terça-feira, 30 de junho de 2015

Um dia na vida de Susana

Crianças cegas escolhem cores pelo olfato e fazem exposição na Jordânia



Cegos conseguem pintar e escolher cores?

A resposta é sim. Na Jordânia, a Real Academia promove atividades que ensinam crianças deficientes visuais a pintar e desenhar. E até a escolher quais cores desejam usar em seus trabalhos.

Os jovens e crianças aprendem a distinguir as cores com a ajuda do olfato, já que os materiais têm cheiros diferentes para cada tonalidade.

O resultado das aulas de arte ganharam uma exposição no país. Nos trabalhos da mostra, é possível ver cores vibrantes e desenhos retratando pessoas, barcos e paisagens.
 

Cirurgias para mudar cor dos olhos podem causar cegueira

A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) alerta para os riscos associados às cirurgias estéticas para mudança da cor dos olhos.


A Academia Brasileira de Oftalmologia (ABO), a Academia Americana de Oftalmologia (AAO) e a Associação Pan-Americana de Oftalmologia (PAAO) foram as primeiras a faze soar o alerta e agora é a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) a informar sobre os riscos associados às cirurgias estéticas para mudança da cor dos olhos.

Segundo a informação avançada num comunicado, estes procedimentos são “de caráter meramente estético”, e têm por base “a aplicação repetida de laser na íris ou a colocação intraocular de um implante entre a íris e a córnea pretendem transformar olhos castanhos em olhos azuis”. Contudo, “a aplicação de laser sobre uma íris castanha, a camada superficial de melanina é destruída, deixando-a com uma tonalidade azulada, isto é, com menos concentração de melanina”, alerta a associação nacional.

“Os implantes de íris alteram a cor dos olhos através da colocação de um objeto estranho dentro do olho. Estes implantes não estão aprovados pelo Infarmed para uso intraocular pelo que a sua utilização é proibida no nosso país”, revela.

Redução irreversível da visão, pressão intraocular aumentada, glaucoma, catarata, lesão corneana (que pode levar à necessidade de um transplante de córnea), uveítes e inflamação intraocular são alguns dos riscos associados a estas cirurgias estéticas.
 

Tablet para deficientes visuais usa bolhas para gerar textos em braile e imagens 3D



O Blitab ainda está em fase de protótipo,
mas deve ser lançado em 2016 por 6 mil reais

Uma empresa austríaca apresentou o primeiro tablet em braile, usando uma tecnologia que cria relevo tátil para mostrar gráficos e mapas para deficientes visuais e pessoas com visão reduzida.

A tela do Blitab cria pequenas bolhas líquidas para gerar texto ou imagens em braile e relevo tátil, enquanto a tecnologia correspondente permite que arquivos de textos sejam convertidos em brailes a partir de pen-drives, browsers ou etiquetas NFC.

A fabricante, Blitab Technology, afirma que a tecnologia “revolucionária” pode inaugurar a era digital para os deficientes visuais. A empresa planeja desenvolver um smartphone em braile, como próximo passo.

“Criamos o primeiro tablet tátil para deficientes visuais”, afirma Slavi Slavev, diretor de tecnologia e cofundador da Blitab Technology. “O que estamos fazendo é criar uma tecnologia completamente nova que produz braile de forma inédita sem qualquer elemento mecânico”.

“Queremos resolver uma grande questão, que é a alfabetização de pessoas cegas. A tecnologia é bastante escalável, então podemos produzir imagens e coloca-las em qualquer representação tátil na forma de mapas e gráficos, figuras geométricas, servindo como uma ferramenta educacional para pessoas cegas”.

Outros aparelhos atualmente no mercado são mecânicos e permitem que apenas uma linha de braile seja gerada de cada vez. Eles também custam o triplo do Blitab, que sai por 2 500 euros, cerca de 6 mil reais.

“Atualmente, existem soluções que são extremamente caras”, afirma Slavev. “Esses aparelhos foram desenvolvidos há 40 anos e, como ninguém ofereceu qualquer inovação desde então, isso é tudo o que existe no mercado”.

O Blitab atualmente está em estado de protótipo e busca investidores. Caso a rodada de financiamento dê certo, a startup quer começar a vender o produto a partir de setembro de 2016.

“Acreditamos que as pessoas com deficiência visual devam ser incluídas na era digital na qual vivemos, com smartphones e tablets, mas também garantindo que elas tenham capacidade de fazer tudo que pessoas que enxergam fazem, como navegar na internet, ler e baixar livros”, afirma Slavev.

Fonte: Blitab

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Revista "Educação Inclusiva"


O nº 1 do volume 6 da revista "Educação Inclusiva" da Pró - Inclusão / Associação Nacional de Docentes de Educação Especial, acaba de sair.
Como sempre cheia de motivos de interesse (entrevista com Joaquim Colôa, artigos de Maria Teresa Mantoan de Margarida Sá, e de Isabel Isabel Cristina Borges. Entrevista também com Adelino Calado, e recensões de Elvira Pires. Para além disso um excelente dossier sobre "Indisciplina na Sala de Aula coordenado por Tânia Gaspar.
Enfim... só motivos de interesse. Tudo isto bem guardado numa capa lindíssima da autoria de Rita Correia.

Oferta do polo de Braga do Departamento de Apoio ao Emprego e Formação Profissional da ACAPO para o segundo Semestre de 2015.

Os cursos que vamos realizar no segundo semestre de 2015 são os seguintes:
Curso de estenografia Braille.
Curso de Inglês comercial iniciação.
Curso de Grafia Braille níveis 1 e 2.
Utilização de leitores de ecrã com incidência no NVDA.
Utilização de leitores e ampliadores de ecrã em redes sociais.
Utilização de ampliadores de ecrã.
Curso de utilização de leitores de ecrã com o Power Point.
Utilização do Sistema Operativo Windows para Deficientes Visuais.
Curso de Microsoft Word nível 1.
Curso do Microsoft Excel níveis 1, 2 e 3.
Introdução às Tecnologias de Informação e Comunicação.
Curso de Orientação e Mobilidade.
Competências e Comportamentos em Contexto Laboral.
Entrevista de selecção.
Para saber mais informações sobre estes cursos poderá contactar Dra. Georgina Silva:
Tlf: 253267766
e-mail: 
formacaobraga@acapo.pt

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Longa exposição solar aumenta em 4% risco de problemas nos olhos - estudo


A Universidade de Alicante alertou que largas exposições ao sol durante o verão pode também ter efeitos nocivos para os olhos, já que cada hora dedicada ao bronzeado aumenta em 4% o risco de alterações na estrutura do cristalino.
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Este é o resultado de um estudo da universidade espanhola publicado na revista científica JAMA Ophthalmology, que aponta que a longa exposição solar no período do verão, quando o sol está mais forte, pode provocar complicações na retina e na córnea.
O professor da Universidade de Alicante David Piñero advertiu que a radiação ultravioleta produz "um efeito acumulativo que poderá desencadear, em alguns casos, em problemas nos fotorrecetores, visão progressivamente deficiente, degenerações maculares ou o surgimento de um pterígio, ou seja, uma massa que invade a córnea".
Por isso, a Universidade de Alicante tem defendido a importância de se escolher corretamente óculos de sol, os quais devem ser utilizados desde as 10:00 às 16:00 para reduzir essa probabilidade para metade.
Deve ser "imprescindível" que os óculos levem um selo da Comunidade Europeia (CE), uma vez que a sua compra deve "estar supervisionada" por um "optometrista", pois é "um elemento importante para a saúde visual", adiantou Piñero, citado pela Efe.
Outro aspeto a ter em conta é o nível de filtro dos óculos em termos de ambiente em que a pessoa está e atividade que pratica.
Ou seja, o filtro dos óculos de sol deve oscilar entre 1,2 ou 3 para a condução e atividades do dia a dia, enquanto o grau 4 deverá ser utilizado em desportos aquáticos ou de montanha, onde existe um reflexo maior da luz solar.
Piñero alertou que se deve prestar atenção especial às crianças e aos mais velhos, já que nos casos dos primeiros o cristalino é muito transparente até à adolescência, o que os torna mais sensíveis à radiação ultravioleta.
O estudo desmentiu que a cor da lente seja um indicativo da proteção, tal como o preço não é um parâmetro de qualidade.
"Existem lentes excessivamente escuras que não filtram corretamente a luz ultravioleta, favorecendo uma maior dilatação da pupila e um aumento da radiação que é recebida pelo olho", acrescentou.
ALU // JLG
Lusa/Fim