ser pedido quer pelos progenitores, cônjuges, curador, qualquer parente em linha de sucessão ou o Ministério Público.

Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do ODDH apontou que o regime de interdição é normalmente pedido por familiares de pessoas com deficiência com receio que elas possam ser exploradas, desbastar património ou incorrer em algum tipo de situação de risco.

“Para prevenir isso preferem que elas fiquem com esse estatuto, como uma espécie de inimputáveis”, salientou Paula Campos Pinto, estimando que haja um número elevado de pessoas nesta situação apesar de desconhecer quantas ao certo.

Na opinião da responsável, este regime retira às pessoas com deficiência a possibilidade de exercerem os seus direitos, remetendo-os para um estatuto de menores.

“Não podem votar, não podem vender os seus bens, não podem adquirir outros bens, assinar qualquer tipo de contrato. Ficam numa situação equiparada a menores”, sublinhou Paula Campos Pinto.

Segundo a coordenadora do ODDH, esta disposição legal vai contra o que está definido na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que defende a criação de sistemas próprios para estas pessoas, de modo a que elas sejam devidamente apoiadas, “e não ser-lhes pura e simplesmente retirado o exercício da sua cidadania”.

Paula Campos Pinto apontou que esta é uma área preocupante porque está “muito distante daquilo que a convenção preconiza”.

“Há aqui necessidade de uma revisão ao nível da legislação, que seja acompanhada da criação de estruturas de apoio para que estas pessoas, que tenham mais dificuldades, tenham onde recorrer para o apoio à decisão e não lhe sejam apenas coartados os direitos como atualmente acontece”, defendeu.

A coordenadora do ODDH explicou que Portugal está obrigado a apresentar regularmente relatórios à Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência, no seio da ONU, desde que assinou e ratificou a Convenção das Pessoas com Deficiência.

Paralelamente, a sociedade civil, no caso o ODDH, pode também apresentar o seu relatório, designado relatório sombra, onde dá conta das situações preocupantes em termos de aplicação da convenção.

Para além do regime de interdição, o ODDH aponta também lacunas ao nível das acessibilidades, mas também da educação, onde há um “grande desfasamento” entre a legislação e a sua aplicação, no que diz respeito aos recursos disponíveis.

fonte:  Observador

Biblioteca Pública premiada


A Biblioteca Sonora da Biblioteca Pública Municipal do Porto foi premiada com o Galardão da Inclusão na categoria Cultura, Desporto e Lazer, que distinguiu o trabalho desenvolvido ao nível das acessibilidades, bem como o vasto repositório digital de livros falados.

A distinção foi atribuída pelo Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID) da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), em parceria com a Câmara de Leiria e será entregue na "VI Gala da Inclusão", no próximo dia 5 de dezembro no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria.

A Gala pretende comemorar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que hoje se assinala (3 de dezembro), e chamar a atenção da sociedade civil para a problemática da Diferença, onde serão premiadas entidades, pessoas em nome individual e instituições/empresas que se tenham distinguido nesta área e que foram eleitas por um júri isento.

No mesmo evento serão entregues brinquedo para as ELI - Madeira (Equipas Locais de Intervenção Precoce), fruto de uma campanha intitulada "Mil Brinquedos  Mil Sorrisos",

A Biblioteca Sonora Digital da Biblioteca Pública Municipal do Porto é um serviço disponibilizado desde 2011, consiste num repositório eletrónico, acessível em linha, de fonogramas não musicais ("livros falados" ou áudio livros). O acesso é gratuito, mas restrito - autenticação requerida - exclusivamente a cidadãos portadores de deficiência visual: cegos e amblíopes.

Os utilizadores podem aceder em linha a mais de 700 títulos de livros gravados, perfazendo um total superior a 2.500 horas de som.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Fita ajuda cegos a detetarem obstáculos

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A Sentiri dá feedback háptico para ajudar as pessoas que não conseguem ver a desviarem-se de obstáculos, sendo que também pode ser conectada a um smartphone para tirar proveito do Google Maps e definir um trajeto seguro.

Criada pela empresa Chaotic Moon, a Sentiri é uma fita para a cabeça equipada com sensores que ajuda as pessoas impossibilitadas de ver a andar sem bater obstáculos graças a feedback háptico. O dispositivo recorre a infravermelhos para detetar objetos e possui vários níveis de vibração que ajudam o utilizador a conseguir contornar os obstáculos que vão aparecendo pelo caminho.

A Sentiri pode ser conectada a um smartphone e tirar partido de uma aplicação como o Google Maps para se definir um trajeto em que a tecnologia, teoricamente, consegue levar em segurança uma pessoa do ponto A ao ponto B, revela o Engadget.

Apesar da Sentiri ter sido pensada para cegos, a Chaotic Moon prevê que, no futuro, ela também possa ser usada para fins militares. Contudo, a empresa ainda não tem prevista a data de lançamento nem o preço deste dispositivo.

Pode saber mais sobre o projeto Sentiri no vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=hErXdT7prQM

Bruxelas propõe regras sobre acessibilidade de deficientes a serviços e produtos



JAKUB KACZMARCZYK/EPA
 
A Comissão Europeia propôs que sejam adotados requisitos comuns de acessibilidade a pessoas com deficiência a produtos e serviços essenciais, como os transportes e a caixa multibanco.
A Comissão Europeia propôs que sejam adotados requisitos comuns de acessibilidade a pessoas com deficiência a produtos e serviços considerados essenciais, como os transportes e a caixa multibanco, entre outros.

Os serviços e produtos em causa foram escolhidos em consulta com os cidadãos, organizações da sociedade civil e empresas e entre eles contam-se as caixas automáticas (ATM) e os serviços bancários, os computadores pessoais, os telefones e equipamentos de televisão, os serviços de telefonia e audiovisuais, os transportes, os livros eletrónicos e o comércio eletrónico.

A diretiva (lei europeia) hoje proposta deverá fomentar a inovação e multiplicará a oferta de produtos e serviços acessíveis para os cerca de 80 milhões de pessoas com deficiência na União Europeia (UE).

Na elaboração dos requisitos, foi considerada a necessidade de garantir a proporcionalidade, em particular para as pequenas e as microempresas, com a inclusão de uma “cláusula de bom senso” para evitar que os requisitos de acessibilidade tenham encargos desproporcionados, estando também previstas medidas de conformidade menos rigorosas para as microempresas.

As pessoas com deficiência passarão a dispor de uma maior oferta de produtos e serviços acessíveis a preços mais competitivos.

A melhoria da oferta destes produtos e serviços pode também beneficiar os cidadãos mais velhos que têm necessidades semelhantes em matéria de acessibilidade, bem como pessoas que se deparem com dificuldades decorrentes de um acidente, uma doença temporária ou um ambiente onde as condições de luz ou ruído, por exemplo, não sejam as melhores.

Cerca de 80 milhões de cidadãos da UE são, em maior ou menor grau, afetados por uma deficiência.

Em virtude do envelhecimento demográfico, prevê-se que este número venha a aumentar para 120 milhões até 2020, segundo a Comissão Europeia.
fonte: Observador

GNR assinala Dia das Pessoas com Deficiência



 
A GNR indicou esta quarta-feira que vai assinalar, na quinta-feira, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência com a realização de diversas ações de sensibilização em todo o país para promover "os direitos e garantias" destas pessoas.
Em comunicado, a GNR refere que as ações de sensibilização são dirigidas à comunidade escolar, com o intuito de lhes transmitir valores no âmbito da cidadania relacionados com a não discriminação às pessoas com deficiência, a adoção de comportamentos no sentido de evitarem ser vítimas de crimes, e, aos seus cuidadores, para melhor compreenderem os objetivos do Programa de Apoio a Pessoas com Deficiência.
Segundo a Guarda Nacional Republicana, estas ações têm origem no Programa de Apoio a Pessoas com Deficiência, criado pela corporação em 2014 e que visa promover "os direitos e garantias de condições de vida dignas às pessoas com deficiência".
O programa procura envolver, de forma proactiva, "os cidadãos para atender, compreender, respeitar as necessidades e diferenças de cada um, permitindo a igualdade de oportunidades, e para prevenção de situações de negligência, violência e maus-tratos a pessoas com deficiência".
A GNR realiza também, na quinta-feira, sessões de cinoterapia e hipoterapia em vários pontos do país, iniciativa que contribui "ativamente nos processos terapêuticos e de ensino-aprendizagem" das pessoas com deficiência. Aquela força de segurança adianta que este é um "recurso terapêutico inovador, onde profissionais das áreas de psiquiatria, pedagogia, fisioterapia e psicologia contam com a ajuda de cães e cavalos que agem como coterapeutas e auxiliam os profissionais de saúde a trabalharem a fala, o equilíbrio, a expressão de sentimentos e a motivação".

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência - dia 3 de Dezembro -



 
Inclusão, acesso e capacitação dão o mote às comemorações da efeméride, dia 3 de dezembro, na Gulbenkian, em Lisboa.

No dia 3 de dezembro comemora-se o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, efeméride que tem por objetivo sensibilizar a população mundial para a necessidade de construir uma sociedade inclusiva e para todos.

Em Portugal, o Instituto Nacional para a Reabilitação, entidade responsável pelas comemorações nacionais da data, promove, no dia 3 de dezembro, quinta-feira, um evento sob o tema adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU) "A inclusão importa: acesso e capacitação para todos" (Inclusion matters: access and empowerment for people of all habilities)
O tema da iniciativa, a decorrer no auditório 2 da Fundação Calouste de Gulbenkian, em Lisboa, visa chamar a atenção para os direitos das pessoas com deficiência, no âmbito da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
De acordo com informação disponibilizada ONU, cerca de 15 por cento da população mundial vive com algum tipo de deficiência.
O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência foi instituído pela Organização das Nações Unidas, em 1992, e coincide com o dia em que foi adotado o Programa de Ação Mundial para as Pessoas com Deficiência pela Assembleia-Geral da ONU, em 1982.

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência - 3 de dezembro

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência 



-Snoopy, o que teria visto a Bela no Monstro?...
- ... a essência do seu ser... Charlie Brown, claro!

- Sou diferente, mas o Gepeto não deixou de acreditar em mim...