quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Grande Reportagem Antena1: "Com olhos de ouvir"

Telmo Baldé cegou há quase três anos devido a um tumor cerebral. Agora faz reabilitação com a ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal em Orientação, Mobilidade e Atividades da Vida Diária. Está a reaprender a ver o mundo "Com Olhos de Ouvir". Durante quatro meses, a técnica Sónia Manzarra ajudou-o a andar na rua com a bengala branca e agora diz que Telmo é "uma andorinha quase a voar". 

Esta é uma experiência inovadora na rádio portuguesa
Através da tecnologia de som binaural, vamos poder ouvir como o Telmo ouve, numa experiência com sons captados a 360 graus. 

"Com Olhos de Ouvir" é uma grande reportagem de Rita Colaço, com sonoplastia de Paulo Castanheiro, numa coprodução Antena1 e iNOVA Media Lab, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - NOVA FCSH.


https://www.rtp.pt/noticias/grande-reportagem/grande-reportagem-antena1-com-olhos-de-ouvir_a1099575

quarta-feira, 25 de julho de 2018

7 TECNOLOGIAS INOVADORAS PARA DEFICIENTES VISUAIS

A tecnologia pode ajudar a melhorar qualidade de vida das pessoas com deficiência. Selecionamos 5 aplicativos para Android iPhone para pessoas com problemas de visãoou cegas, a maioria deles gratuita.

 

1. BlindTool 

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Criado pelo cientista da computação Joseph Cohen, pesquisador da Universidade de Massachusetts, o aplicativo reconhece objetos.
Funciona da seguinte maneira: o usuário deve apontar o celular para seu entorno até senti-lo vibrar. Isso significa que o aplicativo detectou um objeto reconhecível e pode verbalizar qual é.
Essa leitura de objetos tridimensionais é feita por uma rede neural artificial capaz de relacionar o que está diante da câmera do aparelho com imagens armazenadas em um banco de dados, buscando semelhanças.
O sistema, claro, está sujeito a erros, mas é programado para descrever o objeto apenas se há possibilidade de ao menos 30% de acerto.
BilndTool é gratuito e está disponível para sistema Android no Google Play.

 

2. Be my eyes 

 BE MY EYES (1)
 
Esse aplicativo é especialmente interessante, pois permite que pessoas que enxergam ajudem cegos a resolver problemas pontuais, como ler uma etiqueta, um rótulo, uma conta etc.
Ao se cadastrar no sistema, o usuário pode atuar como voluntário ou como alguém que precisa de auxílio.
Este envia imagens em vídeo do que precisa ver; a outra pessoa responde por escrito e o aplicativo verbaliza.  
Be my eyes pode ser baixado gratuitamente para iPhone no iTunes.

 

3. Color ID 

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Disponível para iPhone e Android, é capaz de reconhecer os mais variados tons de cores e verbalizar (em inglês) para o usuário.
Pode ajudar pessoas com baixa visão a descobrir, por exemplo, a cor da roupa que pretende usar ou se uma fruta ainda não está madura. Gratuito.

4. IBrailler Notes

 Resultado de imagem para IBrailler Notes app
Permite digitar anotações na tela do iPad ou iPhone compartilhá-las diretamente em braile.
Basta posicionar os dedos sobre a tela que teclas dinâmicas aparecem, melhorando o conforto do usuário.
versão mais recente para iPhone custa US$ 19,99 (em moeda brasileira vária conforme a cotação do dólar) no iTunes.

5. Ariadne GPS 

 Resultado de imagem para Ariadne GPS APP
GPS especialmente desenvolvido para cegos ajuda a saber onde ele está e a seguir rotas.
O usuário passa o dedo sobre o mapa e o aplicativo verbaliza onde ele está e oferece as coordenadas para chegar ao destino.
O celular vibra caso seja preciso atravessar um cruzamento e também sinaliza as paradas em ônibus em movimento.
Disponível em vários idiomas para IPhone, por US$ 5,99 (em moeda brasileira vária conforme a cotação do dólar).

6. Ubook 

ubook (Foto: Reprodução/ubook)
ubook é uma loja de audiolivros com mais de 1000 títulos no catálogo (Foto: Reprodução/ubook)
Ubook é uma audioteca com plano de assinatura mensal de R$ 18,90. Com um acervo que conta com vários gêneros literários e mais de mil títulos, a empresa carioca investiu em audiolivros. A ideia é parecida com a de serviços de streaming populares, e pode ser uma ótima saída para quem tem dificuldades para ler, principalmente porque as opções de audiolivros ainda são muito poucas no mercado.
Os usuários podem baixar o aplicativo Ubook pela Internet, iOS ou Android, e salvar os livros que mais interessam dentro do catálogo. Um diferencial do software é a possibilidade de compartilhar diretamente trechos de livros nas redes sociais.

7. CPqD Alcance

CPqD Alcance (Foto: Reprodução/CPqD)CPqD Alcance é um sistema desenvolvido para o usuário ter melhor acesso ao smartphone (Foto: Reprodução/CPqD)
O CPqD Alcance é um projeto da instituição brasileira disponível gratuitamente na loja do Google. O sistema é um guia completo para deficientes visuais, com narração automática da tela e com auxílio para quase todas as funções básicas e avançadas do celular. Disponível para Android 4.0 ou superior, o sistema é de simples navegação e tem configurações que tentam manter a privacidade do usuário, permitindo que ele escreva sozinho. Após instalado, o CPqD Alcance já se torna a interface padrão do celular, sem a necessidade de cadastro.
Fontes: Revista Mente e Cerebro / TECH TUDO

Livro digital gratuito sobre Educação Inclusiva para professores e pais

Pesquisas em educação inclusiva: questões teóricas e metodológicas

Avaliado como 5.00de 5, com baseado em5avaliações de clientes
José Ribamar Lopes Batista Júnior
1ª Edição. Recife: Pipa Comunicação, 2016.
ISBN 978-85-66530-54-4
1. Educação. 2. Educação Inclusiva. 3. Identidade docente. 4. Linguística. 5. Escola.
O ebook gratuito Pesquisas em Educação Inclusiva: questões teóricas e metodológicas, do autor José Ribamar Lopes Batista Júnior, apresenta rica pesquisa social crítica sobre educação e práticas de inclusão. Entre as abordagens o autor analisa questões referentes ao Atendimento Educacional Especializado, legislação e identidade docente. Em cinco capítulos o autor descreve sua trajetórias de pesquisa na área que envolvem desde cursos de extensão e especialização até o mestrado e o doutorado.


Link

Nova app para telemóvel ajuda comunicação em casos de paralisia cerebral

Uma parceria entre a Fundação PT e a Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral (FAPPC) está a desenvolver uma aplicação para telemóvel e tablet que visa melhorar a comunicabilidade das pessoas com paralisia cerebral.

Denominada de Magic Contact, a aplicação tem vindo a ser testada na Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC) e baseia-se numa tecnologia que permite ao utilizador comunicar por mensagem escrita e aceder à Internet.

Este conjunto de ferramentas, uma vez implementado o projeto Vida Independente da APPC, pode aumentar o grau de autonomia do utilizador, disse (...) o presidente da FAPPC, Abílio Cunha.

O responsável pelo desenvolvimento da aplicação Magic Contact, Daniel Freitas, explicou que a aplicação "desenvolvida de raiz a pensar nos utilizadores com paralisia cerebral" pretende "resolver o problema de como uma pessoa com graves limitações motoras pode interagir com um ecrã táctil".

O recurso a um botão externo ligado por cabo ao smartphone ou ao tablet simplificou essa relação, abrindo aos utentes da APPC a faculdade de usarem as principais ferramentas do telemóvel, fazer uma chamada, enviar uma mensagem e navegar na Internet. "Há ainda ferramentas para ajudar a comunicar através de símbolos, de escrita", acrescentou o responsável.

Enaltecendo as "mais-valias" que a proximidade com a APPC e com os seus utilizadores traz ao projeto, Daniel Freitas e Marta Samúdio, terapeuta ocupacional da equipa do Serviço de Tecnologias de Apoio da APPC, concordaram que as sugestões apresentadas pela associação vão no "sentido de uma personalização da aplicação". "Temos não só a população que utiliza esta tecnologia mas também temos testado os resultados para tentar melhorar a aplicação", disse a responsável da APPC de um "trabalho que permite personalizar a aplicação às necessidades e às dificuldades do utilizador".

E porque as "necessidades vão mudando, quer em termos do utilizador quer sobre aquilo que se faz com a tecnologia", Marta Samúdio admite que "há sempre algo para melhorar", ainda que testemunhando o sucesso da ferramenta.

"Temos clientes a utilizá-la diariamente e estão satisfeitos. É uma aplicação que é gratuita, com a possibilidade de se personalizar, facto que funciona como uma mais-valia", disse.

A diretora da Cidadania Empresarial e Inclusão da Fundação PT, Graça Rebôcho, frisou que as "soluções desenvolvem-se, sobretudo, através da tecnologia" sendo adaptadas "a cada tipo de necessidade".

Admitindo que a otimização das respostas no tempo, em relação às sugestões feitas, "pode ainda melhorar", sublinhou as parcerias com as universidades, citando o exemplo da Magic Contact. "A ideia foi de um colaborador da Fundação PT e nós pedimos ao Instituto Politécnico da Guarda que desenvolvesse tecnologicamente a solução", relatou a diretora.

O presidente da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral, Abílio Cunha, explicou (...) que fruto da parceria "trabalham-se em conjunto as autonomias do indivíduo".

Citando a Convenção dos Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência, Abílio Cunha frisou a importância da tecnologia para "superar algumas limitações, sobretudo na paralisia cerebral, em que a comunicação é, para a maior parte, um entrave à autonomia e à inclusão".

"As pessoas que estão a utilizar estas tecnologias usufruem de uma autonomia que lhes permite terem qualidade de vida e seguirem o seu percurso como outro cidadão", disse.

Como exemplo disso falou do projeto Vida Independente, que "permitirá ter um assistente pessoal para colmatar as tarefas que não consegue executar", mas que ao dispor da aplicação poderá "também adquirir outros serviços na comunidade sem estar dependente desse apoio humano".

Fonte: Público

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Óculos especiais transformam conteúdo de livros em áudio



Vídeo



Blink to Speak: “falar” com os olhos quando o corpo não mexe

Guia foi desenvolvido para pessoas com paralisia que não conseguem comunicar. Festival Internacional de Criatividade de Cannes premiou a ideia.

Ensinar matemática a crianças autistas é o LEMA de Isabel


Chama-se Learning Environment on Mathematics for Autistic Children (LEMA) e é exatamente o que a tradução literal indica: um ambiente digital que pretende ensinar matemática a crianças com autismo. Foi concebido por Isabel Santos no âmbito da tese de doutoramento na área de Multimédia em Educação, pela Universidade de Aveiro, e contou com o apoio dos investigadores do projecto Geometrix. Constitui-se como uma plataforma online de livre acesso complementar ao ensino escolar.


Licenciada em Educação Básica e mestre em Ciências da Educação, na área de especialização de Educação Especial, Isabel sentiu vontade de criar um projeto digital para crianças com necessidades educativas especiais quando ainda frequentava o mestrado. “Concebi o LPMAT, com atividades de Português e Matemática para crianças com necessidades especiais, desde cegueira, surdez, deficiência mental e motora e com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA)”, explica (...). No entanto, devido ao “elevado volume de trabalho” — uma vez que o projeto abrangia duas áreas científicas —, teve de optar por uma delas.


Foi por estar “mais familiarizada com a matemática” e ter contacto com a Linha Temática Geometrix — “uma linha de investigação que pertence ao Centro de Investigação e Desenvolvimento em Matemática e Aplicações (CIDMA) da Universidade de Aveiro” — que Isabel decidiu dedicar-se apenas aos números.


Nasceu então o LEMA, uma plataforma com 32 classes de atividades subdivididas em níveis de dificuldade que podem ser personalizadas de acordo com o perfil do aluno. “O tutor cria uma conta no LEMA e, se não conhecer a plataforma, pode, ele mesmo, realizar as atividades. Depois de conhecer as atividades, seleciona as mais adequadas ao perfil funcional do seu aluno”, explica Isabel.


A personalização dos exercícios é a resposta ao “alargado espetro de autismo”. A criadora da plataforma explica que, geralmente, a PEA se caracteriza por “dificuldades na comunicação e interação social e padrões repetitivos de comportamentos e atividades”, mas, ainda assim, um aluno pode ter “um alto ou um baixo desempenho escolar, é muito heterogéneo.” A personalização das atividades permite, então, um teste mais adequado às capacidades e necessidades dos alunos.


As atividades abrangem quatro áreas — geometria e medida, números e operação, organização e tratamento de dados e álgebra — e estão pensadas de forma a permitir a compreensão imediata do exercício e dos conceitos matemáticos inerentes. “O LEMA fornece informações em várias representações: texto, áudio, vídeo e imagem. As atividades têm interfaces simples, integram poucos elementos no ecrã e as instruções são diretas e simples, porque muitas vezes os alunos com PEA têm dificuldade na interpretação de enunciados”, refere a criadora da plataforma.


No final dos exercícios, o LEMA fornece feedback de reforço ao aluno, uma vez que desvenda conceitos e explicações, e ao tutor, permitindo que tenha acesso aos resultados do aluno (ou alunos, uma vez que podem ser associadas várias contas de aluno a uma conta de tutor).


Aplicabilidade alargada a mais idades e necessidades


Apesar de ter sido concebido para crianças com autismo, a plataforma está preparada para crianças com outro tipo de necessidades educativas especiais. Isabel refere que “vários professores de Educação Especial consideram que o LEMA também se ajusta a crianças com défice cognitivo”. Esta flexibilidade verifica-se igualmente em relação à idade dos utilizadores: foi desenhado para crianças entre os seis e os 12 anos, mas pode ser adequado para pessoas que pertençam a outras faixas etárias, porque “nem sempre a idade cronológica corresponde à idade cognitiva”, afirma a criadora.


Atualmente, “o LEMA está pronto a ser usado”, mas para chegar ao produto final foi necessário realizar vários testes. Numa primeira fase, Isabel testou a viabilidade da plataforma apenas com quatro alunos e sentiu necessidade de reajustar alguns aspetos. Já a segunda versão foi testada com 23 professores que usaram o LEMA com os seus alunos e “o feedback foi bastante positivo”, refere. Ainda assim, foram feitas alterações e foi só à terceira que o LEMA ficou definitivamente concluído.


“O LEMA está no bom caminho, permite o desenvolvimento de capacidades matemáticas — nomeadamente o raciocínio matemático —, mas também permite o desenvolvimento de outras competências, como a leitura, a interação entre pares e a gestão das emoções no confronto com feedbacks”, realça.


A plataforma valeu um prémio a Isabel no concurso EDF Oracle E-Accessibility Scholarship do Fórum Europeu da Pessoa com Deficiência. “O meu projeto preenchia os requisitos de candidatura: era concebido por uma pessoa com deficiência, era na área das tecnologias digitais e apoiava alunos com necessidades especiais”, conta. Concorreu, venceu e em setembro vai levar o LEMA ao Parlamento Europeu e trazer o prémio para casa.


Fonte: P3 do Público