sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Tratamento de degenerescência macular com células estaminais embrionárias dá resultados positivos


A degenerescência macular relacionada com a idade é uma das
principais causas de cegueira nos adultos PEDRO CUNHA

Muitos dos doentes viram a sua visão melhorar substancialmente após um transplante de células da retina derivadas de um embrião humano.

O mais longo ensaio clínico de sempre de uma terapia à base de células estaminais derivadas de embriões humanos conclui que as células embrionárias transplantadas não provocaram, nos doentes, nenhum dos problemas que os cientistas receavam – tais como a formação de tumores. Para mais, a terapia permitiu reverter a cegueira parcial causada pela chamada degenerescência macular em cerca de metade dos olhos doentes tratados, anunciaram os responsáveis pelo estudo na revista médica The Lancet.

Estas conclusões poderão relançar a ideia de utilizar células estaminais no tratamento de doenças – ou seja, células capazes de dar origem a qualquer um dos 200 tipos de células humanas.

Num comentário que acompanha a publicação dos resultados, Anthony Atala, médico do Instituto Forest de Medicina Regenerativa (EUA), diz que o trabalho constitui um “avanço fundamental”.

O potencial terapêutico das células estaminais embrionárias começou por gerar muito entusiasmo entre os cientistas e a opinião pública. Mas entretanto, o debate ético em torno da destruição de embriões humanos (condição sine qua non para obter estas células) – e, em 2011, a interrupção pela empresa norte-americana Geron de um ensaio clínico destinado a tratar lesões graves da espinal medula – fizeram diminuir o interesse comercial em desenvolver este tipo de terapias.

O objectivo principal do presente ensaio clínico era avaliar a segurança das células transplantadas. Estas células, que formam o chamado epitélio pigmentar da retina, tinham sido criadas a partir de células estaminais colhidas num embrião humano, uns dias após a sua geração numa clínica que trata a infertilidade. A seguir, as células estaminais foram induzidas a diferenciar-se em células especializadas do epitélio pigmentar da retina.

O estudo “fornece a primeira prova concreta, em humanos afectados por uma doença, da segurança a longo prazo e da potencial actividade biológica” dos transplantes de células derivadas de embriões, diz Robert Lanza, co-autor do trabalho e máximo responsável científico da empresa Advanced Cell Technology, que produziu as células e financiou o estudo.

Nove pessoas com a doença de Stargardt (que provoca degenerescência macular na infância) e nove com degenerescência macular relacionada com a idade na sua forma “seca” (uma das principais causas de cegueira nos adultos) receberam implantes de células da retina num dos dois olhos. O outro olho serviu de ponto de referência.

Quatro dos olhos tratados desenvolveram uma cataracta e dois uma inflamação, provavelmente devido à idade dos doentes (mediana de 77 anos) ou ao uso de medicamentos supressores da imunidade habitualmente utilizados nos transplantes.

As células do epitélio pigmentar da retina, que ajudam a manter vivas e funcionais as células fotorreceptoras da retina (os cones e os bastonetes sensíveis à luz), sobreviveram nos 18 doentes, a maioria dos quais teve uma melhoria da visão.

Um ano mais tarde, nos doentes com degerenescência macular, o olho que tinha recebido o transplante celular conseguia ver em média 14 letras adicionais numa tabela oftalmológica convencional – enquanto a visão do olho não tratado tinha, em geral, baixado. Os resultados foram semelhantes nas pessoas com a doença de Stargardt.

Em termos da vida real, os doentes que antes não conseguiam ver objectos de altura inferior a quatro metros conseguem agora ver adultos de tamanho normal. E a deficiência visual de um agricultor de 75 anos que era cego do olho tratado (nível de deficiência visual 20/400) passou para apenas 20/40 – o suficiente para ele poder voltar a andar a cavalo, diz Lanza.

Outros doentes conseguiram utilizar computadores, ver as horas num relógio, ir sozinhos a um centro comercial ou deslocar-se a um aeroporto pela primeira vez em anos.

Embora considere estes resultados “encorajadores”, o especialista de células estaminais Dusko Ilic, do Kings College de Londres (que não participou no estudo), avisa que, mesmo que o ensaio clínico mais lato previsto ainda este ano também venha a ser um sucesso, “vai demorar anos até este tratamento ficar disponível”.
fonte: Público
 

Os membros desta Equipa de Dardos são cegos

fonte: DN Lisboa



INGLATERRA: São quatro jogadores, todos com cegueira total, e vão agora participar no seu primeiro campeonato regional. Admitem, no entanto, que ainda causam alguns estragos.
O grupo de amigos reúne-se regularmente no bar local da sua pequena aldeia da Cornualha, na Inglaterra, e diz já acertar no alvo em duas de cada três tentativas.
Para se guiarem, os membros da equipa usam um fio preso ao centro do alvo. Quando vão jogar, seguram o fio com a mão livre, para saber a direção em que devem atirar, e lançam com a outra mão.
A equipa, que se chama os Otimistas, vai agora participar no seu primeiro campeonato regional.
Richard Pryor, um dos quatro membros dos Otimistas, explica ao Telegraph: "O senhorio [do bar] disse que o Rotary Club tinha organizado uma competição de dardos nos bares. Perguntou se queríamos formar uma equipa de dardos cega. Depois de três cervejas faço qualquer coisa, e dissemos que sim."
"Ainda ninguém se magoou," ri Pryor. "Mas já há alguns estragos na porta e à volta do alvo."

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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

MATERIAL SOBRE PARALISIA CEREBRAL


MENINO DE JAQUETA VERMELHA USANDO MULETAS BEIJANDO UM CACHORRO QUE CARREGA OS MATERIAIS NAS SUAS COSTAS

REVISTA NEUROCIÊNCIAS/2009. A IMPORTÂCIA DA HIDROCINESIOTERAPIA NA PARALISIA CEREBRAL: RELATO DE CASO. FABIANO NAVARRO ET AL.
MOTRIZ, RIO CLARO. VOLUME 13. ATIVIDADE AQUÁTICA E PSICOMOTRICIDADE EM CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL. CLAUDIA ARROYO E SANDRA OLIVEIRA.
EQUILÍBRIO CORPORAL EM CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL. CLARISSE TEIXEIRA, ET AL.
JORNAL DE PEDIATRIA. PARALISIA CEREBRAL: NOVAS PERSPECTIVAS TERAPÊUTICAS. NEWRA ROTTA.
REVISTA RENE, VOLUME 11. CRIANÇA COM PARALISIA CEREBRAL: QUAL O MPACTO NA VIDA DO CUIDADOR? CRISTIANE SILVA ET AL.
PARALISIA CEREBRAL: DESEMPENHO FUNCIONAL APÓS TREINAMENTO DA MARCHA EM ESTEIRA. MICHELY SILVA, ET AL.
PARALISIA CEREBRAL: DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO. CAROLINA FUNAYAMA ET AL.

MATERIAL SOBRE TDAH PARA DOWNLOAD


MENINO SENTADO NA MESA RPETIDO QUATRO VEZES OONDE UM ASSOPRA, OUTRO GRTA, OUTRO ASSOBIA E O ULTIMO ESTÁ DEITADO NA MESA


1. GUIA PARA A ATENCIÓN EDUCATIVA DEL ALUMNADO COM TDAH. ASSOCIACIÓN CALMA.
11. GUIA TDAH ASSOCIACION CALMA
2. EL NIÑO COM TDAH: GUIA PRACTICA PARA PADRES.
12. EL NIÑO CON TDAH
3. TDAH: GUIA BREVE PARA PADRES. ASSOCIACIÓN ELISABETH D’ORNANO PARA TDAH.
13. GUIA BREVE PARA PADRES
4. GUIA PRÁCTICO PARA EDUCADORES: EL ALUMNADO COM TDAH. ANDANA FUNDACIÓ.
14. GUIA PRACTICO PARA EDUCADORES
5. TDAH: GUIA BREVE PARA PROFESSORES: ASSOCIACIÓN ELISABETH D’ORNANO PARA TDAH.

Pedido de colaboração em estudo

Colegas da zona de Setúbal, Lisboa e zona Centro, um aluno da UM precisa de ajuda, um último esforço para a concluir a recolha de dados do projeto de investigação que está a desenvolver no curso de doutoramento.
São só mais 30 inquéritos em cada uma das zonas.
Vamos lá ajudar!
https://www.facebook.com/PROJETO.TVA?ref=ts&fref=ts
Transição para a Vida Adulta - U. Minho

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Livro conta histórias de quem deu a volta à paralisia cerebral

Um bailarino, uma socióloga, dois informáticos e uma professora, todos vítimas da doença, falam sobre os seus projectos profissionais numa obra que será lançada nesta segunda-feira na Casa da Música.

A jornalista da RTP Fátima Araújo é a autora do livro hoje apresentado no Porto JORGE SILVA
  • Rui Reisinho, 37 anos, bailarino, DJ, designer numa empresa multimédia, fundador da A_JU_DANÇA, a primeira companhia de dança inclusiva do país, sonha com um campeonato de dança para pessoas com deficiência. Rui ouve, mas não fala. Tem uma folha com as letras do alfabeto e os números de 0 a 9 para compor frases e comunicar.

  • Ana Catarina Correia, 23 anos, frequenta o mestrado de Sociologia na Faculdade de Letras do Porto. Está a concluir a tese onde aborda as desigualdades das mulheres com deficiência. É activista do Movimento de (d)Eficientes Indignados, que luta para que os deficientes possam escolher a forma como querem ser apoiados. Defende a criação de institutos de vida independente como alternativa à institucionalização. Ou seja, residências para deficientes como as que existem na Suécia que lhes permitem alguma autonomia. Ana anda de cadeira de rodas, não consegue mexer-se ou levantar-se sozinha. Mora numa residência universitária e tem o apoio de uma assistente pessoal.  Quer dedicar-se à investigação sociológica e trabalhar numa Organização Não Governamental.

  • José Pedro Gomes, 23 anos, licenciado em Informática, está a desenvolver uma aplicação informática que permitirá às pessoas com deficiência, e não só, usar um telemóvel ou um tablet através do olhar. No início do ano recebeu uma carta da presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, que realça o seu “exemplo de excelência”. Depende de uma cadeira de rodas para se deslocar, tem problemas na fala. Quer criar uma empresa que arranje soluções para pessoas com deficiência. Maria de Fátima Ferreira, 38 anos, professora em Rio Tinto, escritora, várias vezes campeã nacional de natação adaptada, ganhou 40 medalhas de ouro. Vive com os pais. José Rui Silva, 24 anos, mestre em Ciências da Informação, estudou a forma de desenvolver um sistema para ajudar a controlar o absentismo dos profissionais de saúde do Hospital de São João, no Porto. Quer ser consultor em tecnologias e sistemas de informação. É atleta federado de vela adaptada e praticante de natação. As cinco histórias destas pessoas são contadas no livro Por Acaso… de Fátima Araújo, jornalista da RTP, que hoje é apresentado na Casa da Música, no Porto, por ser Dia Nacional da Paralisia Cerebral.

  • A obra não nasceu por acaso. Fátima Araújo andou seis meses a ouvir e gravar o que pessoas com paralisia cerebral, casos de superação, tinham para dizer. O desafio foi lançado pela IMOA – Clothing for All, de São João da Madeira, que faz roupa inclusiva e que testou o vestuário em utentes da Associação do Porto de Paralisia Cerebral. Foi quando que se deu o clique: havia histórias que tinham se ser contadas. Fátima Araújo aceitou o convite. Chama-lhe reportagem jornalística e não livro e justifica o nome com os acasos da vida. “Por acaso, todos somos fruto de algum acaso, tenha sido ele mais ou menos feliz. Por acaso essas pessoas são assim, mas por acaso têm a capacidade de se auto-superar e demostram-no diariamente” nos seus projectos profissionais, refere
  • O neurocirurgião João Lobo Antunes assina o prefácio. “Estas são cinco histórias sobre quem recusou render-se e é, portanto, um cântico de louvor à vitória sobre o próprio corpo ferido e rebelde, uma luta em que as armas que mais contam são a vontade, a tenacidade – quero dizer a vontade sustentada -, a esperança – no sentido da procura da realização de um objectivo -, e uma inesgotável dieta de amor por parte daqueles que cuidam destas pessoas”, escreve.
  • Fátima Araújo colocou de lado um discurso derrotista. Há bons exemplos a contar, mas há também aspectos a mudar. A jornalista defende uma “grandiosa reestruturação social para mudar mentalidades, práticas e políticas”.
  • “Foram dois os objectivos do livro. Por um lado agitar consciências no sentido de dar visibilidade a casos positivos e, por outro, até porque as conversas com os protagonistas do livro discorriam sempre nesse sentido, dar visibilidade àquilo que eles próprios reivindicam, para o que eles acham que é necessário fazer, para o que faz falta aperfeiçoar”. As últimas páginas destinam-se ao que deve ser feito. Mais apoios e respostas sociais, criação de “subsídios dignos” para as famílias, mais cursos de formação para cuidadores e assistentes de pessoas com deficiência e a eliminação de barreiras arquitectónicas são algumas das propostas.
  •  Telas, Camané e Laginha
  • A Associação do Porto de Paralisia Cerebral e a Federação Portuguesa das Associações com Paralisia Cerebral assinalam hoje o Dia Nacional da Paralisia Cerebral. Os números mostram a realidade desta deficiência que se caracteriza por um conjunto de défices permanentes dos movimentos e da postura provocados por algum distúrbio no encéfalo durante o desenvolvimento do feto ou depois do nascimento. Em Portugal, há mais de 20 mil pessoas com paralisia cerebral e, por ano, surgem 200 novos casos. Mais de 40 por cento têm uma inteligência normal e mais de 45 por cento das crianças dependiam de terceiros para toda a vida, segundo um estudo realizado em 2006.
  • O livro Por Acaso… é apresentado na Casa da Música pelas 19h00, seguindo-se um concerto de Camané e Mário Laginha. Durante o dia há mais iniciativas espalhadas pelo Porto. Quem passar no largo da Estação da Trindade, entre as 10h30 e as 12h00, é convidado a pintar telas em pessoas com paralisia cerebral para a construção cromática de uma obra de arte viva, num projecto orientado pela artista plástica Suzete Azevedo. No Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral constrói-se um labirinto interactivo com utilização de várias tecnologias, das 10h00 às 12h00. No auditório Horácio Marçal, em Paranhos, passam às 10h30 os documentários IV Campus Artístico e Bola Cá, Bola Lá. O workshop prático de expressões Não aos Sentidos Proibidos tem lugar no Hub do Porto, das 10h00 às 13h00. Pelas 16h30, na praça da Casa da Música, há uma performance em que todos podem participar.