quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Um bocadinho sobre a def visual...


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preparação do ano letivo

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O MEU FILHO VÊ MENOS?



 
Fátima Bessa é médica-pediatra, mestre em Psicologia do Desenvolvimento e Educação da Criança - Intervenção Precoce. Actualmente é coordenadora técnica da UADIP - Unidade de Avaliação do Desenvolvimento e Intervenção Precoce.
Rosa Afonso é licenciada em Psicologia, pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, e mestre em Psicologia do Desenvolvimento e Educação da Criança - Intervenção precoce. Actualmente é psicóloga na U.A.D.I.P. Este artigo foi elaborado com a colaboração da Dra. Salomé Gonçalves, especialista de oftalmologia pediátrica.

O bebé nasce com competências visuais. Mas o seu aparelho visual, quer do ponto de vista anatómico quer funcional, tem alguma imaturidade que rapidamente se vai ultrapassar. Para isso é importante que os estímulos visuais se adequem às competências do bebé, tendo em conta as suas preferências e a distância. A troca de olhares é uma das primeiras cumplicidades entre a mãe e o bebé que acaba de nascer.

No início os bebés preferem as caras humanas a qualquer outro estímulo. São particularmente atractivos para os bebés os movimentos das caras e as expressões faciais a uma distância entre os 20 e os 25 cm. Esta é a distância que separa os olhos do bebé dos da sua mãe quando lhe está a dar de mamar. O bebé começa por fixar o olhar e rapidamente aprende a seguir as pessoas ou os objectos que se movem. A este acompanhar do movimento das coisas com os olhos juntam-se posteriormente os movimentos da cabeça. A distância a que a criança vê vai também aumentando.

A visão é fundamental para a educação e o desenvolvimento global da criança. Dá uma perspectiva dinâmica e fascinante do mundo, servindo para estimular a mente, a comunicação e a personalidade. A qualidade da visão depende da integridade quer do olho quer do sistema nervoso central (SNC) - cérebro.

O olho é formado por várias estruturas, todas elas interferindo na qualidade da visão, permitindo que a luz exterior penetre no olho, vá impressionar a retina e que, através das células nervosas aí existentes e do nervo óptico, seja enviada para o cérebro.
Como estruturas que são responsáveis pela visão na criança temos:
Olho:
  • Córnea - capa que forra a parte anterior do olho, como que um vidro de relógio. Sendo transparente, deixa-nos ver a parte anterior do olho. Permite que a luz exterior entre no olho.
  • Cristalino - lente transparente que existe por detrás da pupila. Foca a imagem que vemos e deixa passar a luz que irá impressionar a retina.
  • Retina - camada que forra a porção interna do globo ocular e que contém células nervosas responsáveis pela visão. Estas células captam a luz vinda do exterior.
Cérebro:
  • Nervo óptico - é o prolongamento do olho ao cérebro. Conduz a informação, as mensagens trazidas pelas células nervosas da retina até ao cérebro.
  • Quiasma
  • Tracto óptico
  • Fitas ópticas
  • Córtex visual - fim do trajecto, área de descodificação da mensagem. É o centro da visão. Fará a interpretação do que foi visto.

As causas
Uma boa visão obriga à integridade de todas estas estruturas e, pelo contrário, a alteração em qualquer destas estruturas pode ser causa de baixa visão na criança. Podemos ter um olho são, mas se tivermos lesões cerebrais que impeçam ou dificultem a passagem da mensagem enviada do olho ao córtex visual, a visão estará comprometida. Pelo contrário, pode o SNC não estar afectado, mas haver anomalias oculares. O olho terá dificuldade/impossibilidade em captar a luz e em transmiti-la ao córtex visual.
São diversas as causas de baixa visão/cegueira na criança. Nos países desenvolvidos as causas mais comuns são as doenças do sistema nervoso central e as doenças genéticas da retina.
Se o comprometimento visual nestas situações é irreversível, existem outras causas que não são devastadoras, mas tratáveis e com bom prognóstico, tanto melhor quanto mais precocemente forem detectadas e corrigidas.

A mais frequente destas causas é o defeito retractivo e/ou estrabismo. Um desenvolvimento visual anormal ocorre sempre que a imagem que cai na retina não esteve focada nos primeiros meses ou anos de vida. Tal acontece quando se tem um defeito de refracção ou estrabismo.

A idade em que teve início a alteração, o tipo de defeito, a idade de início de tratamento e o cumprimento do tratamento são factores que pesam no resultado visual. Uma criança que nasce com má visão nunca se queixará que vê mal. Nunca soube o que era uma boa visão e não tendo tido termo de comparação, acha a sua visão normal. Pelo contrário, se já teve melhor, queixar-se-á.

Uma baixa visão unilateral em geral não é notável salvo se:
  • for notório um estrabismo;
  • o olho com melhor visão venha também a ter uma baixa de visão;
  • acidentalmente tapar um olho e reparar que não vê bem do olho destapado.
A baixa visão monocular em geral manifesta-se como um estrabismo (um olho não alinhado com o outro). Nos casos em que tal não acontece, normalmente só na idade escolar é detectável. Conforme a causa de diminuição da acuidade visual, assim variará o período crítico de tratamento.

Se o defeito for retractivo e considerável e/ou existir um estrabismo, o tratamento deverá iniciar-se antes dos 3 anos de idade, visto ser antes desta idade que o maior êxito é garantido, já que é precisamente até aos 3 anos que se desenvolvem as funções visuais.

Corrigir tardiamente estes defeitos, quer dizer, tentar dar visão a um olho que não aprendeu a ver na altura devida, que não teve o desenvolvimento normal e que ficou "preguiçoso". Este olho, com muita dificuldade, vai melhorar de imediato a visão, ao contrário do outro olho que foi mais usado e treinado a ver.

A criança pequena raramente se queixa de baixa acuidade visual. A suspeita de baixa visão é levantada pelos pais, familiares ou educadores/professores, tendo em conta o seu comportamento em casa ou na escola.
Se durante os primeiros dois meses o bebé não fixa ou não segue com o olhar as pessoas ou objectos que se deslocam em frente aos seus olhos, será um primeiro alerta para falar com o seu médico e precocemente detectar algum problema visual.

A criança pequena raramente se queixa de baixa acuidade visual. A suspeita de baixa visão é levantada pelos pais, familiares ou educadores/professores, tendo em conta o seu comportamento em casa ou na escola. Com a criança calma, à frente de imagens que em geral lhe interessam, a mãe tapa com a mão um dos olhos. Se a criança obstar obviamente a esta oclusão, poderá traduzir menor visão no olho destapado. Se, ao fazer o mesmo no olho que primeiro esteve destapado, não obstar tão obviamente à oclusão, poderá querer dizer que este olho tem melhor visão que o primeiro.

Se o défice visual for severo, podem existir sinais como:
  • olhar fixo para a luz intensa;
  • tremor das pálpebras;
  • existirem movimentos dos olhos involuntários e não coordenados (nystagimus);
  • efectuar movimentos rápidos de abanar as mãos frente aos olhos;
  • não sorrir e desinteressar-se com o que a rodeia;
  • ter desinteresse pela TV ou aproximar-se dela de tal maneira que, para perceber as imagens, mova a cabeça para as acompanhar;
  • cair muito e à medida que vai tendo maior capacidade de marcha, sem apoio, serem notórias as quedas;
Caso o compromisso visual não seja tão marcado:
  • desinteressa-se pelos objectos que lhe estão longe, salvo o que estiver na sua mão;
  • aproxima-se dos livros;
  • aproxima-se da TV;
  • roda a cabeça para fixar - pode mascarar um estrabismo;
  • encerra as pálpebras para ver melhor;
  • na escola vê mal para o quadro ou refere que vê mal as letras nos cadernos ou que as letras saltam quando está a ler;
  • na rua, com a luz do Sol, tem tendência a fechar um olho;
  • lacrimejo e dor de cabeça relacionados com a fixação prolongada. 
Mesmo não havendo suspeita de defeito visual, os pais devem perguntar-se:
  • Há problemas oculares na família?
  • Alguém usa óculos muito graduados?
  • Há familiares com estrabismo?
  • Há doenças transmissíveis na família?
  • Algum familiar tem problemas fora do comum?
  • O crescimento da criança tem sido normal?
  • Comparando-a com os outros filhos ou primos há diferenças?
  • Existe consanguinidade entre os pais (existem laços de parentesco entre os pais?
  • Os seus familiares notam algum defeito na criança?
  • A mãe durante a gravidez teve febre ou eritemas?
  • Durante a gravidez ou amamentação houve ingestão de medicação/álcool ou drogas?
Perante as suas dúvidas, dirija-se ao seu médico de família ou pediatra que, depois de o observar, o encaminhará para um médico oftalmologista ou para um serviço especializado.


FonteEducare - 28-5-2001 e 4-6-2001
O Portal da Educação - Porto Editora
 

Cientistas descobrem forma de prevenir miopia nas crianças

Incidência diminuiu 23% em três anos


Escolas podem fazer toda a diferença.
É mais uma vantagem de passar tempo ao ar livre. Investigadores chineses descobriram que aumentar as actividades escolares no exterior diminui os casos de miopia entre as crianças. Ao fim de três anos de investigação, os resultados eram significativos.
O estudo acaba de ser publicado na revista científica "JAMA". Em comunicado, os autores sublinham que a miopia é já uma “epidemia”, afectando em algumas áreas da China mais de 80% dos alunos que terminam o liceu. Embora o problema tenha particular expressão no sudeste asiático, este distúrbio também parece estar a surgir cada vez mais cedo no Ocidente.
A equipa da Universidade de Sun Yat-sen, em Guangzhou, na China, fez uma experiência com 1600 alunos do 1.º ano de 12 escolas locais.
Em média os alunos tinham 6,6 anos de idade. Metade teve mais uma aula de 40 minutos ao ar livre por dia durante três anos e os pais destas crianças e jovens foram incentivados a reforçar as actividades no exterior ao fim-de-semana. Já a outra metade que serviu de controlo manteve a rotina habitual.
Ao fim de três anos, a taxa de incidência foi de 30,4% entre os alunos que passaram mais tempo ao ar livre e de 39,5% nos que mantiveram a vida habitual. Os autores falam de uma redução de 23% na incidência, impacto até aqui nunca conseguido. E assinalam que uma estratégia deste tipo na infância pode ser particularmente benéfica. “Um adiamento no desenvolvimento da miopia em crianças pequenas, que tendem a ter uma progressão mais acelerada, pode levar a grandes benefícios no longo prazo”, refere a equipa, acrescentando que são necessários mais estudos para perceber como ocorre este efeito protector e se esta recomendação pode ser generalizada.
O que é a miopia

Também chamada má visão ao longe, consiste na incapacidade de focar objectos a maiores distância. Além de haver factores genéticos por detrás deste distúrbio oftalmológico, cada vez há mais estudos a demonstrar que passar muito tempo à frente do ecrã da televisão ou a jogar computador aumenta o risco.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Alga cega pode ser responsável pela cura da cegueira


Chlamydomonas reinhardtii
Foto ampliada 3000x da alga que pode devolver
a visão a cegos. (Foto: Wikimedia Commons)

Uma alga que vive no meio da água e da sujeira pode ser responsável por devolver aos cegos a capacidade de enxergar. A Chlamydomonas reinhardtii tem uma estrutura simples, é unicelular, possui duas caudas parecidas com chicotes circundando seu corpo e ainda uma estrutura parecida com um olho, que nem chega a ser um olho de fato, que ela usa para encontrar luz e, assim, realizar a fotossíntese.

Apesar da simplicidade, esse organismo vem sendo apontado como possível responsável pela cura da cegueira. Isto porque, assim como acontece em um olho humano, a estrutura que a alga utiliza para "enxergar" faz uso de proteínas fotossensíveis. Entre elas, uma em especial chama a atenção: a canal-rodopsina-2 (ChR2). Transplantada para um olho humano, ela poderia devolver a ele a capacidade de enxergar novamente.


A ChR2 já funciona

Algo que anima os cientistas e também aqueles que desejam ter a cegueira curada é o fato da proteína canal-rodopsina-2 já ter sido utilizada com sucesso em pesquisas semelhantes. Atualmente, neurocientistas empregam a ChR2 em células cerebrais para tornar neurônios sensíveis à luz — um processo chamado de optogenética.

A proteína foi usada em laboratório para implantar memórias falsas em ratos e teve as suas características de fotossensibilidade estimuladas por meio do uso de fibras ópticas. O resultado foi que os pequenos animais demonstraram ter lembranças de algo que não haviam vivido de fato, criando um resultado semelhante ao do filme “A Origem”, de Christopher Nolan.


Pesquisa em evolução

As pesquisas e testes realizados pela RetroSense foram licenciadas por Zhuo-Hua Pan, um pesquisador especializado em olhos da Universidade Estadual de Wayne. Ele estuda como restaurar a visão depois que cones e bastonetes morreram, que é o que acontece em pessoas com retinite pigmentosa.

Quando se pensa em doenças genéticas de humanos, o óbvio é imaginar a utilização de outros genes humanos para tentar curá-las. Entretanto, proteínas humanas são muito sensíveis, demandando a implementação conjunta com outras diversas proteínas. Assim, os cientistas teriam que inserir um conjunto de genes dentro de um ser humano, algo visto como quase impossível pelos pesquisadores.

A partir daí, em 2003, Pan divulgou um artigo científico no qual indicava o uso das proteínas canal-rodopsina-2 retiradas de algas Chlamydomonas reinhardtii. Com a necessidade de usar uma proteína e um gene, as características da ChR2 se mostraram ideais e os cientistas começaram a inseri-las em células de mamíferos.

“Funcionou perfeitamente, mesmo no começo”, revelou Pan à revista Wired. “Era, basicamente, muita, muita sorte”, complementa o especialista.


Testes em humanos devem começar em breve

Recentemente, o órgão do governo dos Estados Unidos que regulamenta a produção e venda de remédios e alimentos, a Foods and Drugs Administrarion (FDA, uma espécie de Anvisa de lá), autorizou a RetroSense a iniciar os primeiros testes da nova técnica em seres humanos.

A empresa planeja recrutar 15 pacientes cegos acometidos da doença ocular genética retinite pigmentosa. Ela causa a degeneração da retina e quem a tem vai perdendo a visão de forma gradual — ou seja, pelo menos por enquanto, cegos de nascença não serão cobaias do experimento. De acordo com a RetroSense, os testes devem começar já no último trimestre de 2015.

Assim como os cientistas que fizeram os neurônios de ratos sensíveis à luz, os pesquisadores da RetroSense também vão implantar a ChR2 nos neurônios retinianos para torná-los fotossensíveis. A diferença está no meio de transporte da proteína: aqui, eles usarão um vírus em vez de fibra óptica.

A ideia de utilizar vírus em tratamentos genéticos para curar doenças genéticas não é exatamente novidade. Isso já foi tentado inúmeras vezes, com estes organismos servindo de veículo para carregar genes saudáveis até o local da doença. A diferença aqui é que o gene em questão não vem de outro ser humano, mas sim de uma alga.


Indo direto ao ponto
O olho é uma estrutura bastante complexa e confusa, repleto de camadas e microrganismos. Assim, a RetroSense mira apenas a última camada dos neurônios retinianos, chamados de células ganglionares da retina. Pela lógica, torná-los fotossensíveis pode superar as camadas anteriores danificadas pela doença e corrigir o problema da cegueira.

O resultado esperado não é, logo de cara, uma visão 100% plena e funcional. Os ratos de laboratório nos quais este método foi testado aparentemente enxergavam feixes de luz. Algo assim é esperado nos humanos que servirem de cobaia, ao menos em um primeiro momento.

O fato é que a optogenética está caminhando firme rumo à sua implementação em seres humanos. Depois de mais de 15 anos de pesquisa, em breve teremos as primeiras respostas de pessoas que tiveram ChR2 implementadas em suas retinas. A torcida é para que os resultados sejam positivos.

Fonte: Wired

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA VISUAL


Blind children playing hide and seek-Overbrook School for the Blind in in Philadelphia, 1912. (Geo. Grantham Bain Collection)
Blind children playing hide and seek at Overbrook School for the Blind (1912)

  • Explorar os objetos com mãos, pés, corpo, descobrindo a sua textura e consistência
  • Fazer uso de esquemas motores secundários: bater, puxar, sacudir, empurrar e levantar objetos de diferentes texturas e consistências
  • Explorar os objetos, fazendo movimentos circulares com as mãos para reconhecer o formato e adquirir a noção do todo, associada à indicação visual
  • Achar orifícios, detalhes, diferenças nos objetos, através da exploração visual ou tátil
  • Oferecer objetos significativos como: talco, desodorante, xampu, embalagens, para reconhecimento e descoberta de uso e função
  • Procurar objetos que caíram do lado, embaixo, na frente, atrás do corpo
  • Propiciar experiências táteis e auditivas com objetos que façam o aluno sentir-se produtor do som ou do movimento: molas, canudos, bexigas
  • Encaixar copos, latas, tampas, empilhar objetos de formatos e tamanhos diferentes, construir formas com esses objetos
  • Oferecer objetos para reconhecimento e indicação do seu uso e função: telefone, escova, pente, sapato, carro, boneca, etc.
  • Imitar ações e expressões
  • Ajudar a descobrir as diferentes maneiras de usar os objetos. Por exemplo: colher serve para comer, sacola serve para colocar compras, brinquedos e roupas
  • Explorar simultaneamente a forma, o tamanho e os detalhes dos objetos
  • Vivenciar relações espaciais com o corpo e com objetos: entrar e sair de caixa, pneus, tubos
  • Puxar, arrastar, empurrar objetos de tamanhos e peso diferentes
  • Subir em caixas, cadeiras, mesa, banco, escadas, descobrindo as diferenças de altura, largura, profundidade
  • Realizar movimentos atendendo ordens simples: abaixar, subir, pular
  • Passar por dentro de arcos, de tubos, de cima para baixo, de baixo para cima, nomeando as posições
  • Orientar-se em relação aos colegas: colocar-se à frente do colega na fila, às costas, ao lado
  • Deslocar-se em direção ao som, em linha reta, fazendo o trajeto de ir e vir
  • Posicionar-se em relação aos colegas, descobrindo pela voz, quem está perto e longe
  • Descobrir objetos escondidos em diferentes posições, marcando com som quando está longe ou perto (está frio... está quente .... está esfriando.... está esquentando
  • Orientar-se em relação a um objeto: colocar-se ao lado, dentro, fora, em cima
  • Localizar e guardar objetos e brinquedos em armário
  • Andar sobre cordas em linha reta: cordão de comprimentos diferentes
  • Estabelecer sempre os mesmos horários e locais para a rotina desenvolvida, para que a criança possa antecipar, organizar-se e construir o mapa mental
  • Vivenciar sequência de ações enfatizando o começo, o meio e o fim
  • Andar em passos lentos/ rápidos com marcação rítmica do som
  • Caminhar de acordo com duração de apito: curto/longo. Variar com tambor e chocalhos
  • Descrever oralmente acontecimentos passados e futuros
  • Realizar experiências enfatizando o antes e o depois
  • Organizar caixas com sequência de atividades utilizando objetos que representam a ação que vai ser realizada, vivenciando o “agora, antes e depois”
  • Familiarização da escola com sondagem do ambiente para identificar “pontos de referências e pistas”
  • Utilizar brinquedos como pré-bengala (carrinho de boneca, cavalo de pau, raquete de tênis, etc) para localizar obstáculos
  • Localizar janelas, portas e mobiliários da sala
  • Caminhar entre os móveis e brinquedos em diferentes direções
  • Caminhar no pátio, entre cordas paralelas, colocadas à altura da criança
  • Caminhar entre obstáculos (construir caminhos, labirintos, com bloco de madeira, sacos de areia, etc)
  • Informar ao aluno se as pessoas, os animais e os carros se aproximam ou se afastam do local comentando o que fazem
  • Aproximar-se e afastar-se do aluno falando para que ele perceba se o professor ou colegas estão perto ou longe
  • Sentir o calor do sol e os pingos da chuva
  • Imitar movimentos e posições do corpo: caminhar, parar, abaixar, levantar, ajoelhar, engatinhar, flexionar braços, mãos e dedos
  • Reconhecer objetos por semelhanças e diferenças, fazer pareação
  • Separar massas, moedas, pedrinhas, descobrindo atributos semelhantes ou diferentes dos objetos
  • Descrever as semelhanças entre os atributos
  • Iniciar pequenas “coleções” com todas as crianças criando oportunidades de contagem
  • Organizar “sacos surpresas” com objetos variados para que a criança verbalize os atributos desses objetos
  • Fazer construções com objetos, sucatas grandes e pequenos
  • Vestir e retirar roupas de bonecos de tamanhos diferentes
  • Brincar com jogos simbólicos onde a criança vivencie várias situações do cotidiano mudando os papéis (feirinha, supermercado, escola, cabelereira, etc...)
  • Preparar a mesa para o lanche, distribuindo os utensílios
  • Preparar jogos como: memória com objetos e figuras (diferentes texturas)
  • Realizar atividades que permitam à criança nomear objetos, pessoas, animais, plantas, etc...
  • Participar de adivinhações simples ( o que é, o que é, através de pistas ou jogos orais)
  • Criar histórias a partir de objetos concretos e fatos vividos e ajudar a criança a reproduzi-las
  • Cantar músicas que descrevam ações e contenham gestos
  • Planejar a rotina diária em conjunto, dando ênfase no que será feito ANTES e DEPOIS
  • Fazer massinha de modelar
  • Usando as mãos: passar manteiga no pão, torradas, descascar algumas frutas
  • Descascar frutas e legumes e identificá-los através de atributos, semelhanças de tamanhos, cores, etc
  • Identificar os diferentes tipos de alimentos durante a refeição
  • Usar o guardanapo
  • Identificar o direito e o avesso das roupas
  • Lavar o rosto e pentear os cabelos
  • Uso adequado do sanitário
  • Aprender a assoar o nariz
  • Brincar de tomar banho, ensaboar-se identificando as partes do corpo
  • Abotoar e desabotoar botões, colchetes, primeiro em situações lúdicas como despir e vestir bonecos
  • Brincadeiras de roda, jogos de tradições orais tais como: cantigas, parlendas, rimas, etc
  • Brincadeiras de execução

Segundo pesquisa, iPad pode ajudar crianças com deficiência visual

fonte: Saúdevisual


Os ipads têm um aplicativo chamado Baby Finger, em que as crianças podem tocar imagens Muriel Sanders, pesquisador da Universidade do Kansas, EUA, acredita que o iPad pode ajudar a melhorar as vidas e perspectivas de crianças com deficiência visual cortical (DVC), uma doença neurológica severa resultante de danos cerebrais e que impede seus portadores de processarem informações visuais.

Com a tela brilhante, o iPad é uma espécie de réplica de uma caixa de luz - mas sua interatividade, som e cor são muito mais atraentes para as crianças.

Alguém com disfunção cortical visual grave vai gastar muito tempo olhando para as luzes. Elas podem simplesmente sentar e olhar para uma luz dentro de uma casa ou para fora da janela. Até podem lançar brevemente um olhar a algo que passa, mas não olham para o rosto de pessoas e nem para objetos. Por isso essas pessoas parecem ser cegas.

Os iPads – que parecem uma caixa de luz – têm um aplicativo chamado Baby Finger, em que as crianças podem tocar imagens e formas coloridas que aparecem no fundo branco.

Assim como o iPhone já está sendo usado com crianças com autismo para ajudá-las a ajustar a sobrecarga sensorial, há um grande potencial para usar o dispositivo como ferramenta de ensino para crianças com deficiência visual. Ele não só pode ser usado para ajudá-las a interagir com a tela, como também pode ensiná-las a controlar as coisas que veem.

Os pais das crianças com DVC foram os primeiros a notar o potencial do iPad como ferramenta terapêutica para seus filhos. A perspectiva de uso do aparelho para esse fim começou a se espalhar pela internet, mas nenhuma pesquisa formal foi realizada ainda.

Uma intervenção precoce em crianças com DVC não é apenas crucial para seu desenvolvimento, mas também pode ajudá-las a ter uma visão melhor à medida em que crescem.

Sanders frisou que esta é apenas uma pequena amostra e ainda falta uma pesquisa formal para documentar o poder do iPad para ajudar estas crianças.

“Usando o iPad, os meninos não só podem interagir com a tela, mas podemos ensinar através de uma série de passos a controlar as coisas nessa tela”, considerou a médica, que agora procura financiamento para realizar uma pesquisa mais profunda.

Durante os testes iniciais, Muriel contou com a colaboração de especialistas do Junior Blind of America, uma instituição que se dedica a trabalhar com crianças cegas.