quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Subsídio de educação especial


As regras de atribuição do subsídio de educação especial sofreram algumas alterações. Este procedimento serviu, até há pouco tempo, para garantir alguns apoios especializados, designadamente, apoio psicológico e terapia da fala, a alunos oriundos de famílias em situação socioeconómica desfavorecida. Por outro lado, permitia gerir os poucos recursos destes apoios normalmente disponibilizados pelos serviços do Ministério da Educação e Ciência através de protocolos com os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI). 
Os procedimentos parecem sofrer algumas alterações com a entrada em vigor do presente protocolo. Esperemos que seja para facilitar o acesso aos apoios, para bem dos alunos beneficiários.

Lei da educação especial vai ser repensada


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Vivendo um dia sem enxergar

 

Uma exposição chamada de “Mostra Invisível”(Nevideltiná Výstava), atualmente aberta ao público na capital da República Tcheca, Praga, leva o espectador a refletir e sentir-se como um cego. A extraordinária ideia de possibilitar ao público essa experiência resulta em uma descoberta de um mundo vivido na escuridão, mas que é tão rico e emocionante, basta saber viver.

Após visitar uma sala com informações sobre artistas que perderam a visão ou que nasceram sem ela, como Ray Charles, Andrea Bocelli e Steve Wonder, e explicações sobre a criação do Braile, sua introdução em faculdades, bibliotecas etc. Você é levado por um guia cego por um percusso na total escuridão, durante uma hora. É essa a melhor e mais tocante parte.

O início do passeio

Depois de passar por uma porta e uma cortina, somos introduzidos no mundo sem luz, ainda não sabemos para onde “olhar” ou como andar, e sentimos medos, mas após alguns instantes nos sentimos mais confortáveis e prontos para explorar a nova experiência.

Diferentes ambientes, como o interior de uma casa, com sala, quarto, banheiro percorridos sem luz. Usamos o tato, sentimos os objetos, esbarramos uns nos outros, pedimos ajuda e entendemos, ainda mais, a importância da acessibilidade, o quanto é importante, o quanto é essencial, o quanto é básico e percebemos o quanto falta em inúmeras cidades espalhadas pelo mundo.

Durante a conversa com o guia, ele explica como deve ser a ajuda nas ruas, como a pessoa deve ajudar, que segurar na mão é a melhor maneira, falar o nome do ônibus que chega na parada, atitudes simples, mas que fazem a diferença.

Enxergar a arte sem visão. Tocamos esculturas, réplicas de obras famosas de arte e tentamos adivinhar que trabalho é aquele. Pensamos, os museus tem explicações em braile?

A realidade de conhecer uma cidade sem luz

Outro ambiente é a rua. Um som gravado serve de sonoplastia durante a visita, de background para dar mais vivacidade à atmosfera. Buzinas de carros, automóveis e vozes de pessoas, estamos soltos andando na escuridão pelo centro da cidade. Um pouco de sentimento de pânico é percebido entre o grupo que faz parte da visita. Somos ensinados a seguir pelo caminho da voz do guia, que fala constantemente e nos direciona, e por desacostume nos perdemos, depois de encontros de mãos seguimos.

O último ambiente é um bar, sentamos, ainda na total escuridão, o guia nos diz o menu de bebidas e pedimos um café, um chocolate quente, uma cerveja. Tudo preparado e servido na ausência de luz. O pagamento feito por moedas, o troco dado corretamente por quem já foi ensinado a perceber a diferença entre as moedas e seus valores.

O que fica para quem participa desta exposição? Uma descoberta. Não sentimento de piedade e comparações entre uma pessoa que enxerga e outra que nunca “viu”, não! Muito mais um sentimento de grandiosidade, de saber que uma vida pode ser plena, mesmo sendo vivida sem luz. Por outro lado, certificamos que falta muito para facilitar o dia a dia desse grupo da sociedade, será que nas universidades tem livros suficientes em braile? Que os semáforos estão adaptados com sinais sonoros que podem ajudar na travessia?

Saímos de lá com a percepção mais apurada e com o espírito mais questionador para observar se a cidade onde vivemos está ajustada para facilitar e oferecer possibilidades de locomoção para o público que não enxerga como nós.

Roberta Clarissa Leite
Escreve também para o Cursodeingles.net

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ouvir com os olhos, ver com o tacto, tocar com a imaginação no Ecomuseu de Barroso


 
imagem diário @tual

Redacção|CM Montalegre: Foi sob o lema “Ouvir com os olhos, ver com o tacto, tocar com a imaginação” que o Ecomuseu de Barroso assinalou o Dia da Igualdade.

O Ecomuseu de Barroso, desafiou a população para sentir a experiência das pessoas com deficiência através de uma visita ao espaço. Uma proposta, que foi definida pelo vice-presidente da autarquia de Montalegre: «uma boa experiência de nos colocar na pele dos outros». Nesse sentido, David Teixeira lembrou: «no Ecomuseu de Barroso houve essa preocupação, de vestir a pele de alguém que tem características diferentes e que tem uma forma diferente de ver a realidade. É interessante, porque mesmo num espaço que se preocupa com sensações e provocar sensações aos nossos visitantes, descobrimos uma coisa muito simples, nós que habitualmente vemos e ouvimos com facilidade nunca nos preocupamos em raciocinar como eles». O autarca frisou ainda: «sai pelo menos daqui uma conclusão e uma proposta em desafiar alguns dos nossos colaboradores a aprender outro tipo de linguagem e comunicação com os visitantes que tem algum tipo de deficiência, neste caso auditiva e visual».

Irene Esteves, responsável pela Divisão Sócio-Cultural da Câmara Municipal de Montalegre, catalogou esta aposta como «muito interessante» porque, reforçou, «normalmente quando se fala em igualdade fala-se em igualdade de género por isso acho que o museu inovou ao falar em igualdade de pessoas com os incapacitados». A reboque, sublinhou: «é um tema que deve ser mais trabalhado nesta área e, pessoalmente, penso que esta primeira comemoração deste dia pode ser uma alavanca para no próximo ano ser comemorado já com outra abrangência e esperemos já com a CERCI a funcionar».

Por sua vez, Fátima Fernandes, vereadora da educação do município, não disfarçou o agrado com esta aposta: «foi uma iniciativa muito interessante, foi uma maneira muito importante de assinalar a data. Tratar da deficiência e dos cidadãos com dificuldades é sempre muito importante. Fez-se uma demonstração em todos os espaços do Ecomuseu e o que pudemos verificar é que o edifício está preparado para receber todos os visitantes, seja qual for o tipo de deficiência». No mesmo tom, concluiu: «aquilo que se verificou é que essas pessoas precisam de um acompanhamento personalizado e é isso que os nossos funcionários estão dispostos a fazer».
 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Boas Práticas na Área da Pedagogia e da Reabilitação, no âmbito das Necessidades Especiais


Irá realizar-se na Associação LEQUE, no dia 8 de novembro (14h00 às 17h30), uma conferência sobre "Boas Práticas na Área da Pedagogia e da Reabilitação, no âmbito das Necessidades Especiais". 

As inscrições podem ser efetuadas através do e-mail geral@leque.pt ou na sede da nossa instituição (Av. Francisco Sá Carneiro, 131, 5350-005 Alfândega da Fé).

Rastreio grátis de problemas de aprendizagem

O Centro da Criança e do Adolescente do Hospital CUF Porto vai promover, no próximo dia 9 de novembro, um rastreio gratuito às dificuldades de leitura e escrita para crianças do primeiro ciclo do Ensino Básico.
A iniciativa, dirigida por Inês Correia, psicóloga daquele centro, pretende ajudar os pais a identificar, o mais cedo possível, as perturbações de leitura e de escrita dos seus filhos, bem como alertar para a necessidade de intervir precocemente e evitar futuras dificuldades acentuadas de literacia e atrasos escolares.
"Muitas crianças apresentam um ritmo de aprendizagem e um desempenho na leitura e na escrita inferior ao esperado, apesar de uma instrução adequada e dos seus esforços para progredirem, e é por isso importante realizar iniciativas como esta, que nos permitam identificar essas fragilidades precocemente", explica (...) o diretor do Centro da Criança e do Adolescente do hospital portuense. 
As inscrições para este rastreio gratuito devem ser feitas através do e-mail pediatria.cufporto@jmellosaude.pt. Após a receção deste e-mail, os cuidadores receberão um questionário que deve ser preenchido e entregue da avaliação da criança.
De realçar que as crianças que participarem terão de ser acompanhadas por um cuidador a quem será entregue o resultado no final da avaliação.
O Centro da Criança e do Adolescente Hospital CUF Porto iniciou a sua atividade em Setembro de 2010 e é uma unidade de referência na prestação de cuidados de saúde pediátricos a nível nacional.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Equipamento com ultrassom ajuda invisuais a pedalarem

 

Em Inglaterra, um investigador desenvolveu um aparelho que permite às pessoas invisuais andarem de bicicleta de forma independente e em segurança. Através da tecnologia de ultrassom, os ciclistas mantêm-se permanentemente ao corrente dos perigos que os rodeiam enquanto pedalam.

Graças aos sensores instalados no UltraBike, os ciclistas invisuais têm acesso a todo o tipo de informações sobre a rota que vão percorrer através de uns botões vibratórios debaixo de cada polegar. Consoante a informação que lhes é transmitida a partir daí, os ciclistas cegos vão poder circular de forma completamente independente.

Paul Clark é o especialista por detrás deste inovador aparelho, baseado na mesma tecnologia de deteção de obstáculos usada no UltraCane, um equipamento eletrónico capaz de ajudar aqueles com menos capacidade visual a evitar obstáculos e lesões indesejadas.

Para já, o novo equipamento só pode ser usado em ciclovias, não estando ainda apto a funcionar corretamente em estradas movimentadas. "O UltraBike não se aplica aos ciclistas de estrada com deficiência visual. Qualquer condutor pode assumir que o ciclista pode ver e isso é ainda muito perigoso", explica o criador, citado pelo The Telegraph. 

"O UltraBike foi projetado para um ambiente supervisionado e controlado e tem um grande potencial para ser usado em circuitos desportivos, ciclovias e velódromos. O próximo passo é melhorar ainda mais as características específicas desta tecnologia nesse sentido", acrescenta.

A inovação, atualmente em exibição no London's Science Museum, está a ser vista como um passo importante no transporte de invisuais e quer chegar a um maior número de pessoas através da Sound Foresight Technology.