quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Por que nunca deve esfregar os olhos com as mãos

Desde que eramos crianças que ouvimos, provavelmente mais do que uma vez, que nunca se deve pôr as mãos nos olhos. Mas porquê?


Até pode evitar ao máximo tocar nos olhos com as mãos mas a verdade é que quando tem comichão e não há nenhum lenço de papel à vista, o mais provável é que vá cocá-los com as mãos sem se preocupar sequer se estão lavadas ou não.

Mas qual é pior coisa que pode acontecer afinal? O site She Finds foi tentar perceber e sublinha que os especialistas concordam que esfregar os olhos com as mãos é de facto uma das piores coisas que pode fazer pondo em risco a sua saúde. E mais, também não vai contribuir nada para a sua beleza.
A especialista em saúde feminina do Providence Saint John’s Health Center em Santa Monica Dra. Sherry Ross adverte que as mãos estão cheias de bactérias. “Quando esfrega os olhos, pode saber-lhe bem por um momento, mas está a transferir bactérias indesejadas e a exercer pressão numa área sensível e vulnerável.”
Esta ação além de aumentar o risco de inflamação nos olhos, como conjuntivite, pode mesmo, se os esfregar de forma mais agressiva, provocar danos na córnea.
A Dra. Kristine Arthur, médica no Providence Saint John’s Health Center, na Califórnia, sublinha ainda que esfregar os olhos com as mãos não desinfetadas aumenta ainda a probabilidade de contrair doenças infeciosas como gripes e resfriados.
As pessoas que usam lentes de contacto devem ter ainda mais cuidado para nunca esfregar os olhos com as mãos uma vez que estão em maior risco de desenvolver infeções mais graves que podem até levar a perda de visão, avisam os especialistas.
No campo da Beleza, este hábito também não lhe traz benefícios nenhuns, destaca o site She Finds. Isto porque, como destaca o dermatologista Dr. Tsippora Shainhouse, de Beverly Hills, esfregar a pele à volta dos olhos pode provocar uma irritação crónica e engrossar a pele desta zona, deixando-a hiperpigmentada e até com as rugas mais vincadas. 

Jovem cria pulseira inteligente que dá autonomia a cegos


 

Uma pulseira inteligente desenvolvida por um jovem mexicano promete dar mais autonomia a quem tem deficiência visual. A Sunu Band registra o entorno a partir de tecnologia sonar e transmite por vibrações a presença de obstáculos em seu caminho, ajudando o usuário a seguir seu trajeto.
Criado por Marco Trujillo apenas como um projeto acadêmico, o protótipo foi testado por crianças cegas, que foram capazes de superar várias provas, como sair de um labirinto.
Os pais de alguns dos garotos se entusiasmaram com os resultados, resolveram investir no projeto e convencer o jovem a levá-lo adiante. Trujillo, então, abriu uma startup, a Sunu, para aperfeiçoar a pulseira e viabilizar sua produção. Quase quatro anos depois, o produto está pronto para ir para o mercado, com custo de lançamento de 199 dólares (cerca de R$ 750).
“O funcionamento é como o de um sensor de estacionamento, mas com vibração em vez de bips”, explica Trujillo.
A pulseira fica na mão oposta à usada pela bengala-guia. Movimentos leves permitem direcionar o ultrassom, como se fosse uma lanterna. O dispositivo avalia o ambiente e, a partir de amostras de eco 30 vezes por segundo, produz uma vibração de maior ou menor intensidade, dependendo da distância do objeto que o produziu. Desta forma, o cego pode interpretar as vibrações e desviar dos obstáculos ao seu redor.
A adaptação ao dispositivo é rápida, afirma o empreendedor. “Nos testes realizados, constatamos que a curva de aprendizagem é mais curta do que a das bengalas.”
 

Empregabilidade Jovem - sessões de formação - ACAPO



Estão abertas as inscrições para 4 sessões de formação sobre Empregabilidade Jovem, orientadas por Irina Francisco e Alexandre Almeida.

Datas e horários:
  • 28 de novembro, 14h/18h, Lisboa;
  • 5 de dezembro, 14h/18h, Coimbra;
  • 18 de dezembro, 14h/18h, Porto;
  • 19 de dezembro, 09:30h/13:30h, Braga.

Prazos de inscrição:
- Lisboa - 26 de novembro;
- Coimbra - 3 de dezembro;
- Porto e Braga - 16 de dezembro.
Destinatários:
Jovens com deficiência visual e idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, desempregados ou à procura do primeiro emprego.
Objetivos:
• Partilhar experiências de procura de emprego;
• Identificar competências pessoais e profissionais;
• Valorizar os pontos fortes e aprender a contornar os pontos fracos;
• Construir um bom currículo;
• Conhecer as estratégias mais eficazes de procura de emprego;
• Refletir criticamente sobre como abordar a deficiência visual no currículo e na entrevista de emprego.

6 Pontos a Dançar, Contos vão Contar

FONTE: CAIPdv

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OLEC - construção de materiais
 
A Oficina de Literacia Emergente para a Cegueira (OLEC) - 6 Pontos a Dançar, Contos vão Contar - é um projeto em curso, distinguido e apoiado por uma Menção Honrosa do Prémio BPI Capacitar 2014, que almeja ser um serviço especializado, impulsionador do acesso e disseminação de materiais no domínio da literacia emergente na cegueira.
Para acompanhar este projeto, visite o nosso blog - "6 pontos a dançar, contos vão contar - Oficina de Literacia Emergente para a Cegueira (OLEC)", em:
https://caipdvolec.wordpress.com/ 

Ana Sofia Antunes é a primeira secretária de Estado cega

Ana Sofia Antunes estava em 19.º lugar nas listas do PS pelo círculo de Lisboa. Foram eleitos só 18. Ficou à porta do Parlamento, mas entra agora para o Governo como secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência. Republicamos, com as devidas adaptações, um artigo publicado em Agosto.

Não gosta da expressão invisual, considera-a politicamente correcta. Prefere cega ou deficiente visual. Ana Sofia Antunes, 33 anos, é provedora do cliente da EMEL, presidente da ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal e integrou as listas de candidatos a deputados do PS por Lisboa. Estava em 19.º lugar, posição que em Agosto se considerava elegível, pelo que se pensava que poderia ser a primeira deputada cega a sentar-se no hemiciclo depois das legislativas. Dizia ter vontade de mudar o que já devia ter sido mudado e não teve medo das palavras: “Um país que não respeita os seus deficientes não tem respeito por si próprio.”
Nasceu com deficiência visual, frequentou uma escola especializada nos primeiros anos e depois fez todo o percurso escolar até à faculdade enfrentando e superando as dificuldades que existiam, e existem. Isso fê-la perceber o muito que ainda há por fazer em relação a pessoas com deficiência visual ou outras deficiências. É uma activista, com um longo caminho na ACAPO, de que é presidente desde Janeiro de 2014.
Quando foi convidada para integrar as listas do PS como independente, ficou surpreendida, mas “feliz”. Se tivesse sido eleita seria a primeira deficiente visual a sentar-se no Parlamento como deputada. Seria simbólico mas mesmo assim já vinha tarde, lamentava.
“Nós, ao contrário de outros países europeus, nunca tivemos pessoas com deficiência a ocupar cargos como deputados ou no Governo”, nota, considerando que essa lacuna, em termos de representação, “diz muito” sobre a própria sociedade e sobre o país. Por isso, não podia recusar o desafio: “Aceitei com muito orgulho. Mais do que a minha ida para o Parlamento, é uma abertura de portas para as pessoas com deficiência.”
Sabia que o que esperavam dela era que levasse as questões relacionadas com a inclusão e a igualdade para a Assembleia da República. Ainda assim, não pretendia fechar-se “numa espécie de gueto”, com apenas uma causa, uma bandeira. Não se é eleito apenas por um conjunto de cidadãos, mas “por todos”, ressalvou.
Apesar de ter essa ideia presente, quando questionada sobre o que pretendia fazer caso viesse a sentar-se no hemiciclo, Ana Sofia Antunes tinha as respostas todas na ponta da língua. Eram muitas as propostas. Dois exemplos apenas: queria bater-se pelas medidas compensatórias dos custos da deficiência e pela criação de uma lei de bases da vida independente. Terá agora mais poder para o fazer.
Sobre o primeiro ponto, dizia haver “estudos de entidades independentes que demonstram aquilo que é a realidade das pessoas com deficiência e o que significa a mais no orçamento familiar”.
“Obviamente que existem algumas medidas a nível fiscal que tentam minorar o impacto a nível do IRS, mas não são suficientes. O que temos é uma dedução à colecta um pouco superior às restantes pessoas”, explicou. E o que Ana Sofia Antunes defendia que deve ser estudado é a existência de “um complemento” que permita fazer face a despesas adicionais.
“Se tenho uma deficiência motora, não tenho culpa de ter nascido com esta característica”, argumentou, acrescentando que apoiar estas pessoas chama-se Estado Social. Se tal não acontece, “é um país que não respeita os seus deficientes”. E um país que não respeita os seus deficientes é “um país que não tem respeito por si próprio”.
Sobre a criação de uma lei de bases da vida independente, explicou que se pretende analisar “de que forma é que as verbas investidas pelo Estado a institucionalizar pessoas podem ser atribuídas directamente à pessoa para viver de uma forma autónoma, na sua habitação”, ou seja, os montantes podiam servir para pagar a assistentes que auxiliassem as pessoas com deficiência em casa.
Ana Sofia Antunes trabalhou na Câmara Municipal de Lisboa entre 2007 e 2013, era então presidente o actual secretário-geral socialista e primeiro-ministro indigitado, António Costa. Licenciada em Direito pela Universidade de Lisboa, fazia assessoria jurídica no departamento da mobilidade.
Foi já depois de ter feito estágio, entrado na Ordem dos Advogados e exercido um ano de advocacia que recebeu o convite para ir para a câmara. Lá, começou a mexer-se, a querer fazer mais, a mostrar preocupação com as barreiras arquitectónicas em Lisboa, por exemplo. Fez parte de um grupo pequeno que começou um plano de acessibilidade pedonal na cidade.

domingo, 22 de novembro de 2015

dot - O relógio inteligente de braille para os invisuais | Pplware Kids

dot - O relógio inteligente de braille para os invisuais | Pplware Kids



O défice visual traduz-se numa redução da quantidade de informação que o indivíduo recebe do meio ambiente, ficando assim restrita a quantidade de estímulos adquiridos. No entanto, este défice não origina necessariamente problemas no desenvolvimento psicológico (Martin & Bueno, 1997). Na verdade, o indivíduo dispõe de outras vias de recolha de informação que podem complementar ou substituir a via visual, com a adequada orientação e apoio. A investigação refere um conjunto de comportamentos que podem caracterizar estes indivíduos, contudo é mais correcto o uso do termo “tendências”, pois nem todos os cegos apresentam os mesmos traços psicológicos na sua estrutura de personalidade.
O bebé cego, tal como o bebé normovisual, a partir da actividade reflexa inata (comportamento natural não aprendido), começa a organizar tipos ou sequências de acção, à excepção das referentes ao sentido da visão, verificando-se algumas diferenças nítidas na sua evolução, a partir dos quatro ou cinco meses.
Segundo Fraiberg (1977) e Sonksen (1979, cit. por Dias, 1995), a coordenação auditivo-manual processa-se no bebé cego, entre os oito e os dez meses, o que significa um atraso considerável em relação ao bebé normovisual. Todavia, é necessário salientar que enquanto a coordenação visuo-manual levanta um problema de ordem sensório-perceptiva simples (ou seja, o bebé normovisual olha para um objecto e tem logo acesso às características visíveis e aos sons produzidos pelo mesmo), a coordenação auditivo-manual só é possível quando os sons produzidos pelos objectos começam a possuir um significado, ou seja, quando o bebé cego é capaz de atribuir a cada som um objecto exterior. A reacção auditivo-manual torna-se possível quando o bebé cego começa a ser capaz de fazer, por exemplo, a distinção entre o som de um trovão e o som de um brinquedo. Este tem de perceber que o brinquedo pode ser manuseável, palpável e que num trovão não pode tocar.
Relativamente ao desenvolvimento motor, a visão desempenha um papel crucial que a audição só poderá suprir parcialmente e a partir dos dez meses, embora o desenvolvimento postural seja semelhante ao da criança normovisual (Dias, 1995).
O bebé cego consegue sentar-se e manter-se de pé com a mesma idade que o bebé normovisual, contudo demonstra alguns atrasos significativos no que diz respeito ao estender as mãos, engatinhar e andar (Fraiberg et al., 1966, cit. por Santin & Simmons, 1977). Este atraso no que respeita aos movimentos é compreensível tendo em conta que o bebé cego tem de aprender a conhecer o ambiente de uma maneira diferente e precisa aprender a dirigir-se para um determinado estímulo, já minimizado, fornecido pela audição, para tentar explorar um mundo desconhecido e confuso.
A criança cega, segundo Adelson e Fraiberg (1977) e Scholl (1984, cit. por Dias, 1995), experimenta algumas dificuldades no engatinhar e no início da marcha, por falta de estímulos exteriores. A exploração activa ocorre apenas quando esta é capaz de se deslocar no sentido de descobrir o mundo exterior, estando este aspecto, mais uma vez, dependente da informação fornecida pela audição. Mesmo nos casos de crianças com atraso no desenvolvimento, as referências do desenvolvimento motor não têm uma ligação estrita com o desenvolvimento sensorial. Num caso extremo de restrição total da mobilidade, a criança normovisual é capaz de explorar e conhecer o ambiente, uma vez que o desenvolvimento sensorial prossegue sem a mobilidade. No entanto, para a criança cega, a mobilidade é extremamente necessária no estabelecimento de uma ligação primária com o mundo exterior. Caso esta não exista, o desenvolvimento auditivo e táctil está claramente comprometido. Estas crianças possuem pouca percepção da estrutura do espaço que as rodeia, até poderem movimentar-se no sentido de descobri-lo e explorá-lo.
Por volta dos onze/doze meses, o bebé cego apresenta pouca motivação para explorar um ambiente imprevisível, receando as suas consequências. As reacções naturais à imprevisibilidade, o retraimento, o medo e a desconfiança são factores que retardam a mobilidade e o comportamento exploratório (Santin & Simmons, 1977).
A realidade e o mundo que rodeiam a criança cega estão reduzidos ao espaço que o seu corpo ocupa e as suas referências do exterior reduzem-se aos sons e contactos corporais. É importante que esta tenha possibilidade de adquirir uma boa percepção do seu próprio corpo e do espaço, o mais cedo possível, para poder relacionar-se e intervir no seu meio. Assim, e em termos educativos, o principal objectivo deve ser a promoção da sua autonomia e independência, permitindo-lhe uma adequada inter-relação com o mundo (Simões, 1998).
A educação dos cegos deve, então, valer-se de técnicas e recursos de orientação e mobilidade, de forma a estimular a criança na exploração do mundo facilitando, desta feita, a sua mobilidade (Wegner, 1983).
Os programas de educação e reabilitação de pessoas cegas devem contemplar um treino intenso do uso da bengala que, segundo Hoover (cit. por Wegner, 1983), deve funcionar como uma extensão do tacto, de forma a testar o terreno para o próximo passo e dar mais confiança ao seu utilizador.
Para além destes aspectos, é necessária uma preparação psicológica quer da criança, quer da família e da escola. A utilização da bengala branca vai diferenciar a criança aos olhos dos outros, identificá-la como diferente, fazê-la sair do anonimato, funcionando como reconhecimento do estatuto de pessoa cega, o que coloca o problema da aceitação da deficiência e da atitude tomada face à realidade (Dias, 1995).
No que diz respeito à aquisição da linguagem, o bebé cego evolui de modo semelhante ao bebé normovisual, podendo verificar-se atrasos essencialmente devido à pobreza de experiências, ou seja, à falta de estimulação (Dias, 1995). Como referido, estas crianças permanecem, por vezes, mais tempo em algumas etapas do desenvolvimento. Sendo assim, é importante recorrer a uma maior estimulação dos outros sentidos (audição, tacto, olfacto e paladar).
Se a criança aprender, a partir de experiências vividas e reais acompanhadas de uma explicação oral, a distinguir melhor os sons, os cheiros e as texturas, relacionando-as entre si, o seu conhecimento global do mundo ficará muito mais enriquecido (Simões, 1998).
Relativamente à socialização, refira-se que este processo na criança cega é, por norma, mais complexo que na criança normovisual. Embora a primeira percorra as mesmas etapas, pode ser seriamente afectada, não por factores intrínsecos à cegueira, mas por motivos extrínsecos, como a própria sociedade (existência de estereótipos, preconceitos e principalmente de falta de informação), o que pode constituir um grande obstáculo à sua plena inclusão.
Tendo em conta esta realidade, importa abordar o problema da valorização pessoal e da auto-imagem. Esta última é o conjunto de todos os elementos da personalidade que cada um considera e percebe como seus, dependendo em parte das experiências anteriores e da imagem que os outros reflectem de nós. Assim, os indivíduos consideram-se capazes ou incapazes quer na medida em que os outros os percepcionam, quer na medida em que ao agir, tomam consciência da sua eficácia ou ineficácia (Dias, 1995).
Parece evidente que o conceito que o cego constrói de si próprio varia de acordo com as vivências e experiências a que teve oportunidade de aceder, pelo que se torna determinante reportarmo-nos à relação mãe/bebé cego. A imagem que a criança cega tem de si própria vai depender desde logo da riqueza vivida no interior da díade (Dias, 1995).
Em geral, quando uma criança nasce cega, não encontra a receptividade que seria de esperar por parte da família, quando comparada à criança normovisual. Quando, nos primeiros dias ou meses de vida, a cegueira da criança é percebida ocorre frequentemente uma ruptura ou comprometimento do vínculo afectivo que sustenta a relação mãe/filho (Rodrigues & Macário, s/d). Verifica-se uma forte ansiedade por parte da família e, na maioria dos casos, a mãe não se sente disponível, de imediato, para estabelecer uma boa relação com o filho diferente do esperado. Se a mãe não conseguir ultrapassar esta situação e criar um clima de distância entre si e a criança cega, esta última começará a sentir-se desde logo rejeitada e construirá uma imagem negativa de si própria. Outro factor de risco surge quando o quadro de ansiedade dos pais se prolonga ao longo do desenvolvimento da criança, manifestando-se sobre a forma de uma protecção excessiva, com efeitos nefastos para a estruturação psicossocial da mesma.
Pelo contrário, se a família der à criança cega a possibilidade de viver num clima de segurança, carinho e proximidade, esta vai, provavelmente, construir desde cedo uma imagem positiva de si própria. Este é sem dúvida um factor fundamental de protecção ao seu desenvolvimento global, actuando em conjunto com outros de igual importância, tais como a promoção da autonomia e independência e a criação de um ambiente educativo propício ao desenvolvimento da criança cega.

Bibliografia
  • Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (s/d). [on-line]. Disponível no URL: www.acapo.pt/information.asp
  • Dias, M. (1995). Ver, Não Ver e Conviver. Livros SNR N.º 6. Lisboa: Secretariado Nacional Para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência.
  • Informações básicas sobre deficiência visual (s/d). [on-line] Disponível no URL: http://www.entreamigos.com.br/textos/defvisu/inbadev.htm
  • Martin, M. & Bueno, S. (1997). Necessidades educativas especiais. Capítulo XIV (Deficiência visual e acção educativa). (Trad. de Ana Escoval). Lisboa: Dinalivro.
  • Rodrigues, M. & Macário, N. (s/d). Estimulação Precoce: Sua Contribuição no Desenvolvimento Motor e Cognitivo da Criança Cega Congénita nos Dois Primeiros Anos de Vida. In Revista Benjamin Constant. Ano 8, n.º 21, pp. 15-16, Maio 2002. Rio de Janeiro.
  • Santin, S. & Simmons, J. (1977). Problems in the construction of reality in congenitally blind children. In Journal of Visual Impairment & Blindness, 71, pp. 425-453.
  • Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência. (2002). Ajudas técnicas: benefícios para as pessoas com deficiência. Folhetos SNR n.º 49. Lisboa: SNR.
  • Simões, A. (1998). Crianças com Deficiência Visual. Cadernos de Educação de Infância n.º 47/98. Lisboa: APEI.
  • Wegner, S. (1983). Curso de Especialização de Professores na área da Deficiência Visual. Instituto Benjamin Constante.



Desenvolvimento Sócio-cognitivo das Crianças com Deficiência Visual: Uma Perspectiva
autores: Ivo Henriques - Centro de Actividades Ocupacionais de Câmara de Lobos & Susana Spínola - Serviço Técnico de Educação para a Deficiência Auditiva
in Revista Diversidades n.º 23 - Ano 6
Janeiro, Fevereiro e Março de 2009

fonte: http://www02.madeira-edu.pt/