O Despacho n.º 5296/2017, de 16 de junho, procede à alteração do Despacho n.º 8452-A/2015, de 31 de julho, relativo à Ação Social Escolar.
Os alunos com plano individual de transição organizado nos termos do Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, na redação que lhe foi dada pela Lei n.º 21/2008, de 12 de maio, que carecem de se deslocar a instituições, para a concretização do mesmo, têm direito à comparticipação da totalidade do custo do título do transporte, ou o custo de outro meio de transporte, sendo o custo da responsabilidade do Ministério da Educação. No transporte em causa devem ser utilizados os transportes regulares ou os transportes escolares ou outro meio de transporte conforme se considere mais adequado.
No contexto da ação social escolar, são comparticipadas as visitas de estudo programadas no âmbito das atividades curriculares, aos estudantes que sejam beneficiários dos escalões 1 e 2 do abono de família, correspondentes aos escalões A e B da ação social escolar, respetivamente em 100 % e 50 % do valor total. O processamento do pagamento, da responsabilidade da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, é efetuado mediante envio de informação por parte dos estabelecimentos de ensino não superior, indicando os alunos participantes bem como o valor associado às visitas de estudo, até ao início de cada período letivo subsequente.
segunda-feira, 26 de junho de 2017
Parque radical para pessoas com deficiência
São 23 mil metros quadrados de terreno, na freguesia de Ferreiró, rodeada por campos e árvores, onde só o som dos pássaros quebra o silêncio. O Parque Raró foi construído a pensar nas pessoas com deficiência e privilegia os sentidos.
Maria José Simães, coordenadora do pólo de Ferreiró do MADI, explica que quase todo o parque foi construído pelos funcionários e colaboradores do MADI, os utentes também participaram.
O MADI - Movimento de Apoio ao Diminuído Intelectual abriu portas em 1997. "Surgiu com um grupo de pais com filhos com deficiências e que não encontravam respostas. Abriram o primeiro pólo do MADI na Azurara, mas a lista de espera era tão grande que surgiu a necessidade de aumentar e assim nasceu o MADI Ferreiró, Vila do Conde", explica Maria José Simães.
O Parque Raró é inaugurado dia 18 de junho, mas a lista de interessados já é longa. O preço varia entre os 5 euros para adultos e os 3 euros para crianças, à semana só funciona com marcações e ao fim de semana está aberto das 10 às 19h.
Fonte: TSF
Maria José Simães, coordenadora do pólo de Ferreiró do MADI, explica que quase todo o parque foi construído pelos funcionários e colaboradores do MADI, os utentes também participaram.
O MADI - Movimento de Apoio ao Diminuído Intelectual abriu portas em 1997. "Surgiu com um grupo de pais com filhos com deficiências e que não encontravam respostas. Abriram o primeiro pólo do MADI na Azurara, mas a lista de espera era tão grande que surgiu a necessidade de aumentar e assim nasceu o MADI Ferreiró, Vila do Conde", explica Maria José Simães.
O Parque Raró é inaugurado dia 18 de junho, mas a lista de interessados já é longa. O preço varia entre os 5 euros para adultos e os 3 euros para crianças, à semana só funciona com marcações e ao fim de semana está aberto das 10 às 19h.
Fonte: TSF
O primeiro parque aquático para crianças com deficiência
É inaugurado hoje, no Texas, o Morgan’s Inspiration Island, um parque aquático totalmente pensado para crianças com limitações físicas.
Proporcionar experiências diferentes a crianças e jovens com limitações físicas pode requerer um esforço extra, assim como custos mais elevados. Muitas vezes, os parques infantis não estão adaptados a todo o tipo de necessidades e acabam por excluir um segmento de público que, por norma, já está privado de aceder aos lugares de entretenimento e lazer comuns. Até agora.
O Morgan’s Inspiration Island (a Ilha Inspiracional de Morgan), na cidade de San Antonio, no Estado americano do Texas, é o primeiro parque aquático pensado para receber crianças com problemas de mobilidade. A abertura está marcada para hoje e, desde passeios de barco a jogos aquáticos, o espaço promete oferecer um leque de atividades que vão tornar-se experiências inesquecíveis.
O parque aquático custou 17 milhões de dólares (aproximadamente 15 milhões de euros) e está totalmente equipado para crianças com mobilidade reduzida - oferece cadeiras de rodas impermeáveis para que o público não danifique os seus equipamentos pessoais, por exemplo. Também tem incorporado um sistema de controlo da temperatura de água - para que os visitantes com sensibilidade ao frio possam usufruir de todas as atividades -, áreas silenciosas para pessoas sensíveis ao ruído e pulseiras de alta tecnologia projetadas para localizar crianças que dispersem.
“O Morgan’s Inspiration Island teria sido um sonho absoluto para mim como criança”, diz Srin Madipalli, CEO da empresa Accomamble e doente de Amiotrofia Muscular Espinhal.
“Adoro os recursos da alta tecnologia. Eu tenho pouca função muscular e fico frio rapidamente. Por isso, a maneira como podem mudar a temperatura da água é ideal. Revela um nível brilhante de perceção sobre as necessidades dos diferentes indivíduos, o que é bastante incomum. Normalmente, um parque aquático desta escala pode oferecer um balneário acessível e um elevador para ajudar a entrar na água, mas pouco mais. O facto deste parque aquático ter uma acessibilidade incorporada em cada recurso é verdadeiramente inspirador - e parece muito divertido!”, sublinha.
Mas não é só o facto de ser um projeto inovador que convida a conhecer o Morgan’s Inspirations Island. Também os preços são um motivo tentador: as crianças com necessidades especiais não pagam entrada e, para os restantes visitantes, os preços estão entre os 17€ (para adultos) e 11€ (para crianças).
O parque aquático faz parte do Morgan’s Wonderland - um parque temático em San Antonio, inaugurado em 2010. Para a criação do projeto, os proprietários, Gordon e Maggie Hartman, inspiraram-se na sua filha Morgan, que sofre de limitações a nível físico e cognitivo. Os proprietários descrevem assim o projeto: “Não é um parque de necessidades especiais. É um parque de inclusão.”
Fonte: Visão
É inaugurado hoje, no Texas, o Morgan’s Inspiration Island, um parque aquático totalmente pensado para crianças com limitações físicas.
Proporcionar experiências diferentes a crianças e jovens com limitações físicas pode requerer um esforço extra, assim como custos mais elevados. Muitas vezes, os parques infantis não estão adaptados a todo o tipo de necessidades e acabam por excluir um segmento de público que, por norma, já está privado de aceder aos lugares de entretenimento e lazer comuns. Até agora.
O Morgan’s Inspiration Island (a Ilha Inspiracional de Morgan), na cidade de San Antonio, no Estado americano do Texas, é o primeiro parque aquático pensado para receber crianças com problemas de mobilidade. A abertura está marcada para hoje e, desde passeios de barco a jogos aquáticos, o espaço promete oferecer um leque de atividades que vão tornar-se experiências inesquecíveis.
O parque aquático custou 17 milhões de dólares (aproximadamente 15 milhões de euros) e está totalmente equipado para crianças com mobilidade reduzida - oferece cadeiras de rodas impermeáveis para que o público não danifique os seus equipamentos pessoais, por exemplo. Também tem incorporado um sistema de controlo da temperatura de água - para que os visitantes com sensibilidade ao frio possam usufruir de todas as atividades -, áreas silenciosas para pessoas sensíveis ao ruído e pulseiras de alta tecnologia projetadas para localizar crianças que dispersem.
“O Morgan’s Inspiration Island teria sido um sonho absoluto para mim como criança”, diz Srin Madipalli, CEO da empresa Accomamble e doente de Amiotrofia Muscular Espinhal.
“Adoro os recursos da alta tecnologia. Eu tenho pouca função muscular e fico frio rapidamente. Por isso, a maneira como podem mudar a temperatura da água é ideal. Revela um nível brilhante de perceção sobre as necessidades dos diferentes indivíduos, o que é bastante incomum. Normalmente, um parque aquático desta escala pode oferecer um balneário acessível e um elevador para ajudar a entrar na água, mas pouco mais. O facto deste parque aquático ter uma acessibilidade incorporada em cada recurso é verdadeiramente inspirador - e parece muito divertido!”, sublinha.
Mas não é só o facto de ser um projeto inovador que convida a conhecer o Morgan’s Inspirations Island. Também os preços são um motivo tentador: as crianças com necessidades especiais não pagam entrada e, para os restantes visitantes, os preços estão entre os 17€ (para adultos) e 11€ (para crianças).
O parque aquático faz parte do Morgan’s Wonderland - um parque temático em San Antonio, inaugurado em 2010. Para a criação do projeto, os proprietários, Gordon e Maggie Hartman, inspiraram-se na sua filha Morgan, que sofre de limitações a nível físico e cognitivo. Os proprietários descrevem assim o projeto: “Não é um parque de necessidades especiais. É um parque de inclusão.”
Fonte: Visão
Aplicação ajuda cegos a andar em Viana do Castelo sem perigo
Graças à aplicação Incluso que Francisco Silva utiliza no telemóvel, que já pode andar sozinho, durante a noite e apoiado na sua bengala, no centro de Viana do Castelo, sem receio de colidir com uma boca-de-incêndio ou outro obstáculo por ser amblíope e ter dificuldade de visão. Ou andar de autocarro urbano “sem estar dependente dos outros para saber em que sítio está e onde tem de sair”, diz satisfeito por ter mais autonomia no seu quotidiano e ir onde quer “de forma mais célere e eficaz”.
Mas ainda nem todos os associados da delegação da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) de Viana do Castelo, que Francisco preside, podem dizer o mesmo. Apenas uma dezena deles está a beneficiar do projecto Incluso, que funciona desde março e que foi desenvolvido em parceria com a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESTG-IPVC). Trata-se de uma aplicação móvel para os ajudar a realizar percursos pedestres no centro histórico e a utilizar os autocarros que circulam dentro da cidade sem precisarem de ajuda de outras pessoas.
Por estes dias, Francisco Silva e Sara Paiva, coordenadora do projecto no IPVC, estão a estudar formas de angariarem financiamento europeu para adquirirem equipamentos para os restantes associados. “O problema é que os smartphones, neste caso os Androids - o programa para os iPhones ainda está em desenvolvimento - são bastante caros e nós recebemos pequenas reformas que mal dão para tudo”, lamenta Francisco. “Mas é muito importante que todos tenham uma vida com melhor qualidade e mais autónoma com a ajuda desta app móvel”, diz o presidente da delegação da ACAPO que sabe bem o quanto estas duas soluções o têm ajudado e o podem fazer a mais pessoas amblíopes, como ele, e ainda a invisuais.
“Já não estou sempre a perguntar onde estou aos outros passageiros do autocarro, como fazia antes. Simplesmente ouço a voz da aplicação que me vai orientando sobre o percurso e me avisa quando tenho de sair e, nessa altura, peço ao motorista para abrir a porta do autocarro”, conta. O programa indica-lhe as ruas e os locais de referência para se orientar, como por exemplo “aproxima-se da PSP” ou “está a cem metros das Finanças e à beira do Gil Eanes”. Fica assim ultrapassada uma “grande dificuldade que os associados da ACAPO de Viana de Castelo sentiam e que transmitiram” à coordenadora do projecto no IPVC aquando do primeiro contacto. Desde a primeira hora, Francisco e dois colegas invisuais da delegação partilharam com a equipa os problemas que vivem para se deslocarem a locais como a ACAPO, as Finanças ou a biblioteca. Chegaram mesmo a experimentar o projecto no terreno, conforme ia sendo desenvolvido, e também alguns alunos do IPVC colocaram uma venda para se porem na pele dos utilizadores para melhor poderem desenvolver a app.
Além da aplicação para o autocarro, muitos dos associados, que chegam à cidade de transportes públicos vindos da periferia, também precisavam de outra solução que os ajudasse a deslocarem-se a pé dentro da cidade. “Moro na periferia e quando chego cá de autocarro, recorro ao programa pedestre para me orientar dentro do centro histórico”, conta Francisco. “Evita que colida com certos obstáculos, como caixas de electricidade e de telecomunicações ou uma boca-de-incêndio, assim como avisa que me aproximo de uma passadeira e indica o melhor caminho a seguir sem problemas.” A coordenadora do projecto explica que houve a preocupação de evitar estes obstáculos perigosos durante o percurso. Esta solução pedestre permite deslocarem-se entre seis pontos de referência dentro da cidade: o interface - onde param as camionetas -, a sede da ACAPO, a Biblioteca Municipal, as Finanças, a Câmara Municipal e o Centro de Saúde. “Assim vamos a pé sozinhos onde precisamos e de forma mais célere e eficaz”, acrescenta Francisco.
Para ter acesso ao programa, que, por enquanto só funciona nos Androids, basta ir à Play Store e descarregar a aplicação gratuita. Uma vez num local da cidade, o utilizador liga a app que recebe as coordenadas onde se encontra e o orienta.
O próximo passo deste projecto é alargar a aplicação, que é usada dentro dos autocarros, aos transportes públicos que fazem o percurso entre a cidade e a periferia, onde moram vários sócios da delegação da ACAPO e que acham que seria uma mais-valia. Sara Paiva também gostaria de “alargar o projecto ao resto do país para que mais pessoas beneficiem, porque o modelo já está construído e pode ser adaptado a cada cidade”, diz a também professora de informática no IPVC.
A equipa está a estudar formas de financiamento europeu para melhorar a cobertura do GPS em locais onde não funciona bem, como entre edifícios altos e estreitos que bloqueiam o sinal. “A solução poderá passar pela utilização dos sensores do telemóvel em vez do GPS”, diz Sara Paiva, que adianta que serão acrescentadas mais funcionalidades à aplicação, os horários dos autocarros e quanto tempo demoram a chegar e se estão com atraso ou não.
Este programa Incluso surge no âmbito do projeto âncora “Escola Inclusiva”, que nasceu em 2016, com trabalhos para ajudar a comunidade.
Fonte: Público
A Importância da Assinatura para a Inclusão da Pessoa Cega
Assinar o seu próprio nome é um acto de emancipação.
Muitas vezes uma pessoa cega, por não saber assinar o seu nome e usar a impressão digital, é confundida ou passa a imagem de uma pessoa analfabeta. Assinar seu próprio nome é um ato de emancipação. Ao assinar um diploma, a carteira de identidade, a carteira profissional, documentos, título eleitoral e até cheques, a pessoa cega adquire sentimentos de auto-realização, de independência e de responsabilidade. E não assinar traz o desconforto da menos valia e acentua a desigualdade.
Para que esta situação não se instale, é preciso não esquecer de inserir no currículo dos alunos portadores de deficiência visual, o ensino da escrita cursiva como também é de suma importância o ensino da datilografia comum.
A assinatura é um dos meios facilitadores para romper as barreiras do preconceito e informar a sociedade que o portador de deficiência visual também é um cidadão que, através de um gesto
consciente, característico e pessoal, pode deixar marcada sua identidade nos documentos.
As pessoas cegas que não tiverem oportunidade de aprender a escrita cursiva durante a sua formação básica, têm dificuldades em aceitar ou em compreender a importância desse ato, não manifestando interesse pelo seu aprendizado e cabe a nós mostrar-lhes o quão importante é assinar o seu próprio nome para diminuir uma possível imagem negativa em relação ao deficiente visual.
Não há técnica específica e única para um professor ensinar escrita cursiva, esta atividade vai do bom senso e da intuição do professor. Aqui seguem algumas sugestões para desenvolvermos este trabalho:
1 - Observar se o aluno já tem bem trabalhado o seu esquema corporal e, principalmente, se é capaz de dissociar movimentos de pulso, cotovelos e ombros;
2 - Observar se a coordenação motora fina esta bem desenvolvida;
3 - Observar a orientação espacial;
4 - Observar a formação de conceitos quanto à linhas retas, quadradas, inclinadas, ângulos, curvas e sinuosas;
5 - Observar a memória tátil e sinestésica.
Observação:
O braille é linear tanto na leitura quanto na escrita; os movimentos são retos; os símbolos estanques e, por isso, se torna um pouco mais trabalhoso passar as noções de movimentos circulares, ondulares e unidos, tais como se apresentam na escrita cursiva.
Etapas do Trabalho:
― Apontando com o dedo indicador, fazer movimentos circulares no espaço livre.
― Fazer os mesmos movimentos na parede.
― Usar as duas mãos neste momento, sendo que a esquerda fica na parede marcando o limite.
― Trabalhar a seqüência das linhas:
- Reta;
- Quebrada;
- Quebrada Inclinada (ziguezague);
- Sinuosa;
- Ondulares (semicírculos);
- Laço (idéia do "L").
6 - Com isopor e elástico, mostrar o movimento das letras tanto no espaço vertical quanto no horizontal e pedir que o aluno reproduza no isopor. Se necessário, usar o seu próprio corpo para que sinta o movimento das letras. As sensações cutâneas retêm com mais rapidez, facilidade e globalidade as formas marcadas. Pode-se usar o rosto, pois, através das linhas do rosto encontramos formas de mostrar as letras (como exemplo, o livro de Maria da Glória Beutenmuller, "Das Linhas do Rosto as Letras do Alfabeto").
7 - Trabalhar na tábua emborrachada e porosa com um punção de ponta grossa, tampa de caneta e papel plastificado ou celofane, para obtermos o efeito de relevo.
8 - Por último, lápis, caneta e papel com o guia-mão.
Dependendo do aluno, este processo levará de um a três meses ou mais.
quinta-feira, 18 de maio de 2017
Criada primeira retina com tecidos biológicos sintéticos
Lusa

Uma jovem investigadora da Universidade de Oxford, no Reino Unido, criou a primeira retina com tecidos biológicos sintéticos, revela um estudo publicado esta quinta-feira na revista científica Scientific Reports. Até agora, toda a investigação sobre retinas artificiais, destinadas a devolver a visão a cegos, incidiu sobre materiais rígidos.
O novo estudo, liderado por Vanessa Restrepo-Schild, de 24 anos, é o primeiro a usar com sucesso tecidos biológicos gerados em laboratório, refere a universidade britânica em comunicado, realçando que, ao contrário dos implantes de retina artificial existentes, as culturas de células são criadas a partir de materiais naturais biodegradáveis.
Desta forma, o implante será menos invasivo do que um dispositivo mecânico e será menos provável que cause uma reação adversa no corpo. Segundo a equipa de Vanessa Restrepo-Schild, a nova retina artificial, de dupla camada, imita praticamente uma retina humana. A retina criada, mas ainda não testada em humanos, é composta por hidrogel (gel que tem água) e proteínas de membrana celular.
"O material sintético pode gerar sinais elétricos que estimulam os neurónios na parte detrás do olho, tal como o faz a retina natural", sustentou a investigadora, que patenteou a tecnologia. Antes de testar em animais e em pessoas, Vanessa Restrepo-Schild pretende aperfeiçoar as funcionalidades da retina, nomeadamente o reconhecimento de cores, formas e símbolos.
http://sicnoticias.sapo.pt/
http://sicnoticias.sapo.pt/
Guineense cego e herói dos direitos das crianças vence 'World Children Prize'
fonte:Observador

Manuel Rodrigues é guineense, tem 55 anos e é cego desde os três e venceu, no final de abril, o World Children Prize, atribuído pela Fundação Rainha da Suécia. ANDRE KOSTERS/LUSA
Manuel Rodrigues é guineense tem 55 anos e é cego desde os três e o dia mais emocionante da sua vida foi quando venceu, no final de abril, o "World Children Prize", atribuído pela Fundação Rainha da Suécia.
“Foi o dia mais emocionante da minha vida. Fiquei surpreendido, emocionado, foi o dia mais alegre da minha vida. Só pensava na vida da nossa organização, o reconhecimento da nossa organização e no nosso país (Guiné-Bissau) no mundo”, afirmou à agência Lusa Manuel Rodrigues, que recebeu o prémio a 26 de abril na Suécia.
O prémio, conhecido como Nobel da Criança, foi atribuído pelo trabalho que Manuel Rodrigues desenvolve com as crianças cegas da Guiné-Bissau, mas também com outras pessoas com necessidades especiais, através da organização que criou há 20 anos, a Associação Guineense de Reabilitação e Integração de Cegos (AGRICE).
A AGRICE nasceu do sofrimento e da discriminação de uma vida, mas também da vontade de mudar a história com aquilo que aprendemos.
“A minha história é muito triste, ceguei aos três anos, não fui à escola, porque não havia educação no nosso país para cegos e surdos. Consegui aprender através do esforço, dos amigos e de alguns familiares e depois apliquei a minha experiência nas crianças”, explicou.
“Tive tanto sofrimento na vida que aprendi a ajudar as crianças que sofrem o mesmo que eu sofri”, salientou Manuel Rodrigues.
Segundo a UNICEF, em 2010 havia na Guiné-Bissau 13 mil crianças com alguma deficiência, mas a situação é “grave” porque o estigma é enorme e em muitos casos as crianças são abandonadas à morte, devido às práticas tradicionais, por nascerem com deformações genéticas e consideradas feiticeiras.
É contra aquele estigma que Manuel Rodrigues luta diariamente, tendo já acolhido centenas de crianças. Hoje, em sua casa, vivem 66 menores, mas o apoio que a AGRICE dá chega a mais de 1.000 pessoas com necessidades especiais, incluindo jovens e idosos.
O prémio vai permitir a Manuel Rodrigues tirar da gaveta os “projetos guardados há muito tempo”, nomeadamente a construção de um centro de acolhimento e um centro de formação.
O trabalho daquele herói do direito das crianças tem tido o apoio da cooperação portuguesa, o que permitiu também abrir a escola Bengala Branca, mas é preciso muito mais.
Roupas, bengalas para cegos, alimentos e materiais didáticos e escolares são necessário e também, num futuro, um lar para acolher os idosos com deficiência.
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