quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Politécnico de Leiria cria biblioteca braille "Mãos que leem"

O Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Politécnico de Leiria (CRID) vai criar uma biblioteca em braille, que ficará situada na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais. A biblioteca, com o mote “Mãos que leem” será única no país, pela particularidade de integrar obras de vários géneros, e conta com o apoio do Lions Clube de Leiria. A biblioteca será dotada com novos títulos mensalmente.

Célia Sousa, coordenadora do CRID, explica que «queremos disponibilizar um espaço em braille que englobe não só obras técnicas, que é o que geralmente acontece – incluídas numa biblioteca “normal” -, mas também romances e outras obras, para que a comunidade cega possa ter uma verdadeira biblioteca, diversificada e com opções para todos os gostos e necessidades». «Queremos fazer a diferença, não só para que a população em geral se ponha no lugar da pessoa com deficiência, mas essencialmente para que este público possa ter acesso às mesmas opções culturais que a restante população».

Avaliação dos alunos com CEI no ensino secundário

Tem sido recorrente a questão de como avaliar os alunos com necessidades educativas especiais do ensino secundário com a medida educativa de currículo específico individual (CEI).

Acontece que, relativamente aos alunos com CEI no ensino secundário, nunca houve qualquer referência à forma de expressar os resultados da avaliação. Neste contexto, por analogia e coerência com os procedimentos aplicados aos alunos de todo o ensino básico, foram-se expressando os resultados da avaliação de forma qualitativa, normalmente acompanhada de uma síntese descritiva das aprendizagens desenvolvidas.

No entanto, com o enquadramento normativo resultante da publicação do Despacho normativo n.º 1-F/2016, relativo ao ensino básico, os resultados da avaliação para os alunos com CEI nos 2.º e 3.º ciclos passa a traduzir-se numa escala de 1 a 5, em todas as disciplinas, e, sempre que se considere relevante, deve ser acompanhada de uma apreciação descritiva sobre a evolução da aprendizagem, incluindo as áreas a melhorar ou a consolidar, sempre que aplicável, a inscrever na ficha de registo de avaliação (cf. n.º 3 e 4 do art.º 13.º do Despacho normativo n.º 1-F/2016).

Perante esta mudança de paradigma na expressão da avaliação dos alunos com CEI no ensino básico, faz sentido que, por coerência e analogia, esta terminologia se estenda aos alunos com CEI no ensino secundário.

Por outro lado, face à ausência de orientações superiores sobre o tipo de avaliação que se deve aplicar aos alunos com CEI no ensino secundário, aplica-se a designada "lei geral" que, neste caso concreto, determina que, no ensino secundário, "Em todas as disciplinas constantes dos planos de estudo são atribuídas classificações na escala de 0 a 20 valores." (cf. n.º 7 do art.º 29.º do Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, alterado pelos Decretos-Leis n.os 91/2013, de 10 de julho,176/2014, de 12 de dezembro, e 17/2016,de 4 de abril; n.º 5 do art.º 16.º da Portaria n.º 74-A/2013, de 15 de fevereiro - cursos profissionais).

Assim, conjugando as normas de avaliação dos alunos do ensino secundário com uma leitura extensiva das normas aplicáveis aos alunos com CEI dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, e, ainda, por analogia com este nível educativa, considera-se que a avaliação dos alunos com CEI no ensino secundário deve ser expressa numa escala de 0 a 20 valores, acompanhada, eventualmente, de uma apreciação descritiva sobre a evolução da aprendizagem.

Discriminação dos deficientes" tem aumentado na Europa

“O respeito pelas leis e regras dos direitos humanos não tem tido nos últimos anos resultados muito bons. A exclusão, a pobreza e a discriminação têm aumentado na comunidade europeia”, reconheceu esta terça-feira Yannis Vardakastanis, presidente do Fórum Europeu de Deficiência, no Primeiro Encontro do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, em Lisboa. Este encontro celebra os dez anos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

No encontro organizado pelo Observatório da Deficiência e Direitos Humanos, Yannis Vardakastanis realçou a importância da convenção para assegurar os direitos das pessoas com deficiência, mas afirmou “que a sua implementação não é possível sem um movimento associativo forte”. “Estamos à margem da sociedade e queremos fazer parte dela e para isso temos de lutar contra estes problemas”. Para isso, o presidente do Fórum Europeu da Deficiência disse que “é necessária uma aliança entre todos: universidades, associações, sindicatos". "Precisamos de ser ativos para mobilizar as pessoas”, sublinhou.

Em Portugal, constatou Jorge Folcato, deputado do Bloco de Esquerda, “continua a verificar-se a construção e a inauguração de instituições” para internar pessoas com deficiência. Em resposta ao deputado, Yannis Vardakastanis mostrou-se contra e deu o exemplo do que na Grécia se conseguiu fazer: “Há 10 anos começámos por criar pequenos lares para evitar a institucionalização e por outro lado para retirar pessoas das instituições. Acabámos por criar 15 apartamentos e neste momento estamos a negociar com o governo a criação de mais 15”.

Programas para promover a inclusão?

O deputado afirmou ainda que, apesar de existirem muitos programas para promover a inclusão, nada foi efetivamente feito. “Sabemos que a escola não é inclusiva; os programas não foram cumpridos. Nunca se vai ao fundo das questões ver o que foi feito. Vivemos num país de faz de conta.”

“Temos de ser visíveis no final do dia senão somos esquecidos”, lamentou, por seu lado, Yannis Vardakastanis. E no que diz respeito à intervenção das associações na promoção da independência das pessoas com deficiência e às queixas referidas pela deputado do Bloco de Esquerda, deixou claro que a Europa não pode fazer nada se não forem denunciadas estas situações.

Já Pedro Grilo, da Associação Portuguesa de Deficientes, reforçou a importância da monitorização dos direitos das pessoas com deficiência mas defendeu que este controlo deve ser feito de forma “independente” sem a supervisão do Governo, como atualmente acontece.

Fonte: Público

Biblioteca em braille única no País abre no início do ano em escola do IPL


Cerca de 40 livros vão fazer a 'estreia' da biblioteca em braille que abrirá no início do próximo ano na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESE­CS) de Leiria. A criação da biblioteca foi anunciada no dia em que o Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID) do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) celebrou 10 anos, sen­do que aquele espaço será único no País, pela particularidade de integrar obras de vários géneros. Contando com o apoio do Lions Clube de Leiria, a biblioteca será dotada mensalmente com novos livros. A coordenadora do CRID, Célia Sousa, explicou que a intenção passa por “disponibilizar um espaço em braille que englobe não só obras técnicas, que é o que geralmente acontece – incluídas numa biblioteca 'normal' -, mas também romances e outras obras, para que a comunidade cega possa ter uma verdadeira biblioteca, diversificada e com opções pa­ra todos os gostos e necessidades”.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Politécnico de Leiria cria biblioteca em alfabeto Braille

“Mãos que Lêem” é um projecto com o apoio do Lions Clube de Leiria

O Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Instituto Politécnico de Leiria (CRID) vai criar uma biblioteca em alfabeto Braille na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS).

A colecção tem como nome Mãos que lêem e será a única no País.
Integrando obras de vários géneros, a biblioteca será dotada com novos títulos mensalmente.
Célia Sousa, coordenadora do CRID, explica que a intenção deste centro e do Lions Clube de Leiria, que apoia a iniciativa, é a disponibilização de um espaço em alfabeto Braille “que englobe não só obras técnicas, mas também romances e outras obras, para que a comunidade cega possa ter uma verdadeira biblioteca, diversificada e com opções para todos os gostos e necessidades”.
A docente e investigadora da ESECS sublinha que imprimir livros em Braille é dispendioso, “pelo que o apoio do Lions Clube de Leiria é essencial para a prossecução do projecto”.
O CRID vai adaptar, pelo menos, uma obra por mês, para integrar na biblioteca, sendo que, neste momento, já estão prontos para impressão 23 títulos. Até ao final do ano de 2017, o CRID espera ter 35 obras disponíveis na biblioteca.
O CRID já adaptou oito obras não técnicas para alfabeto Braille, antes da criação desta biblioteca. Entre os títulos preparados para leitura para invisuais, podemos encontrar Viver a vida a amar, de Fátima Lopes,Desnorte, de Inês Pedrosa, e Navios da noite, de João de Melo.
Também já editou dois livros infantis multiformato, e variado material informativo, e lançou o primeiro guião cultural inclusivo do Mundo (Braille, áudio-descrição, Língua Gestual Portuguesa e pictogramas), para o Mosteiro da Batalha.
Hoje, todos os espaços culturais de Leiria contam com guiões inclusivos, desenvolvidos pelo Centro de Recursos, do IPL.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Santa Reads Braille

Merry Christmas displayed in print and Braille with white Christmas trees in the background.

During the holiday season, there’s so much going on it’s easy to forget that it can be a very visual experience for most. That’s why it’s so important to remember to include as many people as we can.
Those who live with visual impairments unfortunately know what it feels like to be left out a little too well. Here at Braille Works, we were inspired to change that.
Last Christmas we had the amazing opportunity to help Santa Claus by sending his letters in Braille and large print to kids who are blind or visually impaired. The effort was branded “Santa Reads Braille” and it turned out to be a huge success! Over 300 children from all over America received a Braille letter from Santa.
Every kid already knows that Santa reads Braille, they don’t need to be convinced of that. We’re just stepping in to help prove it to them.
Why, you might ask? We really believe that everyone deserves to be included, especially with something as fun as a letter from Santa Claus.
Do you have a child or student in your life who reads Braille or large print? Would they enjoy getting a letter from Santa they could read for themselves?
Visit BrailleWorks.com today to get started. Just tell us who you are and where you want the letter delivered, and we’ll take care of the rest. You can help Santa reach even more kids across America this year by sharing the Santa Reads Braille program with family and friends. The Braille and large print letters will be delivered free of charge, just in time for Christmas Day.
From our family to yours, we wish you a Merry Christmas and a Happy New Year!

Guia psrs dar a conhecer aos turistas a Lisboa acessíve

A Câmara de Lisboa vai lançar este sábado o Guia de Turismo Acessível, que dá a conhecer os percursos turísticos recomendados para quem tem mobilidade condicionada, bem como os equipamentos e serviços que reúnem as necessárias condições de acessibilidade. O vereador dos Direitos Sociais diz que este guia demonstra que “é possível as pessoas com dificuldades motoras terem tempo de lazer e fruição em Lisboa”. 


Com uma tiragem de mil exemplares, metade em português e a outra metade em inglês, o guia vai ser distribuído gratuitamente pela câmara e pela Associação Turismo de Lisboa nos seus postos de informação e equipamentos. Segundo o vereador João Afonso, ele estará também disponível online e deverá ser objeto de novas edições à medida que se justifique.


“Acreditamos que em fevereiro este guia estará bastante desatualizado”, diz o autarca com um sorriso, referindo-se à data prevista para a conclusão das obras no chamado Eixo Central. A partir dessa altura, sublinha, a cidade passará a dispor de “uma nova área de usufruto, uma nova centralidade” adaptada às necessidades de quem tem mobilidade condicionada.


Por enquanto são três os “percursos pedonais recomendados” que surgem no guia: Baixa e Cais do Sodré, Belém e Parque das Nações. Todos eles, sublinha-se na publicação, “foram registados e testados por pessoas que se deslocam em cadeira de rodas”.


Para cada um desses percursos são indicados quais os troços que podem ser realizados “de forma autónoma”, por terem “piso regular e passagens de peões sem ressalto”, e quais aqueles em que é aconselhável “a ajuda de terceiros”, dado que “o piso é irregular” e pode apresentar “passagens para peões com ressaltos”.


Para além dos três percursos, que no entender da câmara abarcam as “três principais zonas turísticas da cidade”, o guia tem uma área dedicada aos jardins e miradouros de Lisboa, que convidam quem os visita a “usufruir de um momento de descanso e contemplação”. Sobre estes espaços há no entanto várias ressalvas: eles “tendem a localizar-se na zona antiga da cidade, cujas envolventes apresentam inclinações elevadas, piso irregular e passeios estreitos”, “os transportes públicos para estes locais tendem a não ser adaptados” e “nem todos os locais apresentam instalações sanitárias adaptadas”.


Nesta publicação há também espaço para os museus e para os restaurantes e hotéis, bem como para os “tours acessíveis privados”. No documento, da responsabilidade da equipa do Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa, destaca-se que só foram incluídos (salvo algumas exceções assinaladas) “equipamentos e serviços de interesse turístico que demonstraram intenção em integrar o guia, que aceitarem que um técnico aplicasse no local um questionário sobre as condições de acessibilidade, e que reúnem algumas condições básicas de acessibilidade”. (...)


Fonte: Público