domingo, 5 de julho de 2015

AUDIOJOGOS COMO FERRAMENTA INCLUSIVA


 
vídeo YouTube de um audiojogo: DRIVE

Audiojogos são jogos de computador baseados em sons em que os comandos são dados através de teclas.
Requisitos prévios: Domínio das teclas de direcção ou outras teclas.
Vantagens:
1) Treino da lateralidade, noção de corpo, estruturação espaço-temporal, praxia fina.
2) Oportunidade de jogar com os seus pares e usufruir de actividades de lazer, tal como as outras crianças.
[adaptado de Godinho (2004) e Noguer (2004)]

A possibilidade de novas formas de entretenimento para o segmento de pessoas cegas e com baixa visão, por si só, já é um fato que merece repercussão e toda a atenção dos que se preocupam em desenvolver ações voltadas a esse público. Porém, os audiojogos, trazem consigo muito mais valor agregado, pois acabam também se caracterizando como poderosas ferramentas de inclusão social. Não seria difícil para qualquer educador ou familiar, relacionados com uma criança cega, em poucos minutos estimular brincadeiras, ou mesmo pequenos campeonatos envolvendo crianças com e sem deficiência.
Os ganhos não param por aí. É do conhecimento de qualquer profissional que trabalha junto a pessoas que acabaram de perder a visão, ou mesmo junto a crianças cegas, a importância da construção de meios que estimulem a sua boa orientação espacial. A ausência da visão faz com que esse indivíduo conceba todo o seu meio a partir de sons, cheiros, sensações táteis, muitas vezes por uma perspectiva temporal, isto é, um jogador cego em alta velocidade dentro de uma quadra de futebol, sabe que está chegando próximo à baliza adversária, ou mesmo retornando a sua defesa, pois construiu todo aquele espaço mentalmente, considerando variáveis que lhe permitam dominá-lo quase com perfeição.
Os audiojogos, com informações que vêm a todo o tempo da direita e esquerda, de perto e longe, de cima para baixo, e vice-versa chegam como mais um excelente meio de construção mental desses referenciais.

O Que São Audiojogos
Ousados e criativos, ao mesmo tempo, os games eletrônicos têm marcado seu espaço no mercado, não se restringindo a classe sociais, faixa etária, sexo ou qualquer outro tipo de segmentação.
De algum tempo para cá, talvez o último paradigma tenha sido quebrado, os vídeo games, passaram também a ser áudio games, e, portanto acessíveis a qualquer pessoa cega ou com baixa visão.
A tecnologia de som em 3D permite a este segmento, muita adrenalina em situações de aventura, exploração, pilotagem, ou guerras estelares, tendo por referenciais sons que colocam o competidor dentro do jogo.
A possibilidade de acesso a jogos eletrónicos não é nova para pessoas com deficiência visual, pois com o surgimento dos leitores de écrã (programas que permitem o acesso de pessoas cegas a um computador) jogos de texto passaram a ser acessíveis, como o RPG, jogo da forca, jogo da memória, de entre tantos. Os programadores do projeto Dosvox no Rio de Janeiro foram pioneiros no desenvolvimento de jogos de texto no Brasil, chegando a produzir inclusive jogos online.
Os audiojogos, porém, remontam a um novo paradigma, pois permitem aos usuários muitas vezes diversão apenas com situações sonoras de ambientes, por exemplo, em uma guerra espacial, as informações textuais são apenas um complemento e não determinantes para se jogar.
Em jogos como esse o jogador, apenas necessita se orientar em um espaço onde a todo momento deve atacar e se defender de naves ou invasores, garantindo assim, toda a emoção já experimentada por usuários de vídeo games.

A Blind Games Brazil
Com os audiojogos, através de recursos sonoros e informações textuais, são construídos os mais diversos ambientes e situações, permitindo ao deficiente visual a perfeita interação com todo esse mundo de aventuras e fortes emoções.
A Blind Games Brazil - empenhada na difusão gratuita de jogos adaptados e traduzidos para a língua portuguesa no Brasil e outros países lusófonos - não vende, aluga ou comercializa esses jogos de nenhuma forma. Aqui você não paga nada para se divertir: todos os jogos disponibilizados são freeware, ou seja, livres para serem baixados e distribuídos gratuitamente assumindo-se que a documentação e licença do jogo não sejam alteradas.
Entre para esse universo onde tudo é possível!
Seja um herói numa guerra estelar, um corredor pilotando seu veículo preferido numa pista com curvas radicais, um aprendiz em jogos educativos nas mais diversas áreas e muito mais!!
 
Audiojogos para download aqui:  http://www.audiojogos.com.br/download/


sábado, 4 de julho de 2015

Nova legislação para a educação especial publicada na próxima semana

fonte:LUSA 

O Governo adiantou nesta sexta-feira, no parlamento, que a nova portaria da educação especial para os alunos do ensino secundário, em transição para a vida activa, vai ser publicada na próxima semana.
“Foi feita uma portaria para o ensino secundário, que será publicada na próxima semana, que vem garantir o compromisso que tínhamos assumido de publicar a nova legislação relativamente à educação especial”, disse hoje aos deputados da comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, Fernando Egídio Reis.

O governante dava resposta a uma pergunta do deputado do Bloco de Esquerda Luís Fazenda, que confrontou o ministro Nuno Crato e a sua equipa governativa com a promessa de publicar, até ao final da legislatura, o novo enquadramento legal para a educação especial, sublinhando que é preciso definir os critérios de referenciação dos alunos com necessidades educativas especiais (NEE) e como será feita essa referenciação.
Fernando Egídio Reis assegurou que nenhum aluno com NEE ficará sem apoio e referiu que, no que diz respeito ao ensino secundário, estes alunos “estarão na escola em tempo semelhante ao que estarão os outros alunos”.
“Garantiremos que prossigam no ensino secundário com as devidas condições e com o devido apoio”, disse.
Em Abril, o secretário de Estado tinha admitido no parlamento, perante a comissão de Educação, a existência de problemas na aplicação da portaria que regula o currículo dos alunos com necessidades educativas especiais em transição para a vida activa, aos quais o novo diploma tem por objectivo vir dar resposta.

Educação à medida. Todos iguais ou há espaço para a diferença?



Do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos, há um lugar mágico para os alunos. Um colégio em Atlanta deu vida a Hogwarts, a escola de magia de Harry Potter, de forma original. Os alunos, fardados, estão organizados por equipas e ganham pontos de acordo com os resultados académicos, o comportamento e outros parâmetros. As salas de aula são temáticas e não é estranho ver um professor a dançar em cima da mesa, acompanhado pelos alunos. Juntos, cantam e dançam Matemática, Geometria e outras disciplinas, que podem incluir áreas tão distintas como falar em público e competição saudável. Mas sem rigor esta magia de ensinar e aprender não acontece e é por isso que existe um código de conduta: as 55 regras de Clark, como responder a perguntas com frases completas. O sonho do Ron Clark Academy é simples mas ambicioso: fazer que os alunos adorem lá estar. Uma escola com uma identidade tão forte como esta cria certamente muitos amores e muitos ódios. Mas este exemplo americano – e tantos outros, na Finlândia, na Noruega e por esse mundo fora – é um bom pretexto para lançar a seguinte dúvida: o ensino deve ser diferenciado? Esta pergunta, em teoria, não oferece grande margem para erro. Já a sua aplicação prática não é fácil. Sim, o ensino deve ser diferenciado, responde o psicólogo e presidente do Instituto Superior de Ciências Educativas, Luís Picado. Mas a diferença não vale por si mesma e por isso esse modelo deve ter como fim “o desenvolvimento de aprendizagens significativas” e capazes de criar novas competências. Rodrigo Queirós e Melo, director executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo, acrescenta ainda a importância de dar “várias opções a cada família, oferecendo-lhes diferentes alternativas para os filhos”. O que é algo que só se alcança com a diversificação de métodos, disciplinas, conteúdos e competências.

Mudança
Olhando para Portugal, é ainda preciso “partir muita pedra”. O actual modelo de educação massificada “está falido”, defende Queirós e Melo. Foi importante para democratizar o acesso ao ensino, nos anos 60 e 70, mas é agora necessário trilhar outros caminhos: personalizar e procurar alternativas à educação convencional, a um nível micro (professores e escolas) ou macro (políticas públicas). É essencialmente dentro da escola ou da sala de aula que têm surgindo, aos poucos, formas mais criativas de ensinar.
Professores e instituições de ensino já não podem olhar só para o seu umbigo: têm de alargar o campo de visão, conhecer os alunos e procurar novas formas de educar. Dar aulas na rua, substituir o Powerpoint pela experimentação, separar rapazes e raparigas ou misturar as várias idades são algumas das alternativas que existem no nosso país. “Há escolas em que a abordagem escolhida é mais tradicional, por dar segurança a professores e alunos, outras em que é possível a utilização de metodologias mais experimentais”, conta o professor e historiador de educação Paulo Guinote. Mas não é isso que determina se os alunos aprendem melhor ou pior a lição, defende Queirós e Melo, que prefere falar em “métodos centrados no professor ou no aluno”. Nenhum é melhor que a outro, garante. Tudo depende da abordagem da escola ou do professor e da predisposição do aluno para cada modelo de ensino. Para Luís Picado, no entanto, uma coisa é certa: “Apenas o ensino que vê a aprendizagem e o crescimento da criança como um processo complexo”, além da educação académica (mas também pessoal e social), pode ter sucesso.
Olhando para Portugal, é ainda preciso partir muita pedra. O modelo de educação massificada está falido.
Privado Vs Público
A educação deve reinventar-se, mas nem todas as escolas têm a mesma margem de manobra. Enquanto os colégios privados podem diversificar mais, nas escolas públicas a situação é diferente. Com turmas maiores, sujeitas à instabilidade da colocação de professores, à legislação vigente e mais dependentes do Ministério da Educação, estão mais limitadas. “É mais difícil personalizar”, explica Queirós e Melo, sublinhando que aquela que joga melhor nesse campeonato é a Escola da Ponte.
Estarão assim de mãos tão atadas? Carlos Silva assegura que não. O director do agrupamento de Silves Sul defende que as escolas públicas “deviam ter mais vontade” de inovar. As que dirige já o fazem: trabalham numa base da psicologia positiva, acabaram com o professor único no 1.o ciclo e estreitaram a relação com os pais. E reformularam ainda o currículo procurando acompanhar os diferentes ritmos de aprendizagem. É também por esse motivo que o director proíbe turmas com mais de 24 alunos: “É o mesmo que meter duas famílias num T2.” O sonho de Carlos Silva é que este modelo alastre ao resto do país. Mas é preciso ter em conta as características de cada comunidade, avisa Paulo Guinote, dando o exemplo da Escola da Ponte. “A partir dessa experiência que correu bem quis-se transmitir a ideia de que era possível criar escolas da Ponte em todo o país. Nenhum modelo de educação massificado pode ser diferente.”

36000 visitas, obrigada!

Olá a t@d@s!
Mais um novo objetivo, 36000 visitas.
Um grande beijinho e obrigada por estarem sempre por perto!

Governo cria nova comissão nacional para proteção das crianças e jovens - Portugal - DN

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