quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Manuais escolares acessíveis

Homem completa encadernação de livro
Para alunos com necessidades educativas especiais, o Centro de Recursos da Educação Especial da Direção Geral de Educação fornece manuais escolares e livros em Braille e em formato DAISY, imagens em relevo e manuais escolares em formato PDF.
Para solicitar estes materiais, a Direção do Agrupamento deve proceder à requisição online usando o código DGEEC da escola sede do Agrupamento e respetiva palavra-chave.
Para mais informações sobre os materiais disponíveis, visite a página de Pedido de materiais – NEE.
Infelizmente, os manuais em formato PDF, resolvendo embora vários problemas de acessibilidade, não são facilmente editáveis nem são amigos de leitores de ecrã.

Entre manual e ficheiro de texto

Quando possível, propomos aos alunos que tenham aberto o manual (com o Adobe Reader, Foxit Reader,…) e um programa de processamento de texto (Bloco de Notas, WordPad, Writer, Word,..) e, usando o atalho de teclado ALT+TAB, naveguem entre os dois programas para realizar exercícios, tirar apontamentos, etc. Assim, por exemplo, o aluno abriria o manual no Foxit Reader e um documento novo no WordPad. Depois, observaria no manual uma imagem complexa com pessoas e patinhos num jardim, leria a pergunta correspondente (Quantos patinhos contas na imagem) e, premindo ALT+TAB, mudaria para o WordPad e escreveria a resposta.

Cópia de conteúdo

Outra possibilidade consiste em copiar o texto do manual para um documento de texto. Para isso, basta usar a ferramenta Seleccionar do Adobe Reader, copiar o texto com a opção Editar/Copiar (ou com o atalho CTRL+C) e colar o conteúdo copiado no documento de texto. Se for necessário usar imagens, pode usar a Ferramenta de Recorte do Windows.

Conversão de PDF

Caso pretenda trabalhar várias páginas, o Adobe Acrobat (não o Acrobat Reader) exporta os ficheiros PDF para o Word, RTF (Rich Text Format), texto acessível ou texto simples.
Existem também muitas alternativas gratuitas, entre elas os conversores online. Dos que referimos, experimente o que melhor se adequa às suas necessidades e forma de trabalhar.

Conversor pdfdoc

Um conjunto de endereços de utilização gratuita que convertem os documentos PDF para vários formatos editáveis (DOC, DOCX,..,), com interface em português. Pode carregar vários ficheiros até 50 MB.
Vá por exemplo a pdfdoc ou pdf2docx ou pdftotxt

Zamzar

Pode carregar ficheiros PDF até 100 MB e o site converte-os para um número impressionante de formatos em quatro passos. No terceiro passo, é necessário colocar o endereço de email, que será usado para receber um link com o ficheiro convertido para descarga.
Depois de ter conseguido o texto (no caso dos ficheiros DOC e DOCX também são preservadas as imagens), pode editá-lo e usá-lo para criar materiais mais adequados aos seus alunos.
Se ao experimentar lhe surgirem dúvidas, contacte-nos, por favor.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Curar a cegueira em minutos e por 50 euros? Sim, é possível!

fonte: Sábado



O método criado pelo oftalmologista nepalês Sanduk Ruit para eliminar cataratas, já foi
adoptado em escolas americanas. É simples, rápido, barato e, sobretudo, eficaz

É possível curar a cegueira provocada pelas cataratas, em cinco minutos e gastando menos de 50 euros? A resposta vem do Nepal. É que um oftalmologista nepalês já fez com que mais de 100.000 doentes recuperassem a visão, através de um método revolucionário.
O sistema usado pelo doutor Sanduk Ruit é reconhecido pela conceituada publicação científica American Journal of Ophthalmology e consiste em operar as cataratas através de micro-cirurgias, com recurso apenas a um microscópio e um bisturi.
As cataratas são extraídas do olho do paciente e é-lhe colocada uma lente. Não há suturas e o doente apenas precisa de 24 horas de descanso para recuperar.
Este procedimento, pela sua rapidez, eficiência (equivalente à dos equipamentos mais modernos) e baixo custo já é ensinado em algumas universidades dos Estados Unidos, sendo conhecido como Método Nepal. Este reconhecimento fez com que Ruit tenha conquistado maior credibilidade.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, há cerca de 20 milhões de vítimas de cataratas cegas em todo o mundo, a maior parte delas nos países menos desenvolvidos.
Com o objectivo de mudar a vida a estes milhões de doentes, Ruit e o também oftalmologista Geoffrey Tabin, lançaram o projecto Cure Blindness Himalayan Cataract Project para angariar fundos e assim poderem prosseguir com a missão de erradicar a cegueira reversível.

O abc do Braille - Laboratório de grafia Braille

braille.png
























A Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, através do serviço de leitura especial, disponibiliza para download, em pdf, “O abc do Braille - Laboratório de grafia Braille

Workshop “Intervenção com crianças e jovens com Necessidades Educativas Especiais – O Brinquedo Adaptado e Software de Baixo Custo (Baixa Visão)

O CRTIC de Viana do Castelo, em parceria com o CRTIC de Cinfães, irá realizar o Workshop “Intervenção com crianças e jovens com Necessidades Educativas Especiais – O Brinquedo Adaptado e Software de Baixo Custo (Baixa Visão).

Data: 27 de novembro de 2015
Local: Escola Básica da Abelheira - Viana do Castelo
Horário: 14h às 17h
1.ª PARTE DO WORKSHOP – Software de baixo custo para alunos com Baixa Visão (45 m)
O recurso a tecnologias de apoio pode fazer toda a diferença na participação destes alunos no seu ambiente e na interação com os seus pares.
As TIC são ferramentas úteis para todos e, por vezesimprescindíveis aos alunos com necessidades especiais.
A articulação entre o(s) docente(s) de educação especial e os restantes professores da turma é essencial para uma sintonia de estratégias com vista à inclusão.
Esta formação tem como objetivo principal a utilização de tecnologias de apoio como ferramentas e métodos de intervenção em crianças e jovens com Necessidades Educativas Especiais. Estas tecnologias facilitarão não só o apoio à inclusão escolar dos alunos, mas também o aumento da sua qualidade de vida, realizando tarefas quotidianas com maior participação e autonomia. Durante a formação serão focados exemplos práticos de utilização das tecnologias de apoio e explorados instrumentos de utilização gratuita que poderão ser utilizados pelos formandos no decorrer das suas atividades letivas.
2.ª PARTE DO WORKSHOP – O Brinquedo Adaptado (2h e 15m)
Será feita uma apresentação sobre a importância e necessidade do brinquedo adaptado. Em seguida, será feita a adaptação de brinquedos por parte dos “formandos”.
Objetivos:
- Proporcionar informação/ formação sobre processos de adaptação de brinquedos e construção de switches.
- Contribuir para o aperfeiçoamento, enriquecimento e atualização da intervenção dos profissionais e da família que desenvolvem a sua atividade com crianças e jovens com necessidades especiais.
- Manipular os brinquedos poderá servir como facilitador no futuro acesso ao computador.
NOTA: O valor da formação será de 10 € (será para a aquisição do brinquedo para adaptação na formação).
As inscrições deverão ser realizadas até ao dia 20 de novembro, através do e-mail do CRTIC de Viana do Castelo. Atendendo ao cariz prático do workshop  só serão aceites 15 participantes.

formação sobre Empregabilidade Jovem

Estão abertas as inscrições para 4 sessões de formação sobre Empregabilidade Jovem, orientadas por Irina Francisco e Alexandre Almeida.
Datas e horários:
28 de novembro, 14h/18h, Lisboa;
5 de dezembro, 14h/18h, Coimbra;
18 de dezembro, 14h/18h, Porto;
19 de dezembro, 09:30h/13:30h, Braga.
Destinatários:
Jovens com deficiência visual e idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, desempregados ou à procura do primeiro emprego.
Objetivos:
• Partilhar experiências de procura de emprego;
• Identificar competências pessoais e profissionais;
• Valorizar os pontos fortes e aprender a contornar os pontos fracos;
• Construir um bom currículo;
• Conhecer as estratégias mais eficazes de procura de emprego;
• Refletir criticamente sobre como abordar a deficiência visual no currículo e na entrevista de emprego.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

ADAPTACIONES CURRICULARES PARA ALUMNOS CON BAJA VISIÓN E INVIDENTES



 

INTRODUCCIÓN 
1. ADAPTACIONES CURRICULARES DE CENTRO
2. ADAPTACIONES CURRICULARES DE AULA 
3. ADAPTACIONES CURRICULARES INDIVIDUALES

RESUMEN: El propósito del artículo es describir algunas adaptaciones curriculares de contexto, centro, aula e individuales para favorecer la integración de alumnos con baja visión e invidentes en el marco de una Escuela Inclusiva. Consciente de que la precisión disminuye en función de la jerarquía establecida: contexto, centro, aula y adaptaciones individuales (como no podía ser de otra manera dado que en ese orden aumenta el grado de singularidad y heterogeneidad de la población analizada; en definitiva, las necesidades educativas especiales se hacen más individuales y demandan una completa y compleja evaluación psicopedagógica), se presentan algunas pautas más o menos genéricas que pueden resultar útiles para la realización de la evaluación psicopedagógica, primero, y, segundo, para la determinación de propuestas de intervención escolares (adaptaciones).

INTRODUCCIÓN
Las adaptaciones curriculares consisten en una de las medidas de atención a la diversidad que contempla la LOGSE. Afectan a diversos aspectos organizativos, funcionales, materiales, personales y curriculares, en función de la evaluación psicopedagógica, de tal manera que respondan a las necesidades detectadas. Esto es intrínseco a la elaboración de adaptaciones curriculares, pues su punto de partida ha de ser el nivel de competencia curricular de los alumnos, a diferencia de las antiguas formas de atención a alumnos con necesidades educativas especiales, como los superados Programas de Desarrollo Individualizado, basados en la deficiencia o discapacidad del alumno. Las adaptaciones se conciben como un continuo, pues pueden ser:
  1. modificaciones que afectan al Proyecto Educativo de Centro (PEC), al Proyecto Curricular de Centro (PCC) y de Etapa (PCE), a la Programación de aula o al currículo del individuo;
  2. modificaciones del centro, del aula o individuales;
  3. modificaciones generales, específicas y/o individuales;
  4. modificaciones para el acceso del sujeto al currículo y/o de los elementos básicos del currículo.
En definitiva, las adaptaciones pueden afectar únicamente a la temporalización en la adquisición de habilidades o a los objetivos y contenidos planteados: priorización, eliminación o ampliación, pasando por otras muchas acciones intermedias (cfr. gráfico 1).

GRÁFICO 1
Distintas taxonomías y nomenclaturas sobre adaptaciones
Gráfico 1

Por tanto, existen diversas clasificaciones que agrupan las diferentes adaptaciones en torno a distintos criterios. Aun no siendo incompatibles, conviene tomar una decisión sobre la taxonomía que va a orientar el discurso siguiente para evitar confusiones, incomprensiones o incluso interpretaciones antagónicas. En esta ocasión tomaré como referencia la clasificación que se ubica en la segunda columna del gráfico anterior, que distingue entre adaptaciones dirigidas al centro y al contexto, al aula y adaptaciones individuales. Estas últimas han de realizarse únicamente tras una evaluación psicopedagógica y la identificación exhaustiva de las necesidades educativas, por tanto, sobre ellas expondré algunas pautas genéricas, siendo inviable profundizar en la alteración de objetivos, contenidos ni otras adaptaciones significativas.
Con respecto a las deficiencias visuales son aquellas malformaciones, disfunciones o déficits en el desarrollo de alguno de los sentidos. Conviene destacar que la deficiencia visual engloba una serie de alteraciones en el sistema visual, entre las que se encuentran la ceguera (real y legal) y la baja visión, que puede afectar principalmente a la agudeza y al campo visual, aunque conviene conocer otros atributos visuales y además el uso funcional de la visión. Las implicaciones educativas de una y otra afeccic)n (ceguera y baja visión) son bien diferentes como podrá observar el lector más adelante. Dentro de cada una de ellas existen diversidad de estados, especialmente dentro de la baja visión (moderada, severa y profunda) que repercutirán en las posibilidades educativas de los mismos y, en consecuencia, en las adaptaciones curriculares necesarias.
Además del conocimiento de los atributos anteriores, planificar y desarrollar la acción educativa requiere la atención/evaluación de otros aspectos intrínsecos (Cfr. gráfico 2): a) momento de aparición de la pérdida, distinguiendo entre deficiencias congénitas y adquiridas, por sus consecuencias distintas en cada caso; b) naturaleza de la pérdida, que puede ser evolutiva o súbita, con repercusiones también diferentes. En general, las repercusiones son más graves, especialmente para la autoestima e independencia, en el caso de pérdidas súbitas; c) atributos a los que afecta la patología, pues puede encontrarse afectada la agudeza, el campo de visión, el cromatismo visual, la sensibilidad al contraste, la acomodación, la adaptación a la luz y a la oscuridad o el uso funcional que el sujeto hace de su resto visual; d) presencia de deficiencias sensoriales, psíquicas y/o físicas asociadas, cuya frecuencia de aparicic)n es relativamente alta, como por ejemplo la sordoceguera, deficiencia plurisensorial congénita; e) disfunciones o retrasos colaterales que pudieran presentarse como consecuencia de la falta de visión y su tratamiento, como retrasos motores, psicomotores, de coordinación óculo-manual, de desarrollo evolutivo y de adquisición de nociones fundamentales, como el autoconcepto y la autoimagen, y habilidades, como las sociales; D localización de la afección, pues pueden encontrarse afectadas diferentes estructuras: la fisiológica, es decir, el sistema ocular, el mecanismo de transmisión de los estímulos, los elementos neurosensoriales encargados de la interpretación o la memoria perceptiva.
Argumentos como los expuestos justifican la heterogeneidad y singularidad de las personas con deficiencias visuales, aun padeciendo la misma patología y presentando análogas afecciones. Además, cada individuo presenta unas características personales y extrínsecas, fruto de las cuales desarrolla unos mecanismos de interacción con otros y con el medio que le hacen diferente y peculiar (cfr. gráfico 2).
Esto supone una decidida ruptura con postulados ancestrales que homogeneizaban a todas las personas con deficiencias sensoriales, aceptando el principio de individualización. En líneas generales, es obvio que cuanto menor sea el grado de pérdida, más tarde se presenten las afecciones, mejor sea la actitud de aceptación, comprensión y superación del sujeto y de los que le rodean y más precoz y eficaz sea su estimulación/intervención mejor será el pronóstico del mismo.
Estos últimos aspectos conciernen al campo de la psicopedagogía.

GRÁFICO 2
Evaluación psicopedagógica de las deficiencias visuales
Gráfico 2

Si en el inicio del discurso se advertía del riesgo que suponía la elaboración genérica de las adaptaciones individuales, por los argumentos hasta ahora aludidos, ahora se insiste en el riesgo que existe en la caracterización de los niños con deficiencias sensoriales. No obstante, a modo de sugerencia, a continuación se describen algunas consecuencias que pueden derivarse no sólo de la propia deficiencia que padecen los sujetos sino de la situación que presentan por su déficit.
Consecuencias que bien podrían ser formuladas en forma de necesidades educativas especiales, a no ser porque éstas han de partir de una perfilada evaluación psicopedagógica, es decir, se trataría de características individuales y no genéricas, como las que se presentan. No obstante, las pautas que siguen pueden ser orientativas para el proceso evaluativo:
1) Desarrollo cognitivo. Los alumnos con deficiencias sensoriales tienen mermada/ anulada alguna fuente de entrada de estímulos, lo cual dificultad retrasa la adquisición de ciertas nociones, que podrían acarrear desfases cognitivos, según la secuencia de desarrollo descrita por Piaget. Éste ha sido el centro de interés de las investigaciones tradicionales; sin embargo, las conclusiones actuales ponen de manifiesto que los niños con déficits visuales siguen itinerarios diferentes de desarrollo, de adquisición de conceptos y habilidades básicas con respecto a los niños sin déficits sensoriales.
Generalmente, el progreso evolutivo de éstos resulta más favorable que el de aquéllos; si bien, con el transcurso del tiempo y la intervención adecuada, se equiparan, logrando un nivel de desarrollo similar, aun por caminos y mecanismos diferentes.
2) Lenguaje. Los niños con deficiencia visual apenas muestran dificultades para el dominio del lenguaje oral, salvo quizá un ligero retraso en la adquisición de las primeras palabras, unido al uso pragmático diferente del lenguaje (Rodríguez Fuentes, 2002b). Diferente es el caso del lenguaje escrito pues requiere mayor capacidad visual. Las principales dificultades para la lectoescritura de los niños con deficiencia visual se localizan en las fases mecánicas de alto requerimiento visual: decodificación de los signos gráficos, en el caso de la lectura, y transcripción del texto, en el caso de la escritura (Salvador Mata, 2001), aunque también se han observado dificultades en otras operaciones de mayor nivel cognitivo (Rodríguez Fuentes, 2002a), como consecuencia de la propia afección visual y de las dificultades mecánicas anteriores, que afectan al resto de las operaciones, debido a su carácter recursivo. En este sentido, se han observado dificultades y disfunciones en la comprensión lectora, dada la lentitud decodificadora y las frecuentes disfunciones, y en la planificación y revisión del texto escrito, consecuencia del sobreesfuerzo que suponen estas tareas para el sujeto, unido a la ardua actividad de transcripción del texto (Rodríguez Fuentes, 2002b).
3) Relaciones sociales. Para aquellos que padecen déficits visuales, especialmente los invidentes, el mayor problema interno son las dificultades de movilidad, orientación e independencia. Pero son mayores los problemas externos que impiden la normalización de las relaciones sociales. Problemas que subyacen en cuestiones actitudinales unidos a la falta de formación y experiencia para saber la manera óptima de reaccionar e interactuar con ellos, siendo tan comunes como contraproducentes los patrones de sobreproteccicmismo que limitan aún más las posibilidades del niño, en lugar de fomentarlas. En efecto, los propios padres no saben responder adecuadamente a las demandas y estímulos de los bebés ciegos ya desde pequeños (Leonhardt y otros, 1999). En etapas posteriores, los videntes no saben proporcionar la ayuda justa que precisa el niño para su orientación y movilidad, resultando ésta descompensada, y no consiguen actuar con naturalidad, infravalorando las posibilidades reales de los ciegos y deficientes visuales. Consecuencia de todo lo anterior es la reducción de las relaciones sociales, pero además las escasas relaciones son diferentes, debido a que perciben a estas personas como diferentes.
4) Desarrollo afectivo. Los niños con deficiencias sensoriales muestran una alta dependencia de las figuras de apego, que se reducen casi únicamente a la madre. Ello produce restricciones del grupo de personas que el niño estima, en edades cortas, y, en edades más avanzadas (concretamente en la adolescencia), repercusiones negativas, cuando se produce la necesaria ruptura de la dependencia afectivo-emocional madre-hijo.
5) Rendimiento académico. El esfuerzo adicional que los alumnos deficientes sensoriales han de invertir en el aprendizaje no es buen presagio del resultado académico. Además, limitaciones o dificultades colaterales, como las anteriores, no facilitan esta tarea, sino que se convierten en agravante de la situación escolar. Es preciso potenciar la motivación del alumno para que se incremente así su esfuerzo escolar y se proporcione la ayuda externa apropiada, para poder garantizar el éxito escolar. Además, la intervención educativa ha de procurar paliar las dificultades anteriores: el desarrollo cognitivo y, concretamente, la adquisición de algunas nociones elementales, el dominio de la lengua oral y escrita, dada su incidencia en el aprendizaje y evaluación escolar y las relaciones socioafectivas, además de las académicas. Dicha intervención debe combinarse con la enseñanza de contenidos y el desarrollo de habilidades específicas.
Todo se contemplará en las adaptaciones curriculares que se comentan a continuación. No será inusual la aparición de dificultades y retrasos académicos, al menos en algunas áreas, como la lengua, que no deben de desesperar ni resignar al equipo docente sino mostrar una actitud positiva hacia la integración, aunando esfuerzos y compartiendo tanto los éxitos como los fracasos.

1. ADAPTACIONES CURRICULARES DE CENTRO
Las adaptaciones relativas a la metodología didáctica adecuada a los alumnos con deficiencia visual se derivan de los principios didácticos que se exponen a continuación, y se adaptarán a las características y estilo de aprendizaje de los alumnos:
a) Determinar criterios adecuados para la evaluación psicopedagógica (metodología, momentos, técnicas...) y para la definición de las necesidades educativas especiales de los alumnos.
b) Diseñar planes de formación para incrementar la habilidad de los docentes en la intervención educativa con estos alumnos.
c) Asegurar la coordinación y colaboración entre todos los profesionales que entran en contacto con el alumno, delimitando competencias y funciones para el logro de objetivos compartidos.
d) Establecer criterios para seleccionar mecanismos de lectura y de escritura (Braille, tinta o ambas), en el caso de alumnos con baja visión, y el sistema de lenguaje (verbal, gestual, palabra complementada, o mixta), en el caso de los niños hipoacúsicos.
e) Promover pautas y patrones de actuación, propicios para fomentar la integración del niño en el centro y la interacción con sus compañeros y con el profesorado.
Se procurará que los centros gocen de un acceso cómodo y seguro, tanto en su interior como en el entorno. En cuanto al exterior, el centro ha de estar bien comunicado, con los medios de transporte escolares o públicos adecuados. En cualquier caso, tanto en el centro como en el contexto, ha de facilitarse la movilidad de los alumnos invidentes, bien de forma guiada o bien autónoma. En el primer caso, podrá ir acompañado por los compañeros, por los profesores o por los familiares, de manera que la ayuda prestada no resulte excesiva hasta el punto de que se desdeñe y anule la autonomía del invidente. La colaboración adecuada vendrá determinada por las características psicológicas (orgullo, extroversión/introversión, socialización...), la edad (conflictividad de la adolescencia), la deficiencia visual (afecciones visuales, momento y naturaleza de aparición) y la autonomía funcional del alumno.
De otra parte, lo anterior no implica que el alumno no se desplace de forma independiente, sino que, al contrario, ha de potenciarse y facilitarse; para lo cual, éste dispondrá de sus recursos, instrumentos y auxiliares de movilidad pertinentes: el perro-guía, el bastón tradicional, largo o corto o el bastón láser (que informa acerca de obstáculos colgantes: árboles, señales de tráfico... y cambios de nivel del suelo: agujeros, aceras...), la linterna ultrasónica (que, al detectar cambios de iluminación, emite un ruido) y el sensor biauditivo Kay (que consta de unas gafas cuyas patillas emiten sonidos diferentes cuando los sensores, situados en los óculos, perciben objetos). El entrenamiento para el uso de los recursos anteriores y de los movimientos corporales de protección y reconocimiento, principalmente de las extremidades, compete al técnico en rehabilitación de la ONCE (cfr. Martínez Merchante, 2002).
Además, se procurarán medidas organizativas adicionales (que se trasmitirán al alumno en los primeros días de asistencia: fase de reconocimiento del centro, que se llevará a cabo con el monitor de orientación y movilidad del Equipo de Apoyo a la Integración de Ciegos y Deficientes Visuales -EAICDV-), que disminuyan el rie.sgo de accidentes o desorientaciones, como las siguientes:
 

  • Indicar las zonas peatonales por las que el alumnado con problemas visuales pueda circular sin problemas.
  • Solicitar a los ayuntamientos la instalación de semáforos con indicadores sonoros, en caso de que no existan.
  • Disponer de cuantas señalizaciones en Braille sean necesarias para orientar al alumno: en las esquinas, indicando las calles y las direcciones de las mismas, en los pasos de peatones y otros lugares estratégicos, en cada una de las dependencias del centro y en los tablones de anuncios.
  • En caso de que las señalizaciones Braille resultasen insuficientes, se puede recurrir a los auxiliares electrónicos o ciberguías, que son dispositivos electrónicos de información sonora que producen emisiones orales, previamente grabadas, que son activadas por infrarrojos, al detectar, a una distancia prudencial, la presencia del sujeto (Bueno y otros, 2000b).
  • Manejo de planos y mapas táctiles de movilidad, tanto del centro como de la zona. Éstos actualmente, debido a aportaciones como las de Blanco (1998), presentan una gran versatilidad, lo cual permite las modificaciones de los mismos para adecuarse a las de la realidad.
  • Determinar puntos de referencia y de información (conserjería, sala de profesores). Utilizar claves sensoriales, tanto sonoras como táctiles, dentro del centro.
  • Introducir barras-guía, que actúen de referente para el alumno, y barras de textura, para incrementar la seguridad en la subida/bajada de escaleras, junto a la barra-guía.
  • Disponer las dependencias del centro de manera que gocen de fácil accesibilidad, especialmente las más frecuentadas por los alumnos invidentes.
  • Colocar el mobiliario de forma que no queden huecos -muertos», sin salida, sino que han de orientar el camino, como si de paredes se tratasen y sirvan como elementos de referencia.
  • Evitar los cambios innecesarios de la ubicación de los muebles, siendo previamente advertidos al alumno cuando resulten imprescindibles.
  • Eliminar superficies rugosas, con objetos que puedan resultar cortantes o que puedan producir heridas o resulten incómodas para el seguimiento táctil.
  • Asimismo, evitar la colocación de elementos ornamentales y decorativos, como cuadros a distancias bajas y muebles, más aún si son colgantes, así como extintores en los trayectos de paso del sujeto que puedan obstaculizarle o suponer un peligro para su movilidad.
Los problemas de movilidad en los alumnos con baja visión son menos relevantes, pues, con el correcto uso de los instrumentos ópticos adecuados y una iluminación idónea, pueden moverse con total autonomía y relativa facilidad. No obstante, algunas sugerencias de las anteriores, como las referidas al mobiliario y a su orden constante, son igualmente eficaces.
El centro ha de estar dotado con los medios y recursos necesarios para asegurar la respuesta adecuada: reproductores de vídeo y audio, grabadores de audio, para ayudar a recoger notas y apuntes, ordenadores, con pantallas de l6 pulgadas en adelante, para alumnos con baja visión, materiales en Braille, ampliados o en audio (libros hablados): textos y cuentos en la biblioteca, mobiliario auxiliar y adaptado para los instrumentos específicos (como estanterías adecuadas a los libros anteriores, carpetas especiales para el papel Braille), instrumentos ópticos adecuados y los medios tecnológicos pertinentes, con las adaptaciones tiflotécnicas (para el óptimo acceso a la tecnología) necesarias para los alumnos.
Evidentemente, para lo anterior, el centro escolar ha de entablar contactos con determinados centros y servicios de la zona, como los centros de salud, la ONCE (bibliotecas y servicios), las asociaciones de padres, los servicios sociales y deportivos.
Sin duda, las relaciones más precisas serán las que mantenga con los Centros de Recursos Educativos (CREs) y, en el caso que nos ocupa, con los profesionales del EAICDV, que cumplen funciones muy variadas y cruciales para la educación de alumnos con problemas de visión, especialmente para aquellos que están afiliados a la ONCE, como las siguientes:
  • Reforzar los aprendizajes básicos, como la lectura y la escritura, y, en su caso, enseñar y perfeccionar el sistema Braille.
  • Colaborar con los docentes en la evaluación del alumno, corrigiendo los trabajos y exámenes en Braille.
  • Informar al docente y a los familiares sobre el uso de recursos naturales y materiales indicados.
  • Asesorar, a docentes y discentes, acerca de los distintos recursos ópticos exi.stentes y de su óptima utilización, valorando los más apropiados para cada sujeto, según su afección vi.sual (agudeza visual, campo visual...), motivándolo para que haga un uso efectivo de cada uno de ellos y seleccione finalmente uno o varios de ellos (para diferentes actividades).
  • Dotar al alumno y/o el centro de los recursos técnicos, tecnológicos y tiflotécnicos para facilitar la integración del alumno e incrementar sus posibilidades educativas.
  • Orientar acerca de las posibilidades del alumno y orientar a él y a los padres, vocacional, académica y profesionalmente.

2. ADAPTACIONES CURRICULARES DE AULA
Debe garantizarse la existencia de aulas, en las cuales se realicen los apoyos puntuales o periódicos que puedan requerir los alumnos deficientes .sensoriales. En caso de que se e.stime conveniente realizar el apoyo educativo dentro del propio aula, se indicará igualmente el sitio concreto.
El aula es el lugar de trabajo por excelencia, por tanto, ha de estar dotado de los recursos necesarios para el tratamiento apropiado de los alumnos, especialmente de aquellos que presenten necesidades educativas especiales relacionadas, en este ca.so, con deficiencias .seasoriales. Los elementos personales necesarios deben quedar reflejados también (profesores de pedagogía terapéutica, orientador, profesor de apoyo, monitor de educación especial, profesores itinerantes del ecjuipo específico de deficientes auditivos o visuales), asegurándose la coordinación entre .sus actividades y colaboración, trascendiendo las barreras escolares e implicando, incluso, a los familiares, agentes educativos fundamentales.
Los agrupamientos flexibles y el trabajo en grupos cooperativos pueden ser estrategias didácticas organizativas idóneas de intervención educativa, de manera que la capacidad visual requerida quede compartida o asumida por otros compañeros.
Para aprovechar este potencial, previamente el docente ha de verificar la total integración del alumno dentro del grupo-clase, así como la aceptación de los instrumentos que utiliza (ayudas ópticas, rotuladores especiales, máquinas...), para que no resulte contraproducente para la integración y el aprendizaje del alumnado.
El mobiliario del aula, igual que se indicaba para el centro, ha de estar adaptado a las posibilidades de los alumnos con déficits visuales (accesibilidad, operatividad, ergonomía y disponibilidad). Especialmente significativo resulta el pupitre, que ha de ser regulable en altura e inclinación, para evitar posturas inadecuadas de los alumnos con baja visión, que puedan derivar en estereotipias; o, en su defecto, se han de utilizar atriles y sillas regulables y giratorias. En cuanto a las dimensiones del escritorio, ha de ser lo suficientemente amplio para permitir el manejo de aparatos ópticos (lupas dobles y triples, lupas fijas con foco fijo o variable), no ópticos (flexos, atriles y filtros), instrumentos (rotuladores, punzón y regletas), máquinas (Perkins, PC Hablado o similares) y otros materiales específicos (como el papel Braille, el papel positivo y la plancha de goma y caucho, para el dibujo).
La configuración del mobiliario (mesas, sillas, papeleras...) debe guardar un orden constante, de manera que los cambios imprescindibles que se realicen han de ser comunicados, a priori y con naturalidad, a los alumnos con deficiencia visual, especialmente a los invidentes.
Con respecto a la ubicación del alumno dentro del aula, los ciegos se colocarán cerca de la mesa del docente para que puedan escuchar/grabar con claridad al profesor, sin interferencias en la percepción, pues éste será el principal medio de seguimiento y comprensión de las explicaciones del docente. El profesor ha de mostrar una moderada disponibilidad hacia el lugar que ocupa el niño, para atender a su ritmo de aprendizaje y facilitar la resolución de sus dudas o demandas, sin que re.sulte exagerada o descompen.sada. Además, las estanterías deben encontrarse ubicadas cerca del lugar que ocupa el alumno y sin obstáculos entre ambas posiciones, para que pueda desplazarse hasta ella sin dificultad. Otro criterio pedagógico para la decisión de ubicación del alumno será la posibilidad de agrupación en grupos operativos, estrategias del tutor-compañero, aspectos de disciplina y de aceptación social del alumno.
Por otro lado, la ubicación de los alumnos con baja visión ha de ser una decisión, tomada tras una evaluación individual, dada la enorme heterogeneidad, que cotejará diversos aspectos como la iluminación y la accesibilidad a zonas comunes, a la pizarra y a la mesa del profesor. La iluminación quizá sea el más importante, por tratarse de un recurso fundamental para estos alumnos, pero no afecta por igual a todos ellos: unos requieren una iluminación intensa, natural y directa, mientras otros pueden precisar una iluminación media o baja, artificial e indirecta. El grado, la naturaleza y la orientación de la luz dependen de la enfermedad visual que padezca el alumno, aunque se requiere además una evaluación y verificación individual (cfr. Rodríguez Fuentes, 2002a). Por otro lado, la cercanía a la pizarra y a la ubicación del docente es fundamental para los discentes con baja visión, de tal manera que se posibilite el acceso visual a las notas, esquemas y ejercicios de la misma, así como a otros medios didácticos que se utilicen (retroproyector o vídeo).
Nunca ha de impedirse la movilidad autónoma del alumno por el aula, sino que ha de fomentarse, cuando esté justificado, es decir, que se desplace libremente por zonas comunes, como la salida, la mesa del profesor y los armarios donde guardan diversos materiales y recursos imprescindibles para el alumno deficiente visual.

Materiales y recursos específicos de diversa naturaleza, como los siguientes:

1) Papel tipo offset, opaco o mate, es decir, sin brillo, no satinado y de color blanco o marfil, características que, según Barraga (1990), reducen los reflejos, y pautado: con dos líneas o cuatro (dos intermedias y dos extremas para el diseño gráfico de las letras jambas y hambas), para alumnos con baja visión, o en formato Braille (cartulina en formato peculiar: mayor que A4 y menor que A3).
2) Para la lectura visual, se precisan lámparas de luz fría, de distinta naturaleza (incandescentes, fluorescentes o halógenas), filtros solares (que disminuyen los deslumbramientos), filtros de página (para aumentar el contraste) y estenopeicos y tiposcopios (ranuras o hendiduras que se colocan delante del ojo o del papel, respectivamente, con el propósito de concentrar la agudeza y la atención visuales).
3) Lápices y rotuladores de trazo ancho para la escritura/dibujo en tinta, aunque lo justo, porque demasiado peso, es decir, trazos muy anchos, dificultan la visibilidad en lugar de facilitarla.
4) Diferentes auxiliares ópticos (microscopios, telescopios, telemicroscopios y lupas manuales o con soporte e instrumentos para incrementar el campo visual), útiles para distintas actividades, de manera que, tras la sugerencia del especialista (entrenamiento visual, que corresponde al oftalmólogo del EAICDV), sea el propio alumno el que decida, en función de su experimentación propia, el más apropiado para cada actividad. Asimismo, se dispondrán los recursos necesarios para su óptimo uso y mantenimiento.
5) Instrumentos para la escritura del Braille: a) escritura manual, con el punzón y la regleta; b) escritura mecánica, mediante las máquinas Perkins, Blista, Erika o Philchs; c) escritura informatizada, con los sistemas portátiles de almacenamiento y procesamiento de la información, como el Braille Hablado (con seis puntos y un espaciador), el PC Disk y el PC Hablado (con ocho puntos y un espaciador).
6) Sistemas de grabación específicos, como el magnetófono Sony TCM-4TR, de fácil uso y transporte, con 4 pi.stas, que permite almacenar el doble de información que un magnetófono convencional, sistemas de reproducción específicos, como el Pletalk o Víctor, que constan de varias velocidades, según el propósito del lector (UTT, 1999), así como el material fungible para estos aparatos (cassettes de audio y pilas).
7) Biblioteca de aula:
a) libros y textos adaptados o macrotipos, siguiendo los criterios para la adaptación de textos que proponen Barraga (1990) o Astasio (1996) (tamaño, peso y contraste adecuado de las letras, espacios interlineales, entre palabras y entre sílabas); b) libros en Braille, para aquellos alumnos que no pueden aprovechar su resto visual; c) libros hablados, es decir, grabados en audio, que permiten una «lectura» cómoda, relajada y rápida aunque presentan otras desventajas, como la lenta localización selectiva de una información determinada y la fácil pérdida de la atención y concentración; d) libros digitales adaptados en CD ROM que resuelve los problemas de selección y búsqueda que presentan los anteriores y permiten el almacenamiento e impresión de la información necesaria en tinta o en Braille, a la vez que resultan más cómodos para su transporte (Bueno y otros, 2000a).

8) Calculadoras científicas pariantes, como el Audiocal EC-9056-AF o el programa de cálculo Multical para ordenadores o PC Hablado, con funciones similares a las calculadoras científicas convencionales.
9) Otros recursos específicos que deben de encontrarse en la biblioteca del aula son los siguientes (UTT, 1999): a) DILE: Diccionario para Invidentes Larousse Electrónico, en disquetes, o el DIRAE: Diccionario para Invidentes de la Real Academia Española; b) enciclopedia electrónica hipertextual, en CD ROM y en disquetes, o el diccionario enciclopédico informatizado en español Alkona, adaptado a sintetizadores de voz, que incluye biografías, acontecimientos históricos y lugares geográficos, además de definiciones conceptuales; c) diccionarios de inglés, como el diccionario parlante inglés Franklin LM-6000-SE, y de otros idiomas, como el DABIN: Diccionario Automático Bilingüe para Invidentes, para traducciones de español/inglés y viceversa y español/francés y viceversa; o bien traductoras parlantes, como la traductora parlante inglés/español Berlitz SD-4500.
10) Para el manejo de los programas anteriores, se precisan aparatos informáticos debidamente adaptados (Rodríguez Fuentes y Gallego Ortega, 2001), tanto de hardware y dispositivos de entrada y de salida (pantallas grandes y planas, acompañada de una tarjeta de imagen adecuada, para proporcionar una óptima resolución de colores y nitidez de las imágenes, protector de pantalla, que evite o reduzca los reflejos y la fatiga visual, línea Braille, para el acceso a la información en Braille de la pantalla) como de software (sistemas de acceso a Windows, como el Tiflowin y el Jaws (Bueno y otros, 2000b), magnificadores de pantalla, como el Zoomtext y el MEGA 2.0 (Alonso y otros, 1997), sintetizadores de voz para acceder a la información de la pantalla, como el Ciber 232-P, el AUDIOBOX y el programa HABLA (UTT, 1999) o los propios procesadores Braille Hablado, PC Disk y PC Hablado).
11) Impresoras convencionales, en color y de alta resolución, y específicas Braille, como la Impresora Personal Porthatiel, para los sujetos con baja visión e invidentes, repectivamente.
12) Existen otros recursos audiovisuales más tradicionales, que pueden combinarse con los anteriores: vídeos, cassettes de audio, retroproyector, etc.
13) Actualmente contamos con sistemas de traducción de textos al sistema Braille, como el Programa Cobra, y con maquinas fotocopiadoras, como el thermoform, que permiten la conversión de textos escritos en tinta y gráficos y dibujos a textos en Braille y en relieve, respectivamente.
14) También se han diseñado sofisticados medios audiovisuales para facilitar, principalmente, la lectoescritura de alumnos con problemas graves de visión, basados en sistemas de reconocimiento óptico (OCR) o inteligente (OÍR) de caracteres, como el sistema de lectura Galileo y el Reading-Edge (UTT, 1999; Bueno y otros, 2000b), que permiten la traducción de textos escritos al lenguaje oral y la ampliación del tamaño de la letra, mediante un escáner, un programa de reconocimiento de caracteres, un monitor y un sintetizador de voz, Como programas informáticos destaca el programa LEE para el acceso a las letras impresas, permitiendo su conversión al lenguaje oral, su impresión en Braille y su almacenamiento. Para aquellos alumnos que conserven un resto visual considerable puede ser provechoso la utilización de sistemas de ampliación, mediante circuitos cerrados de TV, como la Lupa-televisión o Tele-lupa, que amplia notablemente la imagen captada por la cámara a un monitor, y la Boli-lupa, que no consta de monitor sino que permite su conexión a cualquier televisor convencional; de ahí su potencial, ya que lo hace menos pesado y aparatoso, lo cual facilita su transporte y reduce su coste. Algunos de éstos combinan la ampliación de la información en la pantalla con la reproducción oral.
La didáctica multisensorial consiste, como indica su nombre, en la utilización y aprovechamiento de todos los sentidos para el aprendizaje escolar, incluso aquellos que puedan encontrarse gravemente afectados, como es el caso de la visión en personas con baja visión. En este sentido, el tacto ha de estimularse y utilizarse para el aprendizaje, dado que no todas las imágenes visuales pueden ser descritas sino que algunas requieren ser captadas por el propio sujeto. En estos casos, la percepción háptica es fundamental para la asimilación del alumno y el posterior reconocimiento.
Esta idea subyace en numerosas experiencias didácticas, desarrolladas con niños ciegos (Martín-Blas, 1996; Gilili y Yago, 1997; Consuegra, 1998; Blanco, 1998). Evidentemente, la audición se convierte en una fuente fundamental de recepción de estímulos, por tanto, ha de desarrollarse y aprovecharse para aprendizajes escolares.
La alusión a la utilización sensorial aconseja insistir, nuevamente, en la necesidad de entrenar, estimular y "exigir- el uso del resto visual de aquellos alumnos que lo conserven (baja visión), en tareas escolares, incluyendo la lectoescritura, si es posible, lo cual requiere una evaluación psicopedagógica.
Los docentes han de conocer y dominar el funcionamiento de los anteriores aparatos, para lo cual cuentan con la ayuda y asesoramiento de los profesionales cualificados: profesores y técnicos de los equipos de apoyo a la integración de ciegos y deficientes visuales y las unidades tiflotécnicas de la ONCE, que visitarán periódicamente los centros que escolaricen alumnos con problemas de visión.
Todos ellos han de asumir la responsabilidad de informar e incitar al alumno acerca de la utilización apropiada de los recursos tecnológicos. Estos recursos han de estar ubicados en el aula ordinaria o, en su caso, en el aula específica o de apoyo, a la cual el alumno tendrá acceso, si es suficientemente maduro y responsable o, en su defecto, acompañado por el profesor de apoyo, especialista, de guardia u otros adultos. En caso de que estas aulas no dispongan de material informático, se designará un horario durante el cual el alumno pueda asistir a las aulas de informática, para hacer uso de los ordenadores y programas específicos, aunque lo ideal sería que existiera un ordenador en el aula ordinaria.

3. ADAPTACIONES CURRICULARES INDIVIDUALES
La elaboración de estas adaptaciones pasa por las siguientes fases (MEC, 1992):
a) evaluación psicopedagógica individual para la identificación exhaustiva de las necesidades educativas, que vendrán determinadas por las características individuales;
b) identificación de las necesidades educativas especiales, que emanarán del estudio de las características anteriores y la detección de dificultades y peculiaridades que muestren;
c) elaboración de las propuestas específicas de intervención, acordes con cada una de las necesidades especiales y
d) aplicación y seguimiento de las actuaciones planificadas.
Por tanto, es fácil comprender que se trata de un proceso individual y el riesgo que se asume con la determinación de planteamientos genéricos. En consecuencia, a continuación se describen brevemente y a modo de sugerencias algunas de las adaptaciones que pueden ser válidas para las áreas curriculares de alumnos con problemas sensoriales, resultando inviable profundizar en cada una de ellas ni en las adaptaciones individuales significativas, pues, como denota su nombre, dependerán de las posibilidades individuales.
En primer lugar, cabe resaltar la necesidad de una estimulación temprana, en la cual se enfatizará el uso del re.sto visual, en caso de que lo tengan, junto a la estimulación del resto de los sentidos, especialmente el tacto y el oído. Diferentes programas se han elaborado con la intención de estimular el resto visual: 
a) Programa para desarrollar la eficiencia en el funcionamiento visual (Barraga y Morris, 1980); b) Programa look at me (mírame) (Smith y Cote, 1982); c) Proyecto IVEY para la eficiencia visual (Turlington, 1983), d) Programa look and think (mira y piensa) (Chapman y Tobin, 1986); e) Programa it's more than aflash-ligth (es más que una luz) (Harrenl y Akenson, 1987); O Programa VAP-CAP: evaluación visual y programación-capacidad, atención y procesamiento (Blanksi^y, 1992); g) Programa para el desarrollo de la percepción visual (Frostig, Home y Miller, 1964). Programas, cuyo principal objetivo escolar es el desarrollo y utilización eficaz del resto visual para el acceso a la lectoescritura en tinta tradicional, dado el beneficio evidente de este método, frente al Braille, aunque esta elección no depende exclusivamente de la funcionalidad visual, sino que plantea un dilema que ha de ser resuelto tras la evaluación de otros aspectos adicionales, como la actitud del alumno hacia el uso de su visión, el pronóstico de la patología, el uso y la aceptación de las ayudas ópticas y la sensibilidad a la luz y al contraste.

Además de la estimulación visual, se implementarán programas de entrenamiento visual, complementarios a los anteriores, cuyo propósito es optimizar el uso que hacen los alumnos de las ayudas ópticas prescritas, incrementar su aceptación, en caso necesario, e informar sobre las posibilidades de otros recursos ópticos y no ópticos, como la iluminación, la postura adecuada, el mobiliario oportuno y su posición adecuada, siendo el propio alumno, en último término, el que tome la decisión sobre ellos, acorde con su funcionalidad.
Si tras la evaluación psicopedagógica se estima.se oportuno, se fomentarán las relaciones interpersonales, la comunicación, la manipulación de objetos, el movimiento y la búsqueda selectiva de objetos y sujetos, pudiéndose implementar diferentes programas, como los siguientes:
a) Programas de orientación (establecimiento de puntos de referencia auditivos, olfativos y especialmente táctile.s) y movilidad (técnicas básicas de posturas corporales y colocación de extremidades, uso de los recursos de movilidad aludidos y práctica.s).
b) Programas de desarrollo cognitivo, especialmente orientados a potenciar la adquisición de ciertos aspectos, en los que frecuentemente se han ob.servado desfases sobre nociones básicas a edades tempranas.
c) Técnicas de estudio, basadas en -aprender a aprender», con técnicas específicas para alumnos ciegos (como los gráficos en relieve con palabras claves, cuadros o enumeraciones de caracterí.sticas fundamentales, síntesis de ideas en lugar del subrayado de las mismas) y para alumnos con baja visión (intensificar el uso de colores variados que aumenten el contraste y, por tanto, resalten las ideas mediante la utilización de rotuladores de trazo grueso que incluso cubran la/s palabra/s si ello incrementa el contraste y la identificación, asegurándose de que no se desplace la tinta impresa, mapas conceptuales, cuadros sinópticos y gráficos ampliados y en color).
d) Programas de desarrollo de habilidades sociales, dada la dificultad que presentan e.stos alumnos en la adquisición de habilidades interpersonales, madurez social, adaptación de integración social, competencia social, repertorio de habilidades sociales, assertividad, creación de la autoimagen y autoconcepto y lenguaje corporal y gestual. Aunque pueden desarrollarse los programas generales de desarrollo de habilidades sociales, éstos requieren ciertas adaptaciones, de manera que se han creado programas específicos para personas ciegas, como el de Verdugo y Caballo (1995).
e) Programas para el desarrollo de habilidades de vida diaria (higiene, vestido, comida, conductas apropiadas, tareas del hogar, relación y utilización de materiales cotidianos y específicos), que se desarrollan espontáneamente en sujetos sin déficits visuales, pero pueden requerir cierto entrenamiento adicional para personas con deficiencia visual.
f) Programas de orientación vocacional y profesional, cuyo propósito primordial es contribuir al aumento del conocimiento de sí mismo y dar a conocer las posibilidades educativas y laborales (posibilidades, limitaciones y potencialidades, formación en centros específicos y ordinarios, selección de perfiles apropiados, etc.) coadyuvando la toma de decisiones por parte del propio alumno.

Para garantizar el desarrollo de las habilidades anteriores el equipo específico diseña el Plan Individualizado de Atención (PÍA), cuya responsabilidad recae sobre todo el equipo multidisciplinar, integrado por maestros, psicólogos, trabajadores sociales, oftalmólogos, técnicos en rehabilitación básica, tiflotécnicos y animadores socioculturales, implicando a los miembros familiares. Esta planificación debe ser coherente con la planificación curricular, para desarrollar un trabajo cooperativo.
Por tanto, se contemplarán estos objetivos (introducción de nuevos objetivos), obviando, si fuese necesario, otros contenidos u objetivos de alto requerimiento visual y de menor trascendencia (eliminación de objetivos) y posponiendo otros a cursos posteriores (modificación/alteración de objetivos).
En cuanto a la metodología y evaluación, se tendrá en cuenta que estos niños pueden necesitar tiempo adicional para la adquisición de ciertos conceptos y habilidades, debido a que el tacto tiene un carácter analítico, es decir, va de lo particular a la totalidad, al contrario del funcionamiento visual, que sigue mecanismos de tipo deductivo, y ello conlleva un ritmo de aprendizaje más lento. Además, mientras que el sujeto normovidente sólo tiene que percibir una determinada conducta para emularla, el alumno ciego ha de vivificarla (mediante descripciones exhaustivas o reconocimiento táctil) para adquirirla. Se emplearán estrategias didácticas oportunas, basadas en la pluralidad sensorial, con los medios auditivos y audiovisuales a su alcance, la experimentación y manipulación propia y se evitará la toma excesiva y exclusiva de apuntes. Las fórmulas de evaluación serán las adecuadas a las posibilidades de los alumnos: controles orales, evaluación permanente de los trabajos diarios y, en caso de exámenes escritos, se otorgará un tiempo adicional para su realización.
En lengua española y literatura, se ha de partir de los conocimientos previos, que variarán enormemente. Por tanto, se diagnosticará el desarrollo del lenguaje oral y sus experiencias comunicativas. El énfasis en el dominio de la lengua será la característica fundamental, paliando el déficits potencial de vocabulario léxico y dotando de significado a los frecuentes verbalismos (palabras vacías de contenido para los sujetos, bien por su desconocimiento semántico, por su alto contenido visual, o bien por su uso azaroso, inapropiado, impreciso o erróneo). Resulta necesario incrementar las descripciones sobre conceptos y fenómenos visuales y no visuales que resulten relevantes para el sujeto, además de motivar para usar el diccionario e, incluso, para elaborar diccionarios de aula, con el objetivo de lograr un léxico rico y preciso. Por último, dado que estos alumnos cuentan con menos recursos y posibilidades para el establecimiento de relaciones sociales, hay que procurar el desarrollo de estrategias comunicativas efectivas, referidas al control de la situación de comunicación (cantidad y características de los miembros participantes en la comunicación, lugar, existencia o no de moderador), a la estructura y organización de la conversación (disciplina, orden, tiempo y tipo de intervención) y al vocabulario adecuado para la conversación e indicaciones que el alumno ciego debe hacer ante referentes que no hayan sido nombrados explícitamente o bien hayan sido aludidos mediante pronombres que impidan la identificación por parte del sujeto invidente.
Más peculiar resulta el lenguaje escrito, en el que las dificultades no sólo conciernen a la fase de transcripción del texto, es decir, al diseño de los grafemas, sino que afecta a todo el proceso de expresión escrita: desde la búsqueda y registro de la información, con la utilización de textos, fuentes diversas, diccionarios y enciclopedias, hasta la revisión del texto producido, pasando por la utilización del léxico apropiado, ortografía, sintaxis y estructura discursiva (Rodríguez Fuentes, 2002a). Se requiere, por tanto, el desarrollo de tas habilidades lingüísticas y cognitivas necesarias para mejorar la expresión escrita en estos alumnos, además del entrenamiento adecuado para el manejo de los aparatos e instrumentos idóneos para la escritura en tinta o en Braille. En cualquier caso, tanto la escritura puntiforme como la escritura en tinta puede .ser más lenta en sujetos con déficits visuales que en sujetos sin deficiencias, si bien se observan ciertas diferencias entre ellos: frecuentes errores mecánicos y gráficos, falta de experiencia escritora fuera de la exigencia escolar e inexistencia del registro de ideas y fuentes, previo a la transcripción, en el caso de la escritura en Braille, y errores disléxicos y disgráficos (grafía, caligrafía y aspectos formales del texto), en el caso de la escritura impresa. Los propios alumnos son conscientes de su necesidad de perfeccionar la transcripción del texto; pero también ha de complementarse con la adquisición y desarrollo de habilidades lingüísticas de mayor nivel cognitivo que frecuentemente olvidan o ignoran, como la planificación y la revisión del texto, con todas sus suboperaciones.
La enseñanza del sistema Braille se realiza mediante las cartillas de sensibilización táctil y la memorización de los grafemas Braille, en el contexto del grupo clase, con métodos analíticos, que son los únicos que hacen viable la enseñanza del Braille, dada la secuencialización de la percepción háptica. Ambas tareas resultan difíciles en este caso de la lectura visual. A estas dificultades se les une la lentitud propia de la lectura, que Valles (2000) sitúa en un retraso de dos años aproximadamente con respecto a la lectura visual, debido a la secuencial del Braille, a diferencia del rápido y amplio líarrido visual cuya amplitud perceptiva es 15 veces mayor, según el autor anterior, la ausencia motivadora (sin dibujos, esquemas, colores), la fatiga lectora (consecuencia del sobreesfuerzo táctil invertido en la decodificación del sistema en relieve Braille), y los errores lectores (confusiones en el reconocimiento de las posiciones vertical y horizontal de los caracteres, omisión y adición de puntos del grafema y confusión de caracteres con el mismo número de puntos u análogas configuraciones). Motivar su aprendizaje y desarrollo, mediante juegos corporales, espaciales, puzzles, encajes, y dibujos en relieve (Martín-Blas, 2000) y enfatizar la trascendencia de esta competencia son estrategias loables. Aun así, la lectura que realizan los alumnos con baja visión también resulta más lenta, fatigada y dificultosa, dada la capacidad visual que requiere. Además de las estrategias, los recursos apropiados, mencionados anteriormente (ayudas ópticas, iluminación, mobiliario, contraste, dibujos, gráficos, letra adecuada, libros ampliados, hablados o en CD ROM, ampliación de textos con ordenadores o circuitos cerrados de TV y traducciones al lenguaje oral) deben utilizarse, con el propósito de eliminar o reducir algunas dificultades así como el esfuerzo invertido en la tarea. Asimismo, se observará si el alumno realiza una lectura comprensiva o, por el contrario, las limitaciones léxicas del lenguaje oral afectan notablemente a la comprensión lectora. Valles (2000, 336) indica que «en lo referido a la comprensión lectora, se han detectado desfases de hasta cuatro años entre la edad escolar y la edad cronológica». En estos casos, se precisa incrementar el vocabulario oral léxico, seleccionar cuidadosamente los textos apropiados al nivel de comprensión del alumno y manejar diferentes tipos de textos (narrativos, argumentativos, noticias, diálogos) con diferentes intenciones, estructuras y características, para garantizar la adquisición de las estrategias necesarias, en cada caso, para dotar de significado a las palabras leídas.

En definitiva, ambas actividades (escritura y lectura) pueden resultar problemáticas.
Por tanto, pueden requerir mayor énfasis su adquisición y dominio, al menos en intensidad temporal y motivación. Garantizar el correcto desempeño lectoescritor en todos los aspectos (comprensión, presentación formal, caligrafía, sintaxis, léxico, planificación escritora, revisión textual, etc.) se convertirá en objetivo prioritario ineludible de la intervención educativa con estos alumnos, aunque se tolere la menor velocidad lectora y la extensión temporal en su adquisición y desarrollo, unido, quizá, y a pesar de que trate de evitarse, a una cierta desmotivación y una menor práctica autónoma de estas actividades que las de sus compañeros sin deficiencias. No obstante, no deben tolerarse disfunciones ni retrasos significativos, ni siquiera en los aspectos formales del texto, porque tanto los invidentes como los deficientes visuales pueden y deben alcanzar un grado de desarrollo lectoescritor similar al de los sujetos sin problemas visuales, aunque requiera un intenso esfuerzo por parte de los profesionales (profesores, logopedas, profesores itinerantes) y familiares, amén, por supuesto, del propio alumno.
Los contenidos impartidos en el área de matemáticas serán idénticos a los de los alumnos sin déficits visuales, aunque es posible que existan dificultades en esta área, derivadas del desarrollo evolutivo peculiar de los alumnos con problemas de visión (en desventaja con el desarrollo evolutivo de sujetos normovidentes) y de la intervención didáctica, más que de la propia carencia o deficiencia visual. Algunas estrategias didácticas apropiadas son:
 
a) apoyarse en la actividad manipuladora del sujeto, que potencie el desarrollo de habilidades básicas, como tamaños, formas, volúmenes, etc.;
b) utilización de material tridimensional que permita la representación mental;
c) enseñanza de la signografía Braille específica y los signos matemáticos en letra impresa;
d) utilización de ilustraciones reales que permitan al sujeto hacer estimaciones y extrapolaciones sobre tamaños, espacios y otras nociones visuales;
e) partir de los conocimientos previos y nociones que ya ha aprehendido el alumno y de su experiencia anterior;
f) vincular los problemas y soluciones matemáticas con situaciones reales que viva o pueda vivir el sujeto;
g) poner de manifiesto la funcionalidad de los aprendizajes matemáticos para la vida diaria y el desarrollo profesional;
h) uso de recursos pertinentes para incrementar las posibilidades de manipulación del sujeto, como el abaco, la caja aritmética, cuerpos geométricos, representaciones en thermoform y horno fúser, y otros recursos alternativos, como las calculadoras parlantes, las reglas en relieve y el compás con punta de goma. Cabe reseñar la importancia de dos contenidos fundamentales del área de matemáticas: el cálculo, habilidad instrumental básica de importancia y funcionalidad evidente y la geometría, que contribuye al desarrollo de habilidades y estrategias esenciales en sí mismas y transferibles a otras situaciones de aprendizaje y, por tanto, propedéuticas.
Similares son las adaptaciones que se precisan en el área de conocimiento del medio: materiales adaptados, como mapas ampliados, en relieve, maquetas y objetos reales que permitan su manipulación, unidos a estrategias didácticas que enfaticen la pluralidad sensorial, la experimentación propia y observación metódica de materiales, recursos e instrumentos de otras sociedades, las visitas guiadas a centros y lugares de la zona, la comprensión e incluso interpretación (mediante obras de teatro o simplemente simulaciones en clase) de co.stumbres y conductas de otras sociedades, fomentando el respeto y la tolerancia. Debido a la imposibilidad de implementar las estrategias anteriores para contenidos que conciernen a contextos lejanos así como de otros medios (otros países o continentes, astros, estrellas...) la interiorización de éstos puede resultar más dificultosa, pues se reduce a la memorización de características descritas, de forma oral o escrita (Álvarez Gómez, 1999).
Conductas sobreproteccionistas de los adultos que rodean a estos alumnos, ya aludidas por su frecuencia de aparición, reducen la manipulación y no fomentan, por tanto, el conocimiento del medio, a la par que desarrollan vínculos de dependencia, nefastos para el alumno.
Para las lenguas extranjeras, el esfuerzo más intenso estará orientado a la selección de los recursos y medios didácticos más apropiados a las posibilidades de los alumnos, primando el diálogo interpersonal, los medios auditivos y audiovisuales, comentando las imágenes visuales (el propio profesor o los compañeros) o bien realizando un texto escrito con la descripción de las imágenes. Se proporcionarán los recursos específicos, como diccionarios en CD ROM y las traductoras pariantes. Como complemento, se puede elaborar en el propio aula un diccionario sobre vocabulario básico del curso, que podrá transcribirse en Braille o ampliarse, para posibilitar su uso a los alumnos invidentes y con baja visión, respectivamente. Este diccic^nario se irá complementando y utilizando cada curso. De otra parte, para optimizar la pronunciación puede .ser útil el empleo de palabras fonológicamente similares, como ilu.stración para que el alumno identifique la colocación labial aproximada y la perfeccione mediante el ensayo y error o, en su defecto, describir los movimientos de los músculos fonológicos precisos (labios y lengua, principalmente).
La expresión plástica y artística .se torna fundamental para el desarrollo integral del alumnado deficiente visual y ciego, incluido el desarrollo multi.sensorial, además de su carácter compensatorio de posibles dificultades que puedan surgir en el itinerario escolar del alumno, dada la estrecha vinculación exi.stente entre este área y el re.sto de áreas curriculares (Álvarez Gómez, 1999). Deben eliminarse aquellos objetivos y contenidos que se refieran a aspectos cromáticos, a.sí como aquellos otros de marcado o exclusivo componente visual, pudiendo modificarse por otros relacionados con las diferentes texturas, que propicien el desarrollo háptico.
Mediante la manipulación háptica y la didáctica multisensorial, incluso con el aprovechamiento visual, si es posible, y comenzando con el descubrimiento de las posibilidades del propio sujeto (desarrollo del autoconcepto), se procurará un aprendizaje vivencial de expresiones y representaciones de .sentimientos, deseos e ideas, a través de códigos no lingüísticos. Actividades apropiadas son también la manipulación de diversos materiales de diferentes volúmenes, formas, tamaños y texturas (en lugar de colores) y el modelado de arcilla y pla.stilina, valorando más el proceso que el resultado.
En educación musical, ha de en.señarse la signografía Braille específica y e.stimularse la memoria musical, dada la inviable manipulación simultánea de la partitura y del instrumento musical. Una vez conseguida, las personas con déficit visual muestran un buen desarrollo auditivo y son capaces de distinguir y apreciar unos tonos de otros y manifiestan una buena disposición y habilidad para la música. Los alumnos con baja visión, sin embargo, pueden aprovechar su visión para la lectura visual de las partituras, aunque éstas hayan de ser ampliadas.
Para el dibujo se usará la plancha de caucho, el papel positivo y el punzón o un bolígrafo adaptado y la regleta, los equipos de dibujo de líneas en relieve de Swell, herramientas que permiten proporcionar relieve a las líneas y dibujos trazados por el alumno. Existen algunos programas para enseñar a dibujar a alumnos ciegos, como el método de dibujo de «elementos básicos», que sigue la secuencia progresiva de dibujos siguiente: volúmenes, .secciones, siluetas y dibujos en el plano de cada una de las siluetas. Para los alumnos invidentes supone una experiencia inédita de expresión, a diferencia de los alumnos que escriben en tinta, que perciben el dibujo como una actividad parecida al diseño grafémico, aunque más creativa o menos convencional. En el ca.so de alumnos con baja visión, se seleccionarán los recursos nece.sarios: papel de óptima calidad y rotuladores de trazo ancho, de colores vivos pero sin brillo, para evitar los reflejos, la iluminación y postura adecuadas.
La actividad física, lejos de postulados manifiestamente ancestrales que la consideraban innecesaria o inviable o que la reducían a deportes estáticos, e incluso de eliminarla del currículo del sujeto invidente, es muy positiva para estos alumnos, tanto para paliar estereotipias o movimientos repetitivos o de autoestimulación y posturas incorrectas como para potenciar el desarrollo motor, psicomotor, del esquema corporal, del autoconcepto, de la movilidad y orientación y de la personalidad, en general. Además, tanto los alumnos invidentes como con baja visión logran alcanzar todos los objetivos y contenidos de este área, aun de forma diferente, con las estrategias didácticas apropiadas, generalmente basada en actividades grupales, la colaboración entre compañeros, con el profesor a la cabeza de la ayuda técnica apropiada. Evidentemente, las actividades físico-deportivas que puede realizar el alumnado con problemas de visión son diferentes, eludiéndose los deportes competitivos de alto requerimiento visual, como el fútbol, el baloncesto, el tenis... tradicionales, aunque pueden adaptarse los instrumentos (balones sonoros, más grandes) y las normas, para permitir su participación. No obstante, otros deportes disminuyen la capacidad visual requerida y resultan más propicios para personas con deficiencia visual, como el ajedrez, la halterofilia, el judo, el montañismo, el atletismo en pareja, la natación, el esquí, el fútbol-sala, el ciclismo en tándem y el goalball o el toarball (específicos para ciegos).

ADAPTACIONES CURRICULARES PARA ALUMNOS CON BAJA VISIÓN E INVIDENTES
Antonio RODRÍGUEZ FUENTES
Universidad de Granada 2003
Ediciones Universidad de Salamanca Enseñanza


A INCLUSÃO DOS DEFICIENTES VISUAIS NA ESCOLA REGULAR


Blind Man’s Bluff - fotografia de Evgen Bavcar - 1997
Blind Man’s Bluff - fotografia de Evgen Bavcar - 1997

A educação de pessoas com deficiência visual ainda tem sido alvo de grandes discussões nos dias atuais. Isso por que alguns ainda defendem a idéia de que deficientes visuais devem estudar em escolas especializadas, ou seja, escolas equipadas e preparadas para recebê-los e educá-los.
Essa idéia é defendida tanto por educadores e administradores de escolas, quanto por pais e familiares dos deficientes visuais. A justificativa das escolas decorre do fato de que não estão preparadas para atender tal grupo de pessoas, pois, estas necessitam de alguns equipamentos especiais e, além disso, a maioria dos professores não estão preparados didaticamente para recebê-los.
Os pais, por não abandonarem a superproteção, quando não mantêm seus filhos reclusos em suas próprias casas, afirmam que nas escolas regulares seus filhos não terão a atenção merecida, além, de que serão alvo de discriminação por parte dos demais alunos.
De certa forma, é bem verdade que os profissionais da educação, ainda não estão devidamente preparados para receber alunos deficientes visuais ou mesmo com qualquer outra deficiência, nas escolas regulares de ensino, problema esse que pode ser solucionado pelo interesse dos próprios profissionais em descobrir mais acerca das limitações que possuem algumas pessoas e, assim, tentar aprender com elas o que podem fazer para melhor ensiná-las e ajudá-las.
Em relação aos materiais especializados necessários para que a pessoa com deficiência visual seja educada, deve-se requerer junto ao Estado tal providência, pois este tem o dever de proporcionar educação a todos de modo igual.
Quando o assunto é a família, podemos ter aqui um grande problema, como alguns pais que acham que devem manter seus filhos deficientes visuais dentro de suas casas, pois como não podem ver, não há necessidade de que saiam à rua. Atitudes como a super proteção da criança, não a deixando exercer atividades cotidianas, buscando mantê-la longe de perigos e obstáculos diversos, deve ser evitada.
Existem sim muitos obstáculos no mundo, porém podem ser transpostos, além do que, não são só deficientes visuais que enfrentam dificuldades em sua caminhada. As dificuldades existem para todos e de nada vale se esconder, isso só vai retardá-las, podendo se apresentar de modo mais gravoso quando a criança resolver enfrentá-las.
Alunos com deficiência visual devem ser educados como todos os demais, freqüentando uma escola regular e convivendo com os mais variados alunos para que aprendam juntos a conviver com a limitação um do outro, considerando que todos nós temos algum tipo de “deficiência”, ou seja, dificuldade.
 
O começo, com certeza, não será fácil para o aluno com deficiência visual.
Ele terá dificuldades até que a escola, de modo geral, possa se adaptar a ele e ele à escola, mas, é nessa hora que o professor deve entrar em ação, conversando primeiramente com o aluno e depois com o restante da classe sobre a deficiência e explicando de acordo com o nível de entendimento da respectiva série.
Após a conversa com o professor, o aluno com deficiência visual ficará mais tranqüilo e o professor terá uma idéia de como, pelo menos começar o seu trabalho frente a este aluno e, após o esclarecimento de dúvidas sobre a deficiência visual, os demais alunos estarão mais abertos a um novo relacionamento, pois, descobrirão que o aluno deficiente visual em quase nada se diferencia deles, tendo apenas uma limitação sensorial que pode ser compensada por outros sentidos e que este precisará da compreensão e do auxílio de todos.
É realmente um desafio abrigar alunos com deficiência visual na escola regular, porém, nada é impossível quando se tem educadores dispostos a fazer este trabalho, deixando de lado as opiniões já formadas como, por exemplo, “não vai dar certo” ou “não vou conseguir”, ou ainda, “ele não vai conseguir”.
Tudo dependerá do empenho de ambos. Professor e aluno sempre terão que estar dialogando para saber o que é melhor, e assim os dois lados estando de acordo conseguirão traçar pontos de partida a cada novo tema, atividade, avaliação etc.
Administradores de escolas também devem trabalhar para que haja a melhor inclusão possível, conversando com os professores para que juntos desenvolvam meios que proporcionem a participação do aluno com deficiência visual em tudo o que se fizer na escola.
O trabalho é árduo, porém satisfatório. Quando ao final de cada série, o aluno, os pais e os professores virem que todo o trabalho e dedicação contribuíram para o fim desejado.
Já se tem notícia de algumas escolas que recebem alunos com deficiência visual em suas dependências, porém, os professores ainda não sabem como lidar com eles e as escolas não dispõem de instrumentos necessários ao seu aprendizado e portanto não se chega a lugar algum.
De nada adiantará trazer um aluno com deficiência visual para ser educado junto aos demais alunos da pré-escola enquanto todos aprendem qual o formato da letra “A”, este fica sem fazer nada, pois, o professor não sabe o que fazer para que ele tenha a mesma noção vista pelos demais.
Por esse motivo, já está na hora dos profissionais da educação se preocuparem em aperfeiçoar seus currículos, se especializando na educação de pessoas A inclusão do deficiente visual na escola regular: um espaço a ser conquistado com necessidades especiais e, também, das escolas buscarem auxílios governamentais no sentido de adquirir os instrumentos dos quais necessitam para poder proporcionar educação aos deficientes visuais.
A inclusão de portadores de deficiência visual no ensino regular e mesmo no ensino superior depende da conscientização do Estado, dos educadores, dos pais e da sociedade de modo geral, a fim de que todos em conjunto se comprometam em transformar sonhos em realidade.

Conceito e importância de uma sala de recursos
Alunos que não enxergam, possuem algumas necessidades especiais, e como vimos, não devem ser educados separadamente, mas sim, freqüentar escolas regulares tendo suas necessidades supridas por uma sala de recursos.
Estas salas de recursos funcionam dando suporte ao aluno e ao professor de uma sala comum, devendo servir como um complemento às ministrações trazidas à turma, sanando dificuldades e eliminando eventuais dúvidas provenientes da deficiência visual do aluno cego ou com baixa visão.
Vale ressaltar que não se trata de uma sala especial, mas de uma extensão da sala comum que será freqüentada pelo aluno deficiente visual fora do horário normal de aula. Pois para que aconteça a verdadeira inclusão, não basta estudar na mesma escola estando em salas diferenciadas, deve haver uma junção de todos os alunos para que se relacionem entre si, em todos os aspectos.
Os professores que tiverem em sua sala um aluno com deficiência visual, também devem freqüentar as salas de recurso a fim de que acompanhem o desempenho de seu aluno e aprendam o que fazer para melhor ensiná-lo e para integrá-lo ao resto da classe.
Na sala de recursos deve haver materiais e equipamentos que possibilitem o aprendizado dos alunos com deficiência visual (cegos ou com baixa visão), havendo, também, um professor especializado, ou seja, um professor formado em Educação Especial que domine o Sistema Braille e todos os instrumentos necessários à educação de tais alunos.
O professor especializado será um elo de ligação entre a escola e a família do aluno com a deficiência visual, devendo sempre manter contato com os pais e com o professor da sala comum, para que ambos acompanhem seu progresso. Este professor não poderá interferir no conteúdo da aula cuja administração será uma tarefa exclusiva do professor da sala regular.

Caberá ao professor de uma sala de recursos:
  • apoiar o professor da sala regular, tirando dúvidas tanto suas quanto dos demais alunos sobre a cegueira, podendo, inclusive, assistir às aulas juntamente com a classe fazendo sugestões sobre a melhor forma a ser aplicada pelo professor a fim de facilitar o entendimento do aluna com deficiência visual;
  • elaborar materiais didáticos, de acordo com o comprometimento visual que o aluno apresente: se o aluno for totalmente cego, deverá ter à sua disposição um material em Braille, mas, se este tiver baixa visão, será necessário que um laudo médico constate o quanto ele pode ver e, assim, se faça uma adequação ao material, ampliando-se a letra até o ponto em que possa ser vista nitidamente;
  • participar na elaboração das atividades e das avaliações junto ao professor da classe comum, tornando possível que o aluno com deficiência visual participe de todas elas junto ao resto da turma, não ficando de fora de nada do que vier a acontecer;
  • desenvolver junto ao coordenador pedagógico da escola e junto ao professor da sala comum, um trabalho de orientação aos pais, informando-os acerca do progresso educacional de seus filhos, bem como, sobre os métodos de ensino utilizados para que a família possa de certa forma contribuir para o aprendizado da criança, auxiliando-a em casa;
  • finalmente, cabe ao professor especializado, conversar com o coordenador pedagógico para que ele utilize seus conhecimentos, fazendo com que a proposta pedagógica da escola, possa abarcar a todos os alunos, inclusive os que têm deficiência visual.

O professor de uma sala de recursos desempenha um papel muito importante no que se refere à educação de um aluno com deficiência visual, porém, de nada valerão seus esforços se não houver à sua disposição e à disposição dos alunos cegos ou com baixa visão, os instrumentos necessários para viabilizar o ensino especializado.
São instrumentos imprescindíveis à escolarização dos deficientes visuais completamente cegos: as máquinas Braille, regletes (1) e impressoras Braille. São eles que possibilitam a confecção da escrita em alto-relevo o que fará com que os alunos mencionados tenham acesso ao mesmo conteúdo proposto na aula, seja na lousa ou em livros didáticos.
(1) Instrumento comum para a escrita em Braille. Espécie de prancheta com orifícios em baixo relevo, onde com uma punção são marcados os pontos que compõe as palavras.
Já os alunos com baixa visão, dependendo do resíduo visual que possuem, não precisam se valer do Sistema Braille para aprender, por isso, se faz necessária a identificação do quanto eles podem enxergar, para ver se sua visão pode ser melhorada com o uso de óculos ou lupas ou ainda com a ampliação de letras na fonte que melhor se adéqüe a visão que possuem.
Alguns recursos também são relevantes numa sala de atendimento especializado, são eles: as lupas eletrônicas e as lupas manuais, para a ampliação de textos a fim de que possam ser lidos pelos alunos com baixa visão, além de softwares com síntese de voz para microcomputador de mesa e portátil (notebook), através dos quais os alunos poderão ter acesso à informática, podendo consultar a internet, bem como, ler textos e livros escaneados, podendo, também, confeccionar seus trabalhos e avaliações.
A sala de recursos, também chamada de sala de apoio, corresponde a uma forma de se promover a inclusão plena do alunado com deficiência visual no que diz respeito à educação, tendo como principais atividades:
 
  • proporcionar ao alunado com deficiência visual, conhecimentos complementares dos quais necessitará para conviver no mundo das pessoas que enxergam, tais como o aprendizado do Sistema Braille e do Sorobã (2), orientações para se locomoverem sozinhos, atividades da vida diária, como por exemplo, como devem arrumar seus materiais e escolher suas roupas, desenvolver a educação sensorial, isto é, adaptá-lo ao uso dos demais sentidos etc.; (2) Instrumento que permite o acesso à matemática através do tato.
  • promover a adaptação dos materiais didáticos, como por exemplo, os gráficos e mapas, tornando-os passíveis de serem compreendidos facilmente pelos alunos com deficiência visual;
  • disponibilizar livros em Braille ou em letras ampliadas, além de, trabalhar na confecção de um arquivo de materiais escaneados que poderão ser lidos pelo aluno através do computador com os softwares de voz;
  • colocar à disposição do aluno todos os materiais e instrumentos dos quais necessita para sua escolarização como por exemplo: máquinas e impressoras Braille, livros em Braille, Sorobã, papel especializado, canetas ponta porosa, livros com letras ampliadas, papel com pautas próprias para o uso do aluno com baixa visão, lupas etc.;
  • prestar todo auxílio ao aluno que mostrar dificuldade, atuando de modo a complementar o que é ensinado na sala comum.

Partindo do pressuposto de que alunos deficientes visuais tenham algumas necessidades especiais, para tornar possível seu aprendizado, as salas de recursos são de grande importância por poderem proporcionar a verdadeira inclusão desses alunos na escola regular.
A escola que não tem uma sala de recursos e recebe alunos com deficiência visual, está despreparada para acolhê-lo, isto porque não terá como dar suporte a esse aluno, visto que o professor de uma sala regular não está preparado o suficiente para dar a devida assistência que a situação pede.
Por esse motivo, se faz notória a importância de uma sala de recursos em todas as escolas regulares, não basta que se pregue a inclusão sem que se façam as respectivas adequações, adquirindo os meios necessários ao atendimento especializado que virá ao encontro do ensino ministrado pelo professor comum, não em forma de substituição deste, mas, de modo a poder complementá-lo, utilizando-se dos métodos corretos a fim de que a educação de deficientes visuais, saia da teoria e venha produzir efeitos satisfatórios.

A relação entre o professor e o aluno com deficiência visual
Grande é a preocupação do professor do ensino regular ao se deparar com um aluno com deficiência visual. Isso se dá pelo fato de o mesmo não estar preparado ou ainda, acostumado com as necessidades especiais que os mesmos demandam, daí a necessidade de haver um professor especializado para acompanhá-lo, bem como, de uma sala de recursos para auxiliá-lo, conforme já comentado.
Porém, mesmo com a presença de um professor especializado, o professor da sala comum, onde o aluno com deficiência visual estuda, é o principal responsável por sua educação, uma vez que, este foi designado para ensinar a turma como um todo.
Os professores especializados apenas darão o apoio necessário ao aluno, preparando materiais específicos e preenchendo as lacunas que, porventura, sejam deixadas nas ministrações das aulas.
Alguns professores podem pensar que não estão preparados para educar um aluno com deficiência visual ou achar que estes merecem maior atenção, o que não é verdade. A eles deve ser dispensada a mesma atenção dada a um aluno normal, pois, em nada ele se diferencia das demais crianças, dispensando qualquer cuidado excessivo.
Atitudes como, por exemplo, adotar formas de avaliação diferenciadas ou aprovar o aluno sem que ele tenha notas suficientes para tanto, não são bem vindas. Isso faz com que os alunos com deficiência visual se sintam menosprezados, subestimados e incapazes de aprender.
Desse modo, todos devem ser tratados de igual forma, alunos deficientes visuais ou não, devem ser a todo tempo avaliados e sujeitos à reprovação de acordo com seu desempenho escolar, sem que haja privilégios.
As atividades, as provas, os questionários, os testes, os gráficos, os mapas, os trabalhos de casa e as avaliações de modo geral, devem ser encaminhadas pelo professor da sala regular ao professor especializado para que este possa adaptar o material dispondo-o em Braille ou em caracteres ampliados para a utilização dos deficientes visuais, antes da aula em que os materiais serão apresentados à classe.
Durante a ministração da aula o aluno deficiente visual deve ocupar um lugar onde ele possa ouvir e compreender bem as palavras do professor, visto que, por não enxergar ele deve estar atento a tudo o que for dito, devendo, também, estar a par do que for escrito na lousa, bastando que, para isso, o professor leia tudo o que anotar no quadro.
Alunos com visão subnormal devem ficar mais próximos à lousa ou ainda, próximos à janela a fim de que possam ver melhor, sendo sempre incentivados pelo professor a utilizar a visão da qual dispõem, conversando sempre com o aluno sobre a iluminação, tendo em vista que o ambiente não pode estar nem muito claro, nem muito escuro, o que pode atrapalhar a visualização.
O professor deve sempre conversar com o aluno com deficiência visual, para que juntos decidam o melhor a ser feito para que ambos se auxiliem, uma vez que, o professor tem o conhecimento, mas, a cada dia, convivendo de perto com deficientes visuais, terá que passar por novas experiências as quais se tornarão lições de vida que serão repassadas durante todo o tempo que lecionar.
No decorrer das aulas, o professor deve evitar o uso de pronomes como, isto e aquilo, pois, como não podem ver, os alunos cegos ou com baixa visão não saberão sobre o que se está falando, prejudicando, assim, o entendimento da aula.
A melhor maneira de se educar um deficiente visual é através da fala, pois eles prestam muita atenção no que lhe é dito, procurando suprir a falta da visão pela audição que passa a ser um dos sentidos mais importantes, principalmente, quando ele precisa obter e guardar alguma informação.
Dessa forma, cabe ao professor conversar com os alunos deficientes visuais que lhe foram confiados para saber quais são suas maiores dificuldades e, também, para conhecê-los melhor, descobrindo suas qualidades a fim de que estas sejam trabalhadas e se tenha o sucesso desejado.
O professor deve sempre perguntar o que achar necessário para melhor poder ajudar o aluno, mas, deve estar aberto também para responder as dúvidas que o aluno tiver, ainda que estas se mostrem absurdas. Pois o aluno que não enxerga, e principalmente, se sua deficiência visual for congênita, isto é, se ele nunca viu, ele não saberá o que é um monte, um deserto, uma planta etc.
No caso de não poder solucionar a dúvida ou o problema apresentado, o professor deve recorrer ao professor especializado, bem como, à sala de recursos, utilizando-se de todo o material, métodos e instrumentos que esta possa oferecer, para possibilitar a compreensão do que não pode ser visto.
A princípio o trabalho se revela um tanto cansativo, mas, a paciência fará com que as barreiras e dificuldades sejam rompidas e, com o passar do tempo percebe-se que tudo não passou de um processo de aprendizado, onde professor e aluno adquiriram um com o outro, experiências que levarão para toda a vida.
Vale a pena ressaltar que não se pode desistir sem tentar, pois, todos merecem a oportunidade de aprender e a ignorância pode ser transposta pela vontade de se poder ajudar, junto ao desejo de se buscar entender e aprender sobre aquilo que se ignora, como é o caso da educação de deficientes visuais.

Principais regras a serem observadas pelo professor no contato com o deficiente visual
Num primeiro contato de um professor de escola regular com um aluno com deficiência visual, muitas são as dúvidas que podem surgir acerca de como tratar, ensinar, avaliar, auxiliar etc.
Assim sendo, procuramos trazer aqui, uma relação com as principais regras que devem ser observadas pelo educador quando este tem em sua sala de aula um aluno com deficiência visual. São elas:
 
  • inicialmente, procure saber o nome do aluno e procure conversar com ele perguntando sobre as suas limitações e quais recursos ele já utiliza e, caso não utilize nenhum, conversar com o professor especializado para que ele avalie o quadro e verifique os melhores meios para proporcionar o aprendizado.
  • O aluno com deficiência visual não é diferente. Trata-se de uma criança que apenas não enxerga como as demais, mas, ouve, sente, fala e, também, é capaz de aprender;
  • não se deve ter qualquer receio de se utilizar palavras ou expressões que se refiram à visão como, por exemplo, “vocês viram” ou “conforme já vimos”, pois, embora não possam ver, o linguajar utilizado pelos deficientes visuais, em nada se diferencia da linguagem das demais crianças;
  • para que aprendam a ler e a escrever, os alunos totalmente cegos, se utilizarão do Sistema Braille (sinais formados por combinações de pontos em alto-relevo que podem ser sentidos pelo tato), o que lhes será ensinado pelo professor especializado. Porém, os alunos que possuem baixa visão, poderão aprender utilizando-se da ampliação de letras;
  • tarefas realizadas em Braille, podem ser transcritas para letra comum pelo profissional que atua na sala de recursos, pois, este deve dominar tal escrita. Após a transcrição, devem ser encaminhadas ao professor para que ele faça a correção;
  • os alunos com deficiência visual não podem ver o quadro, por isso, tudo o que for escrito deverá ser lido para ele. Isto poderá ser feito pelo professor, logo que estiver passando a matéria, ou por um aluno que se proponha a ler para ele em voz baixa de modo a não distrair a turma;
  • ao aplicar provas aos deficientes visuais, é necessário que se façam algumas adaptações, antes da aula em que ela será aplicada, a fim de que ele possa lê-la, podendo ser feita em Braille ou com letras ampliadas dependendo da deficiência visual apresentada. Para tanto, é preciso que se mande o texto, os enunciados ou as questões que serão abordadas para que o professor especializado faça a devida adequação. Pode-se optar, também, por ler a prova ao aluno para que este responda de modo escrito ou oral, lembrando-se, antes de tudo, de conversar com ele sobre a melhor opção a ser adotada;
  • quando precisar repreender um aluno com deficiência visual, faça-o sem se preocupar. Procure tratá-lo como os demais sem privilegiá-lo ou beneficiá-lo em nada;
  • não se admire quando ele ler um texto ou fizer uma redação, pois, ele pode fazer tranqüilamente se dominar o Sistema Braille ou mesmo se valendo da ampliação de caracteres;
  • não se preocupe quando um aluno com baixa visão encostar o livro no rosto para melhor enxergar, pois isso não o prejudicará em nada;
  • evite gesticular ou apontar coisas no quadro-negro, dizendo isto ou aquilo. Lembre-se sempre de que o aluno não enxerga, e se enxerga, possui pouco resíduo visual, podendo não compreender as informações gestuais;
  • avise sempre que se ausentar da sala, e também, avise quando voltar ao ambiente a fim de que o aluno não fique falando sozinho sem perceber a sua ausência;
  • é plenamente assegurada pela lei, a entrada de cães-guias em qualquer ambiente, sendo estes adestrados para tanto. Estes cães exercem o mesmo papel da bengala, rastreando o ambiente por onde o deficiente visual passa, porém, com a diferença que o cão enxerga e tem vida. Não deixe que o distraiam quando este estiver a serviço, ou seja, guiando alguém;
  • devem ser utilizados materiais contrastantes ao se ensinar alunos com baixa visão, isto é, um texto em preto deve ser escrito em uma folha branca e uma figura escura deve ter o fundo do quadro claro. Evite usar giz de outra cor que não branco ao escrever no quadro-negro.

Estas são algumas das muitas questões que o professor aprende a desenvolver ao receber em sua turma um aluno com deficiência visual.
Diante delas, fica bem claro que é plenamente possível fazer a inclusão de um portador de deficiência visual na escola regular. Lembrando-se que a escola é só o começo da inclusão social, que será buscada e conquistada por ele dia após dia.
O objetivo é alcançar a inclusão plena, podendo receber capacitação para o trabalho, freqüentando um curso superior para que mais tarde possa exercer uma profissão e, assim, ter a vida digna a qual todos tem direito.
O professor é o responsável pelos primeiros passos rumo a essa conquista, por isso, está em suas mãos o início da socialização de pessoas que só buscam uma chance de mostrar que querem e podem aprender, ultrapassando todo e qualquer obstáculo.
 

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A inclusão dos deficientes visuais na escola regular
autora: Fabiana Santos
in  Educação inclusiva (2008)
Cristina Maria Carvalho Delou | Eloiza da Silva Gomes de Oliveira | Fabiana Santos | Ida Beatriz Costa Velho Mazzillo | Marilia de Fátima | Cordeiro Ribeiro | Márcia Souto Maior Mourão Sá | Suely Pereira da Silva Rosa | Wladia Felix Espírito Santo