terça-feira, 5 de abril de 2016

Facebook usa inteligência artificial para ajudar cegos a compreender fotos

O Facebook estreou hoje uma funcionalidade que produz legendas automaticamente para ajudar cegos compreenderem o que mostram as fotos inseridas na maior das redes sociais. Por enquanto, a ferramenta apenas funciona em inglês.

facebookblind.jpg
Um cego não vê. Mas ouve. E é pelos ouvidos que poderá ter uma noção daquilo que não consegue ver. Há muito que é conhecido este princípio da compensação. O Facebook retomou-o e juntou-lhe inteligência artificial. Hoje, a a maior das redes sociais fez saber que as imagens dos utilizadores vão passar a conter legendas produzidas automaticamente por uma plataforma de inteligência artificial que permitirá a cegos ou com visão limitada ter uma ideia das imagens que não podem ver. Por enquanto, é apenas um exclusivo para utilizadores com dispositivos iOS. Em breve, deverá chegar ao Android.
A solução tem vindo a ser desenvolvida nos últimos cinco anos – e tem constado nos roadshows que a Facebook tem feito em diferentes eventos com o propósito de mostrar ferramentas vindouras.
Na Web Summit, realizada em novembro na Irlanda, foi possível ver como a plataforma da Facebook já reconhece, em frações de segundos, pessoas, animais, lugares, objetos ou situações e conceitos. De acordo com a The Verve, a nova ferramenta recorre a técnicas de aprendizagem máquina – e depois procede à leitura, em voz sintetizada, das legendas produzidas a partir da análise das imagens.
No iOS, é usada a funcionalidade VoiceOver para a leitura das legendas.
Os responsáveis do Facebook admitem que o projeto ainda pode beneficiar de algumas expansões. Por enquanto, a solução apenas funciona em inglês. As legendas apenas são publicadas quando há um grau de certeza acima de 80%

Professor cego mostra em livro como ensinar física para quem não enxerga


Eder Camargo pesquisa formas não visuais de ajudar no ensino da matéria.
Ele perdeu visão aos 9 anos e hoje tem pós-doutorado pela Unesp.


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Programador cego desenvolve app para ajudar invisuais



Saqib Shaikh, programador da Microsoft, é cego desde os sete anos. Agora, usou as suas competências para criar uma aplicação que ajuda pessoas com o mesmo problema de visão a interpretar o ambiente em seu redor.

Saqib, que reside em Londres e trabalha na Microsoft há 10 anos, é o mentor da Seeing AI, uma aplicação para smartphones e óculos inteligentes capaz de narrar ao utilizador aquilo que se passa à sua volta.

Através da Seeing AI, o utilizador pode identificar as pessoas com quem está a conversar, com a aplicação a revelar o sexo do interlocutor, sendo que a app também consegue ler as expressões faciais indicando o estado emocional das pessoas (se estão a sorrir ou se estão tristes, por exemplo).

A aplicação, que ainda não está disponível ao público, também guia, por exemplo, o utilizador na hora de fotografar o menu de um restaurante para, de seguida, ler em voz alta as opções disponíveis.
"Adoro fazer coisas que melhorem a vida das pessoas e sempre sonhei desenvolver uma aplicação que nos dissesse o que se passa à nossa volta", conta Saqib no vídeo divulgado pela Microsoft.

"Sei que esta solução parece ficção científica, eu nunca pensei que isto fosse possível, mas a inteligência artificial está cada vez mais evoluída e penso que isto é apenas o princípio", garante.

A aplicação foi desenvolvida com as ferramentas de inteligência artificial da Microsoft Cognitive Services, uma divisão da empresa que desenvolve "aplicações com algoritmos poderosos utilizando apenas algumas linhas de código. As aplicações são compatíveis com vários dispositivos e plataformas como iOS, Android e Windows", explica a empresa. E são mais fáceis de configurar.

domingo, 3 de abril de 2016

Estudantes criam aplicação para invisuais andarem de autocarro | P3

Estudantes criam aplicação para invisuais andarem de autocarro | P3: O objectivo é auxiliar as pessoas cegas e amblíopes na utilização nos vários percursos disponibilizados pelos autocarros urbanos no centro histórico de Viana do Castelo

sábado, 2 de abril de 2016


Hoje, dia da consciencialização para o autismo, é dia de vestir roupa azul. E azul porquê? Porque a maioria dos autistas são do sexo masculino, daí o azul.


A constituição de turmas e os alunos com necessidades educativas especiais

O Conselho Nacional de Educação publicou o relatório "Organização escolar: as turmas" onde, pelo meio de muita informação, se destaca o seguinte trecho sobre a problemática da constituição de turmas e da contingência do número de alunos com necessidades educativas especiais (NEE).

Estudantes criam aplicação para invisuais andarem de autocarro | P3

Estudantes criam aplicação para invisuais andarem de autocarro | P3: O objectivo é auxiliar as pessoas cegas e amblíopes na utilização nos vários percursos disponibilizados pelos autocarros urbanos no centro histórico de Viana do Castelo