sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Livros infantis para “meninos especiais” | P3
Livros infantis para “meninos especiais” | P3: Como é escrever um livro infantil sobre a Carolina, que é surda e cega? Ou fazer as ilustrações sobre o Tiago, que tem paralisia cerebral? É difícil. E é fácil. É o que dizem escritores e ilustradores que foram chamados a contribuir para a colecção “Meninos Especiais”
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Governo arranca hoje com iniciativa "Percursos pela Inclusão"
FONTE: Por Lusa
imagem: Ana Sofia Antunes
A secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência arranca hoje, no Porto, com a iniciativa "Percursos pela Inclusão", com vista a mostrar entidades que contribuem para a inclusão e para a promoção dos direitos das crianças e jovens.
Ana Sofia Antunes vai andar, numa primeira fase, pelo norte do país, passando por Porto, Vila Nova de Gaia, Viana do Castelo, Guimarães, Braga, Póvoa de Lanhoso, Vila Real e Alfândega da Fé. A iniciativa tem por tema "Respostas sociais inovadoras no âmbito da Inclusão" e esta primeira fase decorre entre o dia de hoje e 29 de janeiro.
Jovens investigadores da UC recebem bolsa para tratar a cegueira e solos contaminados
FONTE: DN
Fundação Calouste Gulbenkian entrega bolsa de estímulo
à investigação para jovens com menos de 26 anos
João Calmeiro e João Vareda, investigadores da Universidade de Coimbra, foram distinguidos pela Fundação Calouste Gulbenkian, com Bolsas de Estímulo à Investigação no valor de 12.500 euros cada. O primeiro desenvolve um trabalho que pretende curar a cegueira, o segundo quer tratar solos contaminados com metais pesados. Os prémios destinam-se a investigadores com idade inferior a 26 anos e vão ser entregues no dia 9 de março.
João Calmeiro faz investigação no Centro de Neurociências e Biologia Celular. O trabalho recai sobre uma proteína - a canalrodopsina-2 - que poderá ser utilizada como ferramenta contra a cegueira causada por degeneração da retina, uma doença que afeta mundialmente mais de 15 milhões de pessoas.
"A nossa investigação procura dar capacidade de resposta à luz aos neurónios da retina que não têm essa capacidade naturalmente. O projeto visa alterar as propriedades de absorção de luz da proteína "canalrodopsina-2", que naturalmente responde apenas à luz de cor azul, e criar novas variantes que absorvem e respondem à luz de outras cores", o jovem investigado, que diz ser "um enorme orgulho receber este prémio de uma instituição tão prestigiada".
Portugueses criam sistema que diagnostica e trata epilepsia | P3
Portugueses criam sistema que diagnostica e trata epilepsia | P3: Equipa do INESC TEC criou o primeiro sistema do mundo que usa tecnologia 3D para detectar movimentos corporais durante as crises epilépticas. Pode ajudar no diagnóstico e tratamento
sábado, 23 de janeiro de 2016
DEFICIENTES VISUAIS PODEM TER AULAS DE BIOLOGIA

Modelos táteis para melhorar o
aprendizado de cegos: Cérebro em relevo
Imagine saber que existe um mundo que não se pode ver e ter que conhecê-lo através do tato. A falta de visão, descrita pelo escritor e vencedor do prêmio Nobel de literatura José Saramago em seu livro Ensaio sobre a cegueira, é a realidade que, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), é vivida por quatro milhões de pessoas no país. Pensando em como os cegos poderão estudar em colégios do ensino regular e aprender com o mesmo conteúdo aplicado aos demais, a professora Nadir SantAnna, do Laboratório de Biologia Celular e Tecidual da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), desenvolveu o projeto 'Produção de Esquemas em Alto Relevo para Deficientes Visuais nas Áreas de Biologia Celular, Histologia e Embriologia'.
Contemplado pelo edital 'Apoio à Construção da Cidadania da Pessoa com Deficiência', da FAPERJ, seu objetivo é auxiliar estudantes do ensino médio no aprendizado de matérias como Biologia.
"Acreditamos que inclusão de facto é garantir aos portadores de necessidades especiais condições de participação em todos os setores, inclusive no acesso à educação de qualidade. Só assim aumentamos suas alternativas para inclusão no mercado de trabalho", diz Nadir SantAnna.
Segundo a professora, o ensino de certas disciplinas exige recursos didáticos complementares para facilitar o aprendizado. Um desses casos é a biologia, que inclui a descrição de estruturas envolvidas em eventos dinâmicos e simultâneos. "Como é mais difícil entender esse conteúdo, a matéria termina despertando pouco ou nenhum interesse dos alunos portadores de deficiência visual, que acabam desistindo de seguir qualquer carreira ligada à área biológica." Segundo a professora, os modelos físicos tridimensionais que facilitariam o entendimento das imagens por esses estudantes são praticamente inexistentes ou de altíssimo custo.

Modelos feitos em biscuit do processo de trabalho de parto. Em A, observamos o início da perda do tampão mucoso.
Em B observamos o início da dilatação do canal endocervical. Em C observamos o início do processo de expulsão,
pois a cabeça do feto já passou pelo canal endocervical. O cordão umbilical foi feito com barbante de algodão trançado.

Modelos feitos em biscuit do processo de trabalho de parto. Em A, observamos o início da perda do tampão mucoso.
Em B observamos o início da dilatação do canal endocervical. Em C observamos o início do processo de expulsão,
pois a cabeça do feto já passou pelo canal endocervical. O cordão umbilical foi feito com barbante de algodão trançado.
Para facilitar o entendimento desses alunos, ela desenvolve objetos didáticos táteis, produzidos com material de baixo custo, como barbante, contas, vidrilhos e arames. Parte dos modelos também é feita com massa de biscuit, fácil de ser encontrada, barato, além de ser de fácil preparo e modelagem e permitir ampla variação de textura, coloração, e ser resistente ao calor. "Um modelo de cérebro adquirido em lojas custa em torno de R$ 300. O nosso sai por menos de R$ 10, já que a massa de biscuit é preparada e modelada pelos membros de nossa equipe", afirma a professora Nadir. Ela lembra que para produzir biscuit é preciso apenas cola, tinta para tecido e amido de milho e sua reprodução em maior escala pode ser feita através de moldes de silicone, parafina, gesso e até argila.Com o uso desses modelos, os alunos com deficiência visual podem sentir pelo tato células, ou órgãos do corpo humano. De acordo com a professora, o trabalho está concentrado, por enquanto, no Colégio Estadual Thiers Cardoso, em Campos, interior fluminense. "Durante as aulas observamos que os portadores de deficiência mantinham um comportamento retraído em comparação com os normovisuais, que são as pessoas sem problemas de visão. Eles pareciam deslocados do restante da turma e eram completamente dependentes de outras pessoas, tanto para a leitura dos textos como para explicações paralelas sobre o assunto abordado pelo professor. Era uma forma de exclusão dentro da proposta constitucional de inclusão. Então, vimos que era necessário integrar normovisuais e deficientes visuais, além de lhes dar maior independência", diz Nadir. Na escola, Nadir e seu grupo empregaram os modelos em turmas com aproximadamente 20 alunos, dos quais sempre dois a três eram deficientes visuais. "Os resultados foram bem satisfatórios. Uma aluna com cegueira congênita, de 24 anos, não sabia como era a genitália masculina. Com o modelo em alto-relevo, ela pôde enfim conhecer e, junto com os outros alunos, entender mais coisas sobre o sistema reprodutor. A professora contou que, antes de conhecer os modelos de vários órgãos do corpo, a aluna não fazia perguntas em sala de aula. Hoje, ela é uma das mais interessadas", diz.Segundo Nadir, a proposta não é criar um espaço extra para o uso do material inclusivo, mas fazer com que ele seja empregado em aulas expositivas, seguindo o programa do curso. Assim, enquanto os estudantes com visão normal assistem as aulas expositivas, com apresentação de material audiovisual, normalmente exibição de slides, os alunos deficientes visuais acompanham as explicações do professor, sozinhos, podendo percebê-las nos esquemas tridimensionais auto-explicativos. Durante a aula, todos terão à disposição materiais iguais. Os modelos produzidos em biscuit têm cores fortes para estimular aqueles com baixa visão.O conjunto de material tátil, criado pela professora como uma proposta auto-explicativa e inclusiva, evoluiu, nos últimos meses, para a criação de um Atlas Tátil, composto de esquemas em alto-relevo reproduzidos em Braillon uma película plástica e acompanhados de legendas impressas em braile sistema de signos desenhados em relevo para serem lidos com a ponta dos dedos, que compões a escrita para cegos. Em vez de um livro enorme e pesado, o Atlas foi dividido em capítulos encadernados, facilitando o transporte pelos usuários. Cada capítulo é acompanhado por um CD, com esquemas coloridos para aulas expositivas e legendas digitalizadas, que permitem sua leitura no programa DosVox software que possibilita aos cegos utilizarem um computador comum (PC) para desempenharem uma série de tarefas, adquirindo assim um nível alto de independência no estudo e no trabalho.Com o apoio da FAPERJ, a equipe já recebeu os equipamentos para imprimir o Atlas: computadores, impressora em braile e o material para a reprodução das matrizes. Cada uma das páginas é feita em Thermoform material que permite a produção de figuras, formas e mapas em alto-relevo. Com o auxílio da Pró-Reitoria de Extensão da Uenf, os pesquisadores estão ainda visitando as coordenadorias regionais de educação das regiões norte e noroeste fluminense para distribuir o material, capacitar professores e sensibilizar profissionais de outras áreas para a montagem de uma equipe multidisciplinar. "Cada coordenadoria receberá um exemplar do Atlas Tátil. Dependendo da demanda, poderemos ceder um número maior de exemplares" explica. "Ficamos muito emocionados com a receptividade dos alunos, saber que os estamos ajudando a enxergarem um mundo diferente é bem gratificante", finaliza.
TÉCNICAS PARA PRODUÇÃO E REPRODUÇÃO DE MATERIAL EDUCACIONAL DE BAIXO CUSTO NA ÁREA DE CIÊNCIAS MORFOLÓGICAS PARA DEFICIENTES VISUAIS - consultar aqui.
ﻬ
fonte: FAPERJ - Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro
TÉCNICAS PARA PRODUÇÃO E REPRODUÇÃO DE MATERIAL EDUCACIONAL DE BAIXO CUSTO NA ÁREA DE CIÊNCIAS MORFOLÓGICAS PARA DEFICIENTES VISUAIS - consultar aqui.
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fonte: FAPERJ - Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro
Governo liberta 7 milhões para qualificar pessoas com deficiência

A Renascença apurou que se trata de uma medida excepcional. Os destinatários são pessoas com deficiência, à procura de emprego ou desempregadas.
O Governo aprova esta quinta-feira o reforço financeiro de 125 instituições de apoio à qualificação de pessoas com portadoras de deficiência. Trata-se de uma medida excepcional, enquanto espera pelas verbas de Bruxelas.
São 7,3 milhões de euros para garantir acções de qualificação a quase oito mil formandos, entre Janeiro e Março. Os destinatários são pessoas com deficiência, à procura de emprego ou desempregadas. Há vários anos que estas acções de formação são financiadas pelo Fundo Social Europeu.
Acontece que os habituais atrasos na transição entre quadros comunitários estão a ser mais graves e o Portugal 2020 não está ainda a aceitar candidaturas, no âmbito do Programa Operacional de Inclusão e Emprego. Ou seja, até 31 de Dezembro do ano passado, as 125 entidades que prestam este serviço tiveram verbas do QREN e, a partir de 1 Janeiro, ficaram sem financiamento.
Ficaram, assim, em causa as acções de formação, os subsídios aos formandos e os salários dos técnicos das instituições. Preocupadas com a situação, quatro federações alertaram o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.
A solução, apurou a Renascença junto de fontes oficiais, está numa medida de apoio excepcional e temporária que garante as verbas para os primeiros três meses do ano. O financiamento será suportado em colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional.
A expectativa é que, em Fevereiro, já seja possível apresentar candidaturas no Programa Operacional do Portugal 2020. As instituições esperam que em Abril já tenham o dinheiro enviado por Bruxelas.
Como tornar os locais de voto acessíveis?
A Câmara de Lisboa responde.

A acessibilidade da assembleia de voto mede-se no edifício onde ela está instalada
mas também na envolvente a ele. NUNO FERREIRA SANTOS/ARQUIVO
A equipa do Plano de Acessibilidade Pedonal elaborou um guia com "boas práticas para a instalação de assembleias de voto acessíveis"
Porque “na hora de votar a acessibilidade conta, principalmente para cidadãos idosos, cegos ou com baixa visão e com mobilidade condicionada”, a equipa do Plano de Acessibilidade da Câmara de Lisboa elaborou um guia com recomendações sobre como tornar as assembleias de voto “acessíveis”.
O documento começa por fazer um enquadramento da legislação em vigor, no qual se lembra que desde 2006 “existe legislação que define as condições de acessibilidade a cumprir no âmbito do projecto e na construção de espaços públicos, equipamentos colectivos e edifícios públicos”. No caso concreto das assembleias de voto, a Lei Eleitoral da Assembleia da República define que elas “devem reunir-se em edifícios públicos, de preferência escolas, sedes de municípios ou juntas de freguesia que ofereçam as indispensáveis condições de capacidade, segurança e acesso”.
Feito o enquadramento legislativo, a equipa coordenada por Pedro Homem de Gouveia sintetiza algumas das recomendações que diferentes entidades internacionais e nacionais têm produzido sobre este tema. Entre elas as da Comissão Nacional de Eleições, que segundo se lê no documento da Câmara de Lisboa “tem vindo a aconselhar especial atenção na escolha dos locais de voto”, defendendo que “a questão da acessibilidade de todos os cidadãos às assembleias de voto, designadamente dos cidadãos portadores de deficiência e dos cidadãos com dificuldades de locomoção, deve ser o elemento preponderante na escolha dos locais a utilizar”.
Mas afinal o que faz com que uma assembleia de voto seja acessível? Para a equipa responsável pelo Plano de Acessibilidade Pedonal, tal depende não só das “condições físicas no edifício onde é instalada a assembleia de voto”, mas também da “envolvente” a esse edifício e do próprio “processo de votação”.
Começando pela envolvente da assembleia de voto, os técnicos do município notam que junto a ela deve haver “paragens/estações de transportes públicos e parque de estacionamento”, bem como “uma área reservada para largada e tomada de passageiros que permita táxis e transportes adaptados”. “Entre estes locais e a assembleia de voto deve ser assegurada a continuidade e acesso livre de obstáculos”, acrescenta-se.
Quanto à assembleia de voto propriamente dita, a equipa do plano faz recomendações sobre a entrada no edifício, que não deve ter “desníveis”, sobre as secções de voto e sobre os percursos entre elas e a entrada. Além disso, é deixada uma sugestão: a de que no átrio de entrada das assembleias de voto “estejam uma ou duas pessoas que possam conduzir ou auxiliar pessoas com mobilidade condicionada, nomeadamente idosos, pessoas que se desloquem em cadeiras de rodas e pessoas com baixa visão ou cegas, até à secção de voto respectiva”.
Na secção de voto, sublinha-se, “existem dois equipamentos cuja disposição e características podem fazer toda a diferença para a plena acessibilidade ao voto”. São eles o “conjunto mesa/urna” e “a câmara de voto”. Em ambos, a altura é uma das preocupações a ter, para garantir que é possível a sua utilização por quem se desloca em cadeira de rodas.
Nas conclusões, a equipa coordenada por Pedro Homem de Gouveia frisa que “a livre participação nas eleições pressupõe o livre acesso à assembleia de voto” e que as autarquias “têm um papel preponderante” a este nível, uma vez que é aos presidentes de câmara que cabe fixar os locais de votação. O documento agora concluído pela autarquia intitula-se Acesso ao Voto - Boas práticas para a Instalação de Assembleias de Voto Acessíveis e pretende ser uma ferramenta de trabalho ao dispor de todos os interessados.
A acessibilidade da assembleia de voto mede-se no edifício onde ela está instalada
mas também na envolvente a ele. NUNO FERREIRA SANTOS/ARQUIVO
A equipa do Plano de Acessibilidade Pedonal elaborou um guia com "boas práticas para a instalação de assembleias de voto acessíveis"
Porque “na hora de votar a acessibilidade conta, principalmente para cidadãos idosos, cegos ou com baixa visão e com mobilidade condicionada”, a equipa do Plano de Acessibilidade da Câmara de Lisboa elaborou um guia com recomendações sobre como tornar as assembleias de voto “acessíveis”.
O documento começa por fazer um enquadramento da legislação em vigor, no qual se lembra que desde 2006 “existe legislação que define as condições de acessibilidade a cumprir no âmbito do projecto e na construção de espaços públicos, equipamentos colectivos e edifícios públicos”. No caso concreto das assembleias de voto, a Lei Eleitoral da Assembleia da República define que elas “devem reunir-se em edifícios públicos, de preferência escolas, sedes de municípios ou juntas de freguesia que ofereçam as indispensáveis condições de capacidade, segurança e acesso”.
Feito o enquadramento legislativo, a equipa coordenada por Pedro Homem de Gouveia sintetiza algumas das recomendações que diferentes entidades internacionais e nacionais têm produzido sobre este tema. Entre elas as da Comissão Nacional de Eleições, que segundo se lê no documento da Câmara de Lisboa “tem vindo a aconselhar especial atenção na escolha dos locais de voto”, defendendo que “a questão da acessibilidade de todos os cidadãos às assembleias de voto, designadamente dos cidadãos portadores de deficiência e dos cidadãos com dificuldades de locomoção, deve ser o elemento preponderante na escolha dos locais a utilizar”.
Mas afinal o que faz com que uma assembleia de voto seja acessível? Para a equipa responsável pelo Plano de Acessibilidade Pedonal, tal depende não só das “condições físicas no edifício onde é instalada a assembleia de voto”, mas também da “envolvente” a esse edifício e do próprio “processo de votação”.
Começando pela envolvente da assembleia de voto, os técnicos do município notam que junto a ela deve haver “paragens/estações de transportes públicos e parque de estacionamento”, bem como “uma área reservada para largada e tomada de passageiros que permita táxis e transportes adaptados”. “Entre estes locais e a assembleia de voto deve ser assegurada a continuidade e acesso livre de obstáculos”, acrescenta-se.
Quanto à assembleia de voto propriamente dita, a equipa do plano faz recomendações sobre a entrada no edifício, que não deve ter “desníveis”, sobre as secções de voto e sobre os percursos entre elas e a entrada. Além disso, é deixada uma sugestão: a de que no átrio de entrada das assembleias de voto “estejam uma ou duas pessoas que possam conduzir ou auxiliar pessoas com mobilidade condicionada, nomeadamente idosos, pessoas que se desloquem em cadeiras de rodas e pessoas com baixa visão ou cegas, até à secção de voto respectiva”.
Na secção de voto, sublinha-se, “existem dois equipamentos cuja disposição e características podem fazer toda a diferença para a plena acessibilidade ao voto”. São eles o “conjunto mesa/urna” e “a câmara de voto”. Em ambos, a altura é uma das preocupações a ter, para garantir que é possível a sua utilização por quem se desloca em cadeira de rodas.
Nas conclusões, a equipa coordenada por Pedro Homem de Gouveia frisa que “a livre participação nas eleições pressupõe o livre acesso à assembleia de voto” e que as autarquias “têm um papel preponderante” a este nível, uma vez que é aos presidentes de câmara que cabe fixar os locais de votação. O documento agora concluído pela autarquia intitula-se Acesso ao Voto - Boas práticas para a Instalação de Assembleias de Voto Acessíveis e pretende ser uma ferramenta de trabalho ao dispor de todos os interessados.
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