quinta-feira, 29 de maio de 2014

Cegos vão poder «ver» o céu


Mais de 40 telescópios são instalados no fim de semana em Moimenta da Beira, para participar numa concentração onde, pela primeira vez, cegos poderão observar o céu em tempo real.

A concentração de telescópios de Moimenta da Beira - que tem como ponto alto a observação noturna do céu no sábado à noite - vai na sua quarta edição e é organizada pelo Clube das Ciências da Escola Básica e Secundária do concelho.

«As expectativas são bastante grandes. Atendendo ao número de pré-inscrições feitas, que não são obrigatórias, vamos ultrapassar as anteriores edições em número de pessoas e de telescópios», disse à agência Lusa Paulo Sanches, coordenador do Clube das Ciências.

Até hoje, já mais de 150 pessoas de fora de Moimenta da Beira, de norte a sul do país, fizeram a pré-inscrição.

«Mas há muitos astrónomos que aparecem sem fazer a pré-inscrição. Por isso, a expectativa é que ultrapassaremos os 42 telescópios da primeira edição», afirmou.

Segundo Paulo Sanches, há cerca de três semanas, numa conversa com uma colega, surgiu a ideia de, durante a concentração de telescópios, possibilitar uma observação do céu, em tempo real, a invisuais.

«Percebi que íamos precisar de webcams, computadores, impressoras normais e impressoras térmicas, porque o objetivo é imprimir em papel com relevo o que estamos a observar no momento», explicou.

Na terça-feira, o docente conseguiu reunir as condições e dessa forma, no sábado à noite, será possível alguns cegos participarem na observação noturna do céu.

A iniciativa «O céu nas tuas mãos - astronomia tátil» será dinamizada em parceria com Lina Canas, do NUCLIO - Núcleo Interactivo de Astronomia.

A concentração de telescópios de Moimenta da Beira realizou-se pela primeira vez em 2009, no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Astronomia.

«Foi uma ideia que tive. Pensei: se se faziam concentrações de motas, porque não haveria de fazer uma concentração de telescópios?», contou Paulo Sanches, acrescentando que «era uma atividade apenas para esse ano», mas o seu sucesso levou à continuidade.

Na sua opinião, o céu de Moimenta da Beira, no interior norte de Portugal, é ideal para a iniciativa.

«Não há tanta poluição luminosa e como vamos para um sítio alto (o recinto do Santuário de São Torcato, em Cabaços) e temos o cuidado de desligar a iluminação pública, ainda mais escura fica a noite», sublinhou.

Nesta iniciativa, cujo programa integra a realização de várias palestras durante a tarde de sábado, participam sobretudo astrónomos, mas também professores de outras escolas e pessoas que sentem curiosidade pela astronomia.

«Mas, além das pessoas que participam no programa todo, a partir das 21:30 chegamos a receber lá em cima (no recinto do santuário) 200 pessoas que não se inscreveram», para a observação noturna, acrescentou.

In: TVI24 por indicação de Livresco

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Publicação do diploma sobre a organização do ano letivo


O Despacho normativo n.º 6/2014 procede à organização do ano letivo e define:

a) Normas que reforçam a autonomia dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, doravante designados por escolas;

b) Disposições relativas à distribuição de serviço docente;

c) Critérios para a fixação do número de adjuntos do diretor;

d) Critérios de atribuição de crédito horário;

e) Limites dentro dos quais são organizados os horários dos alunos e dos docentes.

Todos Juntos Podemos Ler

A Rede de Bibliotecas (RBE) e o Plano Nacional de Leitura (PNL), em articulação com a Direção de Serviços
 de Educação Especial e de Apoios Socioeducativos (DSEEAS) da Direção Geral da Educação lançam a 
candidatura nacional Todos Juntos Podemos Ler.


Esta candidatura visa :
  • Dotar as bibliotecas escolares de recursos adequados, em diferentes formatos acessíveis aos alunos com necessidades educativas especiais (NEE) ;
  • Desenvolver boas práticas de promoção da leitura, tendo em conta as capacidades e necessidades individuais dos alunos.

Aviso de abertura [2014.05.12]



Para mais informações, contactar a Rede de Bibliotecas Escolares

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Telemóvel com teclado em braille começa a ser vendido pela OwnPhone



imagem: telemoveis muito coloridos com teclas em braille
A empresa OwnPhone lançou um aparelho que diz ser o
primeiro telemóvel em braille a ser comercializado no mundo.

Anteriormente outros telemóveis com braille já tinham sido inventados, mas a OwnPhone diz que o seu aparelho – cujas faces dianteira e traseira foram feitas em impressoras 3D e podem ser personalizadas – é o único a ser colocado à venda.

Para deficientes visuais que não conhecerem a linguagem braille, é possível imprimir letras e números em relevo no teclado.

O telemóvel por enquanto está disponível apenas no Reino Unido, por 60 libras (cerca de 74 euros). Segundo o seu inventor, Tom Sunderland, a impressão das capas em 3D ajuda a baixar o seu custo.

“A impressão é uma forma rápida e economicamente eficiente de criar botões personalizados em Braille”, diz à BBC.


Personalizado

Em 2012, a OwnPhone tinha lançado o primeiro telemóvel parcialmente feito com a ajuda de impressoras 3D. No ano seguinte, desenvolveu uma edição dedicada a crianças, chamada 1stFone – um aparelho do tamanho de um cartão de crédito com botões programados para ligar para números pré-programados.

O “braille-fone” é baseado nesses aparelhos prévios, mantendo o seu tamanho pequeno e seu design colorido.

“Pode ser personalizado com dois ou quatro botões em braille, pré-programados para telefonar a amigos, parentes, colegas de trabalho ou serviços de emergência”, explica Sunderland.

Apesar das inovações, a ideia não é completamente original. A start-up indiana Kriyate construiu um protótipo de smartphone preparado com a linguagem Braille e que usa comandos ligados à vibração do telefone para ajudar o deficiente visual.

Algumas dessas vantagens podem até ser substituídas por aplicações, como o VoiceOver, da Apple, que tem um leitor de ecrã que permite ao utilizador navegar pelo telemóvel e ouvir o que está no monitor.

Fonte: ZAP / BBC

Oftalmologia: Portugal participa em ensaio internacional



Há uma equipa de especialistas portugueses a participar num ensaio clínico internacional com vista à avaliação do potencial de um novo fármaco no tratamento de uma doença oftalmológica que afeta a transparência da córnea. Trata-se de um grupo do Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, numa prestação que se está a revelar "promissora" e com "bons resultados".

Os testes arrancaram há dois meses, encontrando-se a decorrer em 39 centros de nove países europeus até ao final do ano. Até à data, o mesmo está a mostrar-se "promissor" no que diz respeito à queratite neurotrófica, uma doença oftalmológica que se estima "afetar uma em cada 5.000 pessoas".

A mesma pode levar "à perda de transparência da córnea", podendo, inclusive, haver "uma diminuição acentuada da capacidade de visão". Quem o explica é Joaquim Murta, líder da equipa do Centro de Responsabilidade Integrado do Serviço de Oftalmologia do Centro Hospital e Universitário de Coimbra que realiza o ensaio.

Em declarações à Lusa, o responsável adianta que, nas situações mais graves, "a parte da frente do olho fica com um vidro opaco", impedindo o doente de ver mais do que apenas "algumas luzes e sombras".

De difícil tratamento, a doença chega a implicar, por vezes, um transplante da córnea. Por isso, o especialista salienta que, a comprovar a eficácia do novo medicamento, este pode ver a tornar possível o tratamento das situações "de forma rápida", evitando chegar "a estados mais avançados".
Além disso, o fármaco em questão ajuda, ainda, a "cicatrizar úlceras na córnea" que, sem o devido acompanhamento e auxílio, "conduzem a consequências irreversíveis na transparência da córnea".
Atualmente, a queratite neurotrófica tem vindo a tornar-se "cada vez mais frequente", devido ao maior número de cirurgias oculares que se fazem, bem como ao aumento de alergias e medicações locais nos olhos.
 

Exercícios físicos evitam principais causas da cegueira em humanos


Em experiência com ratos, cientistas descobrem que mexer o corpo regularmente reduz a degeneração da área central da retina
A principal arma a favor do emagrecimento também pode render benefícios aos olhos. Cientistas da Universidade de Emory, no Estados Unidos, confirmaram uma suspeita comum entre os oftalmologistas: a prática de atividades físicas previne contra a degeneração macular, principal causa de perda de visão entre os adultos mais velhos.

“Esse é o primeiro relatório que mostra como o exercício simples tem um efeito direto sobre a visão. Existem alguns trabalhos relacionando os exercícios e a melhora da saúde da retina, e estudos que comprovam os efeitos positivos para a memória. Diante disso, nós nos perguntamos: se o hipocampo tem esse benefício, a retina também teria? ”, conta Machelle Pardue, pesquisadora da Faculdade de Oftalmologia da Universidade de Emory e autora do estudo publicado no Journal of Neuroscience.
Para responder a essa pergunta, Machelle e a equipe liderada por ela fizeram um experimento com ratos. Os animais praticaram exercícios físicos e, depois, foram induzidos a ter degeneração macular por meio da reflexão de luz tóxica nas retinas deles. Após semanas de observação, os cientistas notaram que os ratos que realizaram exercícios mostraram uma menor degeneração de fotorreceptores da retina, responsáveis pela visão, em comparação aos animais que não haviam se exercitado.

Também foram observados os níveis de NPDF – fator neurotrófico do cérebro responsável pela neuroproteção. As taxas foram maiores nos ratos que se exercitaram. Para confirmar se o fator era o responsável pela melhora da visão das cobaias, os pesquisadores anularam a função do NPDF nos ratos beneficiados e notaram que, após a interferência, os efeitos de proteção na retina não permaneceram. “Percebemos que os exercícios físicos parecem diminuir a ‘taxa de morte’ dos fotorreceptores. Nossos experimentos sugerem que isso ocorre devido a um aumento do NPDF no cérebro”, destaca a pesquisadora.

Rodrigo Brant, oftalmologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), conta que trabalhos na instituição brasileira já haviam detectado os efeitos positivos das atividades físicas na vascularização dos olhos. “Uma das primeiras coisas que percebemos foi que a prática física também beneficia a pressão ocular, que precisa ser controlada em quem sofre de glaucoma, por exemplo. Ou seja, essa é uma suspeita que tínhamos. Agora, com esse experimento, há mais dados apontando para essa melhora”, destaca. [...]
Fonte da notícia: http://sites.uai.com.br/

Analisar os olhos para diagnosticar diversas doenças



retinografia
Investigador português participa em projeto europeu
para detetar doenças a partir de retinografias
Os olhos são o melhor espelho dos vasos sanguíneos. Há muito que se sabe que a análise de imagens da retina permite o diagnóstico de várias doenças, mas esse conhecimento não está sistematizado para ser clinicamente útil. Um projeto europeu, no qual participa um jovem investigador de Santa Maria da Feira, está a desenvolver um sistema para detetar doenças a partir de imagens do olho.
Há diversas patologias em que se verificam alterações ao nível da rede vascular e o olho é o melhor órgão para as observar sem recurso a cortes, biopsias ou quaisquer métodos invasivos, explica Pedro Guimarães, estudante de doutoramento na Universidade de Pádua (Itália) que integra o projeto REVAMMAD (do inglês: Retinal Vascular Modelling, Measurement and Diagnosis.
Assim, a partir de uma fotografia do olho (retinografia), é possível observar a morfologia dos vasos e diagnosticar doenças como diabetes e hipertensão. Uma configuração tortuosa, por exemplo, indicia problemas do sistema circulatório.