Pelo Despacho 17169/2011, publicado hoje em Diário da República, o Ministro da Educação procede à revogação do documento Currículo Nacional do Ensino Básico. Pode ler-se no normativo:
a) O documento Currículo Nacional do Ensino Básico — Competências Essenciais deixa de constituir documento orientador do Ensino Básico em Portugal;
b) As orientações curriculares desse documento deixam de constituir referência para os documentos oficiais do Ministério da Educação e Ciência, nomeadamente para os programas, metas de aprendizagem, provas e exames nacionais;
c) Os programas existentes e os seus auxiliares constituem documentos orientadores do ensino, mas as referências que neles se encontram a conceitos do documento Currículo Nacional do Ensino Básico — Competências Essenciais deixam de ser interpretados à luz do que nele é exposto;
d) Os serviços competentes do Ministério de Educação e Ciência, através da Secretaria de Estado do Ensino Básico e Secundário, irão elaborar documentos clarificadores das prioridades nos conteúdos fundamentais dos programas; esses documentos constituirão metas curriculares a serem apresentadas à comunidade educativa, e serão objecto de discussão pública prévia à sua aprovação.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Palestiniana autista e cega tornou-se pianista com a ajuda
A história de Rasha já deu origem a um documentário
Quando um casal de missionários holandeses a encontrou, Rasha Hamid encontrava-se em muito mau estado.
Aos 4 anos, ela e a irmã viviam confinadas num quarto desde o nascimento. Alimentadas só com leite, sofriam de grave atraso mental e físico. Mal falavam, batiam constantemente com a cabeça, enfiavam os dedos nos olhos. Foram recolhidas pelo casal Vollbehrs e mais tarde integradas em Beit Yemina, a escola- orfanato por eles criada nas imediações de Belém.
Um dia, quando se cantava um hino, Rasha começou a acompanhar com uma harmonia própria. Surpreendidos, os Vollbehrs perceberam que tinham ali alguém com verdadeiro talento musical. Compraram um piano, onde Helena Vollbehrs ensinou Rasha a tocar.
Quanto se tornou necessário que ela prosseguisse os estudos a um nível superior, levaram-na para o conservatório.
A política não era importante
A professora Devorah Schramm, nascida nos EUA e judia ortodoxa (apresenta-se sempre com a pesada peruca que as normas religiosas impõem), foi informada de que havia uma criança cega à sua espera.
Percebeu que além de cega, Rasha tinha severos bloqueios mentais e comunicacionais, e era palestiniana. Mas nem hesitou. Para ela, a política não tem muita importância. Aceitou a aluna de 11 anos, e nunca se arrependeu.
Logo nas primeiras aulas, ficou espantada com as harmonias que ela gerava espontaneamente. Harmonias negras, insólitas, que formariam a base de muitas das futuras composições de Rasha.
Quando lhe perguntam o que significa a música para a sua aluna, Schramm responde com uma palavra: paz.
Intifada, e dificuldades financeiras
Se a vocação musical estava fora de dúvida, algumas das outras dificuldades permaneciam. Houve momentos difíceis, tanto a nível da relação entre aluna e professora (embora Schramm diga que o melhor de tudo, para si, foram os momentos em que Rasha, incapaz de articular palavras, se virava para ela com ternura) como das evoluções lá fora.
Entre esses anos de aprendizagem teve lugar a segunda Intifada, especialmente sangrenta. A certa altura, militantes palestinianos disparavam da zona onde Rasha vivia para aquela onde vivia Devorah. Mas esta não se deixou dissuadir.
Hoje em dia Rasha está com 36 anos, e a relação continua. Os problemas agora são ao mesmo tempo políticos e financeiros. Beit Yemina tem de gastar muito dinheiro para obter as autorizações que permitem a Rasha ir a Israel para ter aulas. Fala-se em cortar.
Devorah espera que não aconteça. E evoca o prazer de Rasha quando toca em público e ouve os aplausos. "Às vezes ela própria aplaude".
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/palestiniana-autista-e-cega-tornou-se-pianista-com-a-ajuda-de-uma-judia-ortodoxa=f694490#ixzz1heautVqW
Quando um casal de missionários holandeses a encontrou, Rasha Hamid encontrava-se em muito mau estado.
Aos 4 anos, ela e a irmã viviam confinadas num quarto desde o nascimento. Alimentadas só com leite, sofriam de grave atraso mental e físico. Mal falavam, batiam constantemente com a cabeça, enfiavam os dedos nos olhos. Foram recolhidas pelo casal Vollbehrs e mais tarde integradas em Beit Yemina, a escola- orfanato por eles criada nas imediações de Belém.
Um dia, quando se cantava um hino, Rasha começou a acompanhar com uma harmonia própria. Surpreendidos, os Vollbehrs perceberam que tinham ali alguém com verdadeiro talento musical. Compraram um piano, onde Helena Vollbehrs ensinou Rasha a tocar.
Quanto se tornou necessário que ela prosseguisse os estudos a um nível superior, levaram-na para o conservatório.
A política não era importante
A professora Devorah Schramm, nascida nos EUA e judia ortodoxa (apresenta-se sempre com a pesada peruca que as normas religiosas impõem), foi informada de que havia uma criança cega à sua espera.
Percebeu que além de cega, Rasha tinha severos bloqueios mentais e comunicacionais, e era palestiniana. Mas nem hesitou. Para ela, a política não tem muita importância. Aceitou a aluna de 11 anos, e nunca se arrependeu.
Logo nas primeiras aulas, ficou espantada com as harmonias que ela gerava espontaneamente. Harmonias negras, insólitas, que formariam a base de muitas das futuras composições de Rasha.
Quando lhe perguntam o que significa a música para a sua aluna, Schramm responde com uma palavra: paz.
Intifada, e dificuldades financeiras
Se a vocação musical estava fora de dúvida, algumas das outras dificuldades permaneciam. Houve momentos difíceis, tanto a nível da relação entre aluna e professora (embora Schramm diga que o melhor de tudo, para si, foram os momentos em que Rasha, incapaz de articular palavras, se virava para ela com ternura) como das evoluções lá fora.
Entre esses anos de aprendizagem teve lugar a segunda Intifada, especialmente sangrenta. A certa altura, militantes palestinianos disparavam da zona onde Rasha vivia para aquela onde vivia Devorah. Mas esta não se deixou dissuadir.
Hoje em dia Rasha está com 36 anos, e a relação continua. Os problemas agora são ao mesmo tempo políticos e financeiros. Beit Yemina tem de gastar muito dinheiro para obter as autorizações que permitem a Rasha ir a Israel para ter aulas. Fala-se em cortar.
Devorah espera que não aconteça. E evoca o prazer de Rasha quando toca em público e ouve os aplausos. "Às vezes ela própria aplaude".
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/palestiniana-autista-e-cega-tornou-se-pianista-com-a-ajuda-de-uma-judia-ortodoxa=f694490#ixzz1heautVqW
Projeto "Horta Sensorial"
Dando continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver em prol das pessoas com deficiência visual, a marca L’Occitane criou um projeto internacional designado “Vela Solidária” que se destina a apoiar instituições sociais com actuação nesta área. Em Portugal, a L’Occitane uniu-se à ACAPO e juntas vão promover o projeto “Horta Sensorial” que pretende requalificar a área exterior do futuro Centro de Treino de Atividades da Vida Diária da ACAPO em Lisboa. A campanha encontra-se já em vigor em todas as lojas L’Occitane e 100% do valor das velas (15 euros) serão revertidos para o projeto da ACAPO. José Coimbra e Carla Rocha, as vozes do “Café da Manhã” da RFM, são os padrinhos deste projeto que pretende contribuir para a habilitação e reabilitação dos utentes com deficiência visual.
A Física no dia-a-dia
Uma exposição baseada na obra A Física no dia-a-dia de Rómulo de Carvalho - exposição bilingue, acessível a visitantes com mobilidade reduzida e com conteúdos para o público cego.
Rómulo de Carvalho e o seu livro "A física no dia a dia" são o mote da nova exposição do Pavilhão do Conhecimento que convida a conhecer a ciência que se esconde nos pequenos gestos do quotidiano.
A exposição é inaugurada quinta-feira, mas a presidente do Pavilhão do Conhecimento explicou à Lusa que esta é uma exposição para descobrir de uma maneira simples a ciência e a física que se esconde dentro de todas as casas.
Está por isso organizada e dividida conforme as divisões de uma casa: o quarto - com experiências sobre luz e visão -, a sala - com experiência sobre som e audição -, o escritório - com experiências sobre eletricidade e magnetismo -, a despensa - com experiências sobre forças, temperaturas e volume -, a cozinha - com experiências sobre água -, e o jardim - com experiências sobre o ar.
De acordo com Rosália Vargas, "A física no dia a dia" é um livro "fantástico" e dado que a exposição se enquadra na semana da Ciência e da Tecnologia, é também uma forma de homenagear "esse grande divulgador de ciência e grande físico que escreveu o livro de uma forma muito coloquial e muito simples".
Passo a passo, quem visitar a exposição é convidado a testar conhecimentos e realizar 73 experiências, todas as que estão no livro de Rómulo de Carvalho.
Por exemplo, é perguntado se sabe porque é que alguns espelhos fazem as caras grandes e outros pequenas ou se é capaz de construir uma máquina fotográfica ou até por que é que é perigoso "escarafunchar" os ouvidos com os dedos ou outros objetos.
Noutro ponto é possível saber para que servem e como funcionam as bússolas ou testar diferentes fios de metal para ver a sua resistência, bem como perceber, por exemplo, por que é que os navios de guerra não vão ao fundo apesar de serem feitos de ferro e aço.
"Estamos a estudar engenharia e já vimos a maior parte destas coisas, mas se calhar pessoas da nossa idade que viessem cá ficavam a aprender muitas coisas diferentes", apontou Marisa Lima, 19 anos, estudante do Instituto Superior Técnico (IST) de Lisboa que foi ao Pavilhão do Conhecimento visitar "O mar é fixe, mas não é só peixe" e espreitou a "A física no dia a dia" por acaso.
Já a Rodrigo Gonçalves, 19 anos e igualmente estudante do IST, o que mais lhe interessou foi a parte com experiências com eletricidade.
"É a parte que é mais abstrata, que foge mais ao senso comum", justificou.
"A física no dia a dia" serve ainda para, ao fim de doze anos de funcionamento e pela primeira vez, o Pavilhão do Conhecimento aventurar-se na produção de exposições próprias.
"É uma exposição que foi totalmente concebida e produzida em Portugal e é uma exposição que está feita para itinerar, portanto, vamos pô-la no circuito internacional", revelou Rosália Vargas.
A responsável explicou que até agora o Pavilhão do Conhecimento tem recebido exposições temporárias internacionais e que entenderam estar na hora de colocar no mercado internacional "exposições de grande qualidade e dimensão".
"Esta vai ser a primeira e estamos no bom caminho porque há já muito interesse por parte de museus e centros de ciência nesta exposição", garantiu Rosália Vargas.
A exposição "A física no dia a dia" arranca quinta-feira e vai estar patente até setembro de 2012.
Rómulo de Carvalho e o seu livro "A física no dia a dia" são o mote da nova exposição do Pavilhão do Conhecimento que convida a conhecer a ciência que se esconde nos pequenos gestos do quotidiano.
A exposição é inaugurada quinta-feira, mas a presidente do Pavilhão do Conhecimento explicou à Lusa que esta é uma exposição para descobrir de uma maneira simples a ciência e a física que se esconde dentro de todas as casas.
Está por isso organizada e dividida conforme as divisões de uma casa: o quarto - com experiências sobre luz e visão -, a sala - com experiência sobre som e audição -, o escritório - com experiências sobre eletricidade e magnetismo -, a despensa - com experiências sobre forças, temperaturas e volume -, a cozinha - com experiências sobre água -, e o jardim - com experiências sobre o ar.
De acordo com Rosália Vargas, "A física no dia a dia" é um livro "fantástico" e dado que a exposição se enquadra na semana da Ciência e da Tecnologia, é também uma forma de homenagear "esse grande divulgador de ciência e grande físico que escreveu o livro de uma forma muito coloquial e muito simples".
Passo a passo, quem visitar a exposição é convidado a testar conhecimentos e realizar 73 experiências, todas as que estão no livro de Rómulo de Carvalho.
Por exemplo, é perguntado se sabe porque é que alguns espelhos fazem as caras grandes e outros pequenas ou se é capaz de construir uma máquina fotográfica ou até por que é que é perigoso "escarafunchar" os ouvidos com os dedos ou outros objetos.
Noutro ponto é possível saber para que servem e como funcionam as bússolas ou testar diferentes fios de metal para ver a sua resistência, bem como perceber, por exemplo, por que é que os navios de guerra não vão ao fundo apesar de serem feitos de ferro e aço.
"Estamos a estudar engenharia e já vimos a maior parte destas coisas, mas se calhar pessoas da nossa idade que viessem cá ficavam a aprender muitas coisas diferentes", apontou Marisa Lima, 19 anos, estudante do Instituto Superior Técnico (IST) de Lisboa que foi ao Pavilhão do Conhecimento visitar "O mar é fixe, mas não é só peixe" e espreitou a "A física no dia a dia" por acaso.
Já a Rodrigo Gonçalves, 19 anos e igualmente estudante do IST, o que mais lhe interessou foi a parte com experiências com eletricidade.
"É a parte que é mais abstrata, que foge mais ao senso comum", justificou.
"A física no dia a dia" serve ainda para, ao fim de doze anos de funcionamento e pela primeira vez, o Pavilhão do Conhecimento aventurar-se na produção de exposições próprias.
"É uma exposição que foi totalmente concebida e produzida em Portugal e é uma exposição que está feita para itinerar, portanto, vamos pô-la no circuito internacional", revelou Rosália Vargas.
A responsável explicou que até agora o Pavilhão do Conhecimento tem recebido exposições temporárias internacionais e que entenderam estar na hora de colocar no mercado internacional "exposições de grande qualidade e dimensão".
"Esta vai ser a primeira e estamos no bom caminho porque há já muito interesse por parte de museus e centros de ciência nesta exposição", garantiu Rosália Vargas.
A exposição "A física no dia a dia" arranca quinta-feira e vai estar patente até setembro de 2012.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Associação de Apoio à Informação a Cegos e Amblíopes - linha telefónica em funcionamento

A Associação de Apoio à Informação a Cegos e Amblíopes (AAICA), é uma instituição sem fins lucrativos (IPSS), constituída só por voluntários dedicados.
Sendo a mobilidade o maior problema dos deficientes visuais, torna-se o telefone o meio mais utilizado pelos mesmos, assim procuramos de forma determinada, proporcionar a todas as pessoas com cegueira, baixa visão e às suas famílias, orientações que melhorem a sua qualidade de vida, dando-lhes a conhecer as respostas existentes e procurando articular serviços do ponto vista médico, educativo, formativo, social, cultural, jurídico ou outros. Tendo em atenção que as áreas prioritárias de informação são as de saúde e serviços, educação e formação profissional, legislação e benefícios, lazer e desporto.O principal objectivo da AAICA é prestar informação, para tal dispõe de um serviço de informação (Linha telefónica de Apoio nº 213478417 com horário experimental de terça a sexta feira das 14 às 18 horas) para pessoas com deficiência visual e suas famílias.
Contactar directamente com a população alvo, escutar as suas necessidades e prestar informação, quer com a presença da AAICA nos locais referenciados (consultas de subvisão, centros de reabilitação, etc), promovendo também acções de Informação/Divulgação ou na linha telefónica de apoio, permite contribuir para uma melhor qualidade de vida e uma maior participação das mesmas na sociedade e no panorama socioeconómico. A centralização de informação no site www.aaica.pt vai permitir poder orientar cada cidadão portador de deficiência visual e suas famílias, consoante as suas necessidades, podendo os mesmos optar sempre de acordo com a sua situação e o que considerem melhor para si.
Designer cria etiquetadora em Braille

O mundo da tecnologia vem mostrando que pode ser extremamente útil para levar facilidades e principalmente, acessibilidade para milhares de pessoas com deficiências físicas ao redor mundo. Depois de estudantes transformarem um tablet em digitador em Braille e de modificarem um Kinect para atuar como um cão-guia, Ted Moallem criou uma etiquetadora em Braille barata e com uma tecnologia bem simples, a Braille-It Labeler.
O aparelho, que foi apresentado recentemente na Conferência A Better World by Design 2011, é um dispositivo que permite que as pessoas com deficiência visual imprimam com facilidade etiquetas adesivas em Braille.
Moallem utilizou materiais muito comuns para construir a Braille-It como alumínio e fios de aço. O aparelho também possui seis botões que são compatíveis com o alfabeto Braille, tornando muito simples a digitação.
Assim que o usuário for digitando as palavras ou frases que deseja, a Braille-It vai imprimindo simultaneamente em uma fita de vinil adesiva o conteúdo digitado.
O mais interessante é que pessoas com deficiência visual foram treinadas e estão trabalhando na construção do aparelho em Katpadi, na Índia, ajudando a refinar ainda mais o design e os métodos de construção do aparelho.
“As pessoas com deficiência visual não podem depender apenas das grandes indústrias para tornar o alfabeto Braille mais acessível. Aproximadamente dois séculos depois que um adolescente cego inventou o Braille, as ferramentas mais utilizadas para escrever o alfabeto ainda são as mesmas que Louis Braille usou. A indústria Braille de baixo custo estagnou”, afirmou Ted Moallem.
O inventor acredita que as fitas adesivas em Braille produzidas pelo aparelho possam ser muito utilizadas para a identificação tátil de comidas, remédios e muitas outras aplicações no dia a dia das pessoas com deficiência visual.
Isenção de Taxas Moderadoras
Foi publicado o Decreto-Lei n.º 113/2011, de 29 de Novembro, que regula o acesso às prestações do Serviço Nacional de Saúde por parte dos utentes no que respeita ao regime das taxas moderadoras e à aplicação de regimes especiais de benefícios, tendo por base a definição das situações determinantes de isenção de pagamento ou comparticipação, como situações clínicas relevantes de maior risco de saúde ou situações de insuficiência económica.
Nos termos do referido diploma, estão isentos do pagamento de taxas moderadoras, entre outros, os utentes com grau de incapacidade igual ou superior a 60%.
Nos termos do referido diploma, estão isentos do pagamento de taxas moderadoras, entre outros, os utentes com grau de incapacidade igual ou superior a 60%.
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