terça-feira, 7 de junho de 2011

Encontro Tecnologias na Educação Especial


Os docentes de Educação Especial do Agrupamento de Escolas de Santa Iria, em Tomar, vão realizar, no próximo dia 30 de junho, o primeiro encontro sobre tecnologias e educação especial.
O evento decorre no Auditório da Biblioteca Municipal de Tomar, entre as 10:00 e as 15:30.
Este evento tem o apoio do Cnotinfor. Está prevista uma comunicação sobre “Tecnologia e Inclusão na Educação Especial“.
Nessa comunicação dará dado destaque à utilização dos Símbolos para a Literacia da Widgit (SLW), como um valioso auxiliar na Comunicação Aumentativa e Alternativa, na dislexia e na aprendizagem em geral.
Os mais de 10.000 símbolos SLW foram estudados durante vários anos com o objetivo de atender a públicos muito diversificados.

Égua cega tem como guias 5 ovelhas e 5 cabras

Sissy, uma égua cega, tem como guias cinco ovelhas e cinco cabras que a seguem para todo o lado, num centro privado de resgate de animais em Montana, Estados Unidos, onde vivem. As cabras e as ovelhas ajudam Sissy a encontrar alimento e a procurar abrigo, nos dias de chuva.

Através de email, Michelle Feldstein explicou ao Boas Notícias que, no Deer Haven Ranch, localizado em Montana, ela e o marido acolhem mais de 200 animais com problemas como patos que não voam, gatos sem garras ou lamas “sem abrigo”.

Michelle conta que "Sissy chegou, há uma semana, de uma ONG que fechou" no norte da região. O Deer Haven Ranch "acolheu a égua que chegou acompanhada das cinco cabras e ovelhas".

Segundo a proprietária do rancho, estes 10 animais nunca se afastam da égua branca. Conduzem Sissy até ao local onde pode comer e beber e guiam-na até ao estábulo, quando chove ou neva. Michelle acrescenta que há outro cavalo cego, no rancho, que tem como guia um velho cavalo de corrida.

Michelle e o marido dedicam os seus anos de reformados a este centro, onde recebem apenas animais que outros consideram “inúteis”. Chegam a gastar cerca de 50.000 dólares por ano em alimentação, serviços veterinários, aquecimento dos celeiros, entre outras despesas. A casa de hóspedes que funciona na quinta ajuda a tratar destes animais resgatados.

Abertas as inscrições para férias de mães de pessoas com deficiência

Já estão abertas as inscrições para férias de mães de pessoas com deficiência. Prazo termina a 30 de Junho.

A iniciativa decorre pelo sexto ano consecutivo e visa proporcionar às mães de pessoas com deficiência um tempo de descanso e de lazer. Durante uma semana, as mães podem dedicar-se a outras áreas da sua vida, deixando os seus filhos entregues aos cuidados do Santuário de Fátima. Nesta acção a cargo do Santuário de Fátima, a instituição conta com a colaboração de um grupo de voluntários, coordenados pelo Movimento da Mensagem de Fátima. Decorre no Centro de Espiritualidade Francisco e Jacinta Marto, dos Silenciosos Operários da Cruz, instituição localizada Estrada de Torres Novas, adianta a Sala de imprensa do Santuário de Fátima.

As inscrições para participação estão abertas e têm como prazo limite o dia 30 de Junho. As famílias devem preencher um questionário e, conforme a idade do filho, candidatar-se a um de três períodos: De 1 a 7 de Agosto e de 24 a 30 de Agosto, para participação de pessoas com deficiência com idades entre os 7 e os 20 anos; e de 1 a 7 de Setembro, destinado a deficientes entre 21 e os 40 anos.

O Santuário aceita que algumas mães fiquem com os filhos neste período, ao invés de os deixar esta semana. O programa contempla momentos de celebração da fé e de formação sobre a Mensagem de Fátima e momentos lúdicos, de passeio e de confraternização, refere a Sala de imprensa. Para outras informações, deve ser contactado o Movimento da Mensagem de Fátima, pelo telefone 249 539 679 ou e-mail

Pessoas que nasceram surdas ou perderam a audição muito novas têm a visão periférica maior

Cientistas identificam pela 1.ª vez diferenças no desenvolvimento da retina.

Cientistas da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, descobriram por que pessoas que nasceram surdas ou perderam a audição muito novas têm a visão periférica maior. Em artigo publicado no periódico PLoS One, os pesquisadores encontraram em deficientes auditivos diferenças na distribuição das células do nervo da retina. De acordo com a equipe britânica, é o que lhes permite enxergar mais objetos nos extremos do campo visual e, assim, ter uma melhor percepção do ambiente que os rodeia.

Pesquisas anteriores já haviam constatado que deficientes auditivos enxergam melhor, o que vinha sendo explicado por fatores relacionados ao córtex visual, a região do cérebro que processa a visão. Os pesquisadores de Sheffield são os primeiros a explicar o ganho de visão a partir de diferenças no desenvolvimento da retina.

Para chegar a este resultado, os cientistas analisaram as pupilas de voluntários usando uma técnica chamada Tomografia de Coerência Ótica, que permite estudar as menores estruturas do olho. Com isso, conseguiram perceber diferenças entre a formação da retina de pessoas com e sem deficiência auditiva. Os pesquisadores também avaliaram o campo visual e compararam os resultados com as análises das retinas. Os autores esperam que o estudo ajude no tratamento de deficientes auditivos.
O MOLinsight é um portal web que integra software de fonte livre, bem como software de acesso livre aos estudantes, inclui também o NavMol e outros softwares que permitem a interconversão de formatos moleculares para a transformação de estruturas moleculares por utilizadores cegos. O programa NavMol é um novo editor molecular para utilizadores com deficiência visual desenvolvido na FCT-UNL.

Este portal enquadra-se no objectivo de promover o ensino das ciências a alunos cegos e grandes e amblíopes e no âmbito do projecto CHEM4ALL -TIC no ensino da química a alunos cegos e grandes e amblíopes.

http://www.molinsight.net/

http://www.facebook.com/pages/Molinsight/108129132599290

850 atletas vão fazer de Coimbra a capital do desporto adaptado durante dois dias

Coimbra vai receber, nos próximos dias 10 e 11, a 1.ª edição dos Jogos de Portugal, destinados a pessoas portadoras de deficiência.

A realização de uma prova é como a concretização de um sonho para a Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD). Depois de, no ano passado, ter sido impossível realizar o evento, devido a limitações organizativas, a federação quer, este ano, dar um passo em frente no que diz respeito à evolução do desporto adaptado.

A competição vai trazer à cidade cerca de 850 atletas que, pela primeira vez, vão participar numa prova nacional que concentra 15 modalidades de desporto adaptado, 11 delas destinadas à competição (atletismo, basquetebol para atletas com deficiência intelectual, basquetebol em cadeira de rodas, boccia, ciclismo, futsal para atletas com deficiência intelectual, futsal para atletas surdos, futebol de sete, goalball, natação e ténis de mesa) e as outras quatro (andebol em cadeira de rodas, judo e tricicleta) vão marcar presença como demonstração.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sociedade de Oftalmologia defende rastreio visual logo com um ano de idade

As crianças deviam fazer um primeiro rastreio visual com um ano de idade e pelo menos aos três, todas já deviam ter sido observadas, defende a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

“O ideal seria todas as crianças serem rastreadas antes do um ano de idade, aos três anos e aos cinco anos. Mas não existe nenhum regime obrigatório e depende muito da sensibilidade dos pais e do médico ou pediatra que segue a criança”, afirma Rita Dinis da Gama, oftalmologista da SPO, que estima que dez por cento precisem de usar óculos.

Quanto mais tempo o problema persistir sem ser identificado, pior será o prognóstico: “o mesmo problema detectado aos três ou aos sete anos é de muito mais fácil recuperação aos três”. Hoje em dia as famílias já estão alertadas para a necessidade de um rastreio visual antes da entrada no 1.º ciclo e, por isso mesmo, Rita Gama reconhece que “existem cada vez mais crianças a usar óculos”.

Além de rastreios mais precoces, também o aumento de bebés prematuros contribui para o maior recurso a óculos, porque a prematuridade interrompe o desenvolvimento visual na fase intra-uterina. “Mas o ideal seria que todas as crianças conseguissem ir logo aos três anos a um oftalmologista ou ortoptista”, insiste a médica, avisando os pais que não devem delegar a saúde visual dos filhos em optometristas ou ópticas.


Métodos para todas as idades

Mesmo que os pais estranhem o êxito de um exame oftalmológico a crianças muito pequenas, Rita Gama explica que há métodos que se adaptam à idade: “A aplicação de gotas nos olhos para dilatar a pupila permite ver se o olho é saudável por dentro, bem como se tem necessidade de usar óculos. Independentemente da idade existe sempre maneira de perceber se a criança vê bem ou não”.

A especialista admite que é difícil para os educadores aperceberem-se de alguns problemas de visão, que podem dar poucos sinais exteriores. Total desinteresse pela televisão ou demasiada falta de atenção e adesão às actividades podem ser sinal problema ocular. Por outro lado, há mitos associados a deficiência visual e que não fazem sentido, como a aproximação ao ecrã da televisão ou aos livros.

“As crianças gostam de se aproximar da TV sem que tenha qualquer significado. E as crianças gostam de exercitar a capacidade de focar uma imagem a uma distância muito curta, ao dobrarem-se em cima de um livro ou caderno”, exemplifica. Também os jogos de computador não fazem mal aos olhos: uma criança com boa visão pode passar muitas horas a jogar sem que isso traga algum prejuízo visual, diz.

O problema visual mais frequente nos mais novos é a hipermetropia (em que se vê sempre em esforço), que atinge cerca de 70 por cento dos meninos que usam óculos. Seguem-se a miopia e o astigmatismo. O uso de óculos quando prescritos pelo médico é fundamental, para que o cérebro receba as imagens nas melhores condições.

“O desenvolvimento visual não termina quando a criança nasce, termina aos dez anos. Quanto mais cedo forem detectadas as alterações mais fácil é recuperar. Para que o sistema visual se desenvolva, a imagem que chega ao olho tem de ser perfeita, para que o cérebro a consiga processar”, adverte Rita Gama.

Diferentes dos problemas visuais (em que o uso de óculos permite à criança passar a ver bem), são as doenças oculares, como o estrabismo, doenças de retina e das vias lacrimais. “Quando existe uma doença ocular, mesmo com óculos a criança não consegue ver bem”, explica a especialista da SPO.