sábado, 26 de fevereiro de 2011

Livros dão lugar a caixas que contam histórias na biblioteca acessível de Sabrosa

Sabrosa, 8 fev (Lusa) -- Os livros deram lugar a caixas onde se escondem objetos que contam histórias.
A biblioteca acessível de Sabrosa, hoje inaugurada, é um projeto pioneiro na Europa que é dirigido às pessoas com deficiência. Uma pequena caixa redonda e vermelha esconde um poema do mais famoso escritor transmontano, Miguel Torga.
A professora Paula Proença abriu a caixa e tirou um ninho de brincar ao mesmo tempo que declamou: "Sei um ninho. E o ninho tem um ovo. E o ovo, redondinho, tem lá dentro um passarinho novo". A seguir ao ninho, a professora tirou um pequeno pássaro de peluche.
A biblioteca acessível da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Com Deficiência Mental (APPACDM) de Sabrosa trocou os livros por 60 caixas multisensorais.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Formação

Oficina de Formação (25 horas)
Elaboração de Programas Educativos Individuais com base na avaliação por referência à Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF)
Destinada a docentes de educação especial e outros profissionais da educação, do ensino regular e directores de turma, nesta oficina serão abordadas as novas exigências na elaboração dos Programas Educativos Individuais de acordo com o decreto-lei 3/2008.
Turma 2: 14 de Março a 26 de Maio de 2011
Acção creditada com 2 créditos

Oficina de formação (30 horas)
Avaliação Transdisciplinar de Crianças
Destinado a profissionais da educação, esta oficina de formação abordará a Avaliação Transdisciplinar de Crianças, que permite uma visão holística da criança (características, forças e necessidades).
Serão abordados os diferentes domínios do desenvolvimento de acordo com o Transdisciplinary Play Based Assessment (TPBA), de Toni Linder, que contempla os domínios cognitivo, linguagem, sensório motor e sócio emocional, que se interligam numa perspectiva transdisciplinar.
Data de início: 14 de Março de 2011 Data de fim: 26 de Maio de 2011
Acção creditada com 2 créditos As datas propostas estão sujeitas a confirmação.

Para validar a inscrição, pedimos-lhe para a enviar via CTT com os seguintes documentos: Ficha de candidatura, copia de BI e Cartão Contribuinte para:
Formação Contínua
Escola Superior de Educação do Porto
Rua Dr. Roberto Frias, n.º 602
4200-465 Porto

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Hospitais de Barcelos e Guimarães Hospitais de Barcelos e Guimarães

Num acto apadrinhado pelo Governador Civil de Braga, Fernando Moniz, a Associação de Apoio aos Deficientes Visuais de Braga (AADVDB), celebrou, na tarde de sexta-feira, dois protocolos de cooperação com duas unidades hospitalares.

Os hospitais de Barcelos e Guimarães, representados pelos presidentes dos Conselhos de Administração, Lino Mesquita Machado e António Barbosa, respectivamente, foram as entidades que celebraram os protocolos de cooperação com a associação de invisuais que visam, entre outros aspectos, o desenvolvimento de estratégias de melhoria permanente no acompanhamento dos cidadãos portadores de deficiência visual da área de referência directas daquelas unidades.

O acompanhamento do deficiente visual quando o mesmo não tem consigo um acompanhante ou guia, assim como o seu acompanhamento até à saída daquela unidade hospitalar e a referenciação ao serviço social do hospital, no caso de consulta externa, internamento ou serviço de urgência, constitui outro dos objectivos do acordo.

Invisuais mais acompanhados

Agradecendo a ajuda e solidariedade, por parte dos presidentes dos conselhos de administração das duas unidades hospitalares, Domingos Silva, presidente da AADVDB, destacou a importância dos acordos celebrados, uma vez que, a partir daquele momento, os deficientes visuais vão ser acompanhados, a par e passo, quando se deslocaram àquelas unidades hospitalares.

A articulação entre os serviços sociais daquelas unidades e a AADVDB foi também destacada por Domingos Silva. Agradecendo a oportunidade de se tornarem parceiros da Associação de Invisuais, o responsável do Hospital de Barcelos, Lino Mesquita Machado, deu conta da necessidade que houve de adaptar o protocolo, tornando-o pragmático e eficaz.

O entusiasmo de Domingos Silva

Colocar o protocolo em vigor e levá-lo à prática todos os dias é, pois, o objectivo do Hospital de Barcelos. Mostrando-se orgulhoso pela celebração do protocolo, António Barbosa, do Hospital de Guimarães, destacou o entusiasmo e o empenho de Domingos Silva na concretização dos mesmos. “Através de coisas simples, esta associação construiu elevadas realizações de um enorme alcance cívico”, destacou Fernando Moniz, Governador Civil de Braga.

Destacando que os hospitais e os responsáveis pela saúde devem estar sempre em permanente contacto com as populações e perceberem quais são as suas necessidades, o Governador Civil de Braga considerou que os protocolos vão ser uma ajuda importante para os invisuais. O momento de celebração dos protocolos contou com a presença de elementos dos órgãos sociais da AADVDB, assim como de Gabriela Fonseca, vice-presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

Site divulga associação

Divulgar a história da Associação, assim como os serviços e actividades prestadas aos deficientes visuais é um dos objectivos associados à criação do site da AADVDB, cuja apresentação decorreu após a celebração dos protocolos com as duas unidades hospitalares.

Acedendo a www.aadvdb.org.pt, os interessados têm ao dispor informações relacionadas com a história da associação, órgãos sociais, plano estratégica e serviços, assim como fotografias das instalações e das actividades que marcam o dia-a-dia daquela associação. A par destes elementos, os interessados têm ao a oportunidade de consultar um conjunto de informações relativas à deficiência visual, assim como o acesso a links de instituições de interesse para a comunidade invisual.

Desta forma, e segundo Domingos Silva, a AADVDB passa estar mais perto de todos, não só em termos nacionais como internacionais. No final da cerimónia, o presidente da AADVDB entregou, ao Governador Civil e aos responsáveis dos Centros de Convívio, a história da associação escrita em Braille.

Utentes dos Centros de Convívio visitaram associação

A tarde de ontem foi de grande animação. A par dos utentes da associação de invisuais, as instalações da AADVDB receberam a visita dos utentes dos Centros de Convívio de Friande, Vilela e Esperança.

Para além de ficarem a conhecer as instalações, os mais velhos os trabalhos executados pelos deficientes visuais. A perfeição com que com os deficientes visuais executam os sacos, os tapetes e outros objectos mereceu o elogio dos mais velhos. “Acho muito importante os invisuais terem um espaço como este. Gostei de tudo e é tudo muito bonito. No nosso tempo não havia nada disto”, disse Júlia Vieira, de 81 anos, utente do Centro de Convívio de Vilela, que se mostrou muito admirada com a perfeição dos trabalhos executados pelos deficientes visuais.

Cândido Costa, técnico da associação, deu a conhecer aos presentes as ferramentas disponíveis, nomeadamente os programas informáticos que permitem acederam a um conjunto diversificado de informação.

“Os invisuais conseguem fazer tudo o que nós fazemos. Apenas temos que adaptar as coisas”, elucidou o técnico de animação.

O Museu da Cerâmica nas pontas dos dedos

No âmbito do projecto “O Museu da Cerâmica nas pontas dos dedos”, decorreu, no passado dia 4, mais uma formação para todos os trabalhadores do Museu da Cerâmica, sob a orientação de Josélia Neves, especialista em comunicação para cegos. Tratou-se de uma aquisição de conhecimentos dirigida à equipa do Museu, para sensibilização do acolhimento e acompanhamento de visitantes cegos ou de baixa visão.

Esta formação vem complementar os guiões em Braille e em negro, disponíveis ao público desde Dezembro de 2010.

A prática agora adquirida revela-se um contributo muito importante para a actuação de todos os profissionais do Museu, que assim desfrutaram da oportunidade de um grupo “ver” uma peça com as mãos, pelos olhos de um cego e receber um enriquecimento humano e pessoal por todos expresso.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Ómega-3 pode prevenir cegueira em diabéticos

Um estudo norte-americano publicado agora na revista «Science Translation Medicine» revela que o ómega-3 desempenha um papel essencial nas membranas celulares do sistema nervoso. No entanto, a maior parte das actuais dietas ocidentais é pobre neste tipo de gordura.

A retinopatia é o desenvolvimento anormal de vasos sanguíneos na retina (que tem altas concentrações de ómega-3) e uma das principais causas da cegueira.

Os investigadores, liderados pela oftalmologista Lois Smith, do Hospital Pediátrico de Boston (EUA), estudaram a influência dos ómega-3 na retina de ratos e descobriram que o aumento dos ácidos gordos deste tipo devido à dieta limitou o crescimento patológico dos vasos sanguíneos denominados neovasos.

Os ratos alimentados com dietas ricas em ómega-3 tiveram uma redução de quase 50 por cento do crescimento dos vasos sanguíneos na retina, em relação aos alimentados com dietas ricas em ómega-6 (tipo de gordura presente nos óleos de fritar).

A investigadora acredita que a capacidade de impedir o crescimento desses neovasos com ácidos ómega-3 poderá ajudar a reduzir os gastos na saúde, visto os suplementos alimentares serem muito mais baratos do que os tratamentos para este problema.

A equipa de Smith quer agora desenvolver investigação sobre os ácidos gordos ómega-6 mais prejudiciais, numa tentativa de conseguir bloquear selectivamente os agentes metabólicos negativos.

A retinopatia afecta principalmente pessoas que sofrem de diabetes, hipertensão arterial e bebés prematuros. Nos Estados Unidos, 4,1 milhões de diabéticos – número que tende a dobrar nos próximos 15 anos – sofrem deste problema.

Invisuais: Rodoviária melhora acessibilidades

Tendo em conta as muitas dificuldades que as pessoas com deficiência visual ainda enfrentam no acesso aos transportes públicos, a Rodoviária de Lisboa (RL) desenvolveu um sistema de informação sonora, instalado a bordo dos autocarros e junto a algumas paragens, aliado ao aproveitamento da energia solar, que melhora as acessibilidades.Foi o contacto com a comunidade invisual, por meio da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), que motivou a introdução do sistema sonoro no interior e no exterior dos autocarros, com informações acerca do destino, percurso e tempo de espera. "Temos imensa dificuldade em diferenciar um autocarro de um pesado quando estamos numa paragem", terão dito vários membros da ACAPO numa reunião com a RL, conta Silvina Pedroso, coordenadora do SICTR, ao Boas Notícias. Estas reuniões foram, aliás, realizadas com alguma frequência, uma vez que o feedback da ACAPO é valioso na melhoria dos serviços aos invisuais. "Nós temos conhecimento, não só através da nossa experiência pessoal enquanto pessoas com deficiência visual, mas também na vertente técnica", realça Ruben Portinha, um dos membros da instituição. Daí resultou também a produção de um dispositivo portátil que, ao ser acionado junto dos painéis informativos instalados em algumas das paragens da RL, permite ouvir quanto tempo falta para a chegada dos autocarros cujo percurso passe por aquele ponto. A ideia é que o comando seja distribuído mediante o pagamento de uma caução simbólica a ser restituída aquando da devolução do aparelho.
Sistema pioneiro de controlo e informação ao clienteEstas são as evoluções mais recentes do pioneiro Sistema de Informação ao Cliente em Tempo Real (SICTR), como é designado, desenvolvido em 1997. A RL era, então, a única transportadora nacional a utilizar tecnologia GPS (Sistema de Posicionamento Global, em português), para controlar toda a frota de viaturas em tempo real. O SICTR, que integra o sistema de Gestão Operacional da Frota, permite à RL localizar todos os seus veículos, identificar atrasos, e ainda identificar os respetivos motoristas e contactá-los através de SMS ou de chamada telefónica. O sistema tem ainda um equipamento de registo de imagens vídeo nos veículos e uma opção de alarme que pode ser acionado pelos motoristas em caso de emegência.Parte deste sistema da rodoviária - como os painéis informativos das paragens - é já suportado por energia solar. O SICTR favorece, assim, a inclusão dos utentes com limitações sensoriais, a sustentabilidade energética da rede e o controlo em tempo real de toda a sua frota.

Primeiras cirurgias oftalmológicas com 3D foram “sucesso total”

O Centro Cirúrgico de Coimbra (CCC) é responsável pelas primeiras cirurgias oftalmológicas do mundo que recorreram à tecnologia 3D de alta definição (HD), tendo obtido bons resultados com esta alternativa.
António Travassos, que dirige a equipa do CCC, declarou à agência Lusa que “a utilização da tecnologia 3D no bloco operatório é um avanço significativo” para esta área da medicina e que as operações realizadas em Dezembro “foram um sucesso total”.
Segundo o cirurgião, o 3D leva a cirurgia “a aproximar-se da perfeição, permitindo, consequentemente, aumentar as probabilidades de sucesso das intervenções”. Acrescentou ainda que as imagens são “extremamente importantes para documentar a cirurgia”, pois tornam-se muito mais eficazes do que os registos escritos.
“O 3D dá-nos uma visão muito mais próxima da realidade, permite à equipa que me acompanha estar a ver o que eu vejo no microscópio e detectar com muito maior precisão qualquer problema que surja durante a intervenção e corrigi-lo de imediato”, salientou.
Para dar este salto tecnológico, o cirurgião de Coimbra, que já realizou mais de 30 mil intervenções oftalmológicas, recorreu a Marco Neiva, perito em tecnologia 3D e responsável pela integração tecnológica que permitiu executar estas cirurgias oftalmológicas inovadoras.
Imagens 3D do interior e exterior do olho
De acordo com Marco Neiva, nunca antes tinha sido possível a uma equipa de cirurgia oftalmológica visualizar em tempo real a operação e executar todas as tarefas de apoio ao cirurgião num ambiente 3D/HD. “Com esta tecnologia, conseguimos imagens 3D do exterior e do interior do olho”, frisou.
Marco Neiva adaptou tecnologia 3D/HD à cirurgiaO especialista destacou como vantagens desta inovação, a qualidade do apoio à cirurgia dentro do bloco operatório, a recolha documental para memória futura e os benefícios no que diz respeito à formação de cirurgiões.
Marco Neiva desenvolveu esta solução em parceria com a Emílio Azevedo Campos (EAC), uma empresa especializada em vídeo profissional, e a Sony Europa. Rui Pinto, da EAC, destacou que o sucesso alcançado é o resultado das sinergias entre o Centro Cirúrgico de Coimbra – que tinha esta necessidade – a EAC e a Sony Europa – que forneceram o equipamento – e do empenho do Marco Neiva – que desenvolveu a solução.“Cada uma das partes teve um papel activo muito importante e se qualquer uma delas não se tivesse envolvido não teríamos concretizado com sucesso este avanço”, sublinhou.Os resultados desta inovação tecnológica vão ser apresentados ao público especializado e à comunicação social na sexta-feira, pelas 10h30, numa sessão pública realizada no centro comercial Vasco da Gama, em Lisboa.