segunda-feira, 9 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Subsídio de frequência de ensino especial
É uma prestação em dinheiro, atribuído aos descendentes de beneficiários, com idade inferior a 24 anos, que sejam portadores de deficiência, desde que:
- A criança ou jovem portador de deficiência esteja numa das seguintes situações:
Frequente estabelecimentos de educação especial, particulares, com ou sem fins lucrativos ou cooperativos, tutelados pelo Ministério da Educação e que impliquem o pagamento de mensalidade;
Tenha apoio educativo individual por entidade especializada;
Necessite de frequentar estabelecimento particular de ensino regular, após frequência de ensino especial;
- Frequente creche ou jardim de infância normal, como meio específico de superar a deficiência e de obter, mais rapidamente, a integração social.
O beneficiário tenha a seu cargo a criança ou jovem portador de deficiência;
O beneficiário tenha contribuições para a Segurança Social nos primeiros 12 meses dos últimos 14 a contar da data de entrega do requerimento. Esta condição não se aplica aos pensionistas, incluindo pensionistas por riscos profissionais, com incapacidade permanente igual ou superior a 50%;
- A criança ou jovem portador de deficiência não exerça atividade profissional abrangida por regime de proteção social obrigatório;
No caso de não ter contribuições para a segurança social, o subsídio, pode ser atribuído através do regime não contributivo (sem contribuições para a segurança social e em situação de carência).
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Frequente estabelecimentos de educação especial, particulares, com ou sem fins lucrativos ou cooperativos, tutelados pelo Ministério da Educação e que impliquem o pagamento de mensalidade;
Tenha apoio educativo individual por entidade especializada;
Necessite de frequentar estabelecimento particular de ensino regular, após frequência de ensino especial;
- Frequente creche ou jardim de infância normal, como meio específico de superar a deficiência e de obter, mais rapidamente, a integração social.
Subsídio de frequência de ensino especial
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Cataratas : o tratamento é cirúrgico
É uma doença conhecida há milhares de anos e a sua cirurgia já é realizada há séculos. Nos últimos anos a medicina deu um passo de gigante e já é possível operar a catarata e no mesmo dia ir para casa a ver. O primeiro sinal é um embaciamento do olhos. Esta é uma das patologias que mais frequentemente afeta a população sénior e com tendência para aumentar, acompanhando o aumento da esperança de vida da população.
O que é uma catarata?
A catarata corresponde a uma opacificação do cristalino (lente existente dentro do olho que nos permite focar objetos a diferentes distâncias). As cataratas podem ser ligeiras, afetando sobretudo a qualidade de visão, ou então avançadas, com grande opacificação, originando profunda diminuição da qualidade e quantidade de visão.
A catarata é uma doença oftalmológica comum?
É uma das patologias mais frequentes em oftalmologia tipicamente associada a idade ou a diversas e é a causa mais frequente de cegueira reversível (curável) em países desenvolvidos.
Em Portugal, vários estudos permitem estimar que seis em cada dez pessoas com mais de 60 anos apresentam sinais desta doença. Podemos dizer que de acordo com a fisiopatologia do cristalino se todos vivêssemos até aos 150 anos todos iriamos ter cataratas.
Que tipos de cataratas existem?
Existem diversos tipos. A forma mais frequente é aquela que surge com a idade na ausência de outras doenças. No entanto, as cataratas podem surgir secundariamente a uma doença sistémica como, por exemplo, a diabetes Mellitus, a uma doença ocular como uma alta miopia, a um traumatismo ocular ou até à toma de determinados medicamentos nomeadamente os fármacos à base de cortisona. As suas diferentes causas podem também estar associadas a diferentes tipos morfológicos de catarata, nomeadamente: nucleares, corticais, subcapsulares posteriores..
Quais os sintomas do doente com catarata?
O sintoma mais comum é a diminuição da acuidade visual tipicamente associada a presença de uma visão turva (enevoada). Existem outros sintomas como, por exemplo, alteração da visão das cores, visão dupla de um só olho, diminuição do contraste.
Qual o tratamento das cataratas?
Até à data não existem tratamentos conservadores (médicos) com eficácia comprovada que permitam tratar uma catarata e, portanto, o tratamento é sempre cirúrgico.
Quero salientar, ainda, que é comum pacientes geralmente com mais de 50 anos e que pretendem ser mais independentes dos óculos, recorram a cirurgia refractiva de cristalino para corrigirem erros refractivos elevados, por exemplo miopias ou hipermetropias elevadas. É uma cirurgia em tudo idêntica à cirurgia de catarata, no entanto, aqui ainda não existe catarata.
Quando é que se devem operar as cataratas?
Quando a visão dos pacientes já não é suficiente para permitir realizar a sua atividade diária ou profissional. Geralmente em indivíduos idosos com uma vida mais calma a indicação cirúrgica está situada nos 50 por cento de visão, enquanto, por exemplo, num indivíduo mais jovem, ativo, geralmente opera-se com visões superiores de acordo com as suas necessidades e limitações.
A cirurgia está indicada também quando a catarata interfere com a vigilância ou tratamento de outra doença visual.
Em que consiste a cirurgia de catarata?
Na cirurgia de catarata o que cirurgião oftalmológico faz é substituir o cristalino opacificado por uma lente intraocular de elevada qualidade óptica.
Mais sobre a cirurgia da catarata...
Decorre em ambiente estéril, num bloco operatório adequado para o efeito e com recurso a tecnologia específica que utiliza ultrassons para remover o cristalino opacificado.
É realizada habitualmente em regime de ambulatório (alta no próprio dia da cirurgia), e com anestesia local (gotas), sem dor para o doente e é cirurgia associada a uma elevada satisfação do doente uma vez que na ausência de outras doenças oftalmológicas os doentes recuperam totalmente a sua visão
Após a cirurgia ainda é preciso usar óculos?
Depois da cirurgia é habitual serem receitados óculos, sobretudo para corrigir a visão de perto (a lente intraocular introduzida durante a cirurgia retira qualquer capacidade ainda existente de visão para perto uma vez que, ao contrário do cristalino humano, ela não tem essas propriedades acomodativas).
Algumas lentes intraoculares mais modernas e que já utilizamos na Clinica Europa permitem uma visão para longe e perto, obviando a necessidade de óculos – LIO multifocais.
A catarata não volta a aparecer?
Não. O que por vezes acontece alguns anos após a cirurgia, é uma opacificação secundária da cápsula (estrutura que apoia/sustenta a LIO) podendo ser necessário um tratamento com laser para limpar essa cápsula, o qual é bastante eficaz.
Smartphones também podem dar mais independência a invisuais
O designer indiano Sumit Dagar inventou um telemóvel inteligente com teclado em braile, acessível a cegos. O objectivo é tornar "o utilizador o mais independente e capacitado possível", disse o criador ao canal BBC News.
Quando os smartphones chegaram ao mercado atraíram de imediato vários públicos. Mas houve um que ficou esquecido: o teclado táctil ou touchscreen impossibilitou os cegos de utilizarem estes equipamentos.
Agora o designer indiano Sumit Dagar quer contraiar esta tendência. Para isso, criou um telemóvel inteligente de teclado em braile "de forma a tornar o utilizador o mais independente e o mais capacitado possível", explicou à BBC.
Segundo o empreendedor, este dispositivo vai ter as mesmas características que um ‘smartphone’ normal, mas será mais direccionado para os cegos.
Este protótipo pode vir a permitir que cerca de 300 milhões de pessoas em todo o Mundo usufruam das novas tecnologias, com um telemóvel adaptado às suas necessidades.
Revista Louis Braille - Um contributo para a inclusão
Já se encontra disponível o número 7 da Revista Louis Braille, uma publicação digital trimestral, especializada na área da deficiência visual, editada pela ACAPO.
Ao longo das suas páginas é possível aceder a testemunhos de quem, por motivos profissionais ou outros, se interessa pela integração da pessoa portadora de deficiência visual, designadamente docentes que trabalham com alunos nessas circunstâncias.
Neste número são abordados temas particularmente relevantes para os profissionais da educação, como, por exemplo:
- O relevo da brincadeira para a criança com deficiência visual, salientando-se que "para estas crianças a necessidade de brincar é ainda mais importante, porque o brincar permite ligarem-se aos outros e ao mundo";
- A dança enquanto meio de integração;
- A utilização de Braille eletrónico nas aulas: um caso de sucesso no Agrupamento de Escolas de Rodrigues de Freitas.
Acesso às versões word e pdf da revista na página web da ACAPO.
O regresso às aulas da educação Inclusiva
“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”, referiu aquele que é considerado o mais célebre educador brasileiro, Paulo Freire. Ora, no universo da deficiência a palavra, o tema, a missão, “Educação” tem ainda mais significado, provoca ainda mais angústias e levanta ainda mais polémicas e discussões…
No mês em que a maior parte dos alunos portugueses regressam às aulas, aPlural&Singular convida-o a iniciar o ano letivo dando prioridade à leitura, oferecendo-lhe 16 páginas sobre “Educação Inclusiva”, uma reflexão, uma análise, o ponto de vista dos principais envolvidos e responsáveis por este tema a nível nacional: Ministério da Educação e Associação Portuguesa de Deficientes, sindicatos e associações de pais, entre outros.
Mas os temas a ler são muitos e, por isso, a leitura tem por onde se prolongar até dezembro, data em que este projeto – a Plural&Singular, Órgão de Comunicação Digital Dedicado à Temática da Deficiência – completa o seu primeiro aniversário, para se dedicar a muitos outros temas espalhados ao longo das 125 páginas desta nossa quarta edição.
E sim! É verdade! Após o lançamento desta quarta revista digital trimestral, entraremos na reta final de um ano cheio, estimulante e frutífero… Mas com a certeza de que os desafios começaram agora e só tendem a aumentar e multiplicarem-se.
Assim, hora de repetir o lema: “Nada sobre vós, sem vós”… Porque o objetivo é dar voz! A ação não pára… Porque a missão é inesgotável…
É que TODOS contam!
Editorial da revista Plural&Singular, n.º 4.
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