terça-feira, 19 de novembro de 2013

VISEU: ENTREGA DE FOLHETO EM BRAILLE


A Secção de Programas Especiais do Destacamento Territorial de Lamego, no dia 13 de novembro de 2013, no Agrupamento de Escolas Dr. José Leite de Vasconcelos – Centro Escolar de Tarouca, procedeu a mais uma entrega do “Folheto Escola Segura”, em Braille a um aluno invisual, que frequenta o 2º ano de escolaridade.
Na ação estiveram presentes alunos com necessidades especiais, docentes e auxiliares, que congratularam esta iniciativa levada a cabo pela GNR.
A preocupação desta força de segurança em levar ao conhecimento desta franja da comunidade escolar, os procedimentos de segurança a observar no âmbito do Programa Escola Segura é uma prioridade constante.
 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Governo cria programa de formação para deficientes


  
O Governo vai avançar com um programa de formação de assistentes pessoais, com vista a apoiar as pessoas com deficiência que pretendam ter uma vida ativa independente, anunciou o secretário de Estado da Solidariedade.

Em resposta a uma pergunta do deputado do CDS-PP Raul de Almeida, o secretário de Estado da Solidariedade anunciou que o Governo tem uma série de medidas previstas de apoio à empregabilidade das pessoas com deficiência, nomeadamente em relação àquelas que pretendam ter uma vida ativa independente.

"Juntamente com a União das Misericórdias e o Instituto de Emprego [e Formação Profissional], lançámos um programa de formação de assistentes pessoais, que entrará em vigor no dia 01 de janeiro de 2014, e que desde já vai envolver 300 pessoas em formação, com um total de 3.700 horas de formação", revelou Agostinho Branquinho.

No âmbito do programa de emprego e de apoio à qualificação de pessoas com deficiência, "há perto de 5 mil pessoas envolvidas em programa de formação, o que significa um aumento superior a 30% em relação ao ano passado", revelou Agostinho Branquinho.

O secretário de Estado disse ainda que esta medida está em sede de aprovação e que os fundos deverão sair do Programa Operacional Potencial Humanos (POPH).

Segundo um relatório europeu divulgado hoje, as pessoas com deficiência em Portugal têm uma taxa de risco de pobreza 25% superior à das pessoas sem qualquer deficiência, consequência da atual crise económica.

O "Estudo de avaliação do impacto dos planos de austeridade dos Governos europeus sobre os direitos das pessoas com deficiência" aponta que "mais de 1 em cada 5 pessoas com deficiência encontram-se em risco de pobreza na União Europeia (21%)" e sublinha que essa percentagem é superior à que se verifica "na generalidade das pessoas sem deficiência (14,9%) ".

Por outro lado, há uma tendência "para que as pessoas com deficiência sejam contratadas a prazo, recebam salários mais baixos e, consequentemente, tenham uma maior insegurança económica".

Em matéria de serviço sociais, e no que diz respeito a Portugal, o relatório diz que "os apoios para os serviços de intervenção precoce da Segurança Social sofreram uma redução entre 160 euros e 240 euros por criança".

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

lançamento de 3 livros, da coleção “Meninos Especiais”

No dia 16 de novembro, pelas 17:00, no Fórum da Maia, a Associação Pais-em-Rede festejará os seus 5 anos de existência. Em simultâneo será feito o lançamento de 3 livros, da coleção “Meninos Especiais”, com a colaboração do jornalista Mário Augusto.
Pode confirmar a sua presença através do email perporto@paisemrede.pt
 


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Subsídio de educação especial


As regras de atribuição do subsídio de educação especial sofreram algumas alterações. Este procedimento serviu, até há pouco tempo, para garantir alguns apoios especializados, designadamente, apoio psicológico e terapia da fala, a alunos oriundos de famílias em situação socioeconómica desfavorecida. Por outro lado, permitia gerir os poucos recursos destes apoios normalmente disponibilizados pelos serviços do Ministério da Educação e Ciência através de protocolos com os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI). 
Os procedimentos parecem sofrer algumas alterações com a entrada em vigor do presente protocolo. Esperemos que seja para facilitar o acesso aos apoios, para bem dos alunos beneficiários.

Lei da educação especial vai ser repensada


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Vivendo um dia sem enxergar

 

Uma exposição chamada de “Mostra Invisível”(Nevideltiná Výstava), atualmente aberta ao público na capital da República Tcheca, Praga, leva o espectador a refletir e sentir-se como um cego. A extraordinária ideia de possibilitar ao público essa experiência resulta em uma descoberta de um mundo vivido na escuridão, mas que é tão rico e emocionante, basta saber viver.

Após visitar uma sala com informações sobre artistas que perderam a visão ou que nasceram sem ela, como Ray Charles, Andrea Bocelli e Steve Wonder, e explicações sobre a criação do Braile, sua introdução em faculdades, bibliotecas etc. Você é levado por um guia cego por um percusso na total escuridão, durante uma hora. É essa a melhor e mais tocante parte.

O início do passeio

Depois de passar por uma porta e uma cortina, somos introduzidos no mundo sem luz, ainda não sabemos para onde “olhar” ou como andar, e sentimos medos, mas após alguns instantes nos sentimos mais confortáveis e prontos para explorar a nova experiência.

Diferentes ambientes, como o interior de uma casa, com sala, quarto, banheiro percorridos sem luz. Usamos o tato, sentimos os objetos, esbarramos uns nos outros, pedimos ajuda e entendemos, ainda mais, a importância da acessibilidade, o quanto é importante, o quanto é essencial, o quanto é básico e percebemos o quanto falta em inúmeras cidades espalhadas pelo mundo.

Durante a conversa com o guia, ele explica como deve ser a ajuda nas ruas, como a pessoa deve ajudar, que segurar na mão é a melhor maneira, falar o nome do ônibus que chega na parada, atitudes simples, mas que fazem a diferença.

Enxergar a arte sem visão. Tocamos esculturas, réplicas de obras famosas de arte e tentamos adivinhar que trabalho é aquele. Pensamos, os museus tem explicações em braile?

A realidade de conhecer uma cidade sem luz

Outro ambiente é a rua. Um som gravado serve de sonoplastia durante a visita, de background para dar mais vivacidade à atmosfera. Buzinas de carros, automóveis e vozes de pessoas, estamos soltos andando na escuridão pelo centro da cidade. Um pouco de sentimento de pânico é percebido entre o grupo que faz parte da visita. Somos ensinados a seguir pelo caminho da voz do guia, que fala constantemente e nos direciona, e por desacostume nos perdemos, depois de encontros de mãos seguimos.

O último ambiente é um bar, sentamos, ainda na total escuridão, o guia nos diz o menu de bebidas e pedimos um café, um chocolate quente, uma cerveja. Tudo preparado e servido na ausência de luz. O pagamento feito por moedas, o troco dado corretamente por quem já foi ensinado a perceber a diferença entre as moedas e seus valores.

O que fica para quem participa desta exposição? Uma descoberta. Não sentimento de piedade e comparações entre uma pessoa que enxerga e outra que nunca “viu”, não! Muito mais um sentimento de grandiosidade, de saber que uma vida pode ser plena, mesmo sendo vivida sem luz. Por outro lado, certificamos que falta muito para facilitar o dia a dia desse grupo da sociedade, será que nas universidades tem livros suficientes em braile? Que os semáforos estão adaptados com sinais sonoros que podem ajudar na travessia?

Saímos de lá com a percepção mais apurada e com o espírito mais questionador para observar se a cidade onde vivemos está ajustada para facilitar e oferecer possibilidades de locomoção para o público que não enxerga como nós.

Roberta Clarissa Leite
Escreve também para o Cursodeingles.net

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ouvir com os olhos, ver com o tacto, tocar com a imaginação no Ecomuseu de Barroso


 
imagem diário @tual

Redacção|CM Montalegre: Foi sob o lema “Ouvir com os olhos, ver com o tacto, tocar com a imaginação” que o Ecomuseu de Barroso assinalou o Dia da Igualdade.

O Ecomuseu de Barroso, desafiou a população para sentir a experiência das pessoas com deficiência através de uma visita ao espaço. Uma proposta, que foi definida pelo vice-presidente da autarquia de Montalegre: «uma boa experiência de nos colocar na pele dos outros». Nesse sentido, David Teixeira lembrou: «no Ecomuseu de Barroso houve essa preocupação, de vestir a pele de alguém que tem características diferentes e que tem uma forma diferente de ver a realidade. É interessante, porque mesmo num espaço que se preocupa com sensações e provocar sensações aos nossos visitantes, descobrimos uma coisa muito simples, nós que habitualmente vemos e ouvimos com facilidade nunca nos preocupamos em raciocinar como eles». O autarca frisou ainda: «sai pelo menos daqui uma conclusão e uma proposta em desafiar alguns dos nossos colaboradores a aprender outro tipo de linguagem e comunicação com os visitantes que tem algum tipo de deficiência, neste caso auditiva e visual».

Irene Esteves, responsável pela Divisão Sócio-Cultural da Câmara Municipal de Montalegre, catalogou esta aposta como «muito interessante» porque, reforçou, «normalmente quando se fala em igualdade fala-se em igualdade de género por isso acho que o museu inovou ao falar em igualdade de pessoas com os incapacitados». A reboque, sublinhou: «é um tema que deve ser mais trabalhado nesta área e, pessoalmente, penso que esta primeira comemoração deste dia pode ser uma alavanca para no próximo ano ser comemorado já com outra abrangência e esperemos já com a CERCI a funcionar».

Por sua vez, Fátima Fernandes, vereadora da educação do município, não disfarçou o agrado com esta aposta: «foi uma iniciativa muito interessante, foi uma maneira muito importante de assinalar a data. Tratar da deficiência e dos cidadãos com dificuldades é sempre muito importante. Fez-se uma demonstração em todos os espaços do Ecomuseu e o que pudemos verificar é que o edifício está preparado para receber todos os visitantes, seja qual for o tipo de deficiência». No mesmo tom, concluiu: «aquilo que se verificou é que essas pessoas precisam de um acompanhamento personalizado e é isso que os nossos funcionários estão dispostos a fazer».