A Plural&Singular vai ministrar uma ação de formação sobre comunicação acessível e inclusiva dirigida aos seus colaboradores e às escolas do concelho de Guimarães.
A ação de formação “Desmistificar a deficiência: os desafios da comunicação” é, neste primeiro momento, dirigida a 120 trabalhadores do município que terão a oportunidade de desconstruir mitos e preconceitos e perceber a influência que a utilização dos conceitos adequados poderá ter nas mudanças necessárias à construção de uma sociedade mais inclusiva.
Além disso, este encontro é uma oportunidade de perceber o que se deve ter em conta na produção de conteúdos e documentos acessíveis, na apresentação da informação em sites e de saber quais as tecnologias usadas por pessoas com deficiência para comunicar.
Os participantes terão, também, a possibilidade de conhecer alguns aspetos relacionados com a comunicação acessível, como atender este público e como tornar os ambientes acessíveis.
A formação dirigida aos elementos do Fórum Municipal das Pessoas com Deficiência que se realizou a 26 de novembro de 2018 motivou o município a estender esta iniciativa aos seus colaboradores, mas também às escolas do concelho.
Estão previstas 14 ações de formação, uma por agrupamento escolar, o que vai permitir que 180 participantes, entre eles, professores, auxiliares da ação educativa e outros técnicos tenham mais uma oportunidade de “desmistificar a deficiência”, e de refletir sobre “os desafios da comunicação”.
Numa segunda fase, do total de 300 formandos serão selecionados 90 cuja atividade profissional se justifique para participar no nível II da ação de formação que incide na acessibilidade digital e no conhecimento de software gratuito e tecnologias de apoio que facilitem a comunicação de pessoas com diversidade funcional.
A Câmara Municipal de Guimarães, entendendo que o acesso à informação é um direito, com a aposta nesta formação quis proporcionar aos principais intervenientes nesta área uma oportunidade para comunicarem cada vez melhor e chegarem a mais pessoas.
Esta iniciativa conta com o apoio do Fórum Municipal das Pessoas com Deficiência de Guimarães, que também identificou a necessidade de capacitar as pessoas para comunicar com todos os públicos independentemente da sua condição funcional.
Mais Informações
segunda-feira, 21 de outubro de 2019
Chrome introduz funcionalidade para cegos “verem” imagens enquanto navegam na internet
Através de IA e machine learning, o browser vai passar a descrever as
imagens para ajudar cegos ou pessoas com problemas de visão a navegarem
com maior eficácia na internet.
Considerando que a componente multimédia, sobretudo as imagens, fazem
parte de toda a experiência online, quando se navega pela internet, as
pessoas com problemas de visão e os cegos passam ao lado dos conteúdos
ilustrados. A Google pretende oferecer uma solução baseada em
inteligência artificial e machine learning para gerar automaticamente
descrições para essas pessoas. Até aqui, as descrições mostradas em
Braille dependem sempre dos web designers em obedecer às normas e criar
o chamado texto alternativo para as imagens.
A equipa da Google, responsável pela divisão de acessibilidade do
Chrome, produziu uma funcionalidade que tira partido do sistema de
reconhecimento de imagens, ligando-o a um algoritmo para gerar as tais
descrições alternativas das imagens. Isto porque segundo Laura Allen,
programadora sénior e gestora da equipa, citada pela Fast Company,
existem muitos milhões de imagens online sem qualquer descrição, uma má
conduta que a afeta diretamente, visto que tem uma visão reduzida.
“Quando se está a navegar e se depara com estas imagens, basicamente
ouve-se “imagem” ou “gráfico” ou simplesmente um gigantesco número,
referente ao nome do ficheiro da imagem, que são totalmente irrelevantes”.
É explicado que a tecnologia vai permitir oferecer algumas descrições
mais detalhadas, nomeadamente explicar que uma imagem com bananas e
cocos numa bancada se trata de “uma banca de frutas e vegetais no
mercado”. Para tal recorre à sua base de dados do Google Photos,
reconhecendo os objetos e aprende a gerar descrições assertivas para os
utilizadores com visão reduzida. O importante da tecnologia parece ser a
contextualização das imagens, e não uma descrição direta dos elementos
que as compõem.
Invés de referir bananas e cocos, a ferramenta pode referer o contexto
"frutas e legumes numa banca de venda" aos utilizadores cegos.
Ainda assim, e considerando que o algoritmo não é perfeito, sempre que
tenha dúvida do teor da imagem, a decisão é fazer com que não a traduza,
de todo, para evitar confundir os utilizadores. E no processo de testes,
a Google afirma que a ferramenta já identificou 10 milhões de mensagens
em poucos meses.
Para já, o recurso começou a ser disponibilizado aos utilizadores de
forma faseada, sobretudo aos que utilizam os tais leitores de ecrã.
Esses utilizadores vão poder controlar o sistema, se apenas querem
utilizar numa página, ou manter ligado durante a navegação. A Google
adianta que neste momento apenas está disponível em inglês, mas em breve
vai chegar a outros idiomas.
Fonte:Sapo,10 out 2019 14:03
imagens para ajudar cegos ou pessoas com problemas de visão a navegarem
com maior eficácia na internet.
Considerando que a componente multimédia, sobretudo as imagens, fazem
parte de toda a experiência online, quando se navega pela internet, as
pessoas com problemas de visão e os cegos passam ao lado dos conteúdos
ilustrados. A Google pretende oferecer uma solução baseada em
inteligência artificial e machine learning para gerar automaticamente
descrições para essas pessoas. Até aqui, as descrições mostradas em
Braille dependem sempre dos web designers em obedecer às normas e criar
o chamado texto alternativo para as imagens.
A equipa da Google, responsável pela divisão de acessibilidade do
Chrome, produziu uma funcionalidade que tira partido do sistema de
reconhecimento de imagens, ligando-o a um algoritmo para gerar as tais
descrições alternativas das imagens. Isto porque segundo Laura Allen,
programadora sénior e gestora da equipa, citada pela Fast Company,
existem muitos milhões de imagens online sem qualquer descrição, uma má
conduta que a afeta diretamente, visto que tem uma visão reduzida.
“Quando se está a navegar e se depara com estas imagens, basicamente
ouve-se “imagem” ou “gráfico” ou simplesmente um gigantesco número,
referente ao nome do ficheiro da imagem, que são totalmente irrelevantes”.
É explicado que a tecnologia vai permitir oferecer algumas descrições
mais detalhadas, nomeadamente explicar que uma imagem com bananas e
cocos numa bancada se trata de “uma banca de frutas e vegetais no
mercado”. Para tal recorre à sua base de dados do Google Photos,
reconhecendo os objetos e aprende a gerar descrições assertivas para os
utilizadores com visão reduzida. O importante da tecnologia parece ser a
contextualização das imagens, e não uma descrição direta dos elementos
que as compõem.
Invés de referir bananas e cocos, a ferramenta pode referer o contexto
"frutas e legumes numa banca de venda" aos utilizadores cegos.
Ainda assim, e considerando que o algoritmo não é perfeito, sempre que
tenha dúvida do teor da imagem, a decisão é fazer com que não a traduza,
de todo, para evitar confundir os utilizadores. E no processo de testes,
a Google afirma que a ferramenta já identificou 10 milhões de mensagens
em poucos meses.
Para já, o recurso começou a ser disponibilizado aos utilizadores de
forma faseada, sobretudo aos que utilizam os tais leitores de ecrã.
Esses utilizadores vão poder controlar o sistema, se apenas querem
utilizar numa página, ou manter ligado durante a navegação. A Google
adianta que neste momento apenas está disponível em inglês, mas em breve
vai chegar a outros idiomas.
Fonte:Sapo,10 out 2019 14:03
Montepio lança cartão de débito especial para cegos
O Banco Montepio lançou esta segunda-feira um cartão de débito com uma marca “que faz toda a diferença no dia-a-dia das pessoas com deficiência visual”. Trata-se de uma pequena “ranhura”, em forma de meia-lua, posicionada num dos lados do cartão, que permite às pessoas cegas distinguir este cartão de outros, de uma forma simples e imediata, explica a instituição.
domingo, 20 de outubro de 2019
20 de outubro - Dia Mundial de Combate ao Bullying
BULLYING
Podemos definir bullying como um conjunto de comportamentos de carácter agressivo, adotados entre pares, de modo intencional e repetido, podendo afetar e causar dano – a nível físico, verbal, social/relacional, psicológico e/ou sexual – às crianças e jovens, envolvidos numa relação de desequilíbrio de poder entre o agressor e a vítima. As vítimas de bullying podem sentir maior tristeza, diminuição de autoestima, desmotivação e baixa de rendimento escolar, perturbações alimentares e de sono, e maior propensão para comportamentos depressivos.
sábado, 19 de outubro de 2019
Parque infantil inclusivo nasce em Porto de Mós
O parque infantil Almirante Vítor Trigueiro Crespo, em Porto de Mós, vai ser transformado num parque inclusivo, no âmbito de uma das candidaturas do Orçamento Participativo 2018 que a autarquia assumiu, apesar de não ser projeto vencedor.
"Além de ser exequível, o projeto estava dentro das nossas preocupações, que têm sido as acessibilidades. Aliás, temos procurado dotar todos os edifícios públicos dessas condições. Um parque infantil inclusivo era algo que não tínhamos e que seria importante para todas as crianças usufruírem", justificou à agência Lusa o presidente do Município de Porto de Mós, Jorge Vala.
Este projeto tinha ainda outra componente relacionada com as acessibilidades no castelo: "Já tínhamos realizado algumas obras no castelo, mas a proposta de criar um elevador para a torre não foi aceite pela Direção Geral do Património. A proposta do parque inclusivo pareceu-nos uma boa ideia e avançámos", explicou o autarca de Porto de Mós, no distrito de Leiria.
O atual espaço entra hoje em obras de remodelação, que incluem a acomodação de equipamentos adaptados para crianças com mobilidade reduzida, nomeadamente um carrossel e um baloiço.
"O parque é o mesmo. Já tínhamos colocado uma vela para fazer sombra e agora vamos redimensioná-lo para ser adaptado às crianças com mobilidade reduzida. Como o piso já não estava em grandes condições, vamos trocá-lo", revelou o autarca.
As obras, que têm um investimento de cerca de 40 mil euros, deverão estar concluídas no final do mês.
Fonte: RTP Noticias
18 de outubro: Dia internacional de consciencialização da Perturbação do Desenvolvimento da Linguagem (PDL)
Sabia que em Portugal cerca de 9% das crianças com necessidades educativas especiais apresentam PDL? Não é um diagnóstico raro, mas ainda é uma patologia relativamente desconhecida para população em geral.
quinta-feira, 17 de outubro de 2019
EduPlaces/Locais Educadores: práticas, vozes e percursos de educação inclusiva
No dia 8 de novembro decorre no IE UMinho o Seminário Internacional EDUPLACES SE HOUVERA QUEM ME ENSINARA…. DEBATE DE RESULTADOS DE INVESTIGAÇÃO.
O projeto EduPlaces/Locais Educadores: práticas, vozes e percursos de educação inclusiva (2016-2019) (PTDC/MHC-CED/3775/2014) constitui um estudo multi-caso de dez práticas socioeducativas híbridas e contraditórias, que alteram efeitos de certas barreiras e influenciam os percursos escolares dos jovens que envolvem.
Nesse sentido, desafiam a criação de um reportório de práticas institucionais favoráveis à superação de barreiras à participação de todas as crianças e jovens na aprendizagem e na escola.
O seminário conta com a participação de investigadores de cinco universidades portuguesas e três universidades estrangeiras: Fátima Antunes, Joana Lúcio, José Augusto Pacheco; Licínio Lima e Virgínio Sá (Universidade do Minho); Rosana Barros (Universidade do Algarve); Natália Alves (Universidade de Lisboa); Ariana Cosme, Helena Araújo, Tiago Neves (Universidade do Porto); Armando Loureiro (Universidade de Trás os Montes e Alto Douro); Danny Wildemeersch (Universidade de Lovaina); Francesca Salvá-Mut (Universidade de Ilhas Baleares); Sally Power (Universidade de Cardiff). E a moderação e comentário de Ana Cristina Pereira (Jornal Público) e Inês Cardoso (Jornal de Notícias).
Portugal é um dos estados-membros da União Europeia com mais elevados índices de insucesso e abandono escolares, mas também aquele que mais significativamente reduziu esses índices ao longo das últimas décadas. A universalização da educação e a expansão da escolaridade constituíram conquistas relevantes do processo de democratização da sociedade portuguesa nos últimos 45 anos. A coesão social, a democratização e a inclusão educativas (isto é, a participação na educação, na escola e na aprendizagem) constituem parâmetros que guiam as políticas e as práticas socioeducativas orientadas para a superação do insucesso e abandono escolares.
Não obstante, o conhecimento e o debate científicos e educativos abrem espaço e desafiam os investigadores e profissionais a questionar as bases teóricas e empíricas dessas políticas e práticas e a discutir o seu contributo para a compreensão dos processos político-pedagógicos e educativos envolvidos.
Neste Seminário Internacional do Projeto EduPlaces analisa-se esse painel alargado de práticas socioeducativas ― desenvolvidas em diversos contextos geográficos no âmbito de programas nacionais baseados na escola ou na comunidade ― para debater em que termos essas políticas e práticas socioeducativas chegam a: (i) mitigar ou superar certos efeitos de condições estruturais e desvantagens socioeducativas, também fabricadas pelo sistema educativo e outras poderosas instituições; (ii) influenciar a capacidade institucional de efetivamente contribuir para a construção pelos sujeitos de percursos académicos suscetíveis de alargar as oportunidades de vida de certos públicos em desvantagem face à escolarização.
Discutem-se também as relações entre as práticas socioeducativas inclusivas e as comunidades de prática e de aprendizagem dos profissionais envolvidos, ou seja, os modos como se retroalimentam, se fertilizam ou se tornam interdependentes.
Esta iniciativa é particularmente dirigida a estudantes do Instituto de Educação, responsáveis de agrupamentos de escolas, professores, técnicos de educação, membros de órgãos de gestão das escolas, animadores socioculturais, técnicos de serviço social, técnicos da administração local, responsáveis autárquicos pela educação, formadores, membros de associações de pais, outros profissionais de educação escolar e não-escolar.
A inscrição é gratuita e obrigatória para eduplaces-cied@ie.uminho.pt
O projeto EduPlaces/Locais Educadores: práticas, vozes e percursos de educação inclusiva (2016-2019) (PTDC/MHC-CED/3775/2014) constitui um estudo multi-caso de dez práticas socioeducativas híbridas e contraditórias, que alteram efeitos de certas barreiras e influenciam os percursos escolares dos jovens que envolvem.
Nesse sentido, desafiam a criação de um reportório de práticas institucionais favoráveis à superação de barreiras à participação de todas as crianças e jovens na aprendizagem e na escola.
O seminário conta com a participação de investigadores de cinco universidades portuguesas e três universidades estrangeiras: Fátima Antunes, Joana Lúcio, José Augusto Pacheco; Licínio Lima e Virgínio Sá (Universidade do Minho); Rosana Barros (Universidade do Algarve); Natália Alves (Universidade de Lisboa); Ariana Cosme, Helena Araújo, Tiago Neves (Universidade do Porto); Armando Loureiro (Universidade de Trás os Montes e Alto Douro); Danny Wildemeersch (Universidade de Lovaina); Francesca Salvá-Mut (Universidade de Ilhas Baleares); Sally Power (Universidade de Cardiff). E a moderação e comentário de Ana Cristina Pereira (Jornal Público) e Inês Cardoso (Jornal de Notícias).
Portugal é um dos estados-membros da União Europeia com mais elevados índices de insucesso e abandono escolares, mas também aquele que mais significativamente reduziu esses índices ao longo das últimas décadas. A universalização da educação e a expansão da escolaridade constituíram conquistas relevantes do processo de democratização da sociedade portuguesa nos últimos 45 anos. A coesão social, a democratização e a inclusão educativas (isto é, a participação na educação, na escola e na aprendizagem) constituem parâmetros que guiam as políticas e as práticas socioeducativas orientadas para a superação do insucesso e abandono escolares.
Não obstante, o conhecimento e o debate científicos e educativos abrem espaço e desafiam os investigadores e profissionais a questionar as bases teóricas e empíricas dessas políticas e práticas e a discutir o seu contributo para a compreensão dos processos político-pedagógicos e educativos envolvidos.
Neste Seminário Internacional do Projeto EduPlaces analisa-se esse painel alargado de práticas socioeducativas ― desenvolvidas em diversos contextos geográficos no âmbito de programas nacionais baseados na escola ou na comunidade ― para debater em que termos essas políticas e práticas socioeducativas chegam a: (i) mitigar ou superar certos efeitos de condições estruturais e desvantagens socioeducativas, também fabricadas pelo sistema educativo e outras poderosas instituições; (ii) influenciar a capacidade institucional de efetivamente contribuir para a construção pelos sujeitos de percursos académicos suscetíveis de alargar as oportunidades de vida de certos públicos em desvantagem face à escolarização.
Discutem-se também as relações entre as práticas socioeducativas inclusivas e as comunidades de prática e de aprendizagem dos profissionais envolvidos, ou seja, os modos como se retroalimentam, se fertilizam ou se tornam interdependentes.
Esta iniciativa é particularmente dirigida a estudantes do Instituto de Educação, responsáveis de agrupamentos de escolas, professores, técnicos de educação, membros de órgãos de gestão das escolas, animadores socioculturais, técnicos de serviço social, técnicos da administração local, responsáveis autárquicos pela educação, formadores, membros de associações de pais, outros profissionais de educação escolar e não-escolar.
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