terça-feira, 17 de setembro de 2019

A LEGO vai lançar tijolos de brincar que permitem aprender a ler em braille.


| Os novos kits vão ser compostos por cerca de 250 blocos com o alfabeto completo, números de zero a nove e alguns símbolos matemáticos. |

Existem cerca de 1,4 milhões de crianças cegas no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Nos Estados Unidos, por exemplo, apenas cerca de 10% das crianças cegas aprendem braille, segundo um relatório de 2017, da Federação Nacional dos Cegos. Foi a pensar nestes números que a LEGO Foundation e a LEGO Group apresentaram esta quarta-feira, 24 de abril, em Paris, uma nova coleção de tijolos de brincar em braille. O objetivo é o de ajudar as crianças com dificuldades visuais a aprenderem a língua tátil dos cegos enquanto brincam.

Assim, de acordo com a LEGO, o número de pinos de encaixe dos novos blocos vai corresponder a cada letra ou número do alfabeto braille. Também vão ter as letras e os números para que os professores e crianças sem problemas de visão, possam também aprender a ler em braille.

O Diretor Sénior de Arte da LEGO Group, Morten Bonde, que sofre de um distúrbio nos olhos que o deixa cego gradualmente, participou como consultor no projeto e afirmou que “experimentar as reações de alunos e professores à LEGO Braille Bricks foi extremamente inspirador”.

“Fez-me perceber que as únicas limitações que vou encontrar na vida são aquelas que eu crio na minha cabeça. Fico comovido por ver o impacto que este produto tem no desenvolvimento da confiança académica e da curiosidade das crianças cegas e deficientes visuais nos seus primeiros dias de vida.”

O projeto já está a ser testado em dinamarquês, norueguês, inglês e português e durante o terceiro trimestre deste ano será também lançado em alemão, espanhol e francês.

Ainda de acordo com a empresa dinamarquesa, é esperado que o produto final seja lançado em 2020. Os kits serão compostos por cerca de 250 blocos de cinco cores diferentes, com o alfabeto completo, números de zero a nove, alguns símbolos matemáticos e também vão incluir ideias para jogos didáticos e interativos.

A ideia para o projeto LEGO Braille Bricks surgiu em 2011, sugerida pela Associação Dinamarquesa dos Cegos. Em 2017, a Fundação dos Cegos Dorina Nowill voltou a tocar no assunto. Agora, o projeto nasceu e conta com a colaboração de associações da Dinamarca, Brasil, Reino Unido e Noruega.

Tablets com Tinta inteligente para traduzir Websites em braille


 
Ao falarmos de informação na atualidade, falamos do mundo digital e da internet. Um mundo que é menos acessível para 285 milhões de pessoas que sofrem de algum tipo de deficiência visual. O Blitab permitirá aos invisuais estudarem, informarem-se, jogarem e, sobretudo, sentirem-se integrados numa sociedade em que ninguém deve ser excluído.

Kent Cullers é um astrofísico norte-americano que sempre sonhou trabalhar na NASA, e não desistiu até conseguir. Durante vários anos foi um dos responsáveis pelo famoso programa SETI, cujo propósito é encontrar sinais de inteligência extraterrestre no espaço. A sua história, embora pouco comum, torna-se extraordinária graças a um simples detalhe: Cullers é invisual. Na verdade, talvez seja o primeiro astrónomo invisual dos Estados Unidos. Foi inclusive nessa peculiaridade que Robert Zemeckis se inspirou para criar uma das personagens do filme Contacto.

A história de Cullers – tal como a de outros invisuais famosos, como Ray Charles ou Jorge Luis Borges – demonstra que, com determinação e uma vocação verdadeira, os invisuais podem desempenhar praticamente qualquer atividade profissional. Com determinação e com a ajuda das ferramentas adequadas, claro. Ferramentas como a que Kristina Tsvetanova criou.

As dificuldades que um amigo invisual sentiu para se inscrever num curso online, que para a maioria das pessoas é um processo simples, incentivaram a engenheira búlgara a procurar uma solução que permitisse aos invisuais superarem a barreira digital. “Só 1% da informação total está disponível em braille. Essa é a única possibilidade que as crianças e os adultos têm de se alfabetizarem, de aprenderem a ler e a escrever”, explica Tsvetanova. “Isso é crucial para depois poderem arranjar emprego”.

Ao falarmos de informação na atualidade, falamos do mundo digital e da Internet. Um mundo que é menos acessível para 285 milhões de pessoas que sofrem de algum tipo de deficiência visual. Foi dessa injustiça – que emocionou Tsvetanova – e da vontade de ajudar que nasceu o Blitab, o primeiro tablet do mercado capaz de, em tempo real, converter em braille textos e gráficos provenientes de páginas na internet ou de equipamentos de armazenamento digital, como drives USB. O sistema criado por Tsvetanova e pelos seus parceiros consiste num líquido inteligente que forma pequenas bolhas, para que se possa ler.

O Blitab permitirá aos invisuais estudarem, informarem-se, jogarem e, sobretudo, sentirem-se integrados numa sociedade em que ninguém deve ser excluído. Empresas, organizações sem fins lucrativos, governos e universidade de todo o mundo já manifestaram interesse na sua ideia, o que augura uma projeção mais interessante. Tsevetanova, eleita um dos 35 inovadores com menos de 35 anos pelo MIT, considera que os equipamentos que recorrem ao áudio não são concorrentes do Blitab porque “o braille nunca desaparecerá, tal como a palavra escrita”. Uma ideia bonita, que nos enche de esperança.
Entrevista e edição: Noelia Núñez | Douglas Belisario - Texto: José L. Álvarez Cedena

Os requisitos para aprovar Sistema de Navegação para Cegos - Em parceria com 'The European Commission'-



Quando se inventa uma nova tecnologia, o desenvolvimento é uma etapa essencial, mas é preciso também que o aparelho seja aprovado pelas autoridades.

Em entrevista à euronews, os investigadores do projeto europeu Sound of Vision explicaram as condições necessárias para comercializar o novo sistema de navegação para pessoas cegas.

"Temos a responsabilidade de garantir que o aparelho responde aos requisitos legais e de segurança da União Europeia", explicou Arthur Molnar, Investigador da InfoWorld. "Criámos um cenário e aperfeiçoamos o software para comunicarmos com ele à distância. Podemos perguntar ao aparelho se há algum problema ao nível do software e do hardware, antes de o utilizador final saber", acrescentou o responsável.


A miniaturização do aparelho


"O aparelho tem de ser pequeno, para não atrapalhar o utilizador. É muito importante que o utilizador se sinta bem e que não tenha a sensação de usar algo estranho. O aparelho tem de ser concebido para todos os estados do tempo, durante o dia, durante a noite, quando chove ou quando há uma tempestade de neve, por exemplo", frisou o investigador da InfoWorld.


+  informação aqui: https://pt.euronews.com/

Lego vai disponibilizar manuais de instruções em braille e áudio


A Lego vai passa a disponibilizar manuais de instruções de construção em braile e áudio, anunciou a empresa de brinquedos dinamarquesa na sua página oficial.

O projeto-piloto, lançado este mês e que recorre à Inteligência Artificial (IA), foi inspirado no empresário cego Matthew Shifrin. Tal como conta o Newsweek, Shifrin viu-se obrigado a confiar numa amiga, Lyla, para que lhe escrevesse as instruções da construção para que depois as pudesse passar para braile.
“[Lyla] aprendeu braille ao relacionar-se comigo e ao apoiar a minha paixão pela Lego. Passou inúmeras horas a traduzir instruções da Lego em Braille”, disse Shifrin, que recorreu a estas instruções improvisadas para criar modelos Lego da London Tower Bridge e da Ópera de Sidney, que são compostas por centenas de peças.
“Para as pessoas cegas, os conjuntos da Lego atuam como substitutos 3D em miniatura de edifícios da vida real, em vez de fotografias bidimensionais. Os tijolos da Lego permitem-se ver coisas impossíveis de explorar pelo toque”, disse, citado pelo mesmo portal.
Depois da morte da sua amiga, em 2007, Shifrin entrou em contacto com o Creative Play Lab da Lego para disponibilizar instruções de construção para outros fãs com deficiência visual. Para isso, recorreram a um software de IA que traduz as instruções gráficas disponibilizadas com os brinquedos em texto em comandos de braile e voz. Os utilizadores poderão gerar o áudio através de um ecrã leitor próprio ou pode usar o áudio disponibilizado pela empresa. Há ainda a opção de leitura das instruções em braile.
Atualmente, o programa oferece instruções sobre a criação de conjuntos das séries Lego Classic, Lego City e Lego Friends. Dependendo do feedback do consumidor, a Lego lançará mais áudios e instruções em braille no início de 2020.
“Isto é extremamente importante para crianças cegas porque não há muitos lugares em que podemos dizer: Eu construí isto sozinho”, explicou Shifrin.
“Para crianças cegas, não temos o acesso que as crianças com visão têm. Os tijolos de Lego permitem-nos aprender sobre o nosso ambiente, ver o mundo. É tão importante porque as crianças cegas ficam de fora de muitas coisas sociais, especialmente na escola primária. Mas a construção de Lego é uma das coisas que podemos fazer”.

A diretora criativa da Lego, Fenella Blaize Charity, disse, também citada pelo Newsweek, que a história de Shifrin mostra como é que as peças de construção da lego estimulam a criatividade a aproximam as pessoas. “Foi uma honra trabalhar com Matthew, a sua paixão e energia são realmente inspiradoras. Mas o mais importante é que o seu projeto ajudará crianças com deficiência visual em todo o mundo a ter a mesma alegria de construir e o orgulho em criar que todos os nossos fãs sentem”.

Ver o vídeo aqui.

Facing Emotions é a aplicação da Huawei que ajuda pessoas cegas a interpretar emoções


A Huawei refere, acreditar que a tecnologia deve ser livre e estar disponível para todos. Independentemente de quem somos ou de onde vimos. Para que a vida de todos seja melhor. A aplicação Facing Emotions faz parte desta missão assumida pela marca chinesa. Com aplicação Facing Emotions, a Huawei consegue usar as novas tecnologias para ajudar pessoas cegas e portadoras de deficiência visual a interpretar emoções através de sons.

No mundo das pessoas que vêem, um simples sorriso é algo que todos tomamos como garantido. Mas existem milhões de pessoas, que por serem incapazes de ver rostos e “ler” pistas emocionais, ficam, muitas vezes e, neste caso, literalmente, às escuras.

Com a aplicação Facing Emotions e o poder da Inteligência Artificial, fica agora mais fácil interpretar as emoções no rosto das pessoas com quem as pessoas com incpacidade visual está a conversar, mesmo para quem não é capaz de ver. Para que desta forma consigam ouvir um sorriso. E estar mais ligadas aos que as rodeiam.

COMO FUNCIONA
Com ajuda da poderosa câmara e da Inteligência Artificial do Kirin 980, a aplicação é capaz de interpretar sete emoções humanas transformando-as em sete sons únicos.
Através da câmara do telemóvel, a aplicação analisa o rosto da pessoa com quem a pessoa cega está a conversar, identificando os olhos, nariz, sobrancelhas e boca, assim como as suas posições.
A Inteligência Artificial processa, então, a emoção e produz um som especifico no telefone, dependendo da emoção. Tudo isto acontece em tempo real e em modo offline.
TRANSFORMAR SENTIMENTOS EM SONS
A aplicação utiliza Inteligência Artificial para reconhecer sete emoções – raiva, medo, repugnância, felicidade, tristeza, surpresa e desprezo. O compositor cego Tomasz Bilecki ajudou-nos a reinventar estas emoções tranformando-as em sons. Utilizámos a sua perspetiva única sobre a natureza do som para criarmos áudios curtos e fáceis de lembrar.

A Huawei desenvolveu a Facing Emotions em parceria com a Associação Polaca para Pessoas Cegas e a própria comunidade de pessoas cegas, e em conjunto com um grupo de testers trabalhamos para criar a experiência final da aplicação, desde a funcionalidade até às cores e aos sons.

Foi através desta colaboração que conseguimos perceber que os utilizadores desta aplicação gostariam de ter uma opção de mãos-livres, uma vez que as pessoas portadoras de deficiências visuais precisam, frequentemente, das mãos para segurar uma bengala ou para se conseguirem deslocar. Foi assim que acabamos por juntar forças com o premiado designer Janek Kochanski para criar um suporte 3D especial para telemóveis. O design contemporâneo de Kochanski é uma combinação de forma com funcionalidade, o que tornar a utilização do Mate20 Pro e da aplicação mais intuitiva e simples para estas pessoas.

A parceria com a comunidade de pessoas cegas permitiu-nos compreender os desafios que enfrentam e construir uma solução tecnológica que é exclusivamente adaptada às suas necessidades. Uma ferramenta que, esperamos, possa iluminar a escuridão e tornar o seu dia-a-dia um pouco melhor.

Download disponível na App Gallery da HUAWEI.

Sunu Band - a pulseira detetora de obstáculos inteligente

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Detecção de Obstáculos
A Sunu Band é uma pulseira detetora de obstáculos para pessoas cegas ou com baixa-visão. Pode funcionar por si só ou em ligação ao Smartphone, para funções adicionais. Desenhada para complementar a bengala, a Sunu Band avisa-o da presença de obstáculos ao nível do peito e da cabeça, através de vibrações. O alcance da deteção pode ser definido por si, e existem dois modos: interior e exterior.

Relógio vibratório
a Sunu Band é também um relógio vibratório. Se estiver num ambiente ruidoso, ou onde se faça silêncio, os relógios de voz podem ser inadequados. É aí que a Sunu Band se mostra útil, ao dizer-lhe as horas através de um código de vibrações sucessivas, que pode facilmente aprender. Além disso, possui alarme despertador, programável através da aplicação móvel para Android e iOS.

Bússola
A Sunu Band funciona também como uma bússola que lhe indica as direções cardeais. Basta esticar o seu braço e rodar o corpo para saber em que direção seguir. Esta função funciona em conjunto com a aplicação móvel, e com o Google Mapas.

Localizador de sítiosA aplicação Localizador de Sítios é uma ferramenta de orientação que permite explorar e aceder a vários locais que estão próximos. Poderá explorar várias categorias de lugares, entre eles: Estações de metro, Restaurantes, Lojas, Hospitais, Bancos, Farmácias, Cafés, Multibancos, etc. O Localizador de Sítios permite que selecione diferentes categorias de lugares que estão ao seu redor e receba orientações guiadas, em tempo real, para chegar ao local desejado. A orientação é oferecida por voz no seu dispositivo móvel.


Preço de lançamento: 350 euros (até 31 de dezembro)

Sertec - Tecnologia AcessívelTelefone: 219435183 | Email: info@sertec.pt

Adolescente fica cego depois de fazer alimentação à base de batatas fritas




Os exames mostraram que o adolescente desenvolveu neuropatia ótica nutricional, ou dano do nervo ótico, provocada por deficiências nutricionais

A partir da escola primária, o jovem começou apenas a comer batatas fritas e, ocasionalmente, pão, fatias de presunto e salsichas. A sua má alimentação levou à cegueira e a problemas de audição.

Um rapaz britânico de 17 anos ficou cego depois de ter feito uma alimentação apenas à base de batatas fritas e, ocasionalmente, outros produtos como pão, presunto e salsichas, revelou um relatório publicado pelo Colégio Americano de Médicos. De acordo com este documento, a visão do adolescente foi-se deteriorando gradualmente ao ponto de chegar à cegueira total, uma vez que desenvolveu problemas neurológicos provocados por deficiências nutricionais.

Quando saiu da escola primária, o jovem, cuja identidade não foi revelada, passou a comer essencialmente batatas fritas e ocasionalmente pão e fatias de presunto ou salsichas. Aos 14 anos, teve de ser submetido a alguns exames, uma vez que se sentia constantemente cansado e mal-disposto, revela o estudo, que acrescenta que o rapaz era um “comedor exigente” e que não tomava medicamentos. Os exames revelaram que o jovem tinha anemia macrocítica e défice de vitamina B12 e os médicos receitaram alguns suplementos. No entanto, e algum tempo depois, o adolescente deixou de fazer o tratamento e manteve a sua alimentação.

Os problemas não terminaram aqui. Aos 15 anos, o adolescente de Bristol, no Reino Unido, começou a desenvolver problemas de visão e de audição, mas os médicos não conseguiam encontrar uma causa, uma vez que os exames que faziam apresentavam valores normais. Nos dois anos seguintes, a visão do jovem continuava a piorar. Quando tinha 17 anos, foi ao oftalmologista e fez exames, que revelaram que tinha uma visão de 20/200 em ambos os olhos, sendo assim considerado “legalmente cego”.

Não comia nenhuma fruta ou vegetal
Os exames mostraram que o adolescente desenvolveu neuropatia ótica nutricional (NON), ou dano do nervo ótico, provocada por deficiências nutricionais. Este tipo de problemas pode ser causado pelo consumo de drogas, pela má absorção de alimentos, por má alimentação ou pelo consumo excessivo de álcool. “As causas puramente alimentares são raras nos países desenvolvidos”, explica o estudo. Além disso, o jovem continuava também com baixos níveis de vitamina B12 e de cobre, selénio e vitamina D.

Denize Atan, uma das médicas que tratou do jovem, revelou que a sua dieta era “essencialmente uma dose diária de batatas fritas do restaurante local” e que o jovem não comia “nenhuma fruta ou vegetal”.

Ele explicou que tinha aversão a certas texturas de comida que não conseguia tolerar e, por isso, as batatas fritas eram o único tipo de comida que queria e que achava que podia comer”, acrescentou a especialista, citada pela BBC.

O caso vem revelar um facto pouco conhecido da má alimentação: além de estar associada à obesidade e a doenças cardíacas, pode também “danificar permanentemente o sistema nervoso, particularmente a visão”, revela o estudo. Este problema em particular podia ser reversível se tivesse sido detetado mais cedo. O jovem está agora a tomar mais suplementos destinados a impedir que a sua visão piore ainda mais.

fonte: Observador