Espetáculo de magia para invisuais ou para sentir de olhos vendados - de 17 a 21 de Setembro 2019 - Encontros Mágicos - 23º Festival Internacional de Magia de Coimbra
À semelhança das duas últimas edições dos Encontros Mágicos, voltamos a receber um espetáculo muito especial - MAGIA NA ESCURIDÃO, por Juan Esteban Varela, reconhecido mágico chileno que protagoniza uma experiência verdadeiramente inclusiva, sem precedentes, convidando a comunidade invisual a assistir a um espetáculo de magia em que o sentido da visão não intervém. Aos não invisuais serão colocadas vendas para que assistam e vivam uma experiência única e em circunstâncias tendencialmente idênticas.
A entrada é gratuita, sujeita à lotação da sala, mediante inscrição prévia na bilheteira do Convento São Francisco.
Classificação etária: M/12 Duração: 60 minutos Local: Convento São Francisco, Coimbra Bilheteira: 239 857 191 bilheteira@coimbraconvento.pt
Quando se usa a tecnologia, conseguimos ampliar o espectro de aprendizagem de todos os alunos. Ela é atraente e inovadora e permite ir ao encontro das especificidades de cada um. Há alunos que necessitam de mais pistas visuais, outros de uma experiência maior para visualizar um conteúdo de forma prática.
Dorinha pode não enxergar, mas isso não significa que ela não conheça o que está em sua volta. "É através do tato, usando os dedos e as mãos, que os cegos começam a perceber o mundo”, diz a personagem no livro Como Dorinha Vê o Mundo, lançado nesta sexta-feira (03) em um evento na Fundação Dorina Nowill, em São Paulo.
A abertura do evento foi feita por Alexandre Munck, superintendente da fundação, que lembrou que Dorina de Gouvêa Nowill (a inspiração para a personagem da Turma da Mônica) completaria 100 anos neste mês. No local, artistas com as fantasias de Mônica e Dorinha fizeram muito sucesso com as crianças atendidas pela fundação.
Feito em braile e com fonte ampliada para as pessoas com baixa visão, o livro será distribuído gratuitamente para 500 escolas da rede municipal de ensino de São Paulo. A iniciativa da Fundação Dorina Nowill para Cegos é uma parceria com o Instituto Mauricio de Sousa e do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD).
Nesta primeira edição, foram produzidos 3 mil exemplares: eles começarão a chegar nas escolas neste mês. A ideia é que fiquem nas bibliotecas das escolas, disponíveis para todos os estudantes.
O livro mostra como é a realidade de pessoas com deficiência visual, desde a leitura pelo braile até a prática de esportes. Segundo Eliana Cunha, coordenadora da área de educação inclusiva da fundação, a intenção é que o livro seja trabalhado em toda a sociedade para que todos entendam como como é a vida de uma pessoa com deficiência visual — e como isso não significa que ela será menos capaz de fazer algo.
Como Dorinha Vê o Mundo fecha uma série que já tem cinco livros sobre a acessibilidade da educação para deficicência visual. Com 24 páginas, o livro é super fácil de ser lido pela criançada.
| Os novos kits vão ser compostos por cerca de 250 blocos com o alfabeto completo, números de zero a nove e alguns símbolos matemáticos. |
Existem cerca de 1,4 milhões de crianças cegas no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Nos Estados Unidos, por exemplo, apenas cerca de 10% das crianças cegas aprendem braille, segundo um relatório de 2017, da Federação Nacional dos Cegos. Foi a pensar nestes números que a LEGO Foundation e a LEGO Group apresentaram esta quarta-feira, 24 de abril, em Paris, uma nova coleção de tijolos de brincar em braille. O objetivo é o de ajudar as crianças com dificuldades visuais a aprenderem a língua tátil dos cegos enquanto brincam.
Assim, de acordo com a LEGO, o número de pinos de encaixe dos novos blocos vai corresponder a cada letra ou número do alfabeto braille. Também vão ter as letras e os números para que os professores e crianças sem problemas de visão, possam também aprender a ler em braille.
O Diretor Sénior de Arte da LEGO Group, Morten Bonde, que sofre de um distúrbio nos olhos que o deixa cego gradualmente, participou como consultor no projeto e afirmou que “experimentar as reações de alunos e professores à LEGO Braille Bricks foi extremamente inspirador”.
“Fez-me perceber que as únicas limitações que vou encontrar na vida são aquelas que eu crio na minha cabeça. Fico comovido por ver o impacto que este produto tem no desenvolvimento da confiança académica e da curiosidade das crianças cegas e deficientes visuais nos seus primeiros dias de vida.”
O projeto já está a ser testado em dinamarquês, norueguês, inglês e português e durante o terceiro trimestre deste ano será também lançado em alemão, espanhol e francês.
Ainda de acordo com a empresa dinamarquesa, é esperado que o produto final seja lançado em 2020. Os kits serão compostos por cerca de 250 blocos de cinco cores diferentes, com o alfabeto completo, números de zero a nove, alguns símbolos matemáticos e também vão incluir ideias para jogos didáticos e interativos.
A ideia para o projeto LEGO Braille Bricks surgiu em 2011, sugerida pela Associação Dinamarquesa dos Cegos. Em 2017, a Fundação dos Cegos Dorina Nowill voltou a tocar no assunto. Agora, o projeto nasceu e conta com a colaboração de associações da Dinamarca, Brasil, Reino Unido e Noruega.
Ao falarmos de informação na atualidade, falamos do mundo digital e da internet. Um mundo que é menos acessível para 285 milhões de pessoas que sofrem de algum tipo de deficiência visual. O Blitab permitirá aos invisuais estudarem, informarem-se, jogarem e, sobretudo, sentirem-se integrados numa sociedade em que ninguém deve ser excluído.
Kent Cullers é um astrofísico norte-americano que sempre sonhou trabalhar na NASA, e não desistiu até conseguir. Durante vários anos foi um dos responsáveis pelo famoso programa SETI, cujo propósito é encontrar sinais de inteligência extraterrestre no espaço. A sua história, embora pouco comum, torna-se extraordinária graças a um simples detalhe: Cullers é invisual. Na verdade, talvez seja o primeiro astrónomo invisual dos Estados Unidos. Foi inclusive nessa peculiaridade que Robert Zemeckis se inspirou para criar uma das personagens do filme Contacto.
A história de Cullers – tal como a de outros invisuais famosos, como Ray Charles ou Jorge Luis Borges – demonstra que, com determinação e uma vocação verdadeira, os invisuais podem desempenhar praticamente qualquer atividade profissional. Com determinação e com a ajuda das ferramentas adequadas, claro. Ferramentas como a que Kristina Tsvetanova criou.
As dificuldades que um amigo invisual sentiu para se inscrever num curso online, que para a maioria das pessoas é um processo simples, incentivaram a engenheira búlgara a procurar uma solução que permitisse aos invisuais superarem a barreira digital. “Só 1% da informação total está disponível em braille. Essa é a única possibilidade que as crianças e os adultos têm de se alfabetizarem, de aprenderem a ler e a escrever”, explica Tsvetanova. “Isso é crucial para depois poderem arranjar emprego”.
Ao falarmos de informação na atualidade, falamos do mundo digital e da Internet. Um mundo que é menos acessível para 285 milhões de pessoas que sofrem de algum tipo de deficiência visual. Foi dessa injustiça – que emocionou Tsvetanova – e da vontade de ajudar que nasceu o Blitab, o primeiro tablet do mercado capaz de, em tempo real, converter em braille textos e gráficos provenientes de páginas na internet ou de equipamentos de armazenamento digital, como drives USB. O sistema criado por Tsvetanova e pelos seus parceiros consiste num líquido inteligente que forma pequenas bolhas, para que se possa ler.
O Blitab permitirá aos invisuais estudarem, informarem-se, jogarem e, sobretudo, sentirem-se integrados numa sociedade em que ninguém deve ser excluído. Empresas, organizações sem fins lucrativos, governos e universidade de todo o mundo já manifestaram interesse na sua ideia, o que augura uma projeção mais interessante. Tsevetanova, eleita um dos 35 inovadores com menos de 35 anos pelo MIT, considera que os equipamentos que recorrem ao áudio não são concorrentes do Blitab porque “o braille nunca desaparecerá, tal como a palavra escrita”. Uma ideia bonita, que nos enche de esperança.
Entrevista e edição: Noelia Núñez | Douglas Belisario - Texto: José L. Álvarez Cedena
Quando se inventa uma nova tecnologia, o desenvolvimento é uma etapa essencial, mas é preciso também que o aparelho seja aprovado pelas autoridades.
Em entrevista à euronews, os investigadores do projeto europeu Sound of Vision explicaram as condições necessárias para comercializar o novo sistema de navegação para pessoas cegas.
"Temos a responsabilidade de garantir que o aparelho responde aos requisitos legais e de segurança da União Europeia", explicou Arthur Molnar, Investigador da InfoWorld. "Criámos um cenário e aperfeiçoamos o software para comunicarmos com ele à distância. Podemos perguntar ao aparelho se há algum problema ao nível do software e do hardware, antes de o utilizador final saber", acrescentou o responsável.
A miniaturização do aparelho
"O aparelho tem de ser pequeno, para não atrapalhar o utilizador. É muito importante que o utilizador se sinta bem e que não tenha a sensação de usar algo estranho. O aparelho tem de ser concebido para todos os estados do tempo, durante o dia, durante a noite, quando chove ou quando há uma tempestade de neve, por exemplo", frisou o investigador da InfoWorld.