sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Avaliação da Consciência Linguística, adaptada de Sim-Sim, 2001

Uma boa ferramenta de trabalho para avaliar alunos do 1º Ciclo com dificuldades ao nível da Consciência Linguística, como por exemplo, alunos com Dislexia apoiados no âmbito da Educação Especial.
Avaliação da Consciência Linguística (Adaptada de Sim-Sim, 2001)
Objetivo: Pretende-se avaliar a capacidade linguística nos seus aspetos fonológicos, semânticos e sintáticos.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Partituras impressas em 3D podem ajudar artistas cegos


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Uma das vertentes da tecnologia com mais impacto na sociedade é quando esta desenvolve métodos e alternativas para colmatar incapacidades do ser humano, permitindo que os dispositivos usados possam tornar a vida das pessoas mais fácil e sem limitações.
Nesse sentido, uma equipa de investigadores da Universidade de Wisconsin começou a trabalhar num projecto muito interessante para invisuais.
Uma equipa de investigadores do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Wisconsin está a utilizar uma avançada impressora de sintetização selectiva a laser para desenvolver um projecto que consiste na criação de partituras de música em 3D, especialmente desenvolvidas para pessoas que tenham qualquer incapacidade visual.
Até ao momento, os músicos que fossem portadores de qualquer incapacidade visual estavam a utilizar partituras escritas em braille, o que por vezes omitia detalhes musicais de grande relevância.
Com este desenvolvimento, estes pormenores nunca mais serão omissos e os músicos com capacidades visuais reduzidas passarão a poder interpretar todas as notas musicais como qualquer outro artista.
 


A equipa de investigadores continua a melhorar este sistema contando com a ajuda da pianista Yeaji Kim, uma sul coreana, invisual, que teve um dia a ideia de criar um sistema mais preciso de partituras para pessoas cegas.
Ainda há um caminho a seguir até este sistema estar disponível ao mundo, mas, segundo a pianista, com este sistema há muito mais pormenor na leitura das partituras em relação ao tradicional método em braille.

Um sapato com GPS foi desenvolvido por dois jovens indianos para guiar pessoas com deficiência visual


foto de Krispian Lawrence com o seu invento

Chega de bengalas. 
Um sapato com GPS foi desenvolvido por dois jovens indianos para guiar pessoas com deficiência visual. Eles já são um sucesso no país e devem ser inseridos no mercado internacional. Já há pedidos de compra de 20 países até o momento, diz a empresa. Um de seus inventores, Krispian Lawrence, assegurou à Agência Efe que desde seu lançamento foram recebidos cerca de três mil pedidos de compra, primeiro para a própria Índia e cada vez mais para o exterior.

Como funciona 
Lechal, como são chamados, ou “leve-me contigo” em hindi, os calçados funcionam com palmilhas com conexão Bluetooth. Elas recebem ordens de um telefone celular no qual é estabelecido o percurso através do Google Maps.

Cada sapato vibra, para direita ou para esquerda, para indicar as curvas necessárias no trajeto marcado. Os calçados ajudam pessoas com dificuldades de visão a seguir uma rota, e tem outras tecnologias que advertem sobre os obstáculos no caminho.

O calçado foi patenteado como o primeiro a utilizar este sistema de navegação por satélite através do servidor do Google. O par, compatível com tecnologias Android, IOS e Windows, é vendido acompanhado de baterias e de um carregador universal como os utilizados para recarregar telefones celulares.

Além de marcar a rota, os aplicativos informáticos utilizados, disponíveis em vários idiomas, permitem também conhecer dados como as calorias consumidas, a distância percorrida e o tempo de percurso.

Criação 
O design é obra de Lawrence e seu parceiro Anirudh Sharma, dois jovens de 30 e 28 anos, respectivamente, formados nos Estados Unidos, onde adquiriram experiência em novas tecnologias e no campo das patentes. De volta a seu país, ambos fundaram em 2011, no estado de Telangana, a empresa tecnológica Ducere Technologies. Ela conta com 50 empregados, com uma média de idade que ronda os 25 anos e tem como produto principal estes sapatos.

Preço O calçado inteligente custa entre 100 e 150 dólares – de 260 a 400 reais – mas a companhia tecnológica colabora com ONGs que podem adquirir o produto por um valor menor.

Embora desenhados na Índia, os Lechal são fabricados na China. “Mas vamos transferir a produção para Índia assim que pudermos”, contou Lawrence.

Outros tipos Os sapatos com GPS seguem a saga de invenções em calçado que nos últimos anosproliferaram.

Em 2012, uma empresa dos Estados Unidos, GTX, começou a vender modelos com um localizador por satélite pensados para o acompanhamento de pessoas com Alzheimer que correm o risco de se perder.

Há também dois anos, um artista britânico, Dominic Wilcox, desenvolveu sapatos com um chip no qual é gravado uma rota que depois vai indicando, por meio de luzes led, a direção a seguir no pé direito e a distância restante até o destino no esquerdo.

Wilcox se inspirou em Dorothy e sua travessia em O mágico de Oz com sapatos mágicos que o permitiram voltar para casa.

Fonte: site da BAND

"Luz Interior" de Helena Flores recebe o prémio NOVO TALENTO FNAC FOTOGRAFIA 2014

Luz Interior

O grande prémio Novo Talento FNAC Fotografia 2014  foi atribuído a Helena Flores, pelo seu trabalho LUZ INTERIOR - distinguido entre 174 portefólios.

Segundo a autora, "Luz Interior aborda o tema da cegueira. E, se para alguns, a cegueira é sinónimo de escuridão, neste trabalho deixamos a luz crescer na mão de Ana.
Ana é invisual desde o nascimento. Deixou-se fotografar enquanto explorava as esculturas contemporâneas do Parque de Serralves. E ousou mostrar como as diferenças entre ela e os outros, os normovisuais, se esbatem quando regista em desenhos a memória do que sentiu. Vemos (artifício nosso, com recurso ao negativo), como transforma o negro em linhas de claridade, como traça no papel os contornos das esculturas observadas pelos outros sentidos, provando que a imagem e a memória dependem tanto destes como da visão”.

Museu do Prado: proibido não tocar, estas obras são para cegos




Pela primeira vez o museu adapta seis obras-primas para que os invisuais possam ‘vê-las’ na exposição “Hoje toca o Prado”.
Através do tacto, os visitantes apreciarão as diferentes texturas e volumes que compõem as obras. Velàsquez, Goya, Da Vinci, El Greco, Van der Hamen e Correggio são os pintores escolhidos para esta exposição de acesso gratuito para cegos.
“Finalmente sei o que é um primeiro plano”, conta Ander Soriano segundo o testemunho de um invisual, depois de ‘tocar’ e ‘visualizar’ uma fotografia.

Soriano, director geral da empresa Estudios Durero e parte fundamental da materialização das obras para esta exposição (patente de 20 de Janeiro a 28 de Junho, no Museu do Prado, Madrid), aberta a todo o tipo de públicos (os mais novos desfrutam dela em especial), conta muitos anos a tornar possível que cegos possam desfrutar da arte. Das muitas histórias curiosas que guarda e que mais o emocionou, é aquela em que um homem lhe disse que finalmente sabia o que era um primeiro plano.

 

“Não somos pioneiros”, disse Fernando Pérez, o comissário da exposição que se concretizou graças ao Museu do Prado e à Fundação AXA, em colaboração com a ONCE - Organização Nacional de Cegos Espanhóis. É evidente o entusiasmo de Pérez com a mostra (e ainda mais é gratuita para os cegos e acompanhantes quando solicitado) e a vontade de fazer mais e mais.

O pioneiro foi o Museu de Belas-Artes de Bilbau, que realizou há cinco anos uma iniciativa como esta. Andre Soriano, parte também do projecto, conta em 20 minutos porque seleccionaram determinados quadros, neste caso, “Noli me tangere”, de Correggio; “La Gioconda “ de Leonardo da Vinci; “A forja de Vulcano” de Velàsquez; “O Cavaleiro com a mão no peito” de El Greco; “Natureza-morta com alcachofras, flores e recipientes de vidro” de Van der Hamen; e “O Guarda-sol” de Goya:
“São mais acessíveis devido ao tamanho e aos detalhes. Se tem muitos detalhes é muito complexo conjugá-los com os volumes e os relevos, que é a forma como fazemos estas réplicas”. Há um tamanho ideal? “ Sim, com a ONCE definimos o formato que seria ideal para tocar e percorrer com as mãos: 1,80×1,20m.
Imaginem o Guernica, teriam que reduzi-lo e adaptá-lo, o que não é impossível, fiz o cálculo, seria de 0,80×3m”, responde Soriano, o que leva cinco anos desenvolvendo a técnica que possibilita que os cegos ‘vejam quadros’. “Faz-se estudando a imagem e definindo o volume com camadas e texturas relevadas. É uma técnica de impressão digital com acumulação de tintas”, explica o especialista.
“A acessibilidade não é só rampas” comenta Juan Torres, cego que percorre com as suas mãos as seis obras expostas no Prado e que participou activamente na elaboração dos audioguias que acompanham o visitante durante a visita. “Está muito bem conseguido, por exemplo aprecio as texturas das diferentes peles”, disse Torres. “ E é muito importante que a ideia da acessibilidade não se limite a colocarem rampas, que a cultura esteja presente, e este é um exemplo de como se pode fazê-lo. Porque não há-de haver cultura para nós? Não estamos habituados a ter nada disto, por vezes, podíamos tocar numa escultura, mas nada mais. É uma evolução enorme ter-se chegado aqui”. Relativamente às sensações que são proporcionadas, Torres responde: “Fazes um primeiro reconhecimento, e depois já te vais orientando. A sensação é muito agradável”.

Cristina Velasco, da equipa de Estudios Durero, explica as dificuldades que uma obra como o “Jardim das Delícias”, colocaria: “É quase inacessível, as figuras são muito pequenas, está cheia de detalhes e é enorme. Os retratos são mais fáceis”.
Partilha da sua opinião, outro dos cegos da ONCE que está a visitar a exposição, José María Villenueva: “Os retratos são os mais fáceis de imaginar. Emociona-me muito “A Gioconda”, veio-me imediatamente à cabeça. Tenho 52 anos e sou cego desde 2008, já tinha visto a obra. Mas das cores não me recordo exactamente, é a única coisa de que não me lembro de toda a imagem que tenho da pintura”. Para José María seria, se pudesse escolher, Sorolla o que mais gostaria de poder ‘tocar’. “Adorava, mas claro, são muito complicados por terem muito detalhe. Entendo que uma paisagem impressionista é muito difícil”.
Destaca as virtudes do audioguia: “Primeiro conta a história do quadro e logo depois incentiva a tocá-lo”. Ander intervém, dada a importância do audioguia, para contar que quando se trata de surdos e cegos (no caso de Bilbau) levam acompanhantes que lhes guiam as mãos para tocarem as obras adequadamente.

“Alguém se preocupa connosco” Carlos Galindo, que perdeu totalmente a visão quando era muito pequeno, destaca a importância que tem para ele que alguém faça por eles, algo que não seja o básico. “ Emociona-me sentir que há alguém que se preocupa connosco. Pelas obras sinto mais curiosidade do que emoção” diz enquanto percorre as obras com as mãos, “e também uma certa surpresa”.
Não imaginava estas obras antes? São como as imaginava? “Não as imaginava”, responde com sinceridade Galindo, “A pintura é uma arte para ser vista, e isto está muito bem, mas também sei o que estou a perder. As cores, por exemplo. Nunca as verei como alguém que vê. A música, ao contrário, posso desfrutá-la na sua plenitude”.
Desde há alguns meses a esta parte, director do Museu Tiflológico da ONCE, Miguel Moreno, também está presente e descreve com absoluta precisão enquanto toca com ambas as mãos “A forja de Vulcano”: “ A textura da pele é uma maravilha. E isto é uma barba cerrada…”. E acrescenta: “ ‘A Gioconda’ ou “O Cavaleiro com a mão no peito” são mais fáceis, este é mais complicado, mas agrada-me. Digo o que sinto: sobretudo uma grande curiosidade e logo depois surge um sentimento de emoção e surpresa”.


Fonte: http://www.20minutos.es/noticia/2350985/0/cuadros-para-ciegos/obras-maestras/museo-prado/

O que é importante nos testes das crianças que aprendem a ler e a contar?

Os resultados dos testes intermédios do 2.º ano do 1.º ciclo, realizados nos últimos quatro anos, foram analisados. Dificuldades detetadas, sugestões apresentadas. As associações de professores de Matemática e de Português leram o relatório e têm observações a fazer, nomeadamente quanto ao destaque dado a aspetos demasiado formais e abstratos para o nível de ensino em questão.


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A análise aos testes intermédios do 2.º ano do 1.º ciclo do Ensino Básico, realizados nos últimos quatro anos, está feita. O Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) passou a pente fino as provas de Português e de Matemática e realçou vários aspetos. A Português, há alunos que têm dificuldades em interpretar um texto, escrever sem erros ortográficos e de forma coerente, aplicar acentos gráficos. No relatório do IAVE propõe-se aos professores que insistam na construção de frases, na estruturação do texto, na produção de narrativas, que trabalhem nos conteúdos gramaticais e na leitura de enunciados. Na Matemática, evidenciam-se problemas em entender o conceito de igualdade, na contagem de dinheiro e em reconhecer o que é um quadrado e o que é um retângulo. As dificuldades estendem-se à interpretação do enunciado de um problema e à definição de uma estratégia apropriada à sua resolução. Sugere-se atenção ao cálculo mental, à compreensão da relação entre adição e subtração, ao significado dos símbolos matemáticos e a conteúdos relacionados com Geometria e Medida.

Lurdes Figueiral, presidente da Associação de Professores de Matemática (APM), lembra que em 2014 cerca de 65% dos alunos realizaram o teste intermédio do 2.º ano e que na disciplina dos números se nota uma melhoria em praticamente todos os domínios ao longo dos últimos anos. Há, no entanto, algumas dificuldades sobretudo na resolução de problemas, no raciocínio matemático e comunicação, nomeadamente em justificações claras e coerentes. Antes de mais, Lurdes Figueiral faz questão de avisar que esses exames são feitos por alunos do 2.º ano que têm 7 e 8 anos de idade. Por isso, o relatório merece-lhe algumas observações. “Não se percebe a relevância dada à contagem de dinheiro (ao cêntimo) ou ao reconhecimento de que o quadrado é um caso particular do retângulo”. “Também em relação à interpretação do sinal de igual é dito que relativamente 'à compreensão do uso do sinal de igual numa expressão numérica, notou-se uma evolução positiva no desempenho dos alunos' mas, nas conclusões, refere-se que deve ser dada especial atenção 'ao significado do sinal de igual (que estabelece uma relação de igualdade dos valores apresentados em cada um dos lados do sinal), trabalhando-se no sentido da passagem de uma visão procedimental (a seguir ao sinal de igual coloca-se o resultado) para uma visão relacional'”.
Não compreende, portanto, a importância dada a aspetos que, na sua perspetiva, são demasiado específicos, demasiado formais, demasiado abstratos para este nível de ensino. O que lhe parece “um mau contributo para a qualidade do relatório e só evidencia a desadequação das metas curriculares que foram tidas em conta 'cumulativamente' ao programa de 2007 em vigor para estes alunos, mas que o contrariam profundamente”. Lurdes Figueiral recorda que aí, nas metas, “aparecem de facto preciosidades como esta: 'reconhecer o quadrado como caso particular do retângulo', uma meta para o 1.º ano”. É importante, por isso, perceber o que é relevante e adequado na aprendizagem e há questões que, para a presidente da APM, nunca deveriam ter o destaque dado no relatório, “uma vez que não são aprendizagens significativas no âmbito do programa de referência para a realização destes testes”.

Mesmo assim, o tratamento dos resultados dá, naquilo que a APM considera fundamental, orientações que, contudo, são desvalorizadas no programa de 2013, como “dar importância à resolução de problemas, ao raciocínio matemático e à comunicação matemática. E dizem-nos que os alunos têm vindo a melhorar em praticamente todos os domínios apresentando até, em alguns temas, melhorias muito significativas”.

Melhorar práticas pedagógicas 
Luís Filipe Redes, da Associação de Professores de Português (APP), também realça que o relatório do IAVE se concentra em testes feitos por crianças que ainda estão numa fase inicial da leitura e da escrita e que têm muitos anos pela frente para exercitarem essas competências. “O mais importante não são estas conclusões que podemos registar agora, mas sim os efeitos que cada teste teve sobre o trabalho dos professores com os seus alunos.” E esse trabalho, sustenta, terá sido cumprido por muitos professores com os seus alunos na altura própria, em vários exercícios para identificar fonemas e sílabas em jogos orais, rimas e versos, bem como na ortografia, na compreensão do discurso tanto na leitura como na oralidade, e na escrita de textos em situações comunicativas.

Os testes intermédios têm, do seu ponto de vista, dois aspetos essenciais: familiarização dos professores com métodos rigorosos de avaliação e informação relevante sobre o decurso da aprendizagem da leitura, da escrita e da oralidade. “Os testes apesar de estarem muito bem elaborados revelam algumas dificuldades que prejudicam também algumas das conclusões.” “Os próprios autores do relatório deram conta de alguns desses problemas”, acrescenta. Há ainda o problema na comparação de resultados entre testes diferentes e que revelam alguma evolução no tipo de itens. “Essa preocupação levada ao extremo impedir-nos-ia de melhorar os enunciados, ano a ano”, alerta.

Para Luís Filipe Redes, a melhor maneira de perspetivar as conclusões é pensar no que se pode melhorar em termos de prática pedagógica. Na compreensão oral, verificou que os testes não avaliam textos inteiros, mas apenas partes. “O bom desempenho da maioria dos alunos tem a ver também com o facto de o grau de dificuldade ser bastante baixo.” Na leitura, o desempenho foi bastante satisfatório. “No que respeita à compreensão inferencial, quero chamar a atenção para o baixo nível de inferências exigido nos testes. Seria interessante verificar que uma parte, ainda que pequena, das crianças do 2.º ano conseguem fazer inferências muito mais afastadas da compreensão literal”. Na ortografia, reconhece que o desempenho é baixo. “Mas repare-se que o próprio relatório relativiza os resultados com problemas do enunciado e do contexto semântico das palavras que foram objeto desses exercícios.” Na escrita, apenas 26% dos alunos escreveram com o máximo de desempenho na ortografia. A comparação dos resultados revelou melhorias de ano para ano na textualização.

Há sempre questões a melhorar. Fazer mais exercícios com rimas e lengalengas que chamem a atenção para sílabas e fonemas. Na escrita, ter em consideração a intenção dos próprios testes influenciarem a didática da escrita, na medida em que solicitam às crianças que planeiem um texto e sigam as fases da sua construção no próprio teste. “Trata-se de uma tarefa que os programas mais recentes enfatizaram e a que antes não era dada tanta atenção: escrever um tipo de texto determinado, com uma certa intenção comunicativa percorrendo uma série de fases - da planificação à revisão”.

Célia Mestre, professora do 1.º ciclo, leu o relatório do IAVE e realça a evolução positiva dos alunos tanto a Matemática como a Português nos vários domínios analisados. Os resultados não a surpreendem e os pontos em que os alunos demonstram maiores dificuldades são “aspetos mais complexos e abstratos que exigem um maior tempo para a aprendizagem”. E apresenta como exemplos as dificuldades de interpretação de textos e escrita sem erros ortográficos no Português, na contagem de dinheiro e no reconhecimento do quadrado como caso particular do retângulo na Matemática. A aprendizagem destes conceitos e aquisição destas capacidades, na sua opinião, levam tempo. As dificuldades são, por isso, analisadas como próprias desse nível de escolaridade.

Ao ler as recomendações, particularmente no caso da Matemática, Célia Mestre fica um pouco perplexa já que “parecem ser um pouco dissonantes com aquilo que é preconizado no Programa de Matemática de 2013 e nas Metas Curriculares. “Apresentando as metas um conjunto vasto de descritores, nenhuma ou pouca ênfase é dada, por exemplo, à construção da conceção do sinal de igual enquanto símbolo relacional, à exploração de estratégias de cálculo mental e às capacidades de resolução de problemas, raciocínio matemático e comunicação matemática”, observa a docente. 

Curiosidades oftalmológicas




Oftalmologista Richard Yudi Hida cita as principais curiosidades sobe o mundo da oftalmologia
 
A maior parte do contato e da interação com o mundo exterior realiza-se através da visão. Ela, portanto, merece atenção especial, afinal, dependemos da visão talvez mais do que qualquer outro sentido.
 
Quem nunca foi aconselhado pela avó e colocou água boricada ou chá de camomila nos olhos para aliviar uma irritação? E aquele dia que o seu olho não para de coçar durante o trabalho, você sabe o que pode ser? Abaixo, o oftalmologista Richard Yudi Hida reuniu algumas curiosidades oftalmológicas para cuidar-se no dia-a-dia. Confira!
 
ÓCULOS DE SOL
 
O óculo de sol não é só um acessório para incrementar o visual, mas também é item essencial para a saúde dos olhos. De acordo com Dr. Richard, a principal função do adereço é proteger os olhos dos raios ULTRAVIOLETA (UVA, UVB e UVC), que podem trazer sérios problemas aos olhos. “Os óculos escuros devem ter proteção específica contra raios UV e devem ser adquiridos em locais apropriados e de confiança. Itens com proteção adequada ajudam a afastar ou retardar o surgimento de problemas oculares relacionados a idade”, alerta o especialista.
 
SORO FISIOLÓGICO X ÁGUA BORICADA
 
Segundo o oftalmologista, o uso de ambos não é indicado. O paciente deve utilizar apenas colírios prescritos pelo oftalmologista, se necessário, e não produtos químicos. “A água boricada é tóxica para as células da córnea, da pálpebra e da pele. Já o soro fisiológico não causa danos oculares, mas o frasco quando aberto deve ser descartado imediatamente”, ressalta. 
 
OLHO DE VIDRO
 
O “olho de vidro” é uma prótese que ajuda principalmente na autoestima e a conviver melhor com a falta de um olho devido à perda do conteúdo ocular. “A prótese é uma meia esfera oca, como uma concha fina encaixada sobre o olho danificado, se ele ainda existe. Caso contrário, a prótese é encaixada sobre uma esfera implantada cirurgicamente na cavidade ocular”, explica Hida. 
 
TERÇOL
 
Um dos problemas oculares mais comuns é o “terçol”, nome popular à uma doença chamada hordéolo. Causado por uma inflamação provocada por uma oclusão das glândulas que se localizam na base dos cílios. Geralmente essa oclusão é causada pelo aumento da oleosidade local associada a detritos locais. No início, a região fica inchada, dolorida e aparenta um “caroço”, juntamente com sintomas como vermelhidão, dor e calor local. “Na maioria dos casos, o “terçol” cura espontaneamente. Em casos mais graves, pode evoluir para uma infecção em toda a região orbitária (celulite orbitária). Em todos os casos, uma visita ao oftalmologista é imprescindível para confirmar o diagnóstico e orientação para evitar novas recidivas”, afirma o Dr. Richard.
 
OLHO BIÔNICO
 
Os olhos “biônicos” já são uma realidade em nosso meio e são sistemas eletrônicos implantados diretamente na retina, que proporcionam às pessoas cegas a percepção de luz e objetos grandes, conforme explica o oftalmologista: “esse sistema é formado por uma espécie de óculos de sol acoplado a uma microcâmera, que emite sinais eletrônicos e dados visuais para o implante dentro dos olhos. Depois de receber impulsos elétricos, o implante estimula artificialmente as células da retina afetada”, explica.
 
SÍNDROME DO PRÉDIO DOENTE
 
A Síndrome do Edifício Doente, traduzida do inglês “Sick Building Syndrome”, afeta grandes prédios que possui sistema de ventilação “comunitário”. Devido a má qualidade do sistema de ar em ambientes fechados, seus ocupantes apresentam sintomas oculares persistentes como alergias, tosses, dor de cabeça e garganta, irritação nos olhos e demais sintomas corriqueiros. “Isso ocorre na maioria dos indivíduos do prédio exposto a esse tipo de microclima. Dentre os principais distúrbios visuais estão irritações, ardências, vermelhidão, vista embaçada, sensaçao de olho seco e de areia nos olhos”, conta o oftalmologista. 
 
CÉLULAS-TRONCO DA RETINA
 
Ainda em pesquisa, o tratamento com células-tronco poderá recuperar a visão de portadores da retinose pigmentar, uma doença genética que causa a degeneração da retina e a perda gradual da visão, provocando cegueira irreversível. O processo consiste no uso de células-tronco retiradas da medula óssea dos próprios pacientes para estimular a retina deles a recuperar sua função, ao menos parcialmente.
 
DALTONISMO
 
O daltonismo é um tipo de deficiência visual em que o indivíduo não é capaz de reconhecer e diferenciar determinadas cores. “O daltonismo é uma doença genética, caracterizada por alterações dos cromossomos relacionados ao sexo. As pessoas daltônicas podem ver cores, mas não enxergam na mesma tonalidade das pessoas não daltônicas”, afirma o especialista. A maioria dos daltônicos são homens e não sabem que são daltônicos. Portanto, procure seu oftalmologista e faça o teste de daltonismo.
 
Sobre Dr. Richard Yudi Hida
 
Dr. Richard Yudi Hida é um dos maiores cirurgiões oculares reconhecido mundialmente. Há quase 20 anos, Dr. Richard Yudi Hida atua na área de oftalmologia clínica e cirúrgica, no tratamento das mais variadas doenças visuais.
 
O profissional é especializado em oftalmologia pelo Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo.
 
Foi Fellow nas 2 melhores Universidades do Japão (Keio University- School of Medicine e Kyorin University) onde dominou várias áreas da oftalmologia cirúrgica.
 
Atualmente, é chefe do Setor de Catarata do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, responsável por cerca de 500 cirurgias por mês. É também diretor técnico do Banco de Tecidos Oculares da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, responsável por coordenar a distribuição de tecidos oculares para transplante desta instituição. O profissional ainda é membro da equipe de Transplante de Córnea da Santa Casa de São Paulo.
 
É médico voluntário, colaborador e membro do Grupo de Estudo em Superfície Ocular do Departamento de Oftalmologia da Universidade de São Paulo (USP), responsável por orientar inúmeras pesquisas internacionais sobre tratamento e diagnóstico de doenças da superfície ocular.

Fonte: http://www.segs.com.br/saude/27213-curiosidades-oftalmologicas.html