quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Candidaturas ao Prémio UNESCO que galardoa capacitação digital de pessoas com deficiência


Encontram-se abertas, até 30 de setembro, as candidaturas à edição 2018/19 do Prémio UNESCO Émir Jaber al-Ahmad al-Jaber al-Sabah, que pretende evidenciar a autonomização das pessoas com limitações funcionais através das tecnologias digitais.
A maior missão deste prémio bienal é promover a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade, removendo as barreiras de acesso à informação e conhecimento e aplicando técnicas de aprendizagem nas Tecnologias de Informação e Comunicação, usando a aplicação eficaz, inovadora e inclusiva de soluções digitais.
As candidaturas para o Prémio UNESCO Émir Jaber al-Ahmad al-Jaber al-Sabah devem ser apresentadas em inglês ou francês, por candidatos (pessoas, instituições, organizações não-governamentais) que tenham exercido uma contribuição significativa para esta causa através da inclusão de pessoas com deficiência na sociedade. Segundo o Regulamento do concurso, as duas propostas vencedoras vão ser selecionadas pela Diretora-Geral da UNESCO, Audrey Azoulay, que terá como base as avaliações e recomendações de cinco jurados. O prémio de 40 000 dólares será dividido equitativamente pelos dois candidatos selecionados.
"Todas as candidaturas devem ter o apoio do governo do país-membro, após consulta junto da respetiva Comissão Nacional da UNESCO. Os países-membros deverão enviar uma recomendação escrita para apoio do projeto candidato" refere a Comissão Nacional da UNESCO. É ainda alertado que todas as candidaturas individuais sem esta nomeação não serão consideradas. Os interessados que pretendem receber um eventual apoio devem submeter a candidatura até ao dia 7 de setembro junto da Comissão Nacional da UNESCO.
Fonte: INR

Educação especial passa a educação inclusiva


Aquela que é para o representante dos diretores a maior mudança deste ano letivo implica sobretudo “alterações de mentalidade”. Em causa está a entrada em vigor do novo regime legal para a educação inclusiva, que substituiu em julho a lei da educação especial. A chegada tardia das orientações às escolas e a “necessidade de mudar o chip” farão com que este ano seja sobretudo de transição, concordam Filinto Lima e Jorge Ascenção. O que muda na prática?


“Os professores titulares jamais poderão dizer que um aluno com necessidades especiais não é da sua turma. Todos os alunos são da turma”, refere o presidente da Andaep. A ideia é que os alunos com necessidades educativas especiais passem mais tempo na sala, ainda que acompanhados por um professor de educação especial, e sejam realmente integrados na turma.


A mudança pressupõe a inclusão de todos os alunos e não apenas dos que tenham algum tipo de dificuldade de aprendizagem. Isto implica uma mudança de paradigma que deve ser acompanhada, alerta Jorge Ascenção, por um reforço da formação daqueles que intervêm em ambiente escolar e de uma comunicação mais estreita com as famílias. “A inclusão sem as famílias não se faz”, acredita o representante dos encarregados de educação.


Fonte: Público

Grande Reportagem Antena1: "Com olhos de ouvir"

Telmo Baldé cegou há quase três anos devido a um tumor cerebral. Agora faz reabilitação com a ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal em Orientação, Mobilidade e Atividades da Vida Diária. Está a reaprender a ver o mundo "Com Olhos de Ouvir". Durante quatro meses, a técnica Sónia Manzarra ajudou-o a andar na rua com a bengala branca e agora diz que Telmo é "uma andorinha quase a voar". 

Esta é uma experiência inovadora na rádio portuguesa
Através da tecnologia de som binaural, vamos poder ouvir como o Telmo ouve, numa experiência com sons captados a 360 graus. 

"Com Olhos de Ouvir" é uma grande reportagem de Rita Colaço, com sonoplastia de Paulo Castanheiro, numa coprodução Antena1 e iNOVA Media Lab, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - NOVA FCSH.


https://www.rtp.pt/noticias/grande-reportagem/grande-reportagem-antena1-com-olhos-de-ouvir_a1099575

quarta-feira, 25 de julho de 2018

7 TECNOLOGIAS INOVADORAS PARA DEFICIENTES VISUAIS

A tecnologia pode ajudar a melhorar qualidade de vida das pessoas com deficiência. Selecionamos 5 aplicativos para Android iPhone para pessoas com problemas de visãoou cegas, a maioria deles gratuita.

 

1. BlindTool 

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Criado pelo cientista da computação Joseph Cohen, pesquisador da Universidade de Massachusetts, o aplicativo reconhece objetos.
Funciona da seguinte maneira: o usuário deve apontar o celular para seu entorno até senti-lo vibrar. Isso significa que o aplicativo detectou um objeto reconhecível e pode verbalizar qual é.
Essa leitura de objetos tridimensionais é feita por uma rede neural artificial capaz de relacionar o que está diante da câmera do aparelho com imagens armazenadas em um banco de dados, buscando semelhanças.
O sistema, claro, está sujeito a erros, mas é programado para descrever o objeto apenas se há possibilidade de ao menos 30% de acerto.
BilndTool é gratuito e está disponível para sistema Android no Google Play.

 

2. Be my eyes 

 BE MY EYES (1)
 
Esse aplicativo é especialmente interessante, pois permite que pessoas que enxergam ajudem cegos a resolver problemas pontuais, como ler uma etiqueta, um rótulo, uma conta etc.
Ao se cadastrar no sistema, o usuário pode atuar como voluntário ou como alguém que precisa de auxílio.
Este envia imagens em vídeo do que precisa ver; a outra pessoa responde por escrito e o aplicativo verbaliza.  
Be my eyes pode ser baixado gratuitamente para iPhone no iTunes.

 

3. Color ID 

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Disponível para iPhone e Android, é capaz de reconhecer os mais variados tons de cores e verbalizar (em inglês) para o usuário.
Pode ajudar pessoas com baixa visão a descobrir, por exemplo, a cor da roupa que pretende usar ou se uma fruta ainda não está madura. Gratuito.

4. IBrailler Notes

 Resultado de imagem para IBrailler Notes app
Permite digitar anotações na tela do iPad ou iPhone compartilhá-las diretamente em braile.
Basta posicionar os dedos sobre a tela que teclas dinâmicas aparecem, melhorando o conforto do usuário.
versão mais recente para iPhone custa US$ 19,99 (em moeda brasileira vária conforme a cotação do dólar) no iTunes.

5. Ariadne GPS 

 Resultado de imagem para Ariadne GPS APP
GPS especialmente desenvolvido para cegos ajuda a saber onde ele está e a seguir rotas.
O usuário passa o dedo sobre o mapa e o aplicativo verbaliza onde ele está e oferece as coordenadas para chegar ao destino.
O celular vibra caso seja preciso atravessar um cruzamento e também sinaliza as paradas em ônibus em movimento.
Disponível em vários idiomas para IPhone, por US$ 5,99 (em moeda brasileira vária conforme a cotação do dólar).

6. Ubook 

ubook (Foto: Reprodução/ubook)
ubook é uma loja de audiolivros com mais de 1000 títulos no catálogo (Foto: Reprodução/ubook)
Ubook é uma audioteca com plano de assinatura mensal de R$ 18,90. Com um acervo que conta com vários gêneros literários e mais de mil títulos, a empresa carioca investiu em audiolivros. A ideia é parecida com a de serviços de streaming populares, e pode ser uma ótima saída para quem tem dificuldades para ler, principalmente porque as opções de audiolivros ainda são muito poucas no mercado.
Os usuários podem baixar o aplicativo Ubook pela Internet, iOS ou Android, e salvar os livros que mais interessam dentro do catálogo. Um diferencial do software é a possibilidade de compartilhar diretamente trechos de livros nas redes sociais.

7. CPqD Alcance

CPqD Alcance (Foto: Reprodução/CPqD)CPqD Alcance é um sistema desenvolvido para o usuário ter melhor acesso ao smartphone (Foto: Reprodução/CPqD)
O CPqD Alcance é um projeto da instituição brasileira disponível gratuitamente na loja do Google. O sistema é um guia completo para deficientes visuais, com narração automática da tela e com auxílio para quase todas as funções básicas e avançadas do celular. Disponível para Android 4.0 ou superior, o sistema é de simples navegação e tem configurações que tentam manter a privacidade do usuário, permitindo que ele escreva sozinho. Após instalado, o CPqD Alcance já se torna a interface padrão do celular, sem a necessidade de cadastro.
Fontes: Revista Mente e Cerebro / TECH TUDO

Livro digital gratuito sobre Educação Inclusiva para professores e pais

Pesquisas em educação inclusiva: questões teóricas e metodológicas

Avaliado como 5.00de 5, com baseado em5avaliações de clientes
José Ribamar Lopes Batista Júnior
1ª Edição. Recife: Pipa Comunicação, 2016.
ISBN 978-85-66530-54-4
1. Educação. 2. Educação Inclusiva. 3. Identidade docente. 4. Linguística. 5. Escola.
O ebook gratuito Pesquisas em Educação Inclusiva: questões teóricas e metodológicas, do autor José Ribamar Lopes Batista Júnior, apresenta rica pesquisa social crítica sobre educação e práticas de inclusão. Entre as abordagens o autor analisa questões referentes ao Atendimento Educacional Especializado, legislação e identidade docente. Em cinco capítulos o autor descreve sua trajetórias de pesquisa na área que envolvem desde cursos de extensão e especialização até o mestrado e o doutorado.


Link

Nova app para telemóvel ajuda comunicação em casos de paralisia cerebral

Uma parceria entre a Fundação PT e a Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral (FAPPC) está a desenvolver uma aplicação para telemóvel e tablet que visa melhorar a comunicabilidade das pessoas com paralisia cerebral.

Denominada de Magic Contact, a aplicação tem vindo a ser testada na Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC) e baseia-se numa tecnologia que permite ao utilizador comunicar por mensagem escrita e aceder à Internet.

Este conjunto de ferramentas, uma vez implementado o projeto Vida Independente da APPC, pode aumentar o grau de autonomia do utilizador, disse (...) o presidente da FAPPC, Abílio Cunha.

O responsável pelo desenvolvimento da aplicação Magic Contact, Daniel Freitas, explicou que a aplicação "desenvolvida de raiz a pensar nos utilizadores com paralisia cerebral" pretende "resolver o problema de como uma pessoa com graves limitações motoras pode interagir com um ecrã táctil".

O recurso a um botão externo ligado por cabo ao smartphone ou ao tablet simplificou essa relação, abrindo aos utentes da APPC a faculdade de usarem as principais ferramentas do telemóvel, fazer uma chamada, enviar uma mensagem e navegar na Internet. "Há ainda ferramentas para ajudar a comunicar através de símbolos, de escrita", acrescentou o responsável.

Enaltecendo as "mais-valias" que a proximidade com a APPC e com os seus utilizadores traz ao projeto, Daniel Freitas e Marta Samúdio, terapeuta ocupacional da equipa do Serviço de Tecnologias de Apoio da APPC, concordaram que as sugestões apresentadas pela associação vão no "sentido de uma personalização da aplicação". "Temos não só a população que utiliza esta tecnologia mas também temos testado os resultados para tentar melhorar a aplicação", disse a responsável da APPC de um "trabalho que permite personalizar a aplicação às necessidades e às dificuldades do utilizador".

E porque as "necessidades vão mudando, quer em termos do utilizador quer sobre aquilo que se faz com a tecnologia", Marta Samúdio admite que "há sempre algo para melhorar", ainda que testemunhando o sucesso da ferramenta.

"Temos clientes a utilizá-la diariamente e estão satisfeitos. É uma aplicação que é gratuita, com a possibilidade de se personalizar, facto que funciona como uma mais-valia", disse.

A diretora da Cidadania Empresarial e Inclusão da Fundação PT, Graça Rebôcho, frisou que as "soluções desenvolvem-se, sobretudo, através da tecnologia" sendo adaptadas "a cada tipo de necessidade".

Admitindo que a otimização das respostas no tempo, em relação às sugestões feitas, "pode ainda melhorar", sublinhou as parcerias com as universidades, citando o exemplo da Magic Contact. "A ideia foi de um colaborador da Fundação PT e nós pedimos ao Instituto Politécnico da Guarda que desenvolvesse tecnologicamente a solução", relatou a diretora.

O presidente da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral, Abílio Cunha, explicou (...) que fruto da parceria "trabalham-se em conjunto as autonomias do indivíduo".

Citando a Convenção dos Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência, Abílio Cunha frisou a importância da tecnologia para "superar algumas limitações, sobretudo na paralisia cerebral, em que a comunicação é, para a maior parte, um entrave à autonomia e à inclusão".

"As pessoas que estão a utilizar estas tecnologias usufruem de uma autonomia que lhes permite terem qualidade de vida e seguirem o seu percurso como outro cidadão", disse.

Como exemplo disso falou do projeto Vida Independente, que "permitirá ter um assistente pessoal para colmatar as tarefas que não consegue executar", mas que ao dispor da aplicação poderá "também adquirir outros serviços na comunidade sem estar dependente desse apoio humano".

Fonte: Público