segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Lentes de contacto com zoom (basta um “piscar de olhos”)

Por Jornal i

Já imaginou poder fazer zoom com os seus olhos? Sim, já é possível e apenas num “piscar de olhos” (literalmente), segundo um artigo da revista Galileu.

A inovação consiste numas lentes de contacto telescópicas, desenvolvidas no Instituto Federal Suíço de Tecnologia. Foram desenvolvidas especialmente para doentes com degeneração macular, ou seja, que perdem a visão gradualmente.

Segundo o artigo, são maiores que as lentes convencionais e cobrem a “parte branca” dos olhos. São constituídas por espelhos pequenos de alumínio em forma de “anel” em volta do centro do olho. Estes espelhos aumentam a partir do momento em que os olhos são atingidos pela luz (tal e qual como uma lente de uma câmara). Assim, o mundo parecerá cerca de 2,8 vezes maior do que é na realidade.

As novas lentes devem ser utilizadas com uns óculos electrónicos. Se piscar uma vez, faz “zoom”, se piscar duas volta tudo ao normal. Ou seja, se piscar um dos olhos, o fluxo de luz aumenta, se piscar o outro, pode modificar a configuração para que a luz passe normalmente para o olho, novamente.

Os investigadores testaram-na apenas mecanicamente. A lente revelou uma falha no fluxo de ar, que já foi solucionada. Agora apenas resta que os cientistas realizem os testes em seres humanos.
 

Turismo dispõe de nova certificação de acessibilidade


O sector do turismo vai dispor de uma nova Certificação de Acessibilidade, a mais recente novidade da multinacional alemã TÜV Rheinland, que vai estar em destaque na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), entre os dias 25 de Fevereiro e 1 de Março. Este ‘selo’ é uma forma de auxiliar as unidades hoteleiras a melhorar as suas instalações e ofertas, tornando-as “acessíveis a todo o tipo de público”.
A certificação “permitirá aos operadores hoteleiros distinguir a sua oferta dos demais concorrentes bem como a captação de novos públicos”, explica a empresa em comunicado. Isto porque concede especial atenção “a pessoas com deficiência motora, visual, auditiva ou cognitiva ou, ainda, a crianças, pais com bebés, mulheres na fase final de gravidez e pessoas idosas”.
De salientar que, em Portugal, o potencial de negócio do Turismo Acessível ascende a mais de 500 milhões de euros. Já na Europa, o seu valor bruto superou os 352 milhões de euros em 2012, projectando-se “um aumento significativo nos próximos anos”. Segundo dados da União Europeia, prevê-se um crescimento dos fluxos turísticos no segmento das pessoas com necessidades especiais, espelhado num salto de 783 milhões de viagens, em 2012, para cerca de 862 milhões em 2020.
A questão da acessibilidade é, de resto, um dos principais focos do Turismo de Portugal, assente na estratégia “Tornar Portugal num destino acessível para Todos”, que visa manter o estatuto do país nas questões de acolhimento e hospitalidade — destacadas como pontos fortes em Inquéritos Anuais de Satisfação do Turista. 

ABRIR PORTAS À DIFERENÇA


O programa «Abrir portas à diferença» é desenvolvido no sentido de promover a possibilidade, a cidadãos portugueses portadores de deficiência permanente, independentemente da sua idade, de viajarem por todo o território continental, prevendo a estadia em regime de pensão completa em unidades hoteleiras da Fundação INATEL.
Estes poderão aceder ao programa mediante o contato efetuado pela Fundação INATEL junto do Instituto da Segurança Social, I.P., do Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P. e de associações representativas dos cidadãos portadores de deficiência e incapacidade física.
ObjectivosProporcionar a integração e o desenvolvimento psíquico, físico e social, permitindo o acesso ao gozo de férias organizadas a um número significativo de pessoas, independentemente da sua idade, constituindo um importante instrumento de promoção da igualdade de oportunidades e de inclusão social.

Destinatários
Cidadãos portugueses, independentemente da idade, com deficiências e incapacidades em grau igual ou superior a 60% e respetivos acompanhantes.
O acesso ao programa carece de candidatura junto dos serviços da Fundação INATEL. A candidatura poderá ser coletiva, apresentada por instituições ou associações representativas dos cidadãos com deficiências e incapacidades ou individual, quando o candidato se apresenta em nome individual.

Valores de inscriçãoOs custos do programa são suportados pela entidade financiadora e pelos participantes.
Considerando a necessidade de salvaguardar a vocação social e integradora do programa, estabeleceu-se uma taxa única de pagamento para o participante e uma outra para o acompanhante, promovendo o crescente acesso aos cidadãos com deficiências e incapacidades.
Valor a pagar*:Participante (associado) 110,00€
Participante (não-associado) 130,00€
Técnicos especializados de acompanhamento aos participantes ou acompanhantes familiares (associado) 130,00€
Técnicos especializados de acompanhamento aos participantes ou acompanhantes familiares (não-associado) 150,00€
(1) Quarto individual: 10,00€ / noite = 50,00€ / 5 noites.
(2) Acresce valor de transporte, quando solicitado pela instituição ou pelos Participantes, entre o local de partida e a unidade hoteleira de destino. Neste caso, os custos inerentes à contratação dos referidos meios de transporte são da responsabilidade da instituição ou dos Participantes, de acordo com os valores apresentados pelas empresas transportadoras.
Programa
Ao inscreverem-se, os grupos terão a oportunidade de usufruírem de um conjunto de atividades lúdicas ajustado aos mesmos e às diferentes realidades culturais e turísticas de cada região onde se realize.

No programa estão incluídos os seguintes serviços:
Estada com a duração de 6 dias e 5 noites;
Alojamento em unidades hoteleiras INATEL, em regime de pensão completa;
Atividades diversas de caráter cultural e recreativo;
Acompanhamento permanente por animador sociocultural.
Quando solicitado por entidade coletiva ou instituição que requer a inscrição, o transporte em autocarro próprio, nos percursos entre o ponto de origem da viagem (ou aeroporto selecionado) e a unidade hoteleira de destino poderá ser facultado pela organização, sendo a primeira a responsável pelos custos inerentes.
 

Jornadas Educativas "Pensar a Educação... 2015"

O Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Paiva vai realizar, nos dias 11 e 18 de abril, as Jornadas Educativas "Pensar a Educação... 2015".

Os temas abordados são transversais à educação e primam pela pertinência e pela atualidade. O desenvolvimento da temática da educação inclusiva estará a cargo do Prof. Doutor David Rodrigues.

As jornadas estão acreditadas pelo CCPFC com 0,6 crédito, correspondente a 15 horas de formação. O processo de acreditação é da responsabilidade do Centro de Formação EduFor, parceiro nesta iniciativa.

Para inscrição e informações adicionais, consultar o EduFor.

Engenho ajuda cães cegos a circular em segurança


Engenho ajuda cães cegos a circular em segurança
Foto © Muffin's Halo For Blind Dogs
Nos Estados Unidos foi criado um objeto que dá mais seguraça aos cães cegos: umas 'asas' e uma auréola que impedem o animal de bater em objetos.

Este equipamento foi criado por Silvie Bordeaux, dona de Muffin, um Poodle de 13 anos e meio que perdeu a vista por causa das cataratas.

"O Muffin começou a ir contra as paredes e a cair das escadas. A dona ficava comovida com a situação e quis arranjar uma solução para o cão", é a explicação para a origem da ideia que se encontra no site oficial do produto.

O 'Muffin's Halo for Blind Dogs' ('Auréola de Muffin para Cães Cegos', em inglês) tem uma faixa de velcro ajustável, de forma a poder ser usado por qualquer cão.

Português cria cadeiras de rodas com banco elevável

Jorge Silva é engenheiro eletrotécnico e portador de uma distrofia muscular. Com o objetivo de facilitar a vida de quem se desloca de cadeira rodas, Jorge criou uma cadeira 'low-cost' com um banco elevável. Em Janeiro, o protótipo valeu-lhe o 2.º prémio numa feira de inventores, no Brasil.

Este protótipo tem várias funcionalidades, entre as a possibilidade de subir o assento para alcançar objetos que estão mais altos e que normalmente são inacessíveis aos utilizadores de cadeira de rodas.

Nas subidas e descidas, esta cadeira pode inclinar-se para trás, de forma a não haver um desequilíbrio. Para criar este protótipo, Jorge comprou duas trotinetes, no valor total de 300 euros, e adaptou-as para criar o projeto.  

"As cadeiras de rodas, mesmo as mais simples, têm valores que superam os três e os quatro mil euros", começou por explicar Jorge à RTP, acrescentando ainda que pretende que a sua ideia seja vendida por metade do preço, isto é, entre os 1500 e os dois mil euros.

associacao de paralisia cerebral sonha percursos acessiveis em nome da inclusao

Os residentes com paralisia cerebral da Villa Urbana, localizada em Gondomar, querem criar percursos acessíveis que lhes permitam deslocar-se de forma autónoma em zonas atualmente repletas de barreiras arquitetónicas.
A Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC) edificou, em Valbom, há mais de uma década um conjunto de apartamentos desenhados para pessoas com paralisia cerebral que escolhem morar naquela localidade de Gondomar, distrito do Porto.
São, atualmente, 32 os residentes da Villa Urbana. Saem diariamente para trabalhar ou estudar, mas fazer compras, ir à farmácia, ao banco, ou seja frequentar serviços que estão a dois passos podem transformar-se num pesadelo em casos de mobilidade condicionada.


Ler mais: http://visao.sapo.pt/associacao-de-paralisia-cerebral-sonha-percursos-acessiveis-em-nome-da-inclusao=f810971#ixzz3SboDbBNN