- Visão e Defeitos Visuais Instituto Penido Burnier
- Distúrbios Refractivos Manual Merck
- Compreender uma prescrição para lentes Magnivisão
- Miopia Degenerativa Manuel Monteiro Pereira novo
- Cirurgia Laser da Miopia, Hipermetropia e Astigmatismo Joaquim Mira
- Vídeo de uma cirurgia LASIK YouTube
- Lasik e efeitos adversos Jader da Silva Alves
- Lasik: indicações, riscos e cuidados Fly to Doc
- Correcção da visão com lentes fáquicas Fly to Doc
- Prevenção do Desenvolvimento da Miopia Rufino Ribeiro
- Lentes de contacto MiSight® diminuem progressão da miopia em crianças AlertLife
terça-feira, 12 de junho de 2018
Miopia, Hipermetropia, Presbiopia e Astigmatismo -Erros de Refracção-
segunda-feira, 11 de junho de 2018
iSeaBlind, a bengala tecnológica que auxilia cegos
fonte: Exame Informática | 06.06.2018
'Lente de contacto especial' reduz progressão de miopia em crianças
fonte: DN | Lusa |
"É possível atrasar o crescimento do olho humano com dispositivos óticos", apontam investigadores Uma equipa internacional, que inclui cientistas da Universidade do Minho (UMinho), conseguiu reduzir em 59% a progressão da miopia em crianças dos oito aos 12 anos através de uma "lente de contacto especial", anunciou hoje a academia.
Weihenmayer, o maior Aventureiro Cego do Mundo
Erik Weihenmayer nasceu em 1968 com uma DDR - uma doença degenerativa da retina, que progressivamente lhe destruiu as retinas e o levou à cegueira, quando tinha 13 anos; no entanto este evento nunca realmente limitou a sua vida. Ele é um daqueles raros indivíduos que não apenas conseguiram superar uma deficiência, mas vivem como se ela nunca tivesse acontecido.
vídeo com áudio em português (3min)
vídeo com legendas em português (10min)
Em 2001, Erik escalou o Monte Everest (8.850 metros de altura). Desde então escalou todas as sete montanhas mais altas dos sete continentes, os chamados Sete Cumes. Erik Weihenmayer recebeu vários prémios, entre os quais o 'National Courage Award' pela sua coragem em perseverar além dos limites que a sua condição física lhe permitia.

foto: Weihenmayer desce o Grand Canyon em kayak (2014)
Erik Weihenmayer também dá palestras motivacionais e é escritor. O seu primeiro livro chama-se “Touch the Top of the World”; foi publicado em dez países e seis idiomas (sem edição em português). Este livro de memórias cheio de acção foi transformado em filme em 2006. A missão de Erik ao Everest também foi amplamente registada no documentário premiado “Farther than the Eye Can See”:
Documentário “Farther than the Eye Can See" (50min)

- Touch the Top of the World: A Blind Man's Journey to Climb Farther Than the Eye can See (2002)
- The Adversity Advantage: Turning Everyday Struggles Into Everyday Greatness (2007)
- No Barriers: A Blind Man's Journey to Kayak the Grand Canyon (2017)
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fontes: Oddity Central; Revoada; Outside Magazine; Touch the Top; Wikipedia
Canoagem Adaptada promove inclusão social e desportiva
Durante a manhã desta sexta-feira, 39 utentes dos Centros de Atividades Ocupacionais da Secretaria Regional da Educação de São Pedro, Santo António, Machico, Santa Cruz, Camacha, São Vicente e Câmara de Lobos participaram no VI Encontro Regional de Canoagem.
A prova, organizada pelo CNF desde 2013, foi composta por provas de canoagem nas distâncias de 100 e 200 metros em kayaks monolugares e Kayaks bilugares.
Na prova de K1 Femininos, Ana Paula do Centro de Actividades Ocupacionais (Cao) de Câmara de Lobos foi a grande vencedora, seguida por Catarina Gonçalves do Cao de Santa Cruz e Ana Lisarda do Cao S. Pedro Já nos Masculinos, Paulo Lira foi o grande vencedor, utente do Cao Santo António, Décio Sá em segundo, também do mesmo centro e Sérgio Teixeira do Cao de Machico. Nas provas de K2 mistos ou femininos, a classificação foi a seguinte: 1.º lugar, Dúlio Aguiar e Paulo Lira do Cao de Santo António, 2.º lugar José Moniz e Sérgio Teixeira do Cao Machico e 3.º lugar Rodrigo Aguiar e Carlos Barradas do Cao S. Pedro.
A entrega de prémios decorreu no Centro Náutico de São Lázaro e contou com a presença da secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais, Rita Andrade que deu os “parabéns” a todos os participantes e realçou a importância do “trabalho em rede” e “do esforço de todas as partes envolvidas para concretizar este projeto”, onde espera que todos se tenham “divertido muito, sendo isso o mais importante”.
A organização teve a colaboração da Associação Regional de Canoagem da Madeira e da Secretaria Regional da Educação, Administração dos Portos da Madeira e AAPNEM Associação de Amigos de Pessoas com Necessidades Especiais da Madeira.
Fonte: dnotícias
quarta-feira, 6 de junho de 2018
Retinopatia Diabética
Retinopatia Diabética

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Diabetes e visão
A. Augusto Magalhães
Introdução
A diabetes é uma doença decorrente da falta de insulina ou da sua incapacidade em exercer os efeitos metabólicos a que está destinada. A primeira descrição da doença remonta ao papiro de Ebers no antigo Egipto onde é descrita como “doença do excesso de urina doce associada a emagrecimento e morte”. Trata-se de uma doença das sociedades modernas em que existe uma adulteração dos hábitos alimentares e uma excessiva tendência ao sedentarismo.
Definição
Os principais sintomas de diabetes são a sede, a poliuria e a perda de peso; frequentemente existem queixas de visão esborratada. O diagnóstico é confirmado laboratorialmente com a presença de uma glicemia superior a 200 mg/dl, confirmada em segunda análise. Dependendo da idade de aparecimento e do quadro clínico consideram-se dois tipo fundamentais de diabetes (tipo I – insulino dependente e tipo II – não insulino dependente) com prognósticos muito diferentes.
Manifestações oftalmológicas
Do ponto de vista oftalmológico a consequência mais grave é a retinopatia diabética (RD); contudo é preciso dizer que todos os segmentos do aparelho visual podem estar afectados. Começando pela superfície ocular é frequente a diminuição da sensibilidade da córnea com propensão para o aparecimento de ceratites, úlceras neurotróficas e defeitos epiteliais persistentes; as alterações corneanas são sobretudo frequentes após cirurgia ocular muitas vezes complicada pela maior demora na cicatrização. A alteração do segmento anterior mais conhecida e com maior impacto social e económico é a catarata, a qual é 4 vezes mais frequente no diabético. O risco de catarata aumenta com a duração da doença e com o mau controlo metabólico. Para além da catarata o cristalino pode ser atingido por variações rápidas dos níveis de glicemia causando visão esborratada por alterações refractivas, muitas vezes flutuantes devidas à acumulação de sorbitol.
Porque cegam os diabéticos?
A grande causa de cegueira por diabetes é a RD. Inicia-se com uma alteração bioquímica única: o aumento da glicose sérica; seguem-se outras alterações bioquímicas que têm como resultado modificações estruturais da membrana basal dos capilares retinianos, das células endoteliais e dos pericitos. Desta forma acaba por haver ruptura da barreira hemato-retiniana com o aparecimento de edema macular e alterações da circulação, com isquemia, que tem como consequência o desenvolvimento de neovascularização. O edema macular e a neovascularização retiniana são as grandes causas de cegueira por diabetes.
Factores de risco para retinopatia diabética
A RD ao fim de 15 anos está presente em 97,5% dos diabéticos tipo 1 (67,5 % na forma proliferativa) e em 77,8% dos diabéticos tipo 2 (15,5 % na forma proliferativa); os factores de risco são: a duração da diabetes, a idade, o valor da hemoglobina glicosilada e a tensão arterial. O edema macular está presente ao fim de 20 anos em 29% dos diabéticos do tipo 1 e em 28% dos diabéticos tipo 2; os factores de risco são a duração da diabetes, os valores da hemoglobina glicosilada, a proteinuria e a tensão arterial.
Tratamento
O tratamento da RD assenta em dois grandes pilares: o tratamento da doença sistémica e dos factores de risco e o tratamento das complicações retinianas.
Quanto ao tratamento da doença é fundamental um bom controlo metabólico: o tratamento intensivo reduz em 25 % o aparecimento de lesões e em 75% a sua progressão. É também fundamental tratar outros factores de risco conhecidos como a hipertensão arterial e as dislipidémias.
Relativamente ao tratamento da retinopatia propriamente dita, o método mais eficaz continua a ser a fotocoagulação Laser, que destruindo a retina isquémica diminui a produção de mediadores bioquímicos, fundamentalmente o “Vascular Endothelial Growth Factor” (VEGF), capazes de levar ao desenvolvimento de alterações estruturais e à cegueira. No caso de edema macular o tratamento Laser é localizado, e tem como objectivo atrasar a perda da acuidade visual; permite uma redução na diminuição da visão de 24 par 12%. Nos casos de isquemia e neovascularização da retina realiza-se panfotocoagulação (laser em grandes áreas entre as arcadas vasculares e o equador). Este procedimento permite uma redução superior a 50% no risco de cegueira nos doentes com RD proliferativa e uma regressão de 70-90% da neovascularizaçao pré-retiniana ou papilar.
Nos casos mais graves de RD com proliferação fibrovascular e/ou descolamento da retina, o tratamento é cirúrgico e deverá sempre ser efectuado em centros de referência com cirurgiões muito diferenciados neste tipo de cirurgia.
Com a crescente compreensão dos mecanismos fisiopatológicos da RD, e nomeadamente do papel fundamental do VEGF, começam a ser utilizados alguns fármacos muito promissores, capazes de inibir a proliferação vascular e as alterações da permeabilidade vascular. Os antiangiogénicos e nomeadamente um Aptamer – Pegaptanib e os anticorpos monoclonais- Bevacizumab (IgG) e Ranibizumab (antigen binding Fragment –Fab) têm-se mostrado eficazes no tratamento da neovascularização que ocorre na degenerescência macular senil e é provável que no futuro possam vir a ser muito úteis no tratamento da proliferação vascular por diabetes.
Finalmente é necessário dizer que todos os diabéticos devem ser submetidos a exames oftalmológicos cuja periodicidade deve ser decidida em função dos achados clínicos. Na diabetes tipo 1 o início da doença é normalmente conhecido com precisão, e uma vez que a RD surge em média 7 anos depois, o exame inicial é menos urgente; contudo após 20 anos de evolução 90-95 % dos doentes apresentam RD pelo que devem ser rigorosamente vigiados. Nos diabéticos tipo 2, a data do início da doença é muitas vezes desconhecida pelo que o primeiro exame deve ser efectuado de imediato; de facto o primeiro exame pode revelar lesões de RD em 20% dos casos. Posteriormente a frequência dos exames deve ser decidida pelo oftalmologista em função do estado clínico de cada doente. É no entanto necessário referir que há períodos de risco acrescido de desenvolver RD que obrigam a maiores cuidados: na puberdade e adolescência (raramente se desenvolve RD antes deste período), na gravidez, durante o equilíbrio rápido da glicemia (o inicio de tratamento com insulina está muitas vezes relacionado com o aparecimento da RD), após a cirurgia de catarata e aquando de descompensação tensional ou renal.


