terça-feira, 29 de novembro de 2016

Curso Livre em Braille (formação avançada)

 

Resultado de imagem para Curso Livre em Braille na Universidade Lusófona
A ULHT oferece um curso de braille - formação avançada, como resultado e na sequência do alcance das diferentes áreas de investigação do mestrado em comunicação alternativa e tecnologias de apoio, fundado em 2005 e a funcionar na ecati/ulht desde 2006. este curso de formação avançada assenta na investigação aprofundada, desenvolvimento e aplicação das teorias comunicacionais, metodologias estratégicas e boas práticas para a educação, formação e inclusão de pessoas cegas, com baixa visão e surdocegas, que privilegia o domínio "comunicação e linguagem" na área da braillologia e que está científica e tecnologicamente apetrechado para o desenvolvimento literácito, sensorial e sociocognitivo, sociocomunicacional, do relacionamento e interação, autonomia e independência, inclusão e qualidade de vida de crianças, adolescentes, jovens, adultos e seniores, privados da modalidade sensorial da visão ou gravemente limitados na sua utilização.
O curriculum científico do curso tem o seu enfoque no sistema braille (como meio natural de leitura e escrita das pessoas cegas e surdocegas) aplicado à língua portuguesa e a outras línguas, bem como às diferentes grafias, incluindo a científica, com o necessário enquadramento inclusivo nas diversas literacias, como a digital/web e e-learning. Cientes de que a braillologia deverá constituir uma disciplina integrada na formação de diversos profissionais na educação, reabilitação e inserção social de pessoas cegas, muito em especial na dos professores de educação especial/ensino inclusivo e rigoroso ensino do Sistema Braille em escolas de referência e/ou na criteriosa produção e utilização deste sistema por parte de profissionais e técnicos nos diversos serviços e áreas de produção e utilização do braille, foi preparado este curso de formação avançada para habilitar os cursandos com as competências e proficiência consubstanciadas no âmbito e objetivos, conteúdo programático e referências abaixo explanados.

Direção do Curso: Augusto Deodato Guerreiro
+ informações em: http://www.ulusofona.pt/formacao-livre/braille


Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Campo Grande, 376
1749-024 Lisboa - Portugal
Tel: 217 515 500
info@ulusofona.pt

Pessoas com deficiência vão poder praticar desportos de neve

Pessoas com deficiência vão poder praticar desportos de neve: A Federação de Desportos de Inverno de Portugal vai apostar no desporto adaptado, depois de ter recebido a garantia do financiamento para o primeiro equipamento, do Instituto Português do Desporto e da Juventude.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A Suta: FENPROF reuniu com grupo de trabalho do ME que pre...

A Suta: FENPROF reuniu com grupo de trabalho do ME que pre...: A FENPROF reuniu em 22 de novembro com o grupo de trabalho criado pelo Ministério da Educação, com vista à apresentação de propostas para...

Educação: não tratar igual o que é diferente

Muitos anos foram precisos para que a Educação chegasse a todas as crianças. Houve grupos que chegaram mais cedo por terem nascido em famílias que valorizavam e tinham recursos para assegurar a educação dos seus filhos, outros chegaram mais cedo porque moravam em regiões onde a escola pública se estabeleceu primeiro, outros ainda, chegaram mais cedo por causa do seu género. Apesar de Martinho Lutero (1483-1546) já ter preconizado a educação tanto para rapazes como para raparigas, o certo é que este desiderato levou centenas de anos a ser cumprido e, mesmo assim, com os rapazes a terem durante muitos anos melhor acesso à escola que as raparigas. Este esforço de universalização da Educação a todas as crianças foi um esforço longo, custoso e que, no nosso país, só recentemente se pode considerar bem-sucedido.

Talvez todo este esforço de proporcionar Educação a todas as crianças tenha reforçado a ideia que a Educação era um bem indiferenciado que ou se tem ou se não tem. Só depois deste longo e penoso esforço estamos agora na fase de, consistentemente, perguntar qual a educação que deve chegar a todos. Por analogia, só depois de a água chegar a todas as casas se começa a questionar a qualidade dessa mesma água. Hoje, o debate público na educação é sobre a sua adequação à contemporaneidade, a sua adequação aos interesses e capacidades dos alunos, a sua pertinência para preparar cidadãos conhecedores e humanamente cultos para participarem em sociedades complexas. É uma evidência que a Educação de hoje não se cumpre só por ser universal: a Educação de hoje só pode ser útil e pertinente se alterar velhos e bafientos paradigmas que demasiado tempo foram julgados como inquestionáveis.

Não temos hoje dúvidas sobre a importância da escola. Não temos, mas já tivemos antes. Há algumas décadas a preocupação era se a escola pode mesmo reduzir as desigualdades que são geradas pelos contextos económicos, culturais e sociais de onde as crianças são provenientes. Hoje este debate está ultrapassado. No passado mês de junho a revista The Economist tratou extensamente qual o papel da escola e dos professores no tecido social. Concluiu-se pelo papel decisivo – quase surpreendentemente decisivo – que as escolas e os professores podem desempenhar. Afirma-se por exemplo que “um só ano de ensino dos 10% dos melhores professores tem um impacto três vezes maior na aprendizagem dos seus alunos que o impacto causado pelos 10% piores”. Por outro lado, “se os alunos negros fossem ensinados pelos 25% dos melhores professores desapareceria a sua diferença para os alunos brancos”.

A escola faz sim uma diferença se… não persistir em

a) tratar todos os seus alunos como se eles fossem “homogéneos”,

b) conceber o conhecimento como se fosse único que estivesse pronto,

c) avaliar os alunos e as escolas como se existisse uma linha de chegada a ser franqueada ao mesmo tempo por todos.

Tratar os alunos como homogéneos é certamente uma herança dos tempos em que a prioridade era que todos frequentassem a escola. Não haveria muita disponibilidade para olhar diferentemente os alunos: era uma fase que quantidade. Por isso, agora que estamos noutro momento nos impressiona como esta ideia perversa de tratar os alunos como “homogéneos” pode persistir na organização das turmas, no ritmo e estratégias curriculares, no acolhimento de alunos com necessidades educativas específicas. Olhar os alunos como homogéneos (e os que visivelmente não o são, como “diferentes”) é uma herança doentia que nos traz muito mais prejuízos que vantagens.

Olhar o conhecimento como se ele estivesse pronto e só tivesse que ser transmitido a alunos ignorantes, é também um património que precisamos de prescindir. Hoje não é possível motivar todos os alunos exclusivamente por modelos transmissivos de conhecimento. Desde há muitos anos que muitos educadores têm chamado a atenção que, para o aluno se motivar e entusiasmar com o conhecimento, tem de ser implicado por situações-problema, por questões, por atividades, valorizando o seu papel como ator na sua própria aprendizagem.

Por fim, a escola faz diferença se puder ser suficientemente dúctil e próxima dos alunos acompanhando diferentes percursos: uns mais rápidos, outros menos, uns feitos por uns caminhos e outros por outros caminhos. Considerar que todos têm de chegar ao mesmo tempo ao mesmo lugar, não ajuda a escola a fazer a diferença: ajuda-a sim a criar e legitimar desigualdades.

Queremos pensar que estamos no bom caminho para entender que a escola não pode ser a parede granítica que é preciso escalar, mas um conjunto de percursos que possíveis (em terreno acidentado…) que é preciso fazer com motivação, como liderança e com apoio. Nesta conceção de valorizar os percursos, cabe referir como louvável e muito positiva a medida tomada pelo atual Ministério da Educação em avaliar as escolas não só em função dos seus resultados finais (os inefáveis rankings) mas levando em conta os lugares de onde se partiu. Sem olhar os percursos, a avaliação externa é injusta e incorreta.

Não podemos tratar igual o que é diferente. E agora, mais que nunca, estamos em posição (estamos na obrigação) de entender as diferenças para as podermos acolher com mais equidade.

David Rodrigues

Presidente da Pró – Inclusão – Associação Nacional de Docentes de Educação Especial. Conselheiro Nacional de Educação.


Fonte: Público

Governo aceita baixar IVA dos produtos de apoio para pessoas com deficiência

O PAN anunciou que o Governo aceitou a proposta de alteração ao Orçamento do Estado 2017 para reduzir a taxa de IVA de 23% para 6% dos produtos de apoio a pessoas com deficiência.

O PAN anunciou esta quarta-feira que o Governo aceitou a proposta de alteração ao Orçamento do Estado 2017 para reduzir a taxa de IVA de 23% para 6% dos produtos de apoio a pessoas com deficiência.
O partido Pessoas–Animais–Natureza explica, em comunicado, que a medida pretende contribuir para “uma maior inclusão social e para a diminuição das desigualdades existentes“, com a aplicação de uma taxa de IVA reduzida a todos os produtos que constam da lista homologada pelo Instituto Nacional para a Reabilitação.
Existem equipamentos, utensílios e objetos cuja utilização por parte das pessoas com deficiência é indispensável e que ainda têm uma taxa de IVA de 23%”, o que dificulta a sua aquisição, sublinha o PAN.
Segundo o partido, além dos produtos de apoio que já usufruíam de taxa de IVA reduzida, será agora possível incluir acessórios para cadeiras de rodas, como capas, chapéus-de-chuva, câmaras-de-ar, braços articulados, pneus e baterias para cadeiras de rodas elétricas, que têm “um custo bastante elevado”.
O PAN dá ainda outros exemplos de produtos de apoio que passam a beneficiar da taxa mínima, como aparelhos de medição da tensão arterial, materiais para análise de sangue, estimuladores para alívio da dor, barras de apoio e vários utensílios do quotidiano como calçado, talheres, babetes ou copos.

III Conferência Deficiência Visual e Reabilitação "Prevenção Visual e Inclusão"

7 dez 2016 - 14:00 a 18:00

Auditório da ESTeSL
III Conferência Deficiência Visual e Reabilitação  "Prevenção Visual e Inclusão"

A Área Científica de Ortóptica, da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), e a Associação de Retinopatia de Portugal promovem no dia 7 de dezembro de 2016, no Auditório da ESTeSL/ESEL, a III Conferência subordinada ao tema Deficiência Visual e Reabilitação - "Prevenção Visual e Inclusão", no âmbito do dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

A inscrição é gratuita, mas obrigatória através do formulário disponível online

Programa

14h00 – Abertura do Secretariado
14h30 – Sessão de abertura

João Lobato - Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL - IPL)
Rui Manuel Fontinha Vasconcelos - Associação de Retinopatia de Portugal (ARP)
Manuel de Oliveira - Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL - IPL)
14h45 – Painel I – Prevenção da Deficiência Visual – Desafios e Estratégias

Cegueira Evitável - Vision 2020, The Right to Sight - Parcerias para o Desenvolvimento - Salomé Gonçalves - Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto (IOGP)
Causas da deficiência visual na sociedade contemporânea – Estratégias de Intervenção - Maria Emilia Oliveira e Pedro Miguel Lino - Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto (IOGP)

O Rastreio da Retinopatia Diabética - Uma Estratégia para a Prevenção da Cegueira - Carolina Santos -Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT)
Moderador – Manuel de Oliveira -Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL - IPL)

16h15 – Pausa

16h30 – Painel II - Políticas de Inclusão do Jovem com Deficiência Visual

Olhar o Escolar Ver o Integrar - Lurdes Veiga - Agrupamento de Escolas Dr. Ginestal Machado - Santarém

Desafios e oportunidades de uma estudante com baixa visão - Paula Monzelo - Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL - IPL)

Programas de Reabilitação nas Pessoas com Cegueira Adquirida - Ana Magalhães - Centro de Reabilitação Nossa Senhora dos Anjos (CRNSA)
A Inclusão dos jovens com deficiência visual: uma questão de direitos - Ana Patrícia Santos - Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P. (INR, I.P.)

Moderador – Rui Manuel Fontinha Vasconcelos - Associação de Retinopatia de Portugal (ARP)

18h00 – Encerramento

Baixa visão e as tecnologias como meio de inclusão